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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Santa Casa BH faz campanha para manter maternidade aberta

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Foto: Divulgação
Unidade, que tem prejuízo anual de R$ 10 milhões, pode fechar em setembro deste ano, caso não consiga nova contratualização junto ao governo 

Maternidades que fecham as portas por conta de prejuízos financeiros têm sido fato, quase, corriqueira no mercado de saúde brasileira. Nesta semana, a Santa Casa BH anunciou campanha nas redes sociais para tentar manter as atividades da Maternidade Hilda Brandão, inaugurada há 98 anos. Com o slogan “A Maternidade da Santa Casa BH não pode fechar!” e a hashtag “#vivamaternidade”, a campanha busca sensibilizar a sociedade civil e o poder público para a importância da unidade.

Em funcionamento no 11º andar da Santa Casa BH, a Maternidade Hilda Brandão é especializada em atendimento de alto risco – como má formação cardíaca – e realiza, em média, 330 partos por mês para usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Entretanto, a unidade acarreta um prejuízo anual de R$ 10 milhões motivados, segundo a entidade, pelos repasses de verbas e incentivos insuficientes para financiar os serviços prestados.

Dessa forma, a Santa Casa BH reivindica uma nova contratualização junto à Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (PBH) e ao Governo de Minas e ao Ministério da Saúde com valores considerados “justos” de remuneração pelos serviços prestados. Há cerca de um ano, os problemas de custeio foram oficialmente encaminhados ao Ministério da Saúde e à PBH. Além disso, a Santa Casa BH realizou recentemente um estudo comparativo demonstrando que o custeio por leito, em seus contratos, possui remuneração inferior aos valores praticados pelo poder público no custeio de hospitais públicos de Belo Horizonte.

Sem uma nova contratualização, a Maternidade Hilda Brandão - responsável por 29% dos partos de alto risco em Belo Horizonte e 6% desses procedimentos em todo o Estado – afirma que pode fechar as portas em setembro deste ano.

Saúde Web

Ministério Público Federal também vai investigar Santa Casa

Uma semana após instauração de inquérito pelo MP paulista, é a vez do órgão federal buscar alguma luz sobre os repasses feitos à entidade paulistana

O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) vai investigar os repasses de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS) para a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. O MPF informou na quinta-feira (31) que o procurador da República Kleber Marcel Uemura instaurou um procedimento para investigar o valor que foi repassado de fato ao hospital. O Ministério da Saúde e a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo têm divergido sobre o valor do repasse foi feito à Santa Casa.

“Nossa primeira providência será oficiar a Santa Casa e o Ministério da Saúde para solicitar informações sobre esses repasses. É preciso verificar o que de fato está acontecendo. Essas informações são necessárias para que possamos definir nossos próximos passos”, disse o procurador, em nota.

No dia 22 de julho, a Santa Casa – o maior centro de atendimento filantrópico da América Latina – fechou o pronto-socorro e suspendeu as cirurgias eletivas e os exames laboratoriais, o que afetou em torno de 6 mil pessoas. Na noite do dia seguinte, após a Secretaria de Estado da Saúde ter anunciado a liberação de R$ 3 milhões emergenciais, a Santa Casa reabriu o pronto-socorro.

O Ministério Público Estadual também instaurou um inquérito civil para investigar a suspensão dos serviços de saúde da unidade.

Procurada pela Agência Brasil, a assessoria de imprensa da Santa Casa não foi encontrada para comentar a investigação do MPF.

Saúde Web

Mulheres obesas recorrem à cirurgia bariátrica para engravidar

iG Arte: 'Bariátrica corrige irregularidades hormonais, aumentando chances de gravidez', diz médico
Após cirurgia, é necessário que se espere ao menos um ano para engravidar; todos os exames também devem ser feitos 

Além de aumentar os riscos de câncer e de doenças crônicas, a obesidade pode prejudicar a fertilidade feminina. Por esse motivo, muitas mulheres têm recorrido à cirurgia bariátrica para serem mães.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Almino Ramos, em geral a obesidade provoca alterações hormonais e prejudica o desenvolvimento dos óvulos, o que pode gerar infertilidade ou dificuldade de engravidar. “Com a cirurgia, a perda de peso corrige essas irregularidades hormonais, aumentando as chances de gravidez”, disse ele.

