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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Dieta 5/2: conheça os prós e contras desse método para emagrecer

Conheça os prós e contras da dieta 5/2
Foto: Reprodução
Conheça este regime que proporciona a perda de peso, mas torna o metabolismo lento e pode gerar compulsão alimentar
 
A dieta 5/2 ou dieta dos dois dias é um método de emagrecimento no qual a pessoa fica dois dias da semana, preferencialmente um seguido do outro, comendo apenas 500 calorias, no caso das mulheres, ou 600 calorias, no caso dos homens. Durante os outros dias, os indivíduos podem ingerir até 1500 calorias
 
O método foi criado pelo médico britânico Michael Mosley e conta com variações feitas por outros especialistas. As modificações podem envolver ficar os dois dias em jejum, regime que potencializa os malefícios da versão com poucas calorias, ou reduzir apenas os carboidratos simples nos dois dias e não se preocupar com as calorias.

Apesar de conseguir proporcionar a perda de peso e de algumas outras pesquisas apontarem benefícios desta dieta para a saúde, o método para perder peso pode ter o efeito contrário e com o tempo levar à perda de peso e desnutrição.
 
Entenda melhor os problemas da dieta 5/2 e por que ela emagrece:
 
Por que emagrece
Na realidade não são os dois dias com o consumo limitado de 500 a 600 calorias que irão proporcionar o emagrecimento, mas sim os outros dias de consumo de 1500 calorias. "O consumo médio da população é de 2.500 calorias, a verdadeira privação são justamente os dias em que a pessoa acredita que não há dieta. Os dois dias comendo menos são só um ritual porque essas dietas da moda precisam disso", explica a nutricionista Amanda Epifânio do Centro Integrado de terapia nutricional (CITEN).

Provavelmente pessoas que já possuem uma dieta balanceada não perceberiam diferenças no peso ao adotar a dieta dos dois dias. Além disso, propor a mesma restrição calórica para todas as pessoas não é recomendado. "Essas dietas da moda tratam todos os corpos da mesma maneira. Eu, por exemplo, tenho uma necessidade de 1600 calorias por dia, se me der 1500 eu não perco nada. Além disso, a dieta precisa se adequar às necessidades da pessoa para que ela consiga mantê-la", conta Epifânio.                      
 
Problemas da falta de calorias
A quantidade de calorias propostas nos dois dias de grande restrição não alcança nem o mínimo de calorias que uma pessoa necessita para o organismo realizar suas funções. "Consumir essa quantidade de energia durante dois dias seguidos não tem um prejuízo grave, talvez possa faltar ânimo, ter dor de cabeça e tontura", constata a nutricionista Daniela Jobst. Uma das recomendações da dieta é continuar se exercitando mesmo nos dias das 500 calorias, porém, com um aporte tão baixo de energia isto pode fazer com que a pessoa passe mal e chegue até mesmo a desmaiar. Porém, após algum tempo os estoques de nutrientes do corpo humano se esgotam e os problemas passam a ficar mais graves. "Por um longo prazo as pessoas sofrem desnutrição mesmo, pois esta dieta não oferece a quantidade necessária de vitaminas e minerais", diz Epifânio.  
 
Como a dieta afeta o metabolismo
Ao propor a restrição calórica, a dieta 5/2 pode até levar ao emagrecimento, contudo, com o tempo pode prejudicar o metabolismo e favorecer o ganho de peso. "Isto ocorre porque o corpo pensa que você está com um aporte calórico pequeno e, então, faz com que o metabolismo fique lento para reter energia. Depois, o organismo não entende que o consumo aumentou e tende a absorver mais calorias do que necessita", explica Jobst.

Outro problema é que nos dias de restrição os criadores do regime recomendam que a pessoa fique longos períodos de jejum entre uma refeição e outra. Porém, isto também irá contribuir para que o metabolismo fique ainda mais lento.
 
