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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Conjunto de cigarros promete ajudar a abandonar o tabagismo

Getty Images
Cigarros incentivam fumantes a abandonarem o
hábito gradualmente
Novo conceito criado por tailandesa tem o objetivo de ajudar pessoas a parar de fumar gradualmente

Uma designer tailandesa criou um novo conceito de cigarro que promete ajudar as pessoas a abandonar o tabagismo.
 
O projeto, chamado Tobacco, contém quatro diferentes tipos de cigarro, desenhados para incorporar os hábitos que os fumantes têm. Com informações do site do jornal britânico Daily Mail.
 
Segundo a criadora, Tseng Yi Wen, a ideia é retirar o hábito gradualmente. O Tobacco Luck é um conjunto de vários cigarros, cada um com um filtro mais longo do que o último. Ao passo que a ponta do filtro aumenta, a seção do tabaco encurta, o que significa que o fumante tem um contato cada vez menor com os ingredientes nocivos do cigarro. “A ponta do filtro traz, silenciosamente, a sua saúde de volta”, observa Tseng.
 
O segundo modelo, Tobacco Sharin, dá a chance aos fumantes de reduzir pela metade o cigarro ao dividi-lo com um amigo. “Quando você divide, dá a chance do outro reduzir a quantidade de fumo”, diz. “Ele satisfaz o desejo, mas também reduz ônus do ato de fumar”, acrescenta. Já o Tobacco Trace numera cada cigarro da embalagem, fazendo com que os fumantes tenham noção de quantas unidades foram consumidas ao final do dia.
 
O último jogo, Tobacco Day, é um pacote com o dia do mês impresso em cada ponta. O objetivo é ajudar os fumantes a rastrear o número de cigarros consumidos, lembrando a eles que podem melhorar a saúde a cada vez que recusam o hábito. A série ainda é apenas um conceito, e ainda não está disponível para compra.
 
Daily Mail / Terra

Pessoas cometem mais suicídios durante a madrugada

Getty Images
Durante o dia, os números caem
Pesquisa mostrou que casos entre 0h e 5h59 são mais frequentes. Insônia e pesadelos podem ser desencadeadores do ato
 
As pessoas são mais propensas a cometer suicídio de madrugada do que durante o dia, de acordo com uma nova pesquisa feita pela Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia.

O número é mais alto entre 0h e 4h, segundo os pesquisadores, possivelmente estimulados por insônia e pesadelos.
 
O estudo descobriu taxa média de suicídios por hora de 10% após 0h e 16% entre 2h e 2h59. Em contraste, a média por hora ficou em 2% das 6h às 23h59. Uma análise por bloco de seis horas mostrou ainda que a frequência entre 0h e 5h59 foi 3,6 maior do que nos demais períodos. As informações são do Daily Mail. 
 
"Os resultados sugerem que pesadelos e insônia são fatores de risco significativos para pensamentos suicidas, mas apenas ser acordado durante a noite também pode ser um fator de risco para o suicídio", afirmou  o investigador Michael Perlis.

A pesquisa usou dados de óbitos do National Violent Reporting System e informações sobre pessoas acordadas de hora em hora da American Time Use Survey. Foram avaliados 35.332 suicídios. Para Perlis, o tratamento contra insônia pode reduzir o número de casos.
 
A Academia Americana de Medicina do Sono relatou que cerca de 10% dos adultos têm distúrbio de insônia crônica, com duração de pelo menos três meses. O suicídio é a décima causa de morte mais comum nos EUA, de acordo com centros de controle e prevenção de doenças. 
 
Daily Mail / Terra

Estudo liga mutação de câncer de mama também a câncer no pulmão

Mulher fumante tem mais chance de ter aneurisma cerebral (Foto: Reprodução / EPTV)
Foto: Reprodução / EPTV
Em fumantes, presença de mutação no gene BRCA2 determina
 dobro de risco de câncer, segundo estudo
Falha no gene BRCA2 pode dobrar risco de câncer no pulmão em fumante. Mutação é maior associação genética já relacionada ao câncer de pulmão
 
Uma mutação genética notoriamente vinculada ao câncer de mama tem sido apontada também como responsável por um risco quase duas vezes maior de um fumante vir a desenvolver câncer de pulmão, alertou um estudo publicado neste domingo (1º).
 
