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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Anvisa suspende venda de Resfenol em gotas e de lote de antibiótico


Foto: Reproduçao
Anvisa suspende venda de Resfenol em gotas
Resfenol não apresentava estudos clínicos que comprovassem sua eficácia; lote de antibiótico continha menos comprimidos
 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta sexta-feira, 30, a suspensão de comercialização do remédio antigripal Resfenol (solução oral em gotas), produzido pela farmacêutica Kley Hertz S.A. Indústria e Comércio. O motivo da ação foi que a empresa não apresentou os estudos clínicos necessários para comprovar o efeito prometido pelo medicamento. 
 
A farmacêutica informa, por meio de uma nota em seu site oficial, que apresentou estudos e que eles foram aprovados pela agência reguladora, sendo formalizado em publicação no Diário Oficial da União em 17/02/2014.
 
A Kley Herts S/A Indústria e Comércio ainda completa que, devido à falta de interesse comercial, "a empresa decidiu não renovar o registro da apresentação do medicamento Resfenol solução oral em gotas. Desta forma, decidiu por não realizar estudos clínicos necessários para renovação". Ainda na nota, a farmacêutica declara que não houve registro de reclamações ou problemas de eficácia e segurança durante os mais de 20 anos em que o medicamento ficou no mercado.
 
Já o lote 09411231 do antibiótico Cefalexina 500mg (comprimido) foi retirado de circulação por conta de uma falha na embalagem: a caixa informava que viriam 10 comprimidos, quando só havia oito dentro dela.

iG

Após morte de amigo, homem desenvolve camisinha que promete aumentar prazer

Reprodução/ DailyMail
O método contraceptivo é composto por um adesivo de
 poliuretano em forma de “U” que envolve o pênis
Norte-americano Charles Powell irá buscar ajuda financeira para produzir produto
 
Depois de seu amigo ter morrido em decorrência do HIV, o norte-americano Charles Powell desenvolveu um novo modelo de camisinha.

Segundo ele, o preservativo é mais resistente, mais seguro e permite maior sensibilidade ao homem durante as relações sexuais.

De acordo com o inventor, o método contraceptivo é composto por um adesivo de poliuretano em forma de “U” que envolve o pênis. Há também uma espécie de tampa que é colocada na ponta do órgão masculino.
 
Segundo Powell, o dispositivo de prevenção chamado Cap Galatic oferece a solução para três problemas muito comuns que os homens têm: a falta de sensibilidade, problemas para retirar o preservativo da embalagem e para colocar.
 
― A parte superior do preservativo é mais grossa, por isso ele é mais seguro que uma camisinha normal.
 
Entretanto, segundo Jason Warriner, diretor clínico da instituição de caridade de saúde sexual Terence Higgins Trust,  o  preservativo não oferece proteção contra DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), como a herpes, que pode ser transmitida pelo contato direto da pele.
 
― Há também o risco de que o sêmen vaze por baixo da “tampa” do dispositivo, o que deixaria dispositivo inútil.
 
A partir do domingo (1º), a empresa abrirá um fundo para investimentos com o objetivo de financiar o desenvolvimento e a aprovação do produto junto à FDA (Food Drugs and Administration).
 
R7

Com dores insuportáveis, mulher rasteja em corredor de hospital implorando por analgésico

Margaret Lamberty curled up in agony on the floor at the University Hospital of North Staffordshire
Foto: Reprodução/DailyMail
Margaret Lamberty, 45 anos, morreu em abril; ela teria sido abandonada pela equipe do hospital
 
A cena é de arrepiar. Margaret Lamberty, 45 anos, foi fotografada se arrastando no corredor do hospital da Universidade de North Staffordshire, na Inglaterra, implorando por analgésicos. Segundo a família, ela sofria de dores insuportáveis que a fazia agonizar. De acordo com o Daily Mail desta quinta-feira (29), a foto foi feita três dias antes de ela morrer por falência múltipla de órgãos, em 30 de abril.
 
De acordo com a família, a equipe do hospital “abandonou a mulher”, que estava internada desde abril, após sentir fortes dores de estômago. Ela estaria deitada em lençóis manchados de sangue e morreu em decorrência de um coágulo de sangue em seu intestino, que provocou a falência múltipla de órgãos.
 
Margaret tinha um histórico de coágulos de sangue, mas os médicos afirmaram aos familiares que não conseguiram realizar os testes adequados quando ela deu entrada no hospital.
 
A filha da vítima Laura Lamberty afirmou que a mãe sofria de doença arterial, mas estava sob controle.
 
A família explicou à publicação que vai tomar medidas legais contra o hospital. Segundo Laura, a mãe foi largada em uma sala sozinha e morreu com dor agonizante.

 — Foi horrível o que ela viveu. Estamos determinados a obter justiça para descobrir a verdade sobre o que aconteceu. Ninguém deveria passar pelo que ela passou
 
Daily Mail / R7

Ação em hospital de SP troca cigarro por frutas

Renato Araújo/ABr
Levantamento do hospital mostra que 65% dos fumantes com câncer
 atendidos no hospital estadual não conseguem largar o cigarro
Público também vai tirar dúvidas sobre os malefícios do tabagismo no Icesp
 
Pacientes, visitantes e colaboradores do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo) fumantes serão convidados a largarem o cigarro em ação que será realizada nesta sexta-feira (30). No evento, os dependentes do tabaco poderão trocar seus cigarros por um kit composto por frutas, um cartão-fidelidade para marcar os dias sem fumo e um certificado de participação no evento.
 
