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quarta-feira, 11 de junho de 2014

Vacinar gestante contra coqueluche protege o recém-nascido, diz especialista

Foto: Reprodução
O prazo de validade da vacina é de  dez anos
Aplicar a vacina contra a coqueluche em mulheres grávidas, sobretudo entre a 27ª e a 35ª semana de gestação, ajuda a proteger o recém-nascido contra a doença
 
A orientação é da presidenta da Comissão de Vacinas da Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Nilma Neves.

Em entrevista à Agência Brasil, ela explicou que a gestante, uma vez imunizada, produz anticorpos que são passados ao feto pela placenta, daí a decisão do Ministério da Saúde de incorporar, ainda este ano, a vacina tríplice acelular (DTPa), que protege contra o tétano, a difteria e a coqueluche, na rede pública.
 
A especialista recomenda que as demais pessoas que têm contato frequente com o bebê, como pai, irmãos, avós e babá, também sejam imunizados, já que a doença é transmitida por meio da respiração e da fala.
 
Mesmo quem já recebeu a vacina quando criança deve ficar atento, uma vez que o prazo de validade é dez anos.

A estudante Laryssa Freire, 25 anos, não recebeu nenhum tipo de orientação em relação à prevenção da coqueluche quando estava grávida da primeira filha, Ana Luíza. A menina, aos 26 dias, apresentou febre e letargia. Chegou a ficar dez dias internada em uma unidade de terapia intensiva pediátrica.
 
“Ela já entrou entubada. Teve uma parada respiratória. Um raio X dos pulmões mostrava manchas. Na época, não houve diagnóstico fechado mas, durante o acompanhamento dela, os médicos suspeitaram que poderia ter sido coqueluche”, contou.

Já a especialista em turismo Virgínia Álvares, 35 anos, foi imunizada contra a doença quando estava com 33 semanas de gestação. “Minha obstetra me orientou e tudo o que ela me mandava fazer eu fazia. Ela chegou a me avisar que a vacina ainda não estava disponível na rede pública”, disse.
 
O bebê Artur, hoje com 1 mês e meio, está protegido da doença graças à imunização da mãe. Mesmo assim, Virgínia conta que não descuida: “Não saio com ele para locais de muita concentração como shoppings e festas. Só para a casa dos avós. Pelo menos até a primeira dose da vacina ser aplicada”.
 
Agência Brasil

Estado terá de indenizar criança que ingeriu merenda envenenada

Foto: Reprodução
Merendeira de uma escola estadual de Porto Alegre colocou veneno para rato na refeição servida para alunos e professores
 
A Justiça condenou o Estado do Rio Grande do Sul a pagar uma indenização por danos morais a uma mãe cuja filha comeu uma refeição envenenada. Em agosto de 2011, uma servidora estadual, que trabalhava como merendeira, colocou veneno de rato em um almoço que foi servido a professores e alunos da  Escola Estadual de Ensino Fundamental Doutor Pacheco Prates, em Porto Alegre.
 
Por causa do veneno, a filha da autora da ação teve de permanecer em atendimento médico durante um final de semana. O juiz Ricardo Bernd, relator do processo, condenou o Estado a pagar R$ 2 mil por danos morais à autora, em uma decisão publicada no fim de maio.

Para o juiz, é responsabilidade do Estado responder pelos danos dos seus servidores, uma vez que a filha da autora da ação foi "submetida, no ambiente escolar, à situação de risco".
 
Relembre o caso
Trinta e nove pessoas entre alunos, professores e funcionários da Escola Estadual Ensino Fundamental Doutor Pacheco Prates, no Bairro Belém Velho, em Porto Alegre, foram encaminhadas ao Pronto Atendimento da Lomba do Pinheiro e, do Bairro Bom Jesus, zona leste da Capital, e Hospital de Pronto Socorro após consumirem alimento contaminado com veneno de rato no almoço.

Uma das três merendeiras da escola confessou ter colocado a substância no estrogonofe servido aos alunos, professores e funcionários. Wanuzi Mendes Machado, 23 anos, que trabalhava no colégio havia três semanas, alegou problemas psicológicos.

Zero Hora

Uma boa rotina de sono pode manter a família inteira saudável

Uma boa rotina de sono pode manter a família inteira saudável Stock Xchng/Stock Xchng
Foto: Stock Xchng
O sono suficiente tem sido ligado ao controle de peso saudável
Pesquisa aponta que crianças que dormem pelo menos 10 horas por dia são menos propensas a sofrer de obesidade
 
Um novo estudo conduzido pela Universidade de Illionois afirma que as crianças criadas em famílias que priorizam o sono são menos propensas a se tornarem obesas.
 