A descoberta, publicada na revista "Nature Genetics", abre novos caminhos possíveis para o tratamento e a triagem de indivíduos em risco de desenvolver a doença, afirmaram os autores.
 
"Nossas descobertas fornecem evidências adicionais de suscetibilidade genética hereditária ao câncer de pulmão", escreveram.
 
"Todos os fumantes correm um risco considerável de saúde, independente de seu perfil genético, mas a probabilidade recai mais fortemente naqueles com esta falha genética", pontuou Paul Workman, vice-diretor executivo do Instituto de Pesquisas sobre o Câncer (ICR), que participou do estudo.
 
Uma meta-análise com base em quatro estudos revelou que cerca de um quarto dos fumantes com falha específica no gene BRCA2 vão desenvolver câncer de pulmão em algum momento da vida, em comparação com 13% da população em geral de fumantes.
 
A análise comparou o DNA de 11.348 pessoas com câncer de pulmão e de outras 15.861 sem a doença.
 
"O vínculo entre o câncer de pulmão e o BRCA2 defeituoso, conhecido por aumentar o risco de câncer de mama, ovários e outros, foi particularmente forte em pacientes com o subtipo mais comum de câncer de pulmão, denominado carcinoma de células escamosas", destacou o ICR em um comunicado.
 
Vínculo genético mais forte
Outros genes já tinham sido relacionados ao risco de câncer de pulmão antes, mas o papel do BRCA2 era desconhecido.
 
A variante defeituosa, presente em 2% da população, "é a mais forte associação genética com o câncer de pulmão já reportada", afirmaram os autores do estudo.
 
A pesquisa também revelou um segundo e novo gene, CHEK2, que tem um papel menor no risco de câncer de pulmão.
 
"Os resultados sugerem que, no futuro, pacientes com câncer de pulmão de células escamosas poderiam se beneficiar de medicamentos especificamente projetados para ser eficazes em cânceres com mutações no BRCA", informou o ICR.
 
"Uma família de medicamentos, chamada de inibidores de PARP, tem demonstrado sucesso em testes clínicos no tratamento de pacientes com câncer de mama e ovário com mutações no BRCA, embora não se saiba ainda se poderia ser eficaz no câncer de pulmão", prosseguiu.
 
Segundo os autores, todo os indivíduos estudados eram de origem europeia e não ficou claro se as descobertas poderiam ser aplicadas a outros grupos étnicos.
 
Angelina Jolie
Os genes BRCA1 e BRCA2 (siglas para BReast CAncer susceptibility ou suscetibilidade ao câncer de mama) são a causa mais conhecida de câncer de mama hereditário.
 
No ano passado, a estrela de Hollywood Angelina Jolie anunciou ter feito dupla mastectomia como medida preventiva após ter se submetido a exames que revelaram que ela tem a mutação BRCA específica, apesar de não ter sido diagnosticada com câncer.
 
A principal causa do câncer de pulmão é o tabagismo, embora se saiba que fatores genéticos aumentam o risco. Segundo a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, o câncer de pulmão é a causa mais comum de morte por câncer e se estima que tenha sido responsável por quase uma em cada cinco mortes (1,59 milhão) em 2012.
 
Também é o tipo mais comum de câncer, com uma estimativa de 1,8 milhão de novos casos em 2012.
"Nós sabemos que a maior coisa que podemos fazer para reduzir as taxas de morte é convencer as pessoas a não fumar, e nossas descobertas deixam claro que isto é ainda mais crítico nas pessoas que têm um risco genético subjacente", declarou o cientista que chefiou as pesquisas, Richard Houlston.

G1

Dois profissionais cubanos deixam o Mais Médicos, diz organização

Foto: Reprodução
Médicos alegaram que cláusulas de contrato assinado não eram cumpridas. Ministério da Saúde afirma que vai investigar casos de abandono
 
A Associação Médica Brasileira divulgou nesta terça-feira (3) que dois médicos cubanos abandonaram o programa Mais Médicos, do governo federal, por trabalharem “em condições análogas à escravidão”.
 
