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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Agência dos EUA aprova terapia experimental contra câncer de pele

FDA autorizou uso da droga Keytruda para combater melanoma avançado. Medicamento pode ser utilizado após tratamento com tipo de imunoterapia 

A FDA, agência americana que regula o setor de alimentos e remédios, autorizou nesta quinta-feira (4) o uso de uma nova terapia experimental imunológica que emprega uma droga chamada Keytruda, voltada ao combate do melanoma avançado, um agressivo tipo de câncer de pele. A terapia é destinada a pacientes que não respondem a outros tratamentos.

Também conhecida como pembrolizumab, a droga é a sexta inovação nas terapias para combater esse letal câncer de pele a ser autorizada pela FDA desde 2011.

Desenvolvida pela farmacêutica Merck, a Keytruda "é a primeira droga aprovada para bloquear o componente celular chamado PD-1, que impede o sistema imunológico de combater as células cancerígenas", disse a FDA em um comunicado. "A Keytruda pode ser utilizada depois do tratamento com ipilimumab, um tipo de imunoterapia' existente, acrescentou a nota.

O melanoma, uma forma de tumor muito agressivo nas células responsáveis pela pigmentação da pele, representa cerca de 5% dos novos casos de câncer diagnosticados nos Estados Unidos. Todo ano, mais de 76 mil americanos são diagnosticados com câncer de pele, e cerca de 10 mil morrem, acrescentou a FDA.

A instituição Aliança para a Pesquisa do Melanoma classificou a aprovação do medicamento como um "grande avanço" e ressaltou que 69% dos pacientes tratados com pembrolizumab melhoram depois de um ano. "A notícia é extremamente emocionante e demonstra o quão longe se chegou nesse campo nos últimos anos", disse Debra Black, da FDA.

As outras drogas aprovadas pela FDA contra o melanoma incluem ipilimumab (2011), peginterferon alfa-2b (2011), vemurafenib (2011), dabrafenib (2013) e trametinib (2013). "A Keytruda foi considerada uma terapia inovadora e acelerou a revisão da FDA, porque a evidência clínica preliminar demonstrou que a droga é substancialmente melhor do que as outras terapias", explicou a FDA.

Tom Stutz é um dos pacientes que participaram do estudo da droga, desenvolvido na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). "A droga salvou minha vida', afirmou Tom, vítima de um melanoma que se espalhou pelo corpo.


Pintas (Foto: Arte/G1)

G1

Pílulas de Viagra falsificado são apreendidas na Europa

Medicamentos falsos vinham da China e da Índia, segundo autoridades. Operação conjunta prendeu 12 pessoas e apreendeu milhões de euros

Policiais de vários países europeus prenderam 12 pessoas nesta segunda-feira (1º) e apreenderem milhões de pílulas de medicamentos falsos, em particular Viagra, informou o escritório de coordenação jurídica da UE, Eurojust.

As polícias de Áustria, Bélgica, Chipre, Reino Unido e Hungria participaram da operação para apreender medicamentos falsos, em especial as pílulas contra os problemas de ereção, afirmou o Eurojust.

“A operação de hoje permitiu a apreensão de vários milhões em pílulas, em um valor estimado superior a 10 milhões de euros, uma importante quantia de dinheiro e vários veículos, incluindo modelos de luxo”, afirmou o Eurojust. Também foram congelados 7,5 milhões de euros, depositados em contas bancárias.

Os medicamentos falsos vinham da China e da Índia e “continham doses e ingredientes incorretos”.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 50% dos medicamentos vendidos na Internet são falsos. Se falsifica todo tipo de remédio, embora predominem imitações de medicamentos como o Viagra, que muitas vezes apresentam uma composição que inclui gesso em pó.

G1

Uso errado de lentes de contato pode levar a transplante de córnea

Thibkstock: Descuido com a lente de contato pode prejudicar a visão
Danos podem ser graves, com possíveis riscos da perda da visão e dos olhos 

Práticas equivocadas no uso de lentes de contato corretivas e cosméticas preocupam especialistas em transplantes de córnea. Os descuidos com as lentes podem até causar a perda do olho. Em casos específicos, pacientes que perderam a visão por infecções precisam ser submetidos ao transplante de córnea. O alerta é do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo.

Úlcera de córnea, conjuntivite alérgica grave, irritações oculares e até cegueira são os danos mais graves causados pelo mau uso das lentes de contato. 

Usar o produto por horas excessivas além de não recomendado pelos oftalmologistas talvez seja uma das principais razões causadoras das infecções oculares como as ceratites. A doença ataca diretamente a córnea, explica a especialista em transplante de córnea do hospital, Helaine Zampar.