Mas depois da cirurgia bariátrica é necessário que a mulher espere um período, de no mínimo um ano, antes de engravidar, já que antes disso o organismo ainda está em fase de adaptação à nova rotina nutricional. “O ideal seria que, antes da gravidez, fossem feitos todos os exames e avaliações, com liberação tanto do serviço de cirurgia bariátrica quanto do obstetra ou ginecologista”, aconselhou Ramos.

O excesso de peso na gravidez pode ocasionar diabetes gestacional, eclâmpsia, parto prematuro ou até mesmo aborto espontâneo. Além disso, engravidar acima do peso pode gerar os mesmos problemas para a criança, e ainda pode causar malformação fetal.

Segundo dados do Ministério da Saúde, pouco mais de 18% das brasileiras maiores de 18 anos são obesas, ou seja, tem o Índice de Massa Corpórea superior a 30.

Ramos ressalta que o objetivo principal da cirurgia bariátrica não é a perda de peso, e sim a melhora da saúde como um todo, com o controle de doenças como hipertensão, diabetes, colesterol e triglicérides altos, problemas ortopédicos e apneia do sono, entre outros.

“A cirurgia também melhora as condições para a gestação, mas não é uma solução mágica. As mulheres precisam se informar, falar com seu obstetra e estar cientes de que deverão seguir as recomendações médicas para que os benefícios da operação sejam reais. É necessário acompanhamento médico contínuo e uma mudança no estilo de vida, com dieta balanceada e uso de suplementos”, explicou.

Caso depois da cirurgia, a mulher engravide antes do período recomendado, ele salientou que, além de todos os exames de rotina de uma gestante, ela ainda deve ter acompanhamento nutricional durante a gestação e fazer exames de avaliação para checar se existe carência de algum nutriente, o que consequentemente prejudicaria a gravidez.

”Por isso, é preciso redobrar os cuidados nas relações sexuais. Após a cirurgia, a mulher deve procurar uma avaliação ginecológica adequada para definir qual método anticoncepcional seria mais indicado. O parceiro deve sempre usar preservativo, que serve de segurança extra até que novas medidas anticoncepcionais sejam definidas”, aconselhou Ramos.

Agência Brasil / iG

5 recomendações especiais para a saúde antes de viajar

O brasileiro gosta de viajar, não é mesmo? Em 2013, segundo o Ministério do Turismo, foram 201,7 milhões de viagens pelo país e o avião é o meio de transporte cada vez mais comum por aqui. Viajar é ótimo, mas o passageiro precisa tomar algum cuidado especial com a saúde antes de embarcar? Quais são as melhores orientações?

Essas respostas estão na cartilha “Doutor, posso viajar de avião?”, orientada pela Dra. Vânia Elizabeth Ramos Melhado, professora assistente e coordenadora da Liga de Medicina Aeroespacial da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. A cartilha tem linguagem simples e didática e é destinada a médicos e a pessoas que costumam viajar a lazer ou a negócios, utilizando o transporte aéreo.

Segundo ela, a publicação nasceu da necessidade de orientar sobre os cuidados imprescindíveis em caso de constatação de doenças em ambiente de altitude, o que pode ocasionar o não embarque.

Os itens foram selecionados entre os mais comuns a bordo, devido à adaptação do organismo humano à altitude. A cartilha destaca principalmente as enfermidades relacionadas às vias respiratórias superiores. 

Confira 5 dicas:

1 . Rinite: Durante o voo, pode-se, também, umidificar a mucosa nasal com soro fisiológico e, antes dos procedimentos de pouso, é indicado usar descongestionante nasal para evitar a dor causada pelo aumento da pressão dentro da orelha média. Em caso de crise, deve-se considerar adiar a viagem.

