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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

SUS deve incluir mais três medicamentos contra hepatite C

As drogas sofosbuvir, daclatasvir e simeprevir, se aprovadas,
passariam a ser consideradas como de primeira escolha
Ministério da Saúde pedirá que órgãos regulatórios deem prioridade à análise de três drogas. Remédios são uso oral – todas as atuais são injetáveis
 
Três novas drogas para o tratamento de pacientes com hepatite C devem ser incorporadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) no próximo ano.

O Ministério da Saúde encaminhou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) um pedido para que priorize a análise para o registro dos medicamentos. Simultaneamente, foi enviada à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) solicitação para que seja avaliada, também em caráter prioritário, a inclusão dos remédios no SUS. “Isso não vai tirar o rigor na análise. Solicitamos apenas que seja feita de forma mais rápida”, disse o ministro da Saúde, Arthur Chioro.
 
As drogas sofosbuvir, daclatasvir e simeprevir, se aprovadas, passariam a ser consideradas como de primeira escolha: seriam prescritas para pacientes logo no primeiro estágio do tratamento. “Estudos científicos mostram que, com elas, o tempo de tratamento seria menor do que o das drogas convencionais. Os efeitos colaterais são bem menores e, além disso, o uso é oral. As drogas atuais são injetáveis”, disse Chioro.
 
Se o registro for concedido pela Anvisa e a Conitec considerar que as drogas trazem benefícios suficientes, o tratamento poderá ser ofertado para cerca de 60 000 pacientes nos próximos dois anos. O cálculo leva em consideração a expectativa de aumento de pessoas com diagnóstico da doença e a inclusão de pacientes com HIV também infectados pela Hepatite C. “As novas drogas podem ser usadas por soropositivos, algo que não acontece com as drogas atualmente ofertadas no sistema”, disse o ministro.
 
A análise da incorporação teve como ponto de partida pedidos feitos pelas associações de pacientes e por sociedades médicