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quarta-feira, 18 de junho de 2014

O preço da saúde no Brasil

http://www.globalfitness.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/04/saude-no-brasil.jpg Recentemente, a Revista Exame apurou dados da Organização Mundial de Saúde sobre os gastos dos países com saúde, comparando os países que possuem um Sistema Universal de Saúde com os países que não possuem

O resultado aponta que o Brasil, que possui o Sistema Único de Saúde (SUS), que visa atender a população gratuitamente, gasta menos com saúde do que a própria população, com remédios e internações.

No Brasil, de cada R$ 100,00 gastos com saúde, o governo desembolsa R$ 43,60 e as famílias gastam R$ 56,40.

Nos Estados Unidos, que não possuem Sistema Único de Saúde, de cada R$ 100,00 gastos com saúde, o governo desembolsa R$ 47,70 e as famílias gastam R$ 52,30, ou seja, menos do que os brasileiros.

Veja mais informações do infográfico abaixo:


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Emenda quer ampliar limite de gastos dos municípios com saúde

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Foto: Reprodução
Projeto trata especificamente dos gastos com pessoal. Cota atual é de 54% da receita corrente líquida

A Câmara está analisando uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC 390/14), de autoria do deputado André Figueiredo (PDT-CE), que possibilita a ampliação, pelos municípios e pelo Distrito Federal, do limite de despesas com pessoal ativo nas áreas da saúde e da educação.

Hoje, a Constituição não permite que a despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos estados, do DF e dos municípios exceda os limites estabelecidos em lei complementar. A Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar101/00) estabeleceu, para os municípios, limite de gasto com pessoal de 54% da receita corrente líquida (RCL).

A PEC abre exceção para que os municípios ultrapassem esse limite de 54% da RCL no caso de gastos com pessoal ativo nas áreas de saúde e de educação, conforme parâmetro a ser estabelecido por nova lei complementar.

A proposta também altera o artigo 38 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, estabelecendo que, até que essa lei complementar seja editada, os municípios e o DF poderão ampliar o limite global dos gastos com pessoal em até 6%, caso as despesas de pessoal nas áreas de saúde e de educação, conjuntamente, ultrapassem o limite de 40% das despesas globais.

A ampliação do limite global deverá ser utilizada em benefício exclusivo das duas áreas.

Lei dos royalties
O autor da PEC destaca que a ampliação do limite global possibilitará também que a Lei12.858/13, que destina 75% dos royalties do petróleo à educação e 25% à saúde, possa ser efetivamente aplicada.

Figueiredo observa que, na área de educação, os recursos serão aplicados em acréscimo ao mínimo obrigatório destinado pela Constituição para a manutenção e o desenvolvimento do ensino. “Espera-se que a principal demanda pelos recursos ocorra na aplicação em despesas de pessoal”, salientou.

O parlamentar acredita que, hoje, a aplicação de recursos adicionais para a educação prevista na nova lei de distribuição de royalties possa ter suas finalidades comprometidas pelos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania quanto à admissibilidade. Caso seja aprovada, será examinada por uma comissão especial criada especialmente para essa finalidade. Em seguida, será votada pelo Plenário.

A íntegra da proposta pode ser vista no site da Câmara.

Saúde Web

Estudo mapeia usuários de aplicativos de saúde

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Foto: Reprodução
Segundo levantamento do Opera Mediaworks, mulheres usam mais smartphones enquanto se exercitam

A Opera Mediaworks divulgou esta semana um estudo que busca mapear o hábito dos consumidores que utilizam dispositivos móveis para interagir e acessar conteúdos relacionados à saúde e condicionamento físico. O estudo é baseado nas 500 milhões de impressões mensais de anúncios publicados pela plataforma em mais de 400 sites e aplicativos para dispositivos móveis da categoria Saúde e condicionamento físico na plataforma da companhia.

A organização definiu os sites e aplicativos de saúde como a subcategoria que engloba assuntos médicos e referentes a um estilo de vida saudável. Os sites de condicionamento físico são aqueles que tratam de interesses por exercícios ou controle de peso. Sob estes parâmetros, a Opera Mediaworks descobriu que os usuários de iPhone buscam mais informações relacionadas à categoria de saúde, enquanto os consumidores de Android focam em condicionamento físico.

