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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Pesquisa conclui que gays e lésbicas têm menor oportunidade de trabalho

Reprodução: Mulheres homossexuais que procuram emprego têm menos chance de
encontrar e piores salários
Conduzida pela Universidade Anglia Ruskin, do Reino Unido, pesquisa enviou currículos com qualificações idênticas para candidatos fictícios heterossexuais e homossexuais 

Pequisa conduzida pela Universidade Anglia Ruskin, do Reino Unido, mostra que os gays que revelam sua orientação sexual quando se candidatam para uma vaga têm 40% menos chance de ser chamados para a entrevista de emprego do que aqueles que não definiram sua sexualidade. O resultado do trabalho do dr. Nick Drydakis foi publicado na última edição do "International Journal of Manpower".

A pesquisa foi realizada usando-se quatro candidatos fictícios, dois homens e duas mulheres, todos solteiros na casa dos 30 anos. Eles se candidataram a posições anunciadas em seis sites de emprego em Chipre (Grécia), em variados ambientes de trabalho - escritórios, empresas, cafés, restaurantes e lojas. Em conjunto, eles enviaram 9.062 currículos, que continham qualificações profissionais e níveis de experiência quase idênticos. A diferença entre os candidatos estava na seção "interesses" - um deles colocou em seu currículo que tinha sido voluntário em uma instituição beneficente ambiental, enquanto o outro declarou que havia sido membro-voluntário da Associação Homossexual cipriota.

Esse dado, atestou o dr. Drydakis, fez toda a diferença para os candidatos do sexo masculino. O primeiro recebeu 39% mais convites para uma entrevista de emprego do que o segundo. Com relação à oferta de salário, os supostos heterossexuais receberam ofertas 9,2% mais altas que os candidatos declaradamente homossexuais.

No cenário das candidatas mulheres aconteceu fenômeno semelhante. A probabilidade de uma oferta de entrevista para as lésbicas foi 42,7% menor em comparação com as mulheres heterossexuais. Além disso, as candidatas lésbicas foram chamadas para entrevistas por empresas que pagam salários 5,8% menores, em média, do que os pagos pelas empresas que contataram as candidatas heterossexuais. 

"O processo de contratação é talvez a parte mais importante da relação de trabalho, mas é a menos compreendida", disse Drydakis, professor de economia na Anglia Ruskin University. "O que está claro é que as pessoas que enfrentam tratamento preconceituoso no processo de contratação devem gastar mais tempo e recursos para encontrar emprego, e ao mesmo tempo as empresas estão perdendo potenciais talentos como resultado da contratação tendenciosa."

iG

Embaixadas do Brasil na África apontam medidas de precaução contra o ebola

Reprodução: Braço de paciente contaminado com a doença
Nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores afirma que aproximadamente 62 brasileiros vivem em Guiné e Libéria 

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) avisa, em nota da assessoria de imprensa divulgada nesta quinta-feira (7), que mantém contato com todos os brasileiros residentes em países africanos afetados pelo ebola. Segundo a pasta, são aproximadamente 50 brasileiros morando na Guiné e 12 na Libéria. Entre eles estão missionários evangélicos que trabalham no interior - áreas de maior risco.

"Todas as embaixadas brasileiras na região [da África, afetada pelo surto de ebola] foram instruídas a manter contato contínuo com a comunidade expatriada local, incluindo funcionários a serviço de empresas brasileiras e estrangeiras, com vistas a verificar a situação pessoal e prestar-lhes toda assistência consular cabível", diz a nota.

O Itamaraty informa que o Brasil tem acompanhado a evolução da situação sobre a ocorrência de casos de febre hemorrágica, por meio de relatos transmitidos pelas embaixadas do Brasil em Conacri (Guiné), Monróvia (Libéria), Freetown (Serra Leoa) e Abuja (Nigéria). Com base nos relatos, recomenda as medidas profiláticas básicas, que evitem áreas mais afetadas e façam a higiene adequada.

O MRE diz que não houve nenhuma solicitação de auxílio adicional ao já prestado, e destaca que não há brasileiros infectados. Salienta ainda que está sempre preparado para lidar com "situações de contingência".

O ebola causa febre alta e, nos casos mais graves, hemorragias. É transmitida pelo contato com fluidos corporais, e as pessoas próximas aos pacientes são as que apresentam maior risco de contrair a doença. Desde o início do ano, a epidemia causou 932 mortes e mais de 1.700 pessoas estão infectadas em Serra Leoa, na Guiné, Libéria e Nigéria - na costa atlântica da África Ocidental.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) convocou uma sessão de emergência, que ocorre desde quarta-feira (6), em Genebra, na Suíça, a portas fechadas, para decidir se declara situação de crise internacional. A decisão é esperada para esta sexta-feira (8).

