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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Conheça as propostas dos candidatos à Presidência para a área de saúde

Todos os 11 candidatos à Presidência da República apresentam propostas para a área de saúde

As principais promessas recaem sobre o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), criado há 25 anos, e estratégias como a do Saúde da Família e sobre políticas de prevenção de doenças.
 
Conheça as propostas dos candidatos à Presidência para saúde:
 
Aécio Neves (PSDB) promete um cadastro nacional único e investimento público para viabilizar o Cartão-Cidadão Saúde que irá garantir a gestão dos serviços de saúde com centrais de agendamentos e contínua assistência técnica, teleconsultas, telemonitoramentos, avaliação e solução para problemas de diagnóstico e tratamento a distância. Segundo ele, o novo modelo de gestão será baseado na criação de redes assistenciais integradas de saúde. O candidato tucano quer instituir a carreira nacional de médico e garantir a oferta de cursos preparatórios a médicos estrangeiros para permitir a realização do exame Revalida. Ele promete aprimorar o programa Mais Médicos e criar programas de valorização e qualificação dos profissionais de saúde. Aécio ainda defende a integração do sistema de saúde suplementar com o SUS e a retomada da política de produção de medicamentos genéricos e apoio aos laboratórios oficiais na produção desses medicamentos.
 
Dilma Rousseff (PT) promete mudar o patamar de qualidade e ampliar o atendimento dos serviços em saúde com a expansão do Programa Mais Médicos, a ampliação da rede de unidades de Pronto Atendimento (UPAs) para atendimento de emergências de baixa e média gravidade, a extensão das redes de atendimento especializado, com a qualificação dos serviços hospitalares, o fortalecimento e a universalização do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a ampliação do acesso da população a medicamentos. Segundo ela, a melhoria no atendimento e o aumento da rede de saúde vai depender de uma “rediscussão federativa” para evitar superposição de investimentos e planejar com mais eficiência a distribuição dos serviços de saúde públicos. Dilma se comprometeu com o fortalecimento e aprimoramento do SUS e com a extensão dos serviços previstos no sistema. A candidata à reeleição ainda apontou resultados de ações adotadas em seu governo e destacou o Mais Médicos, o Programa Aqui Tem Farmácia Popular e o Programa Brasil Sorridente.
 
Eduardo Jorge (PV) prometeu criar uma carreira nacional para profissionais de saúde envolvendo, na primeira etapa, as pessoas que atuam no programa Saúde da Família, como agentes comunitários, enfermeiras e médicos. Segundo ele, seria uma carreira nacional, mas não federal, o que permitiria que os profissionais de estados e municípios pudessem aderir. Eduardo Jorge destaca que o orçamento do setor dará ênfase aos aspectos de educação para promoção e prevenção na saúde e defendeu que políticas públicas de outras áreas também contemplem a saúde como prioridade, como a redução da poluição do ar proveniente de veículos que usam diesel e gasolina. O ambientalista afirmou que suas prioridades estarão voltadas para problemas como hipertensão, diabetes, obesidade, vida saudável para os idosos, poluição do ar, violência e dependência de drogas legais ou ilegais e garante o planejamento familiar como um direito básico que precisa ser ofertado “extensa e generosamente a todas as pessoas”.
 
Eymael (PSDC) se compromete a garantir acesso universal e real à saúde. No programa de governo apresentado à Justiça Eleitoral, Eymael afirma que vai assegurar o acesso a partir do desenvolvimento e da aplicação efetiva do Sistema Único de Saúde e de um programa de saúde pública com foco na prevenção. “A saúde chegando antes que a doença impedindo que ela se instale, promovendo assim ganho de qualidade de vida e economia de recursos públicos”, destaca.
 
Levy Fidelix (PRTB) define a saúde como prioridade absoluta de seu plano de governo e garante que os maiores investimentos serão concentrados na duplicação de postos de atendimento ambulatorial de emergência e prontos socorros em todos os municípios brasileiros com aquisição de milhares de ambulâncias e novos equipamentos médicos. Fidelix ainda promete implantar serviço odontológico obrigatório “tendo como base os recursos orçamentários de 1% do pré-sal que iremos instituir”.
 