O estudo, publicado na Frontiers in Psychology, analisou as rotinas de sono de 337 crianças americanas em idade pré-escolar e de suas famílias, levando em consideração as características socioeconômicas e observando a influência do tempo de TV e dos hábitos de refeição.
 
Os pesquisadores consideraram quatro rotinas de proteção contra a obesidade infantil, incluindo o tempo de TV limitado, não ter uma televisão no quarto, momento de refeição em família qualitativo e sono adequado.
 
Contudo, o sono foi o único fator que causou uma diferença nos resultados. Crianças que dormiam 10 horas por dia ou mais eram menos propensas a sofrer de obesidade do que aquelas que não dormiam, independentemente das outras rotinas de proteção.
 
Dada a importância do sono, o fator mais provável no risco de uma criança desenvolver a obesidade foi a rotina de dormir dos pais. Em uma reação em cadeia, os pais que dormiam inadequadamente tiveram filhos que faziam a mesma coisa e, portanto, eram mais propensos a terem excesso de peso.
 
— Os pais deveriam tornar o fato de estar bem descansados um valor de família e uma prioridade. Vimos quanto tempo os pais e as crianças dormiam, como parte de uma rotina familiar, e descobrimos que eles realmente iam dormir juntos. — disse Barbara H. Fiese, diretora do Centro de Resiliência Familiar da Universidade de Illinois.
 
O sono suficiente tem sido ligado ao controle de peso saudável e as crianças são novos participantes da pesquisa. Um estudo recente feito pela Universidade College London descobriu que crianças de 16 meses de idade que dormiam menos de 10 horas por dia aumentavam seu consumo de calorias em 10% se comparadas às que dormiam 13 horas por dia.
 
Um estudo de 2009 do Observatório Europeu de Ciência do Paladar em Dijon, na França, mostrou que os participantes eram propensos a consumir até 22% a mais de calorias do que o normal depois de uma noite mal dormida.
 
Zero Hora

Descoberta de molécula pode levar a melhoras no tratamento da depressão

Foto: Reprodução
A molécula, chamada de miR1202, regula a recepção de um
 neurotransmissor
Pesquisas mais aprofundadas podem resultar em novas formas de combater a doença
 
Pesquisadores da Universidade McGill, em Montreal, identificaram uma nova molécula presente apenas em humanos e primatas, sendo que pequenas quantidades dela poderiam indicar depressão. Pesquisas mais aprofundadas podem levar a novas opções de tratamento.
 
A molécula, chamada de miR1202, regula a recepção de um neurotransmissor conhecido como glutamato, diz Gustavo Turecki, psiquiatra da Universidade de Saúde Mental e professor no Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina, na Universidade McGill.
 
O "mi", nome dado à molécula pelos pesquisadores, permite identificá-la como uma "microRNA", um regulador não codificador de proteínas genéticas. Os pesquisadores observaram níveis de miR1202 nos participantes antes e depois do tratamento da depressão com o uso de drogas e detectaram um aumento dos níveis dessa molécula conforme os efeitos da depressão diminuíam.
 
— Em nossos estudos clínicos com participantes vivos deprimidos tratados com citalopram, um antidepressivo comumente prescrito, encontramos níveis mais baixos em indivíduos deprimidos em comparação àqueles não deprimidos antes do tratamento. Ficou claro que a microRNA miR-1202 aumentava à medida que o tratamento funcionava e os indivíduos já não se sentiam deprimidos — diz Turecki.
 
Os antidepressivos estão entre os medicamentos mais prescritos na América do Norte e em partes da Europa, embora a resposta varie, de acordo com Turecki.
 
— Descobrimos que a miR-1202 é diferente em indivíduos com depressão e, particularmente, entre os pacientes que, ao final, responderão ao tratamento antidepressivo — afirma Turecki
 
A pesquisa foi publicada no periódico Nature Medicine. Turecki espera que sua descoberta leve a alternativas para pacientes que respondem mal às opções atuais de tratamento e ofereça uma nova esperança a todos os pacientes com depressão.
 