Agência Brasil

Reposição hormonal na menopausa é tema no Congresso Brasileiro de Fisiologia Hormonal e Longevidade

O ginecologista e obstetra José Bento é um dos 21 palestrantes confirmados no 8º Congresso Brasileiro de Fisiologia Hormonal e Longevidade, que acontece nos dias 10 e 11 de outubro de 2014, na Câmara Americana de Comércio de São Paulo

O médico que atua nos hospitais Israelita Albert Einstein (SP), São Luis (SP) e nas maternidades dos hospitais paulistas Santa Joana e Santa Catarina, fará sua apresentação sobre Os Benefícios da Reposição Hormonal Isomolecular na Menopausa, às 15h do dia 11 de outubro.

Para saber mais sobre VIII Congresso Brasileiro de Fisiologia Hormonal e Longevidade, evento promovido pelo Grupo Longevidade Saudável em parceria com a Sociedade Brasileira para Estudos da Fisiologia (SOBRAF), acesse:

www. longevidadesaudavel.com.br/8congresso/.

Juliana Borel
Jornalista - SB Comunicação
(21) 3798-4357
 

Controlar os índices de colesterol no organismo contribui para longevidade

Estreitamento de artéria com colesterol (em amarelo)
Saber controlar os índices de colesterol no organismo pode ser um dos segredos da longevidade

No Dia Nacional de Combate ao Colesterol, celebrado ontem ( 8 de agosto), a endocrinologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos (SP), Giordana Maluf da Silva, deu dicas para desvendar essa receita e garantir um futuro mais saudável.

“A redução de ingesta de gordura trans, encontrada na margarina, sorvete, batatas fritas e biscoitos e de gordura saturada, presente em bacon, carnes gordurosas, laticínios integrais e azeite de dendê, por exemplo, pode ser um bom começo”, alerta.

No entanto, a especialista explica que nem todo colesterol é mal visto. Existe um colesterol bom e outro ruim.  O colesterol LDL é conhecido como "mau" colesterol, uma vez que se deposita nas paredes das artérias, causando a chamada aterosclerose, que leva ao estreitamento arterial - principal causa de infarto do miocárdio.  

“Já o colesterol HDL é conhecido como ‘bom’ colesterol porque tira o colesterol depositado nas artérias e o leva para o fígado para ser removido do corpo. Portanto, é importante manter o nível de HDL alto e LDL baixo.”

As consequências para quem não controla o “mau colesterol” podem ser desastrosas. Entre os problemas motivados pelo alto nível de LDL estão problemas cardiovasculares (IAM e AVC) - em 1990, o número de casos avaliados era de 14 milhões no mundo e a perspectiva, para 2020, é de 25 milhões.

Em algumas situações, como no aumento do triglicérides ou quando o HDL for inferior ao desejável, pode ser aconselhável aumentar a quantidade de gordura monoinsaturada (azeite de oliva, canola, abacate, peixes como sardinha e salmão, castanhas, amêndoa), reduzindo neste caso a oferta de carboidratos. No entanto deve-se ter cuidado, o correto é substituir e não adicionar esta gordura ao plano alimentar, para não promover o ganho de peso.

Veja seis dicas da endocrinologista, Giordana Maluf, para combater o colesterol ruim:
- Reduzir a ingesta de gordura trans e gordura saturada (é recomendado que a ingesta não ultrapasse os 10% do valor calórico total diário);

-  Aumentar a atividade física aeróbica;

- Perder peso (especialmente a gordura abdominal);

 - Cessar a prática do tabagismo;

- Aumentar a ingesta de fibras;

 - Controlar o consumo de álcool.

Informações para a imprensa:
TREE COMUNICAÇÃO 
(11) 3093-3618 / 3093-36005 
Diego Palmieri - diego.palmieri@tree.inf.br 
Inês Castelo - ines@tree.inf.br

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Dicas simples permitem identificar sinais de diabetes em crianças

Pais e escolas podem ficar atentos a primeiros sintomas de diabetes tipo 1. Programa internacional orienta educadores sobre como lidar com doença

Sinais simples podem ajudar os pais e até as escolas a identificar possíveis casos de diabetes na infância. Se a doença demora a ser diagnosticada, há risco de a criança sofrer sintomas graves, podendo entrar em coma e até morrer em consequência do nível elevado de glicose no sangue por um período prolongado. 

