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sábado, 7 de junho de 2014

CFF lança segunda edição de Experiências Exitosas de Farmacêuticos no SUS

Foto: Reprodução
O Conselho Federal de Farmácia (CFF) lançou a segunda edição da revista Experiências Exitosas de Farmacêuticos no SUS durante o XXX Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems)
 
O congresso começou no dia 1º de junho e termina nesta quarta-feira, dia 4, no município de Serra (ES). A publicação reúne 28 relatos de iniciativas bem sucedidas de farmacêuticos que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) em municípios das cinco regiões do País.
 
“A primeira edição foi lançada no Conasems 2013. Mantivemos esta proposta porque o Congresso é o ambiente onde os secretários municipais de saúde estão presentes em busca de informações sobre o setor. É uma maneira de divulgar aos gestores o que os profissionais têm feito para, por exemplo, gerar economia e aperfeiçoar a assistência farmacêutica dentro do SUS”, explica o vice-presidente do CFF, Valmir de Santi, que também é o coordenador do Grupo de Trabalho responsável pela publicação.
 
A coletânea traz relatos de áreas bem diversificadas como gestão, serviços clínicos, organização de serviços, atenção básica e farmácia hospitalar. Algumas iniciativas têm foco em sustentabilidade ambiental, tema que amplia ainda mais o alcance da publicação. “Todos os que participaram da avaliação desses trabalhos ficaram muito satisfeitos com o resultado. Os exemplos selecionados estão estimulando outros profissionais, pois mostram iniciativas em que foram superadas grandes dificuldades e, ainda assim, foi possível mudar a realidade”, afirma Lúcia Sales, presidente da Comissão de Saúde Pública do CFF e integrante do Grupo de Trabalho (GT) responsável pela seleção das experiências.
 
De acordo com Lorena Baía, também integrante do GT, 54 trabalhos foram inscritos. Na avaliação, foram considerados, principalmente, os impactos gerados e a relevância das iniciativas para o SUS. “Também priorizamos iniciativas em que os autores possuíam registro efetivo dos resultados, demonstrados por meio de estatísticas, de prontuários e dados financeiros, além de pesquisas realizadas com os pacientes”, explica. Quem inscreveu trabalhos, mas ficou fora desta edição, ainda têm chance de participar de uma próxima edição, caso consiga fazer as adequações recomendadas ao final da avaliação.
 
A revista foi distribuída no estande do CFF, montado dentro do Conasems, e gerou boa repercussão entre os profissionais. É o que obseva outra integrante do grupo que selecionou as experiências, Noêmia Liége Bernardo. “Os colegas estão se sentindo prestigiados com esta iniciativa do CFF. Secretários de saúde têm vindo pessoalmente buscar a publicação para levá-la aos farmacêuticos de seus municípios. Eles buscam exemplos de ações que melhoraram principalmente os serviços clínicos e a gestão nas farmácias do SUS ”.
 
Para o presidente do CFF, Walter Jorge João, a revista simboliza o empenho da entidade em dar destaque às atividades desenvolvidas pelos profissionais. “Temos várias experiências, em todos os cantos do Brasil, em que o farmacêutico mostrou ser peça chave na promoção da melhoria dos serviços e do atendimento prestado aos pacientes do SUS”, enfatiza.
 
O GT adotou um formulário, que ficou disponível no site do CFF durante todo o mês de abril de 2014, para que farmacêuticos pudessem enviar, de forma padronizada, os relatos de suas experiências como agentes de transformação do SUS. Além de Lúcia Sales, Lorena Baía e Noêmia Liége Bernardo, compõem o GT, os farmacêuticos Wesley Magno Ferreira, Silvana Leite, Sílvio Machado e Wilson Hiroshi. O coordenador da Assessoria Técnica do CFF, José Luís Miranda Maldonado, também auxiliou na avaliação e seleção dos relatos incluídos na publicação.
 
 
Fonte: CFF

Golfinhos adestrados melhoram vida de crianças deficientes em Cuba

 Treinador Adrian Calderon ajuda menino Javier Gonzales a tocar em golfinho Treinador Adrian Calderon ajuda menino Javier Gonzales a tocar em golfinho  (Foto: AFP Photo/Dalberto Roque)
Foto: AFP Photo/Dalberto Roque
Treinador Adrian Calderon ajuda menino Javier Gonzales
 a tocar em golfinho 
Golfinho estimula habilidades de crianças com deficiências variadas. Mais de 400 crianças com necessidades especiais participam de terapia
 
Javier González, um menino de 10 anos que tem os movimentos limitados por causa de uma paralisia cerebral, costuma brincar semanalmente com os golfinhos Xinana e Coral, personagens centrais de um tratamento que melhorou a qualidade de vida do menor.
 