O risco da compulsão alimentar
No dia posterior aqueles das 500 calorias, os riscos de ansiedade e compulsão alimentar são altos. "O problema ocorre porque a pessoa ficou muito tempo sem comer e quer repor isso, o que pode até ser desencadeante para um transtorno alimentar", alerta Epifânio. Esta compulsão por comer mais no dia seguinte também irá contribuir para o ganho de peso. 
 
A dieta 5/2 previne doenças?
Alguns pesquisas constataram que a dieta dos dois dias ajuda a prevenir diversos problemas de saúde, entre eles o câncer de mama. Porém, pode não ser exatamente este regime específico que proporciona o benefício. "O que causa a prevenção do câncer é emagrecer. O câncer de mama é extremamente estimulado pelos hormônios femininos e o peso em excesso ou muito baixo altera esses hormônios", explica Epifânio.

Um ponto que pode ser interessante é que algumas versões da dieta propõe diminuir a quantidade de carboidratos consumidos. "O excesso deste nutriente é inflamatório, assim quando o consumo dos carboidratos é reduzido, os riscos de doenças inflamatórias, como colesterol alto e diabetes, diminui", conta Jobst.

Os estudos apontaram que a dieta 5/2 ajudaria a controlar o colesterol, os níveis de açúcar no sangue e a pressão arterial. "Estes pontos positivos também ocorrem apenas por causa da perda de peso, o benefício de emagrecer é gigante, mesmo quando isso ocorre com uma dieta que não é boa para a saúde", constata Epifânio.  
 
Alerta para pessoas com diabetes 
Apesar da dieta 5/2 poder diminuir os níveis de açúcar no organismo e envolver a restrição de carboidratos, ela não é recomendada para pessoas com diabetes. "Ela é proibida para este grupo, pois seguindo cardápios de 500 calorias, os pacientes correm o risco de sofrer uma hipoglicemia severa", conta Epifânio. 
 
A dieta correta
A melhor maneira de emagrecer não é com dietas da moda como a 5/2. O correto é fazer uma restrição calórica não tão brusca. "A orientação é comer mais vezes ao dia com menos volume", diz Jobst. Invista em frutas, verduras, vegetais, cereais integrais e em carnes magras, como peixes e frango, e reduza o consumo de alimentos com açúcar refinado, industrializados e aqueles ricos em gorduras saturadas, como a carne vermelha. 
 
Minha Vida

Repost - Saúde íntima: nove perguntas que são ignoradas na consulta médica


camisinhas coloridas - Foto: Getty Images
Getty Images
A camisinha deve ser colocada antes do início da relação
e permanecer lá até o final
Descubra se coito interrompido previne DST e se é normal o órgão sexual ficar inchado
 
Você está na consulta ginecológica ou urológica e se lembra daquela dúvida que pintou no banheiro outro dia, mas desiste de perguntar por ser constrangedora - ou então por medo do médico achar óbvio demais. Entretanto, muitas vezes o questionamento que parece bobo pode ser o mais importante, indicando uma possível doença ou um comportamento inadequado.
 
Pensando nisso, conversamos com profissionais e respondendo algumas dessas perguntas:
 
É normal ter um dos seios ou testículos maior que o outro?
Diferenças discretas de volume entre os testículos e seios são consideradas normais. No caso dos seios, pode acontecer principalmente em mulheres porque, na puberdade, uma das mamas pode ter mais receptores de hormônio, levando a um crescimento maior.
 
"Nos testículos isso ocorre geralmente por conta da variação no pequeno volume de líquido que se apresenta ao redor dos testículos", explica o urologista Mauro Pinheiro, do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia - regional Rio de Janeiro.
 
Essas diferenças são preocupantes quando surgem subitamente, são muito grandes e/ou associadas à dor na região. "Nestes casos, deve-se suspeitar de processos inflamatórios, infecciosos ou até mesmo de câncer, e um médico urologista ou mastologista deve ser consultado."
 