Em percentuais, os usuários do iPhone preferem Saúde (62%) ao Condicionamento Físico (58%). Já os usuários de Android consomem mais conteúdo de Condicionamento Físico do que de Saúde (39% versus 30%).

O interesse entre ambos temas varia muito de um país para outro:

- Países da Comunidade Britânica (Canadá, Austrália e Reino Unido) ocuparam as três primeiras posições em relação ao consumo de conteúdos mais voltados à Saúde e ao Condicionamento Físico;

- Falta de assistência médica avançada não induziu ao maior uso de sites de saúde. Embora 11% do total de impressões ocorram em países com menos médicos por habitante, esse público gera apenas 1% das impressões em sites voltados à saúde;

A utilização durante a semana supera a dos fins de semana, sendo que existem dois padrões de horário diferentes:

- O período de pico ocorre no meio da semana (entre terça e quarta-feira);

- A atividade diminui aos finais de semana (entre sexta-feira e domingo);

- Os sites e aplicativos de saúde têm alto e uniforme utilização no início da tarde, embora a maior parte do tráfego e da interação ocorra entre meio-dia até às 13 horas. Por outro lado, o conteúdo relacionado ao condicionamento físico tem mais atividade durante a tarde noite, com o pico de uso e interação entre 21 e 22 horas.

América do Norte
Na segunda parte do estudo, a Opera Mediaworks concentrou-se nos Estados Unidos, pois é onde ocorre o maior volume de tráfego de sites e aplicativos de saúde e condicionamento físico. A companhia analisou o tráfego de quase 50 mil smartphones americanos e também realizou uma pesquisa com duas mil em maio deste ano.

Apenas 1 a cada 4 usuários da categoria Saúde e Condicionamento Físico são usuários regulares. Mais de 50% de todos os consumidores de smartphones utilizam seus dispositivos para conhecer dietas, exercícios ou outros temas relacionados a Saúde e Bem-estar, mas apenas 22,5% deste grupo fazem isso mais que uma vez por semana.

Os adeptos do condicionamento físico e leitores do assunto Saúde têm preferências de conteúdo secundário diferentes. Quando não estão usando aplicativos de exercícios, os consumidores de Condicionamento Físico tendem a concentrar a sua atenção nas categorias de Entretenimento e Produtividade. Os usuários da categoria Saúde tendem a interagir em atividades de Mídias sociais e com sites de Notícias.

As mulheres são mais propensas a levar seus smartphones enquanto se exercitam. Elas ouvem música, enviam e recebem mensagens de texto, e-mails e telefonemas mais do que os homens. Os dispositivos para vestir ou rastreadores de condição física ainda representam um mercado muito pequeno, mas os homens são mais propensos a utilizá-los (3,6% dos homens versus 1,7% das mulheres).

Os homens com idades entre 25 e 34 anos são os que mais usam conteúdo de Saúde e condicionamento físico, mas assistem o menor volume de vídeos. Por outro lado, as mulheres da mesma faixa etária assistem muito mais programas de TV e filmes. Já em relação aos homens de faixa etária inferior (de 18 a 24 anos), eles têm uma preferência bastante marcada pelos vídeos.

O relatório completo pode ser lido, em inglês, no site operamediaworks.com. 

Saúde Web

Siemens inaugura museu de tecnologia médica na Alemanha

MedMuseum fica em fábrica histórica da empresa de 1893. Exposição busca traçar linha evolutiva de equipamentos para assistência

A Siemens, uma das maiores empresas do mercado global de equipamentos médicos, inaugurou este mês em Erlangen, na Alemanha, o MedMuseum. Com área de 400 m², o espaço busca mostrar a história da tecnologia na área da saúde, setor em que a multinacional tua há mais de 160 anos.

Inovações importantes e seus inventores são apresentados em formato multimídia para contar a história da tecnologia médica desde meados do século XIX até os dias de hoje. O espaço expõe peças selecionadas, como os primeiros sistemas da Siemens de raios-X, tomografia computadorizada e ressonância magnética, ao mesmo tempo em que fornece informações explicativas sobre a origem e funcionalidade das tecnologias.