O canto mágico de Xinana e Coral - duas fêmeas com mais de dois metros - recebe as crianças no tanque do Aquário Nacional de Cuba, abrindo uma sessão na qual os pequenos tocam, beijam, jogam bola e alimentam os cetáceos, com a orientação dos treinadores Yenia Expósito e Adrián Calderón.
 
Os mamíferos marinhos respondem, movendo os focinhos em sinal de aprovação e as nadadeiras peitorais como se aplaudissem, ou fazendo piruetas na água, o que provoca gargalhadas nas crianças que recebem o tratamento, inclusive Javier.
 
"Javier tinha muita dificuldade para caminhar quando chegou aqui e agora caminha, faz exercício", explicou à AFP Amelia Vera, da equipe de Educação Ambiental do Aquário, situado às margens do mar em Havana.
 
"Estes tratamentos o ajudaram muitíssimo a melhorar a coordenação motora grossa, a coordenação motora fina, o aprendizado, aa linguagem e as relações humanas", disse Vera.
 
As crianças são portadoras de deficiências distintas, como o autismo e a síndrome de Down, e há quatro anos vão ao Aquário toda quinta-feira para uma sessão gratuita de "golfinhoterapia" ou terapia com golfinhos adestrados, com 40 minutos de duração.
 
Essas rotinas são parte das "Terapias educativas ambientais associadas aos mamíferos marinhos", iniciadas em 1997, explicou a vice-diretora do Aquário, Maria de Los Ángeles Serrano.
 
 Adrian e Javier 'surfam' em golfinhos (Foto:  AFP Photo/Adalberto Roque)
Foto: AFP Photo/Adalberto Roque
Adrian e Javier 'surfam' em golfinhos
'Não é um milagre'
Serrano destaca que no total "400 crianças com necessidades educativas especiais" participaram destas terapias, que são um "complemento" do ensino que recebem nas escolas especiais - há 421 na ilha - e as ajudam a melhorar sua qualidade de vida.
 
"Trabalhamos a socialização, que as crianças se divirtam, que sejam felizes" e também "com exercícios psicomotores, que os ajudam a ganhar muito em força muscular", acrescenta Serrano.
Mas "o primeiro que dizemos aos familiares é que isto não é um milagre (...), nem o Aquário é um centro de restauração neurológica", adverte.
 
Com jogos e exercícios, os especialistas desenvolvem habilidades nas crianças, que conseguem compensar uma deficiência irreversível como a de Javier, que apesar de seus "avanços consideráveis", nunca conseguirá andar ou falar como uma criança sadia, diz sua professora, Dunia Baños.
 
O Aquário, que contra com 2.500 exemplares de 300 espécies marinhas, incluindo oito golfinhos adestrados, põe todo este arsenal à disposição das terapias.
 
"Estas terapias não são apenas com golfinhos, incluem as tartarugas, os peixes, leões marinhos, a água, as pedras, a areia, o ar, o sol. Todo o entorno favorece atividades distintas com as crianças e sua melhora", diz Vera.
 
 Garota Legna Fuentes é 'beijada' por golfinho Xinana  (Foto: AFP Photo/Adalberto Roque)
Foto: AFP Photo/Adalberto Roque
Garota Legna Fuentes é 'beijada' por golfinho Xinana
Surfando com golfinhos
O tratamento começa em uma aula do Aquário, onde Vera fala às crianças sobre os golfinhos, mostra imagens e pede que elas desenhem a silhueta do animal. Em seguida, as convida a brincar com eles no tanque.
 
"Não é que o golfinho cure, simplesmente é um estímulo para que a criança realize determinada atividade", explica Expósito, que é treinadora há 18 anos.
 
As emoções no tanque chegam ao clímax quando Javier é ajudado por um treinador a subir em uma prancha de surfe e desliza na água, puxado por Xinana e Coral.
 
Os dois golfinhos também são astros do show aquático oferecido no Aquário, visitado anualmente por milhares de cubanos e turistas.
 