Após masturbação excessiva, é normal o pênis ou a vagina ficar inchado?
"O atrito em excesso nos tecidos do pênis e vagina pode resultar em um edema, que é um discreto acúmulo de líquido nesses tecidos", explica o urologista Mauro. O resultado disso é um aspecto de "inchaço", que pode ocorrer devido a esse líquido acumulado. "O edema tende a reduzir e desaparecer algumas horas após o repouso", diz. Caso o problema persista, o indicado é procurar um médico.

As bombas penianas, muito utilizadas na Europa e Estados Unidos, são mecanismos que, acoplados ao pênis, produzem um vácuo que faz com que o sangue venoso reflita para dentro do pênis, em um processo semelhante ao da ereção. "A diferença é que, na ereção verdadeira, o sangue que preenche o pênis é arterial e não venoso", explica o urologista Mauro. Se utilizadas durante um período prolongado ou caso ocorra um vácuo muito forte, pode sim ocorrer um edema dos tecidos periféricos, visualizados como um "inchaço".
 
É necessário tomar banho imediatamente após a relação sexual?
Sim, é necessário, mas você não precisa sair correndo para o banheiro logo após o sexo. Higienizar o órgão sexual depois do ato ajuda a evitar principalmente infeções causadas por fungos, como a candidíase. Lavar o órgão após a relação sexual também ajuda a remover resíduos de sêmen e excesso de lubrificante do preservativo.
 
Caso você não tenha usado preservativo, a higiene também serve para retirar o muco da lubrificação natural da vagina junto com resíduo de secreção espermática após a ejaculação - ambos ricos em substâncias que servem como meio de cultura para bactérias e fungos.
 
"A flora bacteriana nos tecidos do pênis e vagina está aumentada após a relação sexual, principalmente quando próximo do período menstrual", afirma o urologista Mauro. Caso essa flora esteja modificada por conta de patologia prévia na mucosa do pênis ou vagina, há o risco de transmissão de DSTs. "A higiene pode ser feita até em poucas horas após a relação - não precisa ser imediatamente, porém não se deve deixar nunca para o dia seguinte."
 
Por que algumas pessoas têm vontade de urinar após a relação sexual?
Segundo o urologista Mauro, existe um reflexo após o orgasmo sexual, que desencadeia a contração de vários músculos da pelve, inclusive da bexiga e dos esfíncteres envolvidos na micção, podendo desencadear em alguns indivíduos um desejo de urinar logo após.
 
"Urinar depois do sexo também é importante para limpar o canal urinário, diminuindo o risco de possíveis infecções por bactérias", ressalta a ginecologista Rita Géssia Patriani Rodrigues, do hospital São Luiz Itaim, em São Paulo.
 
Para que servem os pelos pubianos?
Evolutivamente, os pelos pubianos existem para a proteção da região genital. Aparar os pelos é eventualmente recomendado para facilitar a higiene e evitar a umidade no local, que pode propiciar crescimento de fungos.
 
"Isso porque na base do pelo há glândulas que produzem suor e gorduras para lubrificar e resfriar a pele, e essas podem causar um cheiro desagradável ou servir de alimento para germes, predispondo ao aparecimento de doenças de pele", completa o urologista Ravendra Muniz, do Núcleo de Urologia do Hospital Samaritano de São Paulo.

Se você tem uma higiene íntima adequada diariamente e seu órgão genital está saudável, a depilação não se faz necessária. Dessa forma, é importante manter a região sempre limpa e os pelos aparados quando necessário, para não dar margem ao acúmulo de fungos e bactérias nocivas.
 
"A depilação total da região genital deve ser evitada devido ao risco de ferir uma pele que é muito fina e está próxima de uma flora bacteriana naturalmente maior que a de outros locais, apresentado, portanto, algum risco de infecção", afirma o urologista Mauro. O melhor seria apenas aparar os pelos, evitando depilar. Caso deseje, a depilação deve ser realizada com extremo cuidado e higiene.
 