O MedMuseum também mostra o desenvolvimento das várias empresas que precederam a Siemens Healthcare. Apresenta ainda o desenvolvimento das várias tecnologias, como diagnósticos por imagens e laboratoriais, destacando figuras pioneiras neste processo.

História
A empresa começou com Werner Siemens, que, em 1844, colocou em prática, pela primeira vez, uma de suas invenções para fins médicos, usando eletricidade para tratar a dor de dente de seu irmão Friedrich. Apenas três anos depois, Siemens se uniu a Johann Georg Halske para fundar a Siemens & Halske, empresa sediada em Berlim que produzia equipamentos eletromecânicos e telégrafos.

Em Erlangen, Erwin Moritz Reiniger se juntou a Max Gebbert e Karl Schall para constituir a empresa de tecnologia médica Reiniger, Gebbert & Schall (RGS), que, não muito tempo depois, viria a fornecer tubos de raios-X ao Wilhelm Conrad Röntgen, o inventor dos raios-X. É na histórica oficina mecânica da fábrica da RGS, de 1893, que fica hoje o Siemens MedMuseum, a poucas centenas de metros da atual sede da divisão de tecnologia médica da Siemens.

Sombras e imagens
O museu dedica espaço aos primórdios da tecnologia médica, apresentando a eletromedicina na forma de aparelhos de eletroestimulação. Dentre os destaques, encontram-se a bateria de placas mergulhadas em líquido, de Reiniger – a peça mais antiga em exposição, de 1886 – e, especialmente, as imagens por raios-X, que contam com uma área de exposição própria intitulada “imagens de sombras”.

O uso de raios-X na virada do século XX lançou a base para as imagens médicas. Uma unidade do equipamento de 1902, projetada por Friedrich Dessauer, é testemunha desses primeiros anos. Não muito depois, foram descobertos também os outros efeitos da exposição aos raios-X, e a radioterapia se tornou uma parte consagrada da medicina, com efeitos comprovados. O MedMuseum também recorda os problemas enfrentados pelos primeiros usuários da tecnologia de raios-X, que ainda não conheciam os seus riscos.
A área de “fatias e seções” trata de uma época relativamente recente das imagens médicas: em fatias ultrafinas, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética visualizam o interior do corpo. Os primeiros sistemas Siemens dos dois tipos – o aparelho de ressonância magnética Magnetom (1983) e o tomógrafo computadorizado Siretom (1975) – estão expostos no Siemens MedMuseum. Ao lado, em uma área dedicada às imagens por ultrassom, é exibida uma revolução na tecnologia de ultrassom: o Vidoson, que foi lançado em 1965 e permitiu a exibição de imagens de ultrassom em tempo real e, portanto, a observação de movimentos no corpo.

Passeio
Muitas estações dispõem de tablets que oferecem informações e imagens adicionais aos visitantes do museu. Um mapa-múndi digital ilustra como a Siemens Healthcare se desenvolveu globalmente. A “janela para o arquivo” virtual permite que os convidados saibam mais sobre o trabalho realizado pelo Siemens Medical Archive, que fica logo ao lado, além de explorar como a forma e o design definem o visual dos aparelhos.

Em todo o museu há sempre uma ligação com o lugar histórico: em diversas estações, os visitantes do Siemens MedMuseum podem dar uma olhada melhor na antiga oficina mecânica da década de 1890.

No futuro serão realizadas exposições especiais para apresentar novidades sobre as várias áreas temáticas abordadas no museu. O moderno anexo do edifício oferece mais 100 m² de área destinada a estas exposições. 

Saúde Web

Projeto Matemática das Guloseimas orienta estudantes de Caxias do Sul sobre alimentação saudável

Projeto Matemática das Guloseimas orienta estudantes de Caxias do Sul sobre alimentação saudável Gabriel Lain/Especial
Foto: Gabriel Lain / Especial
Alunos e professores do curso de Nutrição da UCS mostram a quantidade de sódio, gorduras saturadas e açúcares presentes nos alimentos industrializados que os jovens mais consomem 

Desenvolvido pelo curso de Nutrição da Universidade de Caxias do Sul (UCS), o programa Matemática das Guloseimas multiplica no ambiente escolar informações sobre alimentação saudável e sobre itens como sódio, açúcar e gordura saturada, por exemplo, contidos em abundância em produtos que os adolescentes adoram: biscoito recheado, salgadinho, refrigerante e macarrão instantâneo.