Cada especialista tem experiências inesquecíveis para contar sobre as crianças portadoras de deficiência. Yolanda Alfonso diz que viveu a mais impressionante enquanto trabalhava com um menino paraplégico de 11 anos.
 
"Um dia, depois de alguns anos de treinamento, o deixamos sozinho na plataforma dos golfinhos e este menino ficou de pé sozinho e caminhou pela primeira vez na vida", lembra, emocionada, Yolanda, a primeira mulher a se tornar treinadora de golfinhos em Cuba e pioneira nos tratamentos no Aquário.
 
G1

Com UTI no quarto, menino de 3 anos luta pela vida à espera de uma cirurgia

Dudu menino Araraquara (Foto: Foto: Deivide Leme/ Tribuna Impressa)
Foto: Deivide Leme/ Tribuna Impressa
Dudu passou por 10 cirurgias e conta com apoio integral da mãe
Morador de Araraquara (SP), Dudu tem doença que causa má formação. Após sofrer AVC, ele precisa de operação para reconstituir parte do crânio
 
Lutar pela vida é um dom de Eduardo Henrique Rodrigues Sgobe, o Dudu. Aos 3 anos, o menino de Araraquara (SP) só se alimenta por meio de uma sonda. Não fala mais, nem anda e só respira com a ajuda de aparelhos. Por isso, tem uma Unidade de Tratamento Intensiva (UTI) no quarto de casa. Desde que nasceu, já passou por 10 cirurgias. Segundo a mãe, ele precisa urgentemente da 11ª, desta vez para reparar uma deformação na cabeça. A família aguarda desde dezembro uma resposta do Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto (SP). No entanto, a falta de leitos e o fato da operação ser vista como “estética” pelo HC estariam impedindo o agendamento. O hospital nega a versão e argumenta que está tomando os cuidados possíveis para deixar Dudu em condições mais seguras, uma vez que uma intervenção cirúrgica, neste momento, poderia ocasionar “consequências fatais”.
 
A mãe de Dudu, Patrícia Rodrigues dos Santos, 32 anos, diz que a doença só foi descoberta após o parto. A síndrome fez com que a criança nascesse com o esôfago separado em dois pedaços, o ânus imperfurado, os dois rins do mesmo lado (que depois se fundiram e viraram um só), escoliose (encurvamento da coluna), entre outras anomalias.
 
Logo que veio ao mundo, o garoto ficou um mês internado na UTI. “Ele não tinha muita estimativa de vida, mas passou por tudo isso e, até julho do ano passado, estava muito bem. Conseguia comer, falar e andar sozinho”, explicou Patrícia, que é formada em técnica de segurança do trabalho e desistiu da carreira para se dedicar ao filho.
 
Julho de 2013
O mês citado pela mãe foi um divisor de águas. Depois de cirurgias feitas em Araraquara, o menino foi encaminhado ao HC para ser examinado por médicos especialistas, como neurocirurgião e oftalmologista, entre outros. Em julho, os médicos detectaram a necessidade de retirar um pedaço do intestino para repor parte do esôfago, que também apresenta má formação.
 
Dudu menino Araraquara 2 (Foto: Deivide Leme/ Tribuna Impressa)
Foto: Deivide Leme/ Tribuna Impressa
As despesas com a UTI são pagas por uma tia do menino
Foi quando teve início uma série de complicações pós-cirúrgicas, como pneumonia, infecção do sangue e paralisação das funções renais. Também houve sangramento intracraniano.

“A médica me chamou porque ele iria ao centro cirúrgico. Tinha tido um AVC. Mas ninguém sabia explicar a razão. Optaram por retirar a calota, o ossinho da cabeça. Serraram em pedacinhos e guardaram do outro lado da cabeça para repor quando o cérebro desinchasse. Só que, se demorar muito, há o risco de rejeição. Então, em vez de repor com osso pode ser necessária uma malha ou prótese importada”, disse a mãe.

Morte encefálica
Ainda de acordo com Patrícia, Dudu quase teve morte encefálica decretada, mas surpreendeu os médicos. "Eles chegaram a fazer alguns testes, mas quando retiraram o tubo, ele respirou sozinho. Depois foi se recuperando aos poucos. Dudu é um guerreiro", exaltou.
 
Em outubro, o garoto foi transferido para o quarto e, em dezembro, recebeu alta. Desde então, a família aguarda o agendamento da cirurgia de reconstituição de parte do crânio.