Quais os problemas em machucar o pênis ou a vagina durante a depilação?
Se você prefere se depilar e sofreu algum corte durante o processo, o ideal é higienizar bem a área no momento e manter a higiene com atenção redobrada nos próximos dias, acompanhando a ferida de perto. Caso aconteça algum inchaço, inflamação ou infecção na área afetada, procure um médico. Evite roupas que friccionem o local durante a cicatrização e dê um tempo nas relações sexuais.
 
Em caso de lesão ou fissura durante a relação é necessário procurar um médico?
Sim. "Se ocorrer qualquer fissura ou lesão no órgão sexual, sempre é necessário procurar um médico", alerta o urologista Mauro. Já o urologista Ravendra completa dizendo que as recomendações para esse caso são parecidas com as dadas para o depilação, inclusive com repouso ou abstinência sexual até que a ferida cicatrize completamente.
 
Coito interrompido ou usar camisinha apenas no momento da ejaculação protege de DSTs?
Os especialistas são categóricos: não. "O coito interrompido não protege a pessoa de absolutamente nada, nem mesmo do contágio do HIV e das hepatites", diz Mauro Pinheiro. Inclusive, o coito interrompido pode não deixar a pessoa completamente protegida da gravidez, no caso de relações heterossexuais. Dessa forma, a recomendação de colocar a camisinha antes do ato persiste.
 
O risco de transmissão de DSTs com uso da camisinha apenas na hora da ejaculação é total, uma vez que a lubrificação vaginal e o líquido liberado pelo pênis antes da ejaculação também contém vírus e bactérias transmissoras de DST.
 
Além disso, verrugas e feridas causadas por HPV, candidíase ou sífilis podem estar presentes na pele do pênis ou vagina, e o contato seria suficiente para transmissão. "Há também o risco de uma fissura ou ferida, levando ao contato de sangue com sangue", lembra o urologista Ravendra. Por isso, a camisinha deve ser colocada antes do início da relação e permanecer lá até o final.
 
Uma pessoa em tratamento para DST coloca o parceiro em risco se transar sem camisinha?
O paciente em tratamento para doença sexualmente transmissível curáveis, como o HPV, gonorreia e clamídia, deve manter abstinência sexual até a completa cicatrização ou remissão da DST. No caso de DSTs crônicas, como a Aids, o recomendado é sempre fazer sexo com preservativos. "É preferível ainda que essa pessoa seja avaliada por um médico - idealmente aquele que iniciou o tratamento - para que dele dê essa permissão", lembra o urologista Ravendra.
 
Minha Vida

Descoberta pode levar a pílula 'antiapetite' contra obesidade

PA
Remédio poderia combater obesidade, hoje uma epidemia
global, dizem pesquisadores
Segredo estaria em molécula liberada pelo intestino durante ingestão de frutas, verduras e legumes
 
A descoberta de uma molécula que diz ao corpo quando se deve parar de comer abre caminho para o desenvolvimento de novos medicamentos contra a obesidade, anunciaram cientistas na Grã-Bretanha.
 
Segundo pesquisadores do Imperial College, de Londres, o segredo estaria em uma substância chamada acetato, liberada no intestino durante a digestão das fibras presentes em frutas, legumes e verduras.
 
Eles dizem que uma pílula com a molécula teoricamente poderia ajudar as pessoas a diminuírem a ingestão de comida sem se submeter a dietas rigorosas.
 
No Brasil, ainda que a obesidade tenha parado de crescer, segundo pesquisa divulgada na quarta-feira, 50,8% têm sobrepeso – e 17,5% são obesos.
 
O estudo britânico, que foi publicado na revista científica Nature, aponta que grandes quantidades de acetato são liberadas quando frutas, legumes e verduras são digeridas por bactérias intestinais.
 
Hipotálamo
Os cientistas observaram o comportamento da molécula e constataram que a substância tinha impacto sobre a região do hipotálamo do cérebro, que controla a fome.
 
