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terça-feira, 24 de junho de 2014

ANS lança campanhas de conscientização sobre planos

http://www.portaldenoticias.net/v3/wp-content/uploads/2013/08/ans.gifObjetivo de peças – veiculadas em TVs, revistas, mídias sociais e transporte público – é informar usuários, particularmente os idosos

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lançou nesta sexta-feira (20) duas campanhas publicitárias de abrangência nacional com o objetivo de disseminar informações sobre saúde suplementar. Os temas abordados são, primeiro, a importância da escolha do plano de saúde mais adequado para cada perfil de consumidor e, segundo, a orientação especial aos idosos contratantes destes mesmos produtos.

As peças serão veiculadas em emissoras de televisão abertas, fechadas e segmentadas, em revistas de circulação nacional, TVs de ônibus e metrôs, além dos canais de comunicação da ANS no YouTube, Facebook, Twitter e no portal institucional. Também estão em produção folders com dicas para os consumidores de planos de saúde.

As campanhas serão realizadas de 20 de junho a 4 de julho, e retomadas após o período eleitoral de outubro. Ambas aconselham o consumidor a procurar os canais de relacionamento da agência reguladora.

As peças para revistas e televisão podem ser vistas no portal da ANS.

Saúde Web

Após um ano, pacto pela Saúde atingiu objetivos ‘parcialmente’

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjaUdLb25iEZRAIDndwG47wkKEPYcjVEn8bD5eE9pzdUxqrwF8Mr_IAqc52Eb9J_TRjMXGv7lE2i7k4GMRrY8H-mY-bAAd2DgaZpcdC7T6ntquEeiqOuFDLa_lPb4E1kFkxIhABl0sR1Xo/s400/Bola+na+trave.jpgSérie de ações estratégicas propostas por Dilma Rousseff após manifestações de 2013 'bateu na trave', admite Gilberto Carvalho 

No dia 24 de junho do ano passado, a presidenta Dilma Rousseff usou a rede de rádio e televisão para apresentar cinco pactos em resposta à onda de protestos no País: responsabilidade fiscal e controle da inflação; investimentos em saúde e contratação de médicos estrangeiros; destinação de 100% dos royalties do petróleo para a educação; recursos para mobilidade urbana e a convocação de uma Constituinte sobre reforma política.

Um ano depois, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, avalia que o principal pacto – o da reforma política – “bateu na trave”. Após desistir da convocação de uma Constituinte para a reforma política, a presidenta enviou mensagem ao Congresso Nacional com sugestões de mudanças no sistema eleitoral, como financiamento de campanha, sistema de eleição de deputados e novo regime de coligações. “Não houve nenhum debate lá dentro mais acalorado, simplesmente não foi adiante”, criticou o ministro.

Questionado se faltou pressão por parte do governo para efetivar a proposta, ele disse: “Talvez pudéssemos ter pressionado mais. Eu posso dizer que os partidos mais à esquerda poderiam ter feito mais militância nisso, eu acho que faltou. Faltou um pouco mais de empenho dos partidos”, disse Carvalho.

Para ele, o pacto sobre responsabilidade fiscal não gerou ações concretas. Já os pactos da saúde, da mobilidade e da educação foram parcialmente cumpridos. Na saúde, houve a concretização do Programa Mais Médicos, que já vinha sendo formulado pelo governo. No caso da educação, foi aprovada a destinação de 75% dos royalties do petróleo e mais 50% do Fundo Social do Pré-Sal. Em relação à mobilidade, foi feito investimento de R$ 50 bilhões, destinados sobretudo para as sedes da Copa do Mundo. Para o ministro, os dois últimos pactos devem começar a mostrar resultados nos próximos anos.

Especialistas e movimentos sociais, por outro lado, criticam o que consideram a não execução dos pactos. O cientista político Leonardo Barreto avalia que os Três Poderes deveriam ter implementado uma agenda de reformas para responder à sociedade e retomar o diálogo. Essa agenda, avalia, deveria conter ações contra a impunidade e que garantissem reforma política, a prioridade de gastos com serviços públicos e mais transparência das ações do Estado.