Luciana Genro (PSOL) criticou o “subfinanciamento e sucateamento da área” e prometeu ampliar “radicalmente” os investimentos públicos em saúde. Ela destaca que vai promover a retomada global das funções originais do SUS, garantindo atendimento integral a todos de forma gratuita e com qualidade.
 
Marina Silva (PSB) se compromete com o fortalecimento do SUS e diz que apoia a bandeira do Saúde+10. Segundo ela, seu governo vai implementar em quatro anos, a proposta do projeto de lei de iniciativa popular de vincular 10% da receita corrente bruta da União ao financiamento das ações de saúde e rejeitar qualquer Desvinculação de Receitas da União para assegurar a manutenção das fontes orçamentárias da Seguridade Social. A ex-senadora ainda promete construir 100 hospitais para o atendimento regional, criar procedimentos para a contratação de leitos com os prestadores de serviços e construir 50 maternidades. Além disso, a candidata promete dotar cada uma das 435 regiões de saúde de uma policlínica regional para atendimento de média complexidade, universalizar o Programa de Saúde da Família e estabelecer um programa de alimentação saudável inserindo profissionais de nutrição nas equipes de apoio do Saúde da Família e nas unidades Básicas de Saúde. Marina também defende a valorização dos profissionais de saúde e dos laboratórios oficiais de produção de medicamentos e outros insumos estratégicos.
 
Mauro Iasi (PCB) resume suas propostas para a área afirmando que promoverá saúde pública e SUS 100% público, estatal e gratuito. Ele também defende a proposta de “um país sem manicômios”.
 
Pastor Everaldo (PSC) promete extinguir tributos que recaem sobre a área e criar mecanismos de eficiência, como plano de metas, para melhoria do setor de saúde e para premiar financeiramente hospitais e médicos por bons resultados. O candidato ainda defende a desburocratização e abertura de mercado para operadoras de planos de saúde e incentivos para aumentar o número de vagas nas universidades de medicina. Everaldo também promete estimular a descentralização na gestão de hospitais, valorizar profissionais de saúde, revisar a tabela do SUS e combater o tráfico de entorpecentes.
 
Rui Costa Pimenta (PCO) defende, em seu programa, a descriminalização do aborto e o atendimento dos casos pela rede pública de saúde e destaca medidas para garantir a saúde para a população negra com atendimento aos portadores de doenças etno-raciais pelo SUS. Segundo ele, há índices oficiais que indicam que as três principais causas de óbito da população negra são o alcoolismo, a pressão alta e a anemia falciforme e que as mortes ocorrem por falta de um diagnóstico correto. O candidato é contrário à privatização da saúde. Pimenta promete que vai garantir a realização de exames laboratoriais nos recém-nascidos para diagnóstico de anemias falciformes e leucopenia, atendimento público e de boa qualidade em todas as áreas da saúde, um plano nacional de emergência para combater as endemias e epidemias e um planejamento para garantir saneamento básico e moradia a toda a população.
 
Zé Maria (PSTU) quer assegurar que 10% do Produto Interno Bruto (PIB) seja investido na área. “A saúde pública definha no país. Existe hoje um duplo processo de precarização e privatização dos serviços, expressão da falta de investimentos públicos no setor”, destacou em seu projeto de governo. Segundo ele, o país gasta apenas o equivalente a 3,5% do PIB com saúde enquanto o mínimo necessário para um serviço público universalizado seria o dobro desse percentual. Zé Maria afirma ser possível atingir 10% do PIB se o país usar recursos do pagamento da dívida pública.
 
Agência Brasil

Sete manias que fazem você perder tempo na academia

O descanso entre um treino e outro é fundamental
Malhar por meses e não ver o resultado é sinal de algo errado, não? Confira algumas manias que acabam com o desempenho
 
Você não perde um dia na academia, faz os exercícios que lhe foram propostos e, no final do mês, não percebe melhora no condicionamento do corpo. A primeira atitude é culpar quem desenhou o treino ou até mesmo o próprio metabolismo. Só que a solução para esse problema pode estar na forma em que você encara a academia.
 