O endocrinologista Luis Eduardo Calliari, conselheiro da Associação de Diabetes Juvenil (ADJ), explica que o primeiro sinal da diabetes na infância - que é a diabetes tipo 1 - é a criança começar a beber muita água e fazer xixi com mais frequência.

Progressivamente, começa a haver perda de peso. “A criança tem mais apetite, come muito, mas não ganha peso. Vai ficando muito fraquinha, às vezes até com falta de ar”, explica o especialista.

“Geralmente, a criança chega ao pronto-socorro bem prostrada, com respiração muito rápida e a mãe leva a criança ao hospital pela falta de ar. Mas o problema não tem a ver com o pulmão, mas com um quadro de cetoacidose diabética.”

Em pacientes com diabetes, há uma deficiência na produção de insulina, hormônio que tem a função de decompor a glicose e produzir energia a partir dela. Quando a doença não é controlada, o organismo passa a usar a gordura como combustível. A decomposição da gordura leva ao acúmulo de substâncias que deixam o sangue ácido: esse é o quadro de cetoacidose diabética, que pode ser muito perigoso caso a doença demore a ser identificada.

Para o médico, a escola pode ser um importante aliado em identificar os primeiros sinais da doença e também em monitorar os alunos diabéticos. “Hoje em dia, pais e mães trabalham e a criança passa cada vez mais tempo na escola. Se o aluno leva muita água pra a sala de aula e pede para sair várias vezes para ir ao banheiro, antes de achar que é malandragem, é importante pensar que pode ser diabetes”, diz.

Dificuldades
A dona de casa Elizabete Gonçalves da Costa, mãe de Enzo, de 10 anos, conta que a família, que vive em Itapevi, na região metropolitana de São Paulo, enfrentou várias dificuldades em relação às escolas que o garoto frequentou. Diagnosticado com diabetes do tipo 1 aos 3 anos, Enzo já começou a aprender sua rotina de cuidados desde pequeno.

A criança com diabetes deve fazer o controle da glicemia (que é a concentração da glicose no sangue) com o exame de ponta de dedo várias vezes ao longo do dia. Ela também pode ter de se aplicar insulina. A escola que Enzo começou a frequentar com 7 anos de idade, porém, não permitiu que ele levasse o aparelho para medir sua glicemia. A instituição também determinou que o garoto deveria comer seu lanche separado das outras crianças, por ele levar os alimentos de casa.

No início, Elizabete chegou a permanecer na escola para fazer os testes no filho ao longo do dia. Hoje, depois de muitas conversas entre a família e a coordenação, Enzo já pode levar seu aparelho para a aula e fazer os testes dentro da escola, sem a presença da mãe. A escola também reuniu as crianças de seu período no refeitório e explicou por que o garoto tinha de levar o próprio lanche, diferente do de outros alunos. Agora, o menino pode comer ao lado de seus colegas.

O diagnóstico de Enzo também foi trabalhoso. “Levei o Enzo a três pediatras diferentes, pois ele reclamava do cansaço, não conseguia segurar o xixi e bebia muita água. Ele também começou a emagrecer, mesmo comendo muito”, conta.

Nenhum deles diagnosticou a doença. A constatação da diabetes só ocorreu quando o garoto passou mal e a mãe o levou ao pronto-socorro. “O pediatra pediu exame de sangue e viu que a glicemia estava muito alta.” Segundo ela, só depois de três meses, quando Enzo passou a ser tratado por uma endocrinologista pediátrica, é que o tratamento foi bem definido e as dúvidas sobre a doença foram sanadas.

Programa em escolas
Um programa desenvolvido pela Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês), lançado no Brasil nesta terça-feira (5), vai levar a 15 escolas públicas e privadas brasileiras orientações sobre como identificar e como lidar com a diabetes no meio escolar. Chamado KiDS (“Kids & Diabetes in Schools”, ou “Crianças e Diabetes nas Escolas”), o programa tem apoio do Ministério da Saúde e foi desenvolvido pela IDF em conjunto com a ADJ Diabetes Brasil e pela farmacêutica Sanofi.

Outras instituições e também pais interessados podem acessar o material didático do programa, em português, no site da IDF.

O endocrinologista Calliari afirma que há muito desconhecimento sobre a diabetes infantil no ambiente escolar. “Às vezes a professora não permite que o aluno faça o exame de ponta de dedo na sala de aula e também não permite que ele saia para fazer. É muito comum que a escola não tenha essa percepção”, diz.

Diabetes - info (Foto: G1)

G1