A pesquisa sugere que a obesidade se tornou uma epidemia global quando a humanidade passou a ter uma dieta baseada em comida processada, que não reage com a bactéria presente no intestino e, portanto, não produz acetato. Dessa forma, o cérebro não recebe qualquer sinal de saciedade.
 
Atualmente, a dieta padrão na Europa contém apenas 15 gramas de fibras por dia. Nos tempos da Idade da Pedra, esse valor era de 100 gramas por dia.
 
"Infelizmente, o nosso sistema digestivo não evoluiu a tal ponto de termos de lidar com a dieta moderna e esse desequilíbrio contribui para a epidemia de obesidade de hoje em dia", afirmou o professor Gary Frost, do Imperial College, ao jornal britânico The Daily Telegraph.
 
Novas drogas
Embora afirmem que a principal conclusão da pesquisa é alertar sobre a necessidade de ingerir mais frutas, verduras e legumes, os cientistas dizem acreditar que seria possível criar novas drogas para ajudar quem faz dieta.
 
"Nossa pesquisa mostra que a liberação do acetato é importante para entender como as fibras reduzem o apetite e isso pode ajudar a comunidade médica a combater a ingestão excessiva de alimentos", afirmou Frost.
 
"O maior desafio é desenvolver uma droga que possa liberar a quantidade de acetato necessária para controlar a saciedade de uma forma que seja aceitável e segura para os humanos", acrescentou o pesquisador.
 
Pesquisa
O estudo analisou os efeitos de um tipo de fibra chamada inulina, que vem da chicória e beterraba e também é adicionada em barras de cereais.
 
Experimentos feitos em camundongos revelaram que as cobaias submetidas a uma dieta rica em gordura com adição de inulina comeram menos e ganharam menos peso do que as que ingeriram uma dieta rica em gordura sem inulina.
 
Eles também descobriram que o acetato se acumula no hipotálamo e ali desencadeia uma série de reações químicas que afetam neurônios, reduzindo fome.
 
A pesquisa também mostrou que quando o acetato foi injetado diretamente na corrente sanguínea, no intestino ou no cérebro, os camundongos reduziram a ingestão de comida.
 
Como o acetato permanece ativo apenas por um pequeno período de tempo no corpo, cientistas acreditam que uma "pílula de acetato" seja necessária para prolongar o efeito da substância no organismo.
 
BBC Brasil / iG

Barack Obama e Daniel Craig protagonizam campanha contra violência sexual

Reprodução/YouTube
Joe Biden, Barack Obama, Daniel Craig, Dulé Hill, Steve Carell,
Seth Meyers e Benicio Del Toro
Ao lado de atores famosos, presidente e vice-presidente dos EUA pedem que os homens não fiquem parados e "façam parte da solução" deste problema
 
O que uniria Barack Obama e Joe Biden, presidente e vice-presidente dos EUA, respectivamente, e os atores Daniel Craig - o atual James Bond -, Benicio Del Toro, Dulé Hill, Seth Meyers e Steve Carell em uma mesma produção? Violência sexual contra as mulheres.
 
Os sete aparecem no vídeo (clique para assistir) da campanha "1 is 2 Many", que pode ser entendido como "um caso de violência sexual já é muito", divulgado na última terça-feira pelo perfil da Casa Branca no YouTube.
 
Obama, Biden, Craig e os outros pedem que os homens façam parte da solução deste problema nos EUA - embora a mensagem seja válida para todos os países -, denunciando casos e ajudando as vítimas, não as culpando, como 26% dos brasileiro entrevistados fizeram em uma recente pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas).
 