Confira manias que fazem com que você perca tempo na malhação:
 
1. Fazer musculação com grandes intervalos entre as séries: o intervalo médio é de 30 a 45 segundos. Passou disso, os resultados não serão bons.
 
2. Ficar na esteira por 1h30 na velocidade de 4km/hora: esse tipo de caminhada poderia ter sido feita na metade do tempo. Usar um frequencímetro para medir batimentos cardíacos é recomendável.
 
3. Fazer musculação e atividade aeróbica quando dá vontade: a falta de regularidade não leva a bons resultados.
 
4. Treinar todos os dias, mesmo exausto: não se deve treinar quando estiver muito cansado, sem dormir ou doente. O descanso é fundamental.
 
5. Tornar a musculação mais “fácil”: é um erro tentar 'facilitar' os exercícios. Eles só vão funcionar se feitos na postura e peso corretos.
 
iG

SP: Hospital das Clínicas desenvolve primeira prótese de joelho 100% nacional

Getty Images: Prótese brasileira pode chegar a custar metade
 do preço da importada
Instituto de Ortopedia iniciará pesquisa clínica para comprovar a eficácia do produto, com durabilidade de até 20 anos
 
O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP desenvolveu a primeira prótese de joelho com tecnologia 100% nacional.
 
A nova prótese foi desenvolvida durante os últimos quatro anos. Aprovada em testes de biomecânica e resistência realizados em laboratórios internacionais, já está liberada para o uso.
 
“Projetamos uma prótese que respeita a anatomia e biomecânica do joelho cujos testes mecânicos comprovaram uma durabilidade de até 20 anos”, diz ortopedista e responsável pelo projeto, José Ricardo Pécora.
 
Segundo o especialista, o produto “made in Brazil” tem qualidade comparável às próteses estrangeiras e será mais acessível, já que o custo é menor.
 
“Estimamos que, comparada com as importadas, a prótese nacional possa ter um valor de 40% a 50% mais baixo, o que pode gerar uma grande economia para o sistema nacional de saúde”, ressalta o especialista.
 
No Instituto de Ortopedia do HC, trinta pessoas serão beneficiadas inicialmente com a novidade. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já liberou o produto, projetado em parceria entre o Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HC-FMUSP e a MDT Implantes.

iG

‘Cuidador’ eletrônico garante segurança de idosos em casa

Aparelho tem botão que, se pressionado, aciona parentes ou amigos do paciente
 
Rio - Um a tecnologia recém chegada ao Rio de Janeiro é capaz de ‘socorrer’ pessoas em caso de acidentes domésticos. Apertando um botão, a vítima consegue contato com parentes ou amigos e recebe ajuda. A novidade beneficia, principalmente, idosos que moram sozinhos, mas também pessoas em recuperação de cirurgias e mulheres em gravidez de risco.                       

O aparelho IrisSenior, famoso na Europa e nos Estados Unidos, é simples de ser usado. Um dispositivo de três centímetros — antialérgico e à prova d’água — fica com a pessoa, preso a cordão ou pulseira. Além disso, uma espécie de console é acoplado ao telefone da residência.                       

Se pressionado, o botão aciona central com profissionais especializados em atendimento, que funciona 24 horas. O diálogo é em ‘viva-voz’ por meio do console e pode acontecer num raio de até 150 metros do telefone.                       

De acordo com o médico e diretor da IrisSenior no Rio, Fernando Binello, a central tem uma lista de contatos de parentes e pessoas próximas que serão acionadas — por telefone, mensagem e e-mail — em caso de acidente. Quando o chamado chega à central, os profissionais conseguem acessar também o perfil do paciente e o histórico de doenças, como diabetes e hipertensão.                       

“Decidi trazer o aparelho ao Rio depois que minha mãe caiu sozinha em casa e fraturou o braço. Nos primeiros meses de recuperação, ela aceitou um cuidador, mas depois quis ficar sozinha”, conta.                       

No ano 2000, Vilma Campos Marques, 81 anos, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e ficou com dificuldades para andar e falar. A família resolveu adquirir o IrisSenior, porque, apesar de morar com a filha, Thaís Marques, 45, às vezes Vilma fica sozinha. “É uma tranquilidade saber que a qualquer momento eu e outras pessoas poderemos ser localizados por várias formas”, diz Thaís. O aparelho chegou ao Rio há cerca de um ano e conta com 70 clientes. Quatro atendimentos foram feitos.
 