Embora a maneira como ela funciona soe semelhante aos mecanismos da melatonina, o hormônio de sono naturalmente produzido pelo organismo, disponível na maioria dos países em forma sintética como um auxílio para dormir, Turecki diz que não há relação entre as duas.
 
Zero Hora

Apple apresenta novidades e Saúde está entre elas

Apple Health
Fonte: Reprodução App HealthKit
Parte da chamada Saúde Digital, fabricante do iPhone anuncia aplicativo móvel que coleta e analisa dados sobre a saúde dos usuários
 
Toda a diretoria da Apple apresentou na semana passada durante o Worldwide Developer Conference (WWDC), nos Estados Unidos, as novidades para o sistema operacional OS (de computadores Mac) e também para a plataforma móvel, com o iOS 8 (para os devices móveis iPad, iPhone e iPod).
 
Para o setor de saúde, a grande novidade foi o aplicativo HealthKit, que agregará métricas de múltiplos dispositivos e também apps de parceiros, inclusive tem a capacidade de analisar dados sobre a saúde dos usuários.
 
As ferramentas para o novo recurso serão trabalhadas em conjunto com a Nike e Mayo Clinic. Na mesma tendência, está a Samsung Electronics, que anunciou recentemente sobre uma plataforma de armazenagem móvel de dados de saúde chamada SAMI (Samsung Architecture Multimodal Interactions).
 
Na abertura da conferência, o presidente-executivo da Apple, Tim Cook, disse que a fabricante do iPhone já vendeu mais de 800 milhões de dispositivos móveis.
 
healthkit
Foto: Reprodução
O evento foi marcado pelo tom descontraído dos executivos e gerou reações positivas não apenas do público alvo, mas de toda a comunidade de tecnologia, segundo coluna de Eric Zeman, no portal InformationWeek EUA.
 
Para Zeman, geralmente a Apple evoca uma atitude “meu jeito ou o resto, fazendo o que ela quer sem se importar com a vontade do mercado ou de seus clientes. Se você não gosta do que a Apple tem para oferecer, bom, você é livre para escolher outra coisa”.
 
O colunista afirma que a Apple não sucumbiu às pressões dos consumidores para adicionar Blu-ray a seus iMacs e MacBooks. “Quando questionado, o CEO na época, Steve Jobs, disse que licenciar a tecnologia daria muito trabalho. E o Blu-ray nunca foi adicionado, e os computadores continuaram a ser vendidos”.
 
As mudanças apresentadas mostram uma postura diferente, a de atender os pedidos e reclamações do mercado. O teclado sempre foi alvo de lamentações em todas as versões do iOS, desde 2008, e, agora, a Apple colocou um novo recurso – de previsão de palavras, e também o suporte a teclados de terceiros. “Isso dará aos usuários do iPhone a mesma quantidade de escolhas dos usuários Android. Em outras palavras, a Apple está disposta a trabalhar com terceiros para dar a seus clientes uma experiência que ela não vai oferecer por si própria”.
 
Para ler mais detalhes sobre todas as novidades, acompanhe na íntegra o artigo de Eric Zeman : Anúncios na WWDC marcam novo estágio nas decisões da Apple
 
Em resumo, os principais anúncios que estarão disponíveis a partir de setembro deste ano, foram:
- Aplicativo HealthKit, que agregará métricas de múltiplos dispositivos e também apps de parceiros
 
- Pela primeira vez, na área de casas inteligentes com o App HomeKit, um hub para automação residencial
 
- Sistema operacional Mac OS X Yosemite (OS X 10.10), sucessor do Maverick, torna-se semelhante ao iOS 7, com melhorias em busca e notificações, no e-mail e também no browser Safari
 
- Serviço de armazenamento em nuvem, o iCloud Drive, que faz a sincronia entre computadores e notebooks Mac e dispositivos móveis equipados (exceto iPhone 4 e abaixo) com iOS (e também com Windows)
 
- AirDrop para a transferência de arquivos entre Mac e iPad
 
- Yosemite será gratuito
 
- iOS 8 com teclado, o QuickType, com o objetivo de melhorar a digitação de textos e mensagens
 
- Linguagem Swift, para programação Xcode para os desenvolvedores
 
- Assistente de voz Siri passa a integrar-se com o app Shazam (de reconhecimento de músicas) e estará disponível para mais 22 línguas (não se sabe se o português será contemplado)
 
Fonte: Com informações de agências internacionais e InformationWeek EUA | Eric Zeman; replicada pelo ITForum 365
 
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