“Para transformar isso em uma plataforma reformista, você tem que se comprometer com certas coisas que vão contra o status quo da própria classe política”. O estudioso considera que nenhum governo ou político conseguiu responder àquele processo e que a população voltou para casa sem as conquistas pretendidas. “O que me preocupa é a nossa incapacidade de achar soluções, e os problemas vão se acumulando. E hoje eu vejo o país muito imobilizado, as próprias lideranças políticas não mostram muita força”, critica Barreto.

O Movimento Passe Livre (MPL), que coordenou em junho do ano passado as manifestações em defesa da redução da tarifa do transporte público em São Paulo, também critica a postura do governo. “A presidenta fez uma mesa para ouvir o MPL, mas não tomou nenhuma atitude de garantir o direito ao transporte das pessoas”, afirmou Lucas Oliveira, um dos integrantes do movimento. Por outro lado, o MPL contabiliza vitórias. Além da redução das tarifas, o ativista destaca a aprovação da Emenda Constitucional nº 90, que dá nova redação ao Artigo 6º da Constituição Federal e inclui o transporte como direito social.

Outras conquistas também foram obtidas pelos ativistas, como a retirada de pauta da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 37, que retiraria o poder de investigação do Ministério Público, e o projeto que ficou conhecido como “cura gay”.

Sandra Quintela, integrante do Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (Pacs) e da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop), aponta como vitória desse ano de lutas a divulgação das violações vivenciadas no contexto de preparação para a Copa do Mundo, por meio de relatórios e atos organizados pelos movimentos locais e pela Ancop, bem como a conquista de moradia e a diminuição das remoções, em cidades como Fortaleza.

Do ponto de vista das mobilizações, o MPL avalia que junho permitiu o crescimento das lutas urbanas, expressas nas ocupações, e também o diálogo entre trabalhadores do transporte público e os usuários do transporte.

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) também é otimista ao analisar os protestos. Para o coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos, os protestos de junho abriram uma nova conjuntura para as lutas sociais do país.“As mobilizações de junho reabilitaram essa legitimidade da luta social para a consciência popular. Até porque as pessoas viram que a massa foi para rua e a reivindicação foi alcançada: a tarifa baixou no país todo”.

Ele conta que, desde junho do ano passado, “a quantidade não só de ocupações de terra, mas de greves e de mobilizações populares que ocorreram, foi muito mais expressiva que no período anterior. Isso é importante, é um avanço, demonstra um despertar dos trabalhadores de forma mais organizada”.

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Saúde perde recurso e deposita R$ 2,2 mi para cirurgia nos EUA

http://www.blogs1.fmanha.com.br/bastos/files/2014/05/justi%C3%A7a.jpgDinheiro servirá para operação de menina de seis meses com doença rara e que passará por transplante multivisceral

O Ministério da Saúde confirmou na sexta-feira (20) que depositou os R$ 2,2 milhões necessários para que Sofia Gonçalves de Lacerda, de cinco meses, passe por um transplante visceral nos EUA. A menina sofre de uma doença rara, a síndrome de Berdon, que afeta o sistema digestivo, e preciso da cirurgia para sobreviver. No entanto, o procedimento não é oferecido no Brasil e não é custeado pelo SUS.

O valor foi depositado em uma conta judicial exclusiva para o tratamento e transporte do bebê.

O caso ganhou repercussão após o Tribunal Federal de Recursos (TRF) de São Paulo manter uma liminar determinando a ida de Sofia de Sorocaba (SP), onde estava internada, para um hospital de Miami, nos Estados Unidos. O Ministério da Saúde recorreu da decisão de maio do desembargador Márcio Moraes, mas teve o pedido negado.

O advogado da família de Sofia chegou a pedir a prisão do ministro Arthur Chioro por descumprir a ordem judicial. Desde a descoberta da doença, a família de Sofia promove uma campanha de arrecadação online para a viagem aos EUA, o que aumentou a repercussão do caso.