Leia abaixo a transcrição do diálogo:
"Nós temos um grande problema e precisamos da sua ajuda. Está acontecendo em campus universitários, em bares, em festas e até em colégios. Está acontecendo com nossas irmãs, nossas filhas, nossas esposas, nossas amigas. Se chama violência sexual, e isso precisa parar. Nós temos que parar com isso, então escute. Se ela não consentir ou não puder consentir, é estupro, é violência, é crime, é errado. Se eu visse isso acontecendo, fui ensinado a fazer algo a respeito. Se eu visse isso acontecendo, eu denunciaria. Se eu visse isso acontecendo, eu nunca culparia a mulher. Eu a ajudaria. Porque eu não quero ser parte do problema. Eu quero ser parte da solução. Precisamos que todos vocês façam parte da solução. Isto é sobre respeito, sobre responsabilidade. Cabe a todos nós acabar com a violência sexual. E isso começa com você. Porque um [caso] é muito."
 
iG

É possível conciliar maternidade e carreira

Getty Images
Dentista: uma das profissões apontadas pelas especialistas
Especialistas dizem que decidir ser uma mãe presente no dia a dia das crianças não significa deixar de lado a vida profissional
 
Trabalhar fora e ter filhos não é uma situação incomum. Muito pelo contrário. Grande parte das mulheres cria seus filhos, dá atenção aos familiares e ainda consegue um jeito de realizar as tarefas domésticas. Entretanto, as que não possuem jornada de trabalho flexível precisam ser verdadeiras equilibristas para dar conta de tanta coisa.

Será que existem profissões mais indicadas para quem sonha ter filhos e ser presente na rotina diária das crianças? Especialistas dizem que sim.

“Como sou dentista e possuo um consultório próprio posso fazer os meus horários. Tenho dois filhos e fico o período da manhã com eles. Começo a trabalhar depois de deixá-los na escola. Não pensava nisso quando escolhi a minha profissão, mas hoje vejo que acertei”, conta Lígia Capeloza Annibale. Ela tem dois filhos pequenos e faz questão de levá-los para a natação e para o colégio.
 
De acordo com a consultora de carreira e diretora do site Vida e Carreira, Adriana Gomes, mesmo que a mulher não tenha um emprego onde ela não pode fazer seus horários, é possível ser mãe e participar. “Depende muito de cada gestor. Existem casos que se pode compensar uma saída para acompanhar o filho no pediatra, por exemplo. Mas, ainda hoje, muitos chefes não compreendem esta necessidade e são inflexíveis. Nestes casos, o melhor a ser feito é investir na qualidade do tempo passado com as crianças”, ressalta.

A consultora de carreira acredita que muitas empresas consideram a gravidez de uma funcionária como um problema. “O Brasil vem melhorando neste sentido, mas ainda há muito preconceito”, diz Adriana. Flora Victoria, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Coaching, lembra ainda que arcar com as despesas da gravidez de uma funcionária ainda é malvisto em algumas empresas. “Em termos financeiros a grávida gera custos para a organização. Ela acaba faltando para ir ao médico e outra pessoa precisa assumir suas funções durante a licença-maternidade, seja alguém que acumula funções ou um temporário. Entretanto, se ela for competente este custo não será um problema.”

Quando contar que está grávida?
O momento correto de falar sobre gravidez vai depender bastante do cargo ocupado pela mulher. Segundo Flora, quanto mais alto, mais a mulher precisa adiantar essa conversa. “Considero esconder a gravidez sempre ruim. Geralmente, quem tem medo de contar é porque não está obtendo bons resultados e não se considera essencial para a organização. Se uma executiva, por exemplo, não conta, a empresa pode ver essa omissão como uma traição ou falta de comprometimento com o bom andamento do trabalho no futuro.”

Flora explica que em algumas empresas existe o “plano de sucessão” para altos executivos. Se esta for uma política oficial da empresa, as executivas, quando planejam ficar grávidas, já devem informar aos seus superiores sua intenção e designar uma pessoa a ser treinada para substituí-la durante a licença-maternidade. Ela ressalta que o universo de empresas que adotam esta postura é restrito e nem sempre isso é feito de forma aberta. Muitas vezes as empresas preferem manter sob sigilo a decisão de suas altas executivas de engravidar.
 
Delas