“Na última consulta, o médico sequer marcou o retorno mensal, o que achei estranho. Estamos na fila de espera para a cirurgia, só que ouço que não há leito. Também já escutei dos médicos que a cirurgia seria apenas ‘estética’, mas não é. Ele deve ser tratado como um caso grave. Não tem controle do tronco nem da cabeça. Sinceramente, não sei nem se enxerga, já que não conseguimos passar por uma oftalmologista”, reclamou.
 
Sem leite e fraldas
O custo com o tratamento é um caso à parte. Uma tia paga o plano de saúde, o que garante a UTI em casa. O pai, Ricardo Francisco Alves Sgobe, é operador de almoxarifado e recebe cerca de R$ 900 mensais. A família está sem pagar o aluguel da casa.

O menino toma vários medicamentos. Alguns deles são conseguidos na rede pública, por meio de ações na Defensoria Pública. O processo instaurado pelo órgão também garantiu que Dudu receba da Prefeitura latas de leite e fraldas, mas a mãe diz que os produtos não estão sendo fornecidos.
 
“O juiz deferiu a decisão, mas a Prefeitura diz que não tem verba para me fornecer. Já não recebo leite há três meses e as fraldas, há um mês”, denunciou Patrícia. Enquanto isso, a família vem sendo ajudada por doações de amigos, parentes e campanhas realizadas na cidade.
 
Em nota, a Prefeitura de Araraquara informou que entregou à família de Dudu, no último dia 26, os medicamentos que são de responsabilidade do município. Ainda avisou que os pacotes de fraldas estão disponíveis para retirada na farmácia do NGA-3 (Núcleo de Gestão Assistencial).
 
Em relação ao fornecimento de leite, classificado como "alimentação especial", a nota citou que a "situação deverá ser regularizada em duas semanas".


"Creio muito em Deus, o Eduardo é um milagre. Ter sobrevivido na minha barriga tanto tempo com todas as más formações, passar por 10 cirurgias grandes, ter sido dada a 'morte encefálica' e depois superar tudo isso. É uma criança com muita vontade de viver. Vê-lo hoje totalmente dependente de aparelhos é muito difícil, mas não desistimos. A luta é grande, mas minha força vem da força dele, e de todo amor que construímos”, contou Patrícia.
 
O pai de Dudu também é entusiasta de um final feliz. “Sei o quanto ele necessita de mim, e por isso busco no Eduardo forças todos os dias, acreditando na sua recuperação. Mesmo quando ele estava internado com a Patrícia por quase cinco meses, eu ia trabalhar, mas com a cabeça sempre neles”, destacou.
 
Sem prazo do hospital
Em nota, o HC explicou que o menor foi submetido a uma cirurgia de emergência para evacuação de extenso hematoma. E que, na ocasião, foi decidido pela descompressão óssea, procedimento chamado de “craniotomia descompressiva”.
 
A recolocação ou reconstrução óssea depende de vários fatores, segundo o hospital. “O tempo de espera pode variar para cada caso dependendo de circunstâncias específicas”, citou a nota, frisando “não existir fila de espera para essa cirurgia na neurocirurgia pediátrica”.
 
Ainda de acordo com o HC, a recolocação óssea, chamada de cranioplastia, tem o objetivo de proteger o encéfalo e corrigir uma possível deformidade estética. E em pacientes graves, os as craniospatias são analisados “caso a caso”.
 
O procedimento pode ser programado “após alguns meses do evento inicial, desde que o paciente ofereça condições seguras para que este procedimento, como, entre outras, ausência de edema cerebral e infecção.
 
“O menor Eduardo Henrique apresenta uma condição neurológica e clínica complexas, sendo que qualquer tipo de intervenção cirúrgica pode levar a consequências fatais neste momento. Por esta razão, a equipe médica vem tomando todos os cuidados possíveis para deixá-lo em condições mais seguras para que, eventualmente, possa ser discutido com os familiares os riscos e benefícios de uma tentativa de reconstrução óssea”, finalizou o documento, sem indicar um prazo para a avaliação do caso.
 
G1

Lei dos 60 dias passa a valer a partir do exame de diagnóstico de câncer

Foto: Reprodução
A regulamentação foi alterada através da Portaria 1.220/14
O Ministério da Saúde publicou esta semana portaria que resolve impasse trazido pela Lei dos 60 Dias (12.732/12), que dá ao paciente de câncer o direito de ser tratado em até 60 dias após o diagnóstico da doença. Com a nova publicação, o que vale é a data do diagnóstico da doença no exame (laudo patológico)
 
Pela regulamentação anterior, o prazo começava a valer apenas a partir da inclusão do diagnóstico no prontuário eletrônico, o que só acontece na primeira consulta depois que o resultado dos exames ficam prontos.
 
