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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Retração gengival: falta de higiene e uso de piercing estão entre as causas do problema

Retração gengival
Entenda como ela acontece, quais as complicações e os primeiros sinais 

Por Dra. Eliana Avelãs

A retração gengival é uma alteração muito comum na população, principalmente em idosos. Esse problema pode afetar um ou mais dentes e causa sensibilidade, dificuldade de higienização, comprometimento estético e maior suscetibilidade a cáries

Chamamos de retração gengival a situação em que a gengiva não está "colada" na região da coroa do dente, mas numa posição abaixo dessa linha, deixando assim uma área de raiz exposta.

A retração pode acontecer por vários motivos. Em todos os casos a inflamação gengival estará presente no processo. O biofilme (placa bacteriana) também participa de maneira importante. O acúmulo de biofilme provoca a inflamação da gengiva, que evolui para gengivite, que pode evoluir para periodontite, com consequências sérias como perda óssea, além da retração. 

Existem outros motivos que podem levar a gengiva a ficar retraída. Vejamos alguns exemplos: 

Trauma oclusal
A relação entre trauma oclusal e retração gengival é um assunto polêmico em periodontia. Os trabalhos científicos são controversos, mas as observações clínicas mostram que, quando a força oclusal (o modo como o dente faz contato com outro dente) é excessiva, a retração gengival ocorre na mesma região. Quando observamos a retração localizada em apenas um dente, é comum encontrarmos a causa do trauma no dente oposto. 

Piercing
Temos vistos alguns casos de retração pelo trauma do piercing sobre a gengiva. O atrito do metal na gengiva provoca uma inflamação que pode causar a retração. 

Tratamento ortodôntico
Durante o tratamento ortodôntico, a dificuldade de higiene é maior e facilita o acumulo de biofilme. É necessário seguir o controle e orientação do profissional responsável pelo tratamento.

Trauma mecânico pela higienização bucal
A técnica errada e a força exagerada na escovação podem resultar em um trauma repetitivo. Este trauma leva à inflamação crônica que desencadeia o processo da retração. Verifique com seu dentista se a sua técnica de escovação está correta.

Mas e depois que a gengiva está retraída, o que fazer?
Em primeiro lugar, buscar ajuda de um profissional para encontrar as causas . Depois, seguir suas orientações para que a retração não progrida, uma vez que a gengiva não retornará a posição inicial. Evitar a progressão do problema só será possível por meio de uma cirurgia plástica gengival. É um trabalho feito por especialistas e com resultados muito bons. O sucesso desse tratamento depende da correta indicação e execução das técnicas cirúrgicas e do cuidado do paciente para a manutenção da saúde gengival.

Melhor mesmo é prevenir antes que o problema aconteça ou prossiga. Como?
Observe que em todos os casos a doença começa com uma pequena inflamação, um pequeno sangramento. Esse é o momento de agir. Esse é momento de procurar um dentista para resolver isso rapidamente para evitar que a retração aconteça. Prevenir pode ser simples assim...

Minha Vida

Escocesa receberá transplante duplo de mãos

Reprodução / BBC
Corinne Hutton será a 1ª pessoa na Grã-Bretanha a receber um transplante duplo de mão
Corinne Hutton aguarda doador para realização de cirurgia dupla inédita na Grã-Bretanha

Uma escocesa será a primeira pessoa na Grã-Bretanha a receber um transplante duplo de mão.

Em 2013, Corinne Hutton sofreu uma infecção por estreptococus que causou septicemia e gangrena nas mãos e pés, que tiveram que ser amputados.

Mas, agora, ela aguarda o aparecimento de um doador para se transformar na primeira pessoa do país a ter duas mãos implantadas.

Simon Kay, do Hospital Geral de Leeds, já fez uma cirurgia como esta em outro paciente, Mark Cahill. Mas, apenas uma das mãos tinha sido transplantada naquela ocasião.

— Esta operação é muito mais complexa. No caso de Mark tivermos que substituir três nervos, mas no caso de Corinne serão dez e mais todos os tendões que precisam de reparos individualmente. Então, de um ponto de vista técnico, é muito mais complicado, mas o conceito é o mesmo.

Na época em que as mãos e pés foram amputados, os médicos conseguiram preservar os pulsos de Corinne.

— Pensei que, com o transplante, eles cortariam meus pulsos e, se (a operação) não funcionasse, eu ficaria muito pior. Mas, eles me disseram que as mãos dos doador serão implantadas nos meus pulsos e, por isso, se fracassar, não ficarei pior.

Para o médico Simon Kay, "ela vai ter uma boa função (das mãos) rapidamente e, em parte, isto se deve à equipe (médica) em Glasgow que removeu as mãos de Corinne de uma forma que facilitaria um transplante depois".

Corinne já passou por avaliações psicológicas e também exames dos tecidos das mãos, antes da operação - que os médicos querem realizar ainda este ano, assim que a equipe tiver encontrado um doador compatível.

As novas mãos de Corinne serão diferentes e os médicos querem ter certeza de que a paciente está preparada para ver as mãos de um estranho em seus braços.