Tecnologia tem mais funções
Ainda segundo Fernando, o aparelho IrisSenior pode oferecer detector de fumaça; áudio que lembra tarefas simples ao idoso, como tomar remédio (pode ser gravado por um parente, para que a voz seja familiar); além de sensor de presença, que alerta parentes se a pessoa não passar pelo banheiro ou cozinha no período de oito horas.                       

“Também temos o serviço no celular, caso a pessoa saia de casa. Em todos os casos, registramos o apelido do cliente. Isso ajuda na hora de acionar os conhecidos”, diz Fernando.                       

A mensalidade do IrisSenior custa R$ 170 (serviço doméstico) e R$ 150 (para celular). Os dois saem por R$ 250. Não é cobrada taxa pelo aparelho. Informações: 2264-2655.
 
O Dia

Assentos de avião não se adequam à anatomia humana, diz estudo

Segundo a pesquisa, 1 em cada 20 pessoas têm razão em reclamar do extremo desconforto nas poltronas da classe econômica
 
Reclinar ou não reclinar? Eis a questão debatida calorosamente entre passageiros de três voos que foram forçados a pousar quando alguns deles começaram a brigar por causa de assentos reclinados.
 
Mas será que as pessoas são realmente o problema? Talvez a verdadeira questão seja a de que maioria dos assentos de avião não é projetada para acomodar totalmente o corpo humano em suas várias formas e tamanhos.
 
"Estamos nos digladiando, mas os bancos não foram projetados corretamente", disse Kathleen M. Robinette, professora e chefe do departamento de Design, Habitação e Merchandising da Universidade Estadual de Oklahoma. "Os assentos não servem para a gente".
 
Ela entende do assunto, pois é autora da pesquisa antropométrica realizada pela Força Aérea, com um consórcio de 35 organizações, publicada em 2002 que é amplamente utilizada por fabricantes de assento e outros projetistas.
 
A pesquisa, chamada de Projeto Civil Americano e Europeu sobre Recursos Antropométricos de Superfície, mediu os corpos de 4.431 pessoas na América do Norte, na Holanda e na Itália. Uma enorme quantidade de dados sobre os indivíduos foi coletada, indo de altura e peso até tamanho do sapato e do sutiã. Robinette e seus colegas reproduziram imagens em 3D dos indivíduos, permitindo medições detalhadas nas posições em pé e sentado.
 
Para projetistas de assentos, os dados mais relevantes vieram de medições das pessoas sentadas, incluindo a distância das nádegas até o joelho, a largura dos quadris e a altura dos joelhos.
 
Os dados deram uma visão precisa das variações da forma humana, Kathleen disse, mas as medidas não foram utilizadas corretamente.
 
Os projetistas muitas vezes acham que quase todos ficarão confortáveis se o assento for projetado para o homem que se encaixa em 95% das medições, ou seja, são maiores que quase todos (excetuando-se 5%) – e, teoricamente, que todas as mulheres. Mas, mesmo nesse grupo, existem grandes diferenças.
 
Tomemos a medida entre as nádegas e o joelho dos maiores homens no estudo: no grupo norte-americano, a média era de 67 centímetros, mas os holandeses eram maiores, com 70 centímetros.
 
Leva-se em conta também o fato de que ninguém em um avião se senta com as costas retas e joelhos dobrados a 90 graus, além de variações no comprimento da panturrilha e da coxa.
 
O resultado é que as medições realmente não representam formas diferentes do corpo e variações no modo em que as pessoas se sentam.
 
Além disso, escolher o 95% dos homens significa que os outros 5%, cerca de 1 em cada 20 homens, estarão usando assentos pequenos demais. "Isso corresponde a 10 pessoas em cada avião que ficarão desconfortáveis, bem como as que estão ao lado delas", disse Kathleen.
 
Uma grande falha no design de assentos, no entanto, é que o homem usado como modelo não é necessariamente maior que uma mulher, particularmente nas partes do corpo em contato com o assento.
 