Tire suas dúvidas sobre as lentes de contato


— As lentes impedem o contato dos olhos com a atmosfera. Por isso, quando o prazo de validade não é respeitado, inicia-se um processo lesivo com infecções que se desenvolvem de forma lenta. A maioria dos pacientes faz a troca das lentes somente quando começa sentir algum incômodo.

Descuido com lentes de contato pode até provocar perda de visão


Uma vez que a ceratite infecciosa já está instalada e o tratamento com antibióticos não surte efeito, o transplante de córnea é indicado. O transplante terapêutico, ou “a quente”, é realizado nas situações em que a córnea está totalmente infectada, ou perfurada. Pacientes que conseguiram controlar a ceratite com medicamentos, mas tiveram algum tipo de sequela ou cicatriz no eixo da visão, também são submetidos ao transplante para voltarem a enxergar.

Maquiagem: perigo para lente de contato


Entre outras finalidades, as lentes são usadas para corrigir problemas visuais em pacientes que buscam uma alternativa ao uso dos óculos. Lentes coloridas com ausência do grau não eliminam os riscos do uso. Os óculos não devem ser descartados como forma de segurança na falta ou na impossibilidade de se usar as lentes. O acompanhamento oftalmológico adequado é primordial. 

Ferver estojo com lente de contato dentro pode servir para esterilização


Os olhos precisam ser saudáveis para suportar o material. Doenças na córnea, irritações ou inflamações são impeditivos automáticos para substituir os óculos pelas lentes.

Para manter as lentes longe das infecções, é fundamental lavar o material no final do dia e deixá-lo na solução de limpeza específica.

— Ao menor sinal de irritação ou dor, é imprescindível retirar as lentes dos olhos e fazer a higienização recomendada pelo oftalmologista.

Caso o incômodo permaneça após a limpeza, é preciso ficar atento às possibilidades de problemas como agressões nos olhos, ou lesões nas córneas.

Descubra as principais diferenças entre os óculos e as lentes de contato


Em menores de 15 anos, as lentes de contato devem ser usadas com acompanhamento e controle rigoroso dos pais. As mulheres também precisam ter cautela redobrada. As maquiagens representam um potencial fator de risco de contaminação. Rímel, lápis e delineadores impregnam nas lentes e muitas vezes a maquiagem é contaminada, pois são meios propícios para o crescimento de bactérias.

R7

Cebrim/CFF disponibiliza segunda edição do Boletim Farmacoterapêutica

A edição de nº 2 (2014) do Boletim Farmacoterapêutica traz, entre outros destaques, a segunda parte de uma síntese das evidências disponíveis sobre a eficácia e segurança das vacinas usadas no combate à influenza

A seção “O que há de novo?”, apresenta uma análise independente sobre a nova combinação, inalante, de um broncodilatador de longa ação com um corticosteroide, vilanterol + fluticasona, para o tratamento de pacientes com DPOC. Na seção “Segurança dos Medicamentos”, estão divulgadas as novas informações regulatórias sobre o risco de reações cutâneas graves associadas ao uso de paracetamol.

A publicação de boletins sobre medicamentos é uma das estratégias recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a estimular a produção e disseminação de informações independentes sobre medicamentos. Neste sentido, desde 1996, o Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos (Cebrim), órgão do Conselho Federal de Farmácia (CFF), produz e publica o Boletim Farmacoterapêutica.

Cebrim/CFF publica primeira edição do Boletim Farmacoterapêutica em 2014


CEBRIM – Os Centros de Informação sobre Medicamentos (CIM) nasceram da necessidade de equacionar a grande quantidade de informação disponível sobre medicamentos e a aplicação desses conhecimentos à prática clínica. Segundo registros na literatura internacional, o primeiro CIM no mundo foi criado em 1962, no Centro Médico da Universidade de Kentucky, nos EUA.

Em 1979, foi implantado o primeiro CIM brasileiro, em Natal (RN), no Hospital Universitário Onofre Lopes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (HUOL/UFRN). Em 1984, no Conselho Federal de Farmácia (CFF), surgiu a ideia de se criar um organismo com o objetivo de propor e coordenar ações para estimular o uso racional de medicamentos.

Em março de 1993, foi apresentado à plenária do CFF o projeto que deu origem ao Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos do Conselho Federal de Farmácia (Cebrim/CFF), no qual se idealizava a criação de uma rede nacional de CIM, posteriormente estabelecido sob o nome Sistema Brasileiro de Informação sobre Medicamentos (Sismed).