Em entrevista realizada em São Paulo, os médicos Okanis Borrego e Raul Vargas explicaram que atuavam em unidades de saúde de Senador José Porfírio, no interior do Pará. Segundo eles, itens que constavam no contrato assinado por ambos em Cuba não foram cumpridos depois que chegaram ao Brasil.
 
Os médicos alegaram que teriam um profissional designado pelo Ministério da Saúde para atuar como tutor e ajudá-los com informações e esclarecimento de dúvidas. No entanto, de acordo com os profissionais, foi designada uma pessoa que não era médica e ficava no Rio Grande do Sul – as conversas ocorriam via internet.
 
Além disso, eles se queixaram sobre a remuneração recebida. De acordo com os profissionais cubanos, cada um recebia cerca de US$ 1.000 por mês (R$ 2.270). No entanto, outros profissionais, brasileiros e de outras nacionalidades, recebem R$ 10,4 mil mensais e, por isso, os dois alegaram discriminação.
 
"Para qualquer outro estrangeiro, trabalhar aqui não resulta em qualquer tipo de problema, pode se mover para onde quiser, não está preso em nenhum lugar, como nós estamos, pode convidar sua família, inclusive, para vir visitá-los. Nós, médicos cubanos, não podemos fazer isso porque o salário não dá para trazer nossa família", afirma Vargas.
 
"Não nos deixam sair. Para poder sair, precisamos informar ao nosso coordenador e ele vê se autoriza ou não. Penso que todos devemos ser iguais, regidos pela mesma lei brasileira", complementa.
 
Pedido de ajuda
Os dois, nascidos e formados em Cuba, formalizaram a sua saída do Mais Médicos e disseram que pretendem ficar no Brasil. A Associação Médica Brasileira informou que vai ajudá-los.
 
A organização criou em fevereiro de 2014 o “Programa de Apoio ao Médico Estrangeiro”, com o objetivo de atender profissionais de outras nacionalidades inseridos na rede pública de saúde que necessitem de ajuda caso estejam insatisfeitos com as condições oferecidas pelo governo federal. Além disso, a entidade dá auxílio para solicitações de refúgio ou asilo político.
 
"A mais nova deserção mostra, mais uma vez, as fragilidades que existem no programa Mais Médicos, mal desenhado e mal concebido, que falta transparência, e mostra a exposição a que está sendo submetido o nosso país. Vamos esperar que esses descasos não mais ocorram, e que o programa tenha um novo rumo e preze por melhorias na qualidade, sem pensar só em quantidade", disse Florentino Cardoso, presidente da AMB.
 
Polêmica
A contratação de cubanos pelo programa se tornou objeto de polêmica porque eles começaram a atuar no programa ganhando menos que outros profissionais.
 
Por médico, o governo brasileiro transfere à Organização Panamericana de Saúde (Opas), com a qual firmou um convênio para receber os médicos cubanos, a quantia de R$ 10,4 mil. A Opas transfere o dinheiro ao governo de Cuba, que paga aos médicos US$ 1.245 (cerca de R$ 3 mil).
 
Segundo o Ministério da Saúde, além da bolsa mensal, os profissionais cubanos recebem ajuda de custo e auxílio moradia e alimentação. "É importante salientar que os médicos cubanos continuam sendo funcionários do Ministério da Saúde de Cuba mesmo durante a participação no Mais Médicos, por isso mantêm em seu país de origem o salário e os direitos sociais e previdenciários", afirmou a pasta, em nota.
 
Segundo informações repassadas pela embaixada de Cuba no Brasil à OPAS, o pagamento de março a esses profissionais foi realizado normalmente.
 
Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, dos 11,1 mil médicos cubanos em atividade, 7 foram desligados devido a ausência injustificada ao trabalho, 5 estão em processo de desligamento e 2 estão sendo notificados nesta terça-feira, totalizando 14 casos.
 
A pasta acrescentou que, assim como todos os participantes do Programa Mais Médicos, os médicos cubanos também estão sujeitos às leis do Brasil. "Eles são livres para viver sua vida privada, inclusive no que diz respeito a relacionamentos pessoais com cidadãos brasileiros. Os profissionais não sofrem qualquer tipo de coerção por parte do governo brasileiro", afirmou o ministério, em nota.
 