Em termos de largura de quadril, mulheres são maiores que homens. No estudo, 95 por cento das mulheres norte-americanas tinham uma largura de quadril de 50 cm em comparação com 43,5 cm dos homens.
 
De acordo com o SeatGuru.com, site que coleta dados sobre tamanhos de assento de dezenas de companhias aéreas, a largura adotada pela classe econômica típica varia entre 43 e 45,7 centímetros. Isto significa que os assentos serão confortáveis para muitos, mas, para cerca de 1 em 4 mulheres, ele será muito pequeno nos quadris, fazendo com que 'invadam' o assento adjacente.
 
Na verdade, a parte mais larga do corpo são os ombros, motivo pelo qual acabamos por bater cotovelos e ombros com passageiros ao nosso lado, ou nos inclinando na direção da janela ou do corredor para evitar o contato com o vizinho de assento.
 
A questão vai além do conforto. Kathleen observa que os passageiros espremidos e que se tocam continuamente estão mais propensos a espalhar vírus ou outras doenças. As pessoas confinadas em lugares apertados e que não podem se mover confortavelmente também se arriscam a desenvolver "hot spots" – princípio das escaras que ocorrem em pacientes acamados que não são movidos com frequência.
 
A preocupação maior é o risco de coágulos sanguíneos, incluindo uma condição que pode ser fatal chamada trombose venosa profunda.
 
"Quando sentamos de um modo em que não podemos nos mover, surgem pontos de compressão após meia hora, mais ou menos. A dor e o desconforto são seu corpo dizendo que algo está errado, e no avião, há o risco de coágulos de sangue. Esse é um problema grave que estamos subestimando", explica Kathleen.
 
Quando se trata do assento reclinável, a medida de conforto mais importante é a distância entre eles, medida de qualquer ponto em um assento até o mesmo ponto do da frente ou atrás dele.
 
De acordo com o SeatGuru, a distância entre os assentos é a somatória do espaço para sentar e esticar as pernas. A medida nos voos de curta duração é de cerca de 79 centímetros na maioria dos aviões, variando de apertados 71 centímetros em algumas companhias aéreas a espaçosos 97 em outras.
 
"Essa distância é o que mais preocupa os passageiros", disse Jami Counter, diretor do SeatGuru e do TripAdvisor. "Quando falamos em um padrão de 78 centímetros, isso é bem apertado; 71 é terrivelmente apertado. Os aviões parecem realmente apertados e lotados".
 
Os funcionários da Recaro Aircraft Seating, empresa alemã fabricante de assentos, disseram que o projeto precisa levar em conta os requisitos de segurança, peso, conforto dos passageiros e necessidades de espaço do avião, e precisa ser suficientemente flexível para poder ser usado em vários layouts das aeronaves.
 
Novo modelo com encosto fino pode ser o fim do problema
A Recaro introduziu um novo assento com encosto mais fino, o que dá mais espaço para as pernas do passageiro de trás. Os projetistas também moveram o bolso do assento para cima da mesinha.
 
A Recaro recebeu encomendas de mais de 200 mil assentos desde que introduziu esse modelo no final de 2010.
 
"Claro, é possível instalar assentos em uma aeronave a uma distância mais confortável um do outro, para que todo mundo tenha espaço suficiente para as pernas", disse Rene Dankwerth, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento da Recaro, em resposta por escrito. "No entanto, o preço da passagem certamente aumentaria".
 
Com quase dois metros de altura, o professor associado de Ciência Comportamental na Booth School of Business da Universidade de Chicago Devin Pope sabe o risco de se sentar atrás de alguém que gosta de reclinar o assento.
 
E comparou o fato ao clássico experimento de economia chamado o Jogo do Ditador, em que uma pessoa recebe US$10 e pode ficar com tudo ou dividi-lo com alguém. Surpreendentemente, o 'ditador' muitas vezes opta por dividir o dinheiro.
 
"Às vezes, as pessoas realmente se importam umas com as outras", disse. "Acho que isso mostra por que muita gente não reclina o encosto da cadeira".
 
The New York Times / iG