— Me disseram que é psicologicamente difícil. Gosto de pensar que ficarei agradecida a quem quer que tenha me dado as mãos.

Os médicos esperam que a paciente tenha alguma sensação nas novas mãos o mais rápido possível, mas serão necessários entre 14 e 16 meses para que os membros transplantados fiquem totalmente estabilizados.

BBC Brasil / R7

Nicarágua adquire tecnologia para detectar vírus chikungunya

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Doença também é transmitida pelo Aedes aegypty
Nicarágua adquire tecnologia para detectar vírus chikungunya

A Nicarágua adquiriu, com ajuda da Opas (Organização Pan-americana da Saúde), um moderno termociclador para detectar indivíduos contaminados com o vírus chikungunya, uma doença similar ao dengue que avança na região, com casos confirmados em El Salvador, México e Panamá, informou o governo nesta quinta-feira (26).

"A Organização Pan-americana da Saúde (OPS) nos apoiou na aquisição de um equipamento conhecido como termociclador", que permite identificar o vírus chikungunya nos primeiros cinco dias de contágio, explicou o diretor do Centro Nacional de Diagnóstico e Referência do Ministério da Saúde, Ángel Balmaceda, a veículos oficiais.

— Muito poucos laboratórios possuem esta tecnologia e a Nicarágua é o primeiro da região (centro-americana) que conseguiu adquiri-la.

O equipamento, estimado em R$ 120 mil (50 mil dólares), funciona no Laboratório de Biologia Molecular do ministério, onde já foram feitos os primeiros exames em pacientes suspeitos, e "até agora não há casos positivos", assegurou.

Segundo Balmaceda, com este dispositivo, é possível "realizar um total de 90 exames diários e analisá-los em um período de quatro horas", o que ajudará a identificar e atender com maior rapidez os portadores do vírus.

O chikungunya tem como sintomas febre, dor de cabeça e nas articulações, bem como erupções na pele.
O vírus é transmitido mediante a picada do mosquito "Aedes aegypti" e é uma doença endêmica na África, que chegou em 2013 ao Caribe e este ano à América Central.

Como medida preventiva, a Nicarágua reforçou os controles sanitários em suas fronteiras e começou a fumigar bairros e comunidades, informou o governo.

Nesta terça-feira (24), a porta-voz do governo, a primeira-dama Rosario Murillo, disse estar "preparados para enfrentar uma epidemia".

O chikungunya avança no Caribe, com cerca de 4.500 casos confirmados até a semana passada, seguido de El Salvador, com 1.300, Panamá, com 2, e México, com 1, descoberto nesta quinta-feira.

AFP / R7

SP confirma mais duas mortes por dengue

  Agência Brasília/Divulgação
SP confirma mais duas mortes por dengue 
Com os novos casos, o número de mortes pela doença neste ano já chega a 10

A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo confirmou nesta quinta-feira (26) mais duas mortes por dengue na capital paulista. Com os novos casos, o número de mortes pela doença neste ano já chega a dez. Em todo o ano passado, foram duas vítimas.

De acordo com a secretaria, um dos mortos é uma idosa de 75 anos moradora da República, na região central da capital. A outra vítima é uma adolescente de 14 anos, que vivia no Limão, zona norte.

Embora tenham sido confirmadas só agora, as mortes ocorreram em 8 e 13 de abril, mês que registrou o pico da doença. Sete das oito mortes já divulgadas anteriormente ocorreram naquele período. Apenas um óbito ocorreu antes, no mês de fevereiro.

Até agora, a cidade já acumula 12.531 casos entre 1.º de janeiro e quarta-feira, dia 25, alta de 10% em relação ao balanço anterior, divulgado na semana passada. Comparado ao mesmo período do ano passado, o aumento é de mais de 400%. De janeiro a junho de 2013, foram 2.479 casos. Em todo o ano de 2010, quando a cidade viveu o pior surto de dengue dos últimos dez anos, o número de casos não chegou a 6 mil, menos da metade do registrado em 2014. 

Distritos 
Segundo a Prefeitura, subiu de 11 para 16 o número de distritos da cidade com transmissão de dengue em nível de emergência. Dos 96 bairros, apenas um não registrou nenhum caso da doença: Marsilac, na zona sul de São Paulo. Está na lista dos distritos em emergência o Jaguaré, campeão de casos na cidade. O bairro da zona oeste já teve 1.558 pacientes infectados, com índice de incidência de 3.124 casos por 100 mil habitantes. A partir de 300, a taxa já é considerada alta. Estão nessa situação outros seis distritos, cinco deles na zona oeste: Rio Pequeno, Butantã, Jaguara, Lapa, Raposo Tavares e Carrão, o único da zona leste.

Além dos 16 distritos em emergência, outros 32 bairros têm transmissão em alerta, entre eles o Limão, com índice de incidência de 133 casos por 100 mil habitantes e onde morava a adolescente de 14 anos que teve a morte confirmada nesta quinta. A taxa de incidência geral da capital paulista é de 111 casos por 100 habitantes, índice considerado médio pelo Ministério da Saúde. É a primeira vez em dez anos que essa taxa sai do patamar classificado como baixo (inferior a 100 casos por 100 mil habitantes).