2 . Asma: os asmáticos sempre devem levar na bagagem de mão seus medicamentos, principalmente broncodilatadores (bombinhas). Em casos emergenciais, consultar seu médico para melhor orientação.

3 . Doenças cardiovasculares: os pacientes que possuem qualquer doença cardiovascular devem se certificar que há medicação suficiente para toda a viagem e levá-la na bagagem de mão. É indicado fazer uma lista com os medicamentos, dosagens e horários das tomadas.

4 . Enjoo: as pessoas mais susceptíveis a terem enjoo durante o voo são aquelas que já o apresentam quando viajou de ônibus, carro ou navio. Estas devem evitar a ingestão excessiva de líquidos, comida gordurosa, condimentos e refrigerantes, além de cuidar para sentar próximo à asa e à janela.

5 . Gravidez: a viagem deve ser evitada em caso da gestante apresentar dores ou sangramento antes do embarque.
 

Universo Jatobá

Medo do vírus ebola desacelera ações de países africanos para controlar surto

11 Alive Atlanta/Reuters Homens se protegem para evitar contaminação antes
de entrarem em hospital nos EUA, no sábado
Enquanto funcionários têm temor de manusear cadáveres infectados, comunidades inteiras se recusam a enterrar mortos 

Funcionários sanitários apareceram no distrito de Clara Town, na capital liberiana da Monróvia, neste domingo (3), para remover dois corpos de possíveis vítimas do vírus ebola. Isso quatro dias depois de elas morreram ali, sem sequer terem sido levadas a um hospital.

Em um campo pantanoso em outro ponto da capital liberiana, o ministro da Saúde pediu que fossem cavadas 100 sepulturas para vítimas do perigosíssimo vírus tropical, mas apenas cinco buracos, rasos, parcialmente cheios de água, haviam sido preparados para a noite de sábado (2).

O hospital de Elwa de Monróvia, que está superlotado e com falta de funcionários, teve de se recusar a receber outros casos de ebola nesta semana, um cenário exacerbado pela retirada de alguns dos trabalhadores internacionais depois da infecção de dois funcionários de saúde norte-americanos.

O receio de alguns funcionários, temerosos em manusear cadáveres infectados, e de comunidades que se recusam a enterrar seus mortos em regiões próximas colaborou para a desaceleração das ações governamentais dos países da África Ocidental na campanha para controlar o pior surto do vírus da história.

O ebola já matou 227 pessoas até agora na Libéria e pelo menos 826 na região ocidental africana, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Nema Red, uma moradora de Clara Town, afirmou que os dois homens mortos cujos corpos estavam na rua há alguns dias demostraram ter sintomas de ebola, como hemorragias e vômitos.

"Eles começaram a procurar ajuda da comunidade para que alguém os levasse a um hospital, mas os membros da comunidade correram por suas vidas... Os dois desistiram e caíram mortos no chão nas ruas de Clara Town", disse ela, ressaltando que os corpos estavam no local havia quatro dias.

Fatal em mais da metade dos casos da atual epidemia, o ebola é transmitido diretamente pelo contato direto com o sangue ou os fluídos dos infectados, inclusive dos mortos.

O primeiro local de enterro coletivo de Monróvia, para 30 corpos, na empobrecida cidade de Johnsonville, foi abandonado pelos funcionários de Saúde depois que o proprietário da terra se recusou a vendê-la para o enterro de vítimas do vírus.

Alguns dos corpos foram deixados flutuando em poças d'água dentro de sacos plásticos, o que levou a reclamações de moradores.

Em outro lugar, um grupo de pessoas enfurecidas se reuniu gritando com funcionários sanitários que utilizavam roupas de proteção brancas e tentavam acalmá-las distribuindo panfletos informativos sobre a doença.

Soldados do exército da Libéria portando escudos e coletes à prova de balas chegaram à cena pouco depois. Uma fonte no Ministério da Saúde disse que os corpos foram finalmente enterrados durante a noite com a ajuda de mais 40 trabalhadores.

Reuters / iG