— Estamos focando no adolescente pois é nessa fase que ele começa a fazer suas próprias escolhas alimentares e a cuidar da aparência. Em busca de um corpo bonito, o adolescente pode fazer escolhas erradas, seguindo dietas malucas que os colegas fazem e usando suplementos alimentares sem necessidade. Nosso objetivo é explicar conceitos de nutrição de uma forma simples, destacando os malefícios dos alimentos industrializados — explica a nutricionista Karina Giane Mendes, coordenadora do curso de Nutrição da UCS e doutora em Endocrinologia.

E nada melhor do que jovens, que falam a mesma linguagem e conhecem as preferências para repassar essas informações: nas palestras do Matemática das Guloseimas, são os próprios acadêmicos do curso de Nutrição que orientam os estudantes do ensino médio. No último dia 30 de maio, por exemplo, Janaína da Silva e Júlia Senna, acompanhadas da professora Kally Berleze, visitaram a Escola Assis Antônio Mariani, no bairro Jardim Eldorado e conversaram com duas turmas do 1º ano.

— A intenção não é dizer que eles estão proibidos de tomar refrigerante, por exemplo. O objetivo é fazer com que reduzam a quantidade consumida e que procurem substituir por coisas mais saudáveis como o suco natural — complementou a professora Kally.

O projeto complementa um trabalho desenvolvido pelo curso desde 2008, mas que focava principalmente escolas infantis e de ensino fundamental.

— Sentíamos que faltava alcançar os adolescentes. Dentro da disciplina de Educação Nutricional, em que os alunos fazem práticas com todos os ciclos da vida, o grupo que fazia sua intervenção com adolescentes sempre trazia informações interessantes. Por isso, o grupo de professores (são 13 no total) idealizou o Matemática das Guloseimas para esse público — explica Karina. 


Desde outubro do ano passado, o Matemática das Guloseimas já passou por quatro escolas, com várias turmas atendidas. Outras cinco intervenções devem ocorrer neste mês. O maior retorno, segundo Karina, é ver o interesse dos alunos pelo assunto.

— Focamos na promoção da saúde e prevenção de doenças. Se, com isso, pudermos melhorar as escolhas alimentares destes adolescentes, eles provavelmente não terão problemas relacionados aos maus hábitos alimentares. Tendo bons hábitos na adolescência, manterão na idade adulta. As futuras gestantes terão alimentação saudável, e esse costume será estendido para a família. É um ciclo que reduzirá os altos índices de obesidade na população — destaca.

Escolas interessadas em receber a palestra do Matemática das Guloseimas devem contatar a coordenadora do curso de Nutrição pelo e-mail kgmendes@ucs.br. 

A obesidade em números
- Em Caxias do Sul, não há dados específicos sobre adolescentes. Um artigo publicado em 2010 pelo professor Ricardo Rodrigo Rech na Revista Brasileira de Cineantropometria e Desenvolvimento Humano dá uma pista, já que estudos mostram que o sobrepeso e a  obesidade na infância costumam se estender pela adolescência e idade adulta. A pesquisa, feita com 1.442 crianças com idades entre sete e 12 anos, mostrou que as prevalências de obesidade e sobrepeso em Caxias do Sul foram de 8% e 19,9%.

- No Brasil, de acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009 (POF), o aumento de peso em adolescentes de 10 a 19 anos foi contínuo nos últimos 34 anos. Isso é mais perceptível no sexo masculino, em que o índice passou de 3,7% para 21,7%, um acréscimo de seis vezes. Já entre as jovens, as estatísticas triplicaram: de 7,6% para 19,% entre 1974-75 e 2008-09. Quanto à obesidade, mostra-se menos intensa, mas também com tendência ascendente, indo de 0,4% para 5,9% entre meninos e rapazes e de 0,7% para 4,0% no sexo feminino.

Zero Hora