Apesar dos números e da confirmação de duas novas mortes, a Secretaria da Saúde afirma que o pior período da doença já passou, já que o número de casos da doença registrados começou a desacelerar na cidade. A Prefeitura afirma ainda que continua realizando ações de combate ao mosquito Aedes aegypti em todas as regiões da capital.

Estadão Conteúdo

Mordida do uruguaio Suárez pode ser indício de transtorno de personalidade, diz especialista

http://www.entornointeligente.com/images-noticias/2014/06/La-FIFA-investigar--supuesta-mordida-de-Su-rez-a-Chiellini.jpg
Foro: Reprodução - Suárez mordeu jogador italiano em partida pela Copa do Mundo
Dermatologista alerta que jogador correu risco de transmitir e pegar doenças por meio da boca

A mordida que o jogador do Uruguai Luis Suárez deu no ombro do italiano Giorgio Chielline durante uma partida da Copa do Mundo realizada na terça-feira (24) pode ser indício de um transtorno de personalidade, de acordo com o psiquiatra do Hospital Nove de Julho, em São Paulo, Rubens Bergel. Esta foi a terceira vez que o atleta teve esse tipo de comportamento durante uma partida de futebol.    

Segundo o especialista, em situações de estresse, como é um jogo de futebol, há pessoas que “têm escapes” ao controle emocional e tomam atitudes agressivas. Tal fato, aliado a outros motivos “biológicos, existenciais e até ambientais”, pode significar um problema psiquiátrico.

— Não existe um transtorno ou distúrbio pelo simples fato de a pessoa morder o outro. Mas o fato de uma pessoa agir dessa forma mais de uma vez pode ser um indício de transtorno de personalidade. O transtorno de personalidade se manifesta sob forma de reações inflexíveis a situações pessoais e sociais de natureza variada. Eles representam desvios extremos ou significativos das percepções, dos pensamentos, das sensações e das relações com os outros. Frequentemente, estão associados ao sofrimento e ao comprometimento de intensidade variável do desempenho social.

Após abrir um processo disciplinar contra o atacante uruguaio, a Fifa anunciou no fim desta manhã que o jogador foi suspenso por nove jogos internacionais e será obrigado a ficar quatro meses longe de qualquer atividade relacionada ao futebol.

Em entrevista à BBC, o renomado psicólogo esportivo Tom Fawcett da Universidade de Salford afirmou que o comportamento de Suárez em campo em parte se deve à infância difícil do jogador.

— Os primeiros anos de vida contribuem para a formação da personalidade de uma pessoa. Suárez teve uma infância difícil [quarto filho de sete irmãos de uma família humilde] e teve que lutar para vencer na vida.

De acordo com o psicólogo, ninguém deveria se surpreender com a atitude do atleta no jogo contra a Itália, uma vez que ele já mordeu outros adversários. O especialista afirmou que Suárez necessita mais do que simples sessões de terapia.

— Apesar de qualquer ajuda, ele voltará a cometer esse tipo de ato. É sua forma de ser. Não é algo que vai desaparecer de seu caráter com algumas sessões com um psicólogo. Me arrisco a dizer que, dentro de alguns anos, algo poderia lhe tirar do sério e ele tomará tal atitude novamente.

Diagnóstico e tratamento
O especialista ainda explica que o diagnóstico não é “fácil de ser percebido”, pois, muitas vezes, nem mesmo o sujeito percebe que tem alguma coisa.

— Mas se houver uma conclusão médica de que a pessoa tem problema de ordem psiquiátrica, ela deve ser tratada com medicação e acompanhamento psiquiátrico. No caso de um jogador de futebol, ele deverá ter um preparado para conseguir enfrentar uma situação crítica, de estresse.

Transmissão de doenças
Ao morder o adversário em campo, o jogador uruguaio correu risco de passar e de também contrair diversas infecções e bactérias, como infecções de mucosa, candidíase e até hepatites A e B, explica a dermatologista Mônica Aribi, da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia).

— A boca tem uma flora bacteriana que pode muitas vezes contaminar. E a roupa não impede que esta transmissão de doenças aconteça. Por exemplo, uma cárie na boca da pessoa que mordeu poderá causar infecção naquele que foi mordido. A pessoa que mordeu também poderá ter infecções no lábio, com aftas e até bolhas, especialmente se a pele do outro estiver suja.

Já a transmissão de hepatite B, que é passada pelo sangue, vai depender da força da mordida.

— Se perfurou a ponto de ter sangue, o paciente que mordeu pode ter infecção sanguínea. Um dos sintomas, por exemplo, são bolhas amarelas com água dentro espalhadas pelo corpo. O tratamento é feito com o uso de antibiótico.

Em caso de receber ou dar uma mordida mais intensa, a médica alerta que é necessário procurar um médico. E o ideal é que a pessoa esteja com a vacinação contra hepatites A e B em dia.

R7