O público também vai poder tirar dúvidas sobre os malefícios do tabagismo com especialistas do instituto, além de levar para casa materiais informativos
 
Levantamento do Icesp aponta que 65% dos fumantes com câncer atendidos no hospital estadual não conseguem largar o cigarro mesmo após receber o diagnóstico da doença. A pesquisa mostra, ainda, que cerca de 25% do total de pacientes atendidos na instituição nos últimos anos têm histórico de tabagismo.
 
O estudo revela também que 70% dos pacientes homens e 40% das mulheres com tumores de bexiga são ou foram fumantes. Dentre os diversos tipos de tumores que podem ser desenvolvidos devido ao uso de cigarros também estão as que se manifestam na região da cabeça e pescoço, como o câncer de laringe. Dos pacientes tratados nesse serviço, 83% são fumantes ou têm histórico de tabagismo.
 
Os efeitos nocivos que o cigarro provoca são extremamente prejudiciais para os pacientes em tratamento, dificultando a cicatrização após cirurgias oncológicas e aumentando o risco de complicações durante o período de radioterapia, por exemplo. Além disso, alguns quimioterápicos podem surtir efeito bem menor no organismo de um tabagista, enquanto os efeitos colaterais como náuseas, vômitos, perda de apetite e sintomas respiratórios são intensificados.
 
o médico coordenador do Grupo de Apoio ao Tabagista do Icesp, Frederico Fernandes, disse que o "cigarro é uma das fontes de poluição ambiental mais perigosa".
 
— Os danos atingem todo o corpo e estão ligados a outros graves problemas de saúde como as doenças cardiovasculares. Quem convive com fumantes também é atingido tornando-se um tabagista passivo. Ao inalar a fumaça do cigarro passa a ter mais chances de desenvolver tumores.
 
R7

Incontinência urinária pode ter relação com gravidez e parto


Foto: Reprodução
Incontinência urinária pode ter relação com
gravidez e parto
Evitar uso de fórceps e lacerações do esfíncter anal pode reduzir incidência do problema
 
Por Dr. Fábio Laginha
 
A incontinência urinária (IU), que é a perda de urina de forma involuntária, é o sintoma mais conhecido dos Distúrbios do Assoalho Pélvico (DAP). O assoalho pélvico consiste nas estruturas (ossos, músculos, fáscias, ligamentos e órgãos) que dão suporte às vísceras de uma forma dinâmica, para manter a continência urinaria e fecal e seu esvaziamento, quando necessário, além de participar da resposta sexual normal.
 
A posição bípede, falta de exercícios, trabalho e postura (antigamente as mulheres trabalhavam, urinavam e evacuavam com a postura de cócoras) faz com que a musculatura fique mais flácida e disfuncional.

Estudos mostram que de 25% a 30% das mulheres apresentam algum tipo de Distúrbio do Assoalho Pélvico (DAP): Incontinência Urinária, prolapsos dos órgãos pélvicos (bexiga, reto ou intestino), Incontinência Fecal (IF) ou Síndrome da Bexiga Hiperativa (BA). Esses sintomas estão associados em mais de 70% dos casos.

Metade das pacientes com o problema tem mais de 80 anos, e com o aumento da expectativa de vida é esperado um aumento do número de pacientes até o ano de 2050. Isso tem um imenso impacto na qualidade de vida, custo emocional e assistencial. Em 1997, mais de 250 mil mulheres nos EUA foram submetidas a cirurgias de correção de prolapso, sendo uma das indicações mais comuns de cirurgias em mulheres. A grande dúvida é qual o papel da gestação e parto normal na gênese deste problema.
 
Observamos que o DAP tem mais chances de acontecer em mulheres que fizeram parto normal e fórceps, ao passo que as chances da incontinência urinária acontecer são menores naquelas que nunca engravidaram ou não fizeram parto normal, em uma proporção de 3:1.
 
O momento antes do nascimento, em que a cabeça do feto roda para a sua expulsão, é crucial. É quando pode acontecer estiramento, necrose e denervação muscular. A capacidade de elasticidade e recuperação das lesões depende de cada pessoa, por isso a dificuldade de se mensurar previamente.

Algumas mulheres, por exemplo, têm alterações na composição do colágeno e podem apresentar prolapsos mesmo sem nunca terem engravidado - dessa forma, não podemos dizer que a gravidez e o parto são causas exclusivas da incontinência urinária.
 
O peso fetal está intimamente relacionado ao risco, assim como a idade materna acima de 30 anos, que dobra o risco de desenvolver DAP e de forma mais grave. O peso do bebê pode afetar o funcionamento do assoalho, bem como obrigar a mulher a fazer mais força durante o parto, aumentando o risco de incontinência. Já a idade avançada pode comprometer a capacidade de recuperação da pele e sua elasticidade.
 
Para minimizarmos este problema, podemos atuar abreviando o período expulsivo, evitando o uso de fórceps e de lacerações do esfíncter anal.
 
Fisioterapias especializadas, cirurgias para a correção e medicamentos melhoram muito a qualidade de vida das pacientes, com uma taxa grande de recuperação. Ainda precisamos saber qual a paciente de maior risco para tentarmos diminuir a incidência deste problema tão pouco discutido e que muitas mulheres sofrem caladas sem saberem que existe tratamento.
 
Minha Vida