Em junho de 1994, o Cebrim/CFF passou de fato a oferecer o serviço de informação sobre medicamentos, como suporte aos profissionais da saúde no Brasil. O serviço mostrou-se útil como fonte de atualização gratuita, em contexto de elevado custo para acesso a essas informações e de pouca disponibilidade de tempo dos profissionais para conciliarem prática clínica e atualização permanente.

Em agosto de 1994, o Cebrim/CFF organizou o I Curso de Centros de Informação sobre Medicamentos com o intuito de treinar farmacêuticos para a implantação de CIM em outros locais do Brasil. O curso foi repetido nos anos de 1995, 1996 e 1997. Nas quatro edições do curso foram treinados 53 farmacêuticos provenientes de 20 estados brasileiros.Em setembro de 1996, foi publicada a primeira edição do Boletim Farmacoterapêutica, sob coordenação do Dr. Garibaldi José de Carvalho Filho.

Desde sua origem, o Farmacoterapêutica cumpre a função de informar a sociedade e, para tanto, aborda temas relacionados ao uso racional de medicamentos, incluindo artigos sobre políticas públicas, tratamentos de condições clínicas específicas, práticas farmacêuticas, farmacovigilância, entre outros.

Em 2012, o CFF aperfeiçoou o processo editorial do Boletim, criou o Conselho Editorial, introduziu o sistema de revisão externa por pares, ampliou o conteúdo, incluiu a seção “Cartas do Leitor” e deu ao informativo um enfoque prático e clínico. Considerando a opinião de muitos leitores, foram mantidas as seções de análise de novos fármacos (O que há de novo?), a divulgação dos alertas de farmacovigilância e as perguntas respondidas no Cebrim/CFF (Dia-a-dia).


CFF

Cannabis pode ajudar a combater os efeitos do estresse pós-traumático

Droga neutralizou a transmissão química entre os receptores emocionais do cérebro

A cannabis pode ajudar a combater os efeitos negativos no comportamento e os de caráter psicológico que acarreta a síndrome de estresse pós-traumático, segundo os resultados de uma pesquisa realizada pela Universidade de Haifa (norte).

"A administração de maconha sintética (canabinóides) pouco após um evento traumático pode previnir sintomas típicos da síndrome de estresse pós-traumático em ratos, tanto aqueles causados pelo trauma como por lembranças angustiantes recorrentes", diz um comunicado da universidade.

Segundo o estudo, cujas conclusões foram reveladas nesta quinta-feira (4), esses efeitos foram freados depois que a droga neutralizou a transmissão química entre os receptores emocionais do cérebro. O estudo foi realizado pelos pesquisadores Najshon Korem e Irit Akirav, do Departamento de Psicologia.

"A importância do estudo está no fato de que contribui para a compreensão da reação cerebral que produz o efeito positivo da cannabis sobre essa síndrome, o que apoia a necessidade de realizar testes clínicos com humanos para examinar seu potencial", alegam os pesquisadores.

De acordo com a Associação Médica de Israel, cerca de 9% da população israelense sofre com o transtorno por estresse pós-traumático, uma porcentagem que cresce vertiginosamente entre soldados, prisioneiros de guerra, vítimas de ataques e civis que vivem em zonas fronteiriças frequentemente afetadas pela guerra. Um fenômeno comum entre estes grupos é a exposição quase contínua a eventos que os lembram do trauma inicial, agravando suas condições de vida ao longo de anos.

Akirav, que já realizou vários estudos neste campo, assegura que o uso da cannabis dentro de uma "janela de tempo" apropriada após um evento traumático reduz os sintomas de estresse pós-traumático, segundo demonstraram os testes com ratos.

Em sua última pesquisa, o especialista se centrou nas consequências dos eventos repetidores que lembram o trauma inicial, para saber se a cannabis tem o mesmo efeito positivo. Para isso foi administrada a droga a um grupo de ratos que tinham recebido descargas elétricas, e um composto antidepressivo de sertralina a um segundo grupo. A pesquisa demonstrou que o primeiro grupo não mostrou depois, perante lembranças angustiantes recorrentes, os sintomas típicos do transtorno. "Em outras palavras, a cannabis fez com que os efeitos do trauma recorrente desaparecessem", assegura.

O estudo também abordou a base neurobiológica do efeito que teve a droga no cérebro. Segundo o comunicado, os ratos expostos a traumas "mostraram um aumento nas expressões de dois dos receptores associados com o processamento da emoções cerebrais: o CB1 e o gr", um reflexo que ficou mitigado naqueles que tinham recebido a dose de cannabis.

"Os resultados de nosso estudo sugerem que a conectividade no circuito do medo do cérebro muda por causa de um trauma, e que a administração de canabinóides impede que esta mudança ocorra", concluíram os cientistas.

EFE / R7