G1

Risco de desnutrição é de 69% entre idosos internados

Foto: Reprodução
Nestlé Health Science e parceiros investigaram riscos e presença de desnutrição em 19 mil pacientes - traçando propostas de intervenções
 
Um estudo inédito avaliou o perfil nutricional de 19.222 pacientes internados em 110 hospitais brasileiros com o objetivo de identificar os riscos e a prevalência da desnutrição que, independente do diagnóstico, pode prejudicar a evolução de tratamentos.
 
Desenvolvido pela Nestlé Health Science em parceria com universidades e hospitais, o estudo BRAINS (Brazilian Investigation of Nutritional Status in hospitalized patients) foi conduzido com a colaboração de 300 estudantes do Projeto Jovens Nutricionistas.
 
O estudo envolveu pessoas com mais de 18 anos, hospitalizadas em instituições públicas, privadas e filantrópicas de 15 estados brasileiros (Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe).
 
Os pacientes eram avaliados em até 48 horas após a hospitalização por meio da Avaliação Subjetiva Global em pacientes adultos (até 60 anos) e, para aqueles com idade superior a 60 anos, foi utilizada a Mini Avaliação Nutricional resumida, que permite avaliar de forma rápida o risco de desnutrição para uma intervenção precoce. De acordo com os dados, os pacientes foram classificados quanto ao risco ou grau de desnutrição.
 
Resultados
Entre os adultos, 24% apresentavam suspeita de desnutrição/ desnutrição moderada (18,3%) ou desnutrição grave (5,7%). Entre os idosos, a grande maioria dos pacientes (69,2%) apresentava risco de desnutrição (38,4%) ou desnutrição (30,8%).
 
Com base na análise, os pacientes receberam propostas de intervenções, realizadas com os recursos disponíveis em cada instituição, para evitar ou reverter quadros de desnutrição em diferentes graus.
 
De acordo com a Nestlé Health Science , independente da região do País, a alta incidência da desnutrição mostrou a necessidade de se aprimorar processos de avaliação e acompanhamento nutricional, como forma de evitar complicações de saúde.
 
O diretor da divisão de Nestlé Health Science no Brasil, Marco Hidalgo, ressalta que a pesquisa colaborou para atender às necessidades das universidades, que precisam oferecer aos alunos a oportunidade de desenvolver habilidades, e de hospitais, que normalmente têm carência de profissionais na área de nutrição.
 
“Como há carência de profissionais, o atendimento nutricional dos pacientes prevalece entre os de maior gravidade, contribuindo para prolongar a internação dos demais ou para uma liberação em condições nutricionais inadequadas”, explica a nutricionista e coordenadora científica do Projeto Jovens Nutricionistas, Roseli Borghi.
 
O estudo BRAINS teve com base o trabalho pioneiro IBRANUTRI1, publicado em 2001, que identificou uma prevalência de desnutrição hospitalar de 48,1%, tendo como principais fatores a doença de base, condições socioeconômicas e sistema de saúde pouco equipado para atender aos pacientes.
 
Além disso, condições como triagem, avaliação e intervenções nutricionais inadequadas durante a hospitalização também foram apontados como influenciadores. Para a coleta de dados para o BRAINS, os estudantes receberam treinamento de 60 horas sobre fisiologia e fisiopatologia relacionada à nutrição, terapia nutricional enteral (TNE) e oral (TNO) e métodos de avaliação nutricional, em especial a Avaliação Subjetiva Global e a Mini Avaliação Nutricional, e demais formulários do projeto.
 
Segundo release divulgado pela instituição, a iniciativa repercutiu de forma positiva entre as Universidades, instituições, alunos de nutrição e a comunidade assistida, e acabou proporcionando oportunidades profissionais para 32 estagiários.
 
1Waitzberg DL, Caiaffa WT, Correia MI. Hospital malnutrition: the Brazilian national survey (IBRANUTRI): a study of 4000 patients. Nutrition. 2001;17(7-8):573-80
 
Saúde Web