Para a mastologista e presidente voluntária da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, Maira Caleffi,  a lei perdia o efeito com a antiga regulamentação, já que o prazo de 60 dias só começava a contar depois que o paciente conseguisse a consulta com o médico especialista, o que poderia levar meses para acontecer.
 
“A lei já trazia essa nova determinação, mas veio a regulamentação e trouxe uma variável, com isso ficava mais difícil ter a contagem dos 60 dias”, explicou.
 
Segundo Maira, além disso, a regulamentação condicionava a contagem do prazo à inclusão do diagnóstico no Sistema de Informações do Câncer (Siscan), que ainda não funciona em todo o país.
 
Lançado pelo Ministério da Saúde em outubro do ano passado para receber prontuários computadorizados enviados pelas secretarias de saúde, até o dia 22 de maio o sistema só tinha chegado a 1.546 municípios, cerca de 30% do total existente no Brasil.
 
De acordo com o Ministério da Saúde, nos 1.546 municípios que utilizam o sistema, 1.093 casos de câncer foram registrados nos últimos meses. Desses, 57% tiveram início do tratamento antes de 60 dias.
 
A regulamentação foi alterada através da Portaria 1.220/14, publicada nesta quarta-feira (4) no Diário Oficial da União.

Agência Brasil

Exposição a sujeira, germes e pelos pode proteger bebês contra alergia e asma

Foto: Reprodução
Em estudo, recém-nascidos que cresceram em casas com grande quantidade de bactérias tinham menos problemas respiratórios do que aqueles de residências mais limpas
 
Recém-nascidos expostos a pelos de animais de estimação e ratos, fezes de baratas e uma variedade de bactérias domésticas no primeiro ano de vida podem estar mais protegidos contra alergias, chiado no peito e asma aos 3 anos de idade. A revelação é de um estudo publicado nesta sexta-feira no periódico Journal of Allergy and Clinical Immunology.
 
A pesquisa confirma dados anteriores de que crianças que moram em centros urbanos são mais propensas à asma e à alergia do que aquelas de zonas rurais, mas traz uma revelação: os pequenos cercados por alérgenos e bactérias antes do primeiro ano de vida estão mais protegidos contra essas condições do que suscetíveis a elas. Segundo os autores do estudo, a descoberta pode ajudar a criar estratégias para prevenir asma e alergia.
 
“Nosso estudo mostra que o timing de exposição inicial (aos alérgenos) pode ser crucial”, afirma Robert Wood, autor do estudo e chefe da Divisão de Alergia e Imunologia do Johns Hopkins Children’s Center. “Isso nos diz que não apenas muitas das nossas respostas imunológicas são formadas no primeiro ano de vida, mas também que certas bactérias e alérgenos desempenham um papel importante em estimular e treinar o sistema imune.”
 
O estudo foi feito com 467 recém-nascidos americanos, acompanhados por três anos. Os pesquisadores visitaram as casas dos bebês para medir a quantidade e tipos de alérgenos que os rodeavam. Eles analisaram as bactérias contidas na poeira coletada de 104 residências e fizeram testes periódicos de alergia e chiado em todos os nenês.
 
Segundo o estudo, o chiado do peito aos 3 anos mostrou-se três vezes mais comum entre crianças que cresceram sem exposição a pelo de gato e rato e fezes de baratas nos primeiros doze meses de vida, em comparação às que viveram em casas com todos essas sujeiras. O efeito protetor era mais eficiente nos bebês expostos aos três alérgenos do que a dois ou a um deles. Além disso, os pequenos moradores de residências com grande variedade de bactérias eram menos propensos a desenvolver alergias e chiado aos 3 anos.
 
Quando os pesquisadores compararam os efeitos cumulativos das bactérias combinadas com os alérgenos de ratos, baratas e gatos, eles perceberam outra diferença notável:. Aos 3 anos, 41% das crianças sem chiado e alergia tinham crescido em ambientes com as maiores incidências desses agentes. Contrariamente, apenas 8% dos que sofriam dos dois males tinham sido expostas a esses alérgenos no começo da vida.
 
Veja