A liminar prevê que o Estado brasileiro deve prover meios para o tratamento da criança, e trouxe novamente à tona a discussão sobre a judicialização da saúde brasileira.

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Projeto dispensa licitação para contratações no SUS

http://bigprojectbrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/06/Sal%C3%A1rio-Menor.jpgAutor aproveita brecha na Lei das Licitações para que instituição defina valor do salário ou serviço contratado

A contratação de profissionais e estabelecimentos para prestação de serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS) pode ser dispensada de licitação. Pelo Projeto de Lei 6251/13, nesses casos será realizado credenciamento por meio de chamamento público, com remuneração fixada unilateralmente pela administração pública.

O projeto do deputado Betinho Rosado (PP-RN), em tramitação na Câmara dos Deputados, autoriza a contratação direta de profissional de saúde por até dois anos, quando houver vaga não preenchida em concurso público, desde que não haja candidato aprovado à espera de convocação. Permite ainda que os gestores do SUS credenciem estabelecimento de saúde, pelo prazo de até cinco anos, sem processo licitatório.

De acordo com Rosado, a contratação de serviços e profissionais de saúde se enquadra nos casos de inexigibilidade de licitação por inviabilidade de competição previstos na Lei das Licitações (8.666/93), embora haja mais de um interessado. Ele argumenta que a inviabilidade de concorrência ocorre pela viabilidade de credenciamento e contratação de todos, “se a administração convoca profissionais dispondo-se a contratar todos os interessados que preencham os requisitos por ela exigidos”.

No sistema de credenciamento, ou chamamento público, conforme explica o autor, não há apresentação de propostas, pois o valor a ser pago já foi fixado pelo órgão contratante. “Ou seja, não há competição, então, desta forma, não há como se declarar um vencedor”, acrescenta.

Rosado sustenta ainda que esse sistema “aproveita melhor os recursos públicos, uma vez que o preço a ser pago pela prestação do serviço é previamente definido no próprio ato de chamamento dos interessados”.

Em caráter conclusivo, o projeto será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. A íntegra da proposta pode ser vista no site da Câmara.

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Anvisa facilita alterações em pós-registros de fitoterápicos

http://www.topmidianews.com.br/noticias_/imagens/17052014141514.jpgAgência também publicou guia de normas para o setor. Objetivo é desafogar demandas e priorizar mudanças mais relevantes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma resolução que agiliza as alterações em pós-registros de medicamentos fitoterápicos e produtos tradicionais fitoterápicos. A norma define alterações no registro que poderão ser feitas de forma imediata e outras que dependem de análise prévia da Anvisa.

Segundo a agência, a medida permitirá que boa parte das petições que atualmente dependem de avaliação poderão ser feitas imediatamente, dando à equipe de técnicos da agência tempo para avaliar mudanças de maior importância sanitária.

Entre as alterações de implementação imediata estão a exclusão de local de fabricação e fabricante de matéria-prima, redução do prazo de validade que não altere os cuidados de conservação e reativação da fabricação de um medicamento, desde que a interrupção não tenho ocorrido por requisitos técnicos.

Já as demandas que continuam exigindo avaliação prévia incluem situações como alteração do modo de uso do medicamento, inclusão de nova via de administração e alterações relevantes no processo de fabricação.

Guia
A Anvisa também publicou um guia com a síntese de todas as normas relativas ao registro e notificação de medicamentos fitoterápicos e produtos tradicionais fitoterápicos. O documento é uma referência para os que atuam na área.

O Guia traz informações sobre o fluxo para pedidos de registro, orientações sobre o correto manuseio das plantas para produção de fitoterápicos, formas de identificação das espécies vegetais e as análises para controle de pureza e presença de toxinas, além de orientações sobre comprovar a segurança e eficácia dos fitoterápicos. Para o setor produtivo é um documento de referência sobre as exigências para que um medicamento ou produto tradicional fitoterápico chegue ao mercado com garantias de eficácia e segurança.

A norma que institui o Guia foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) da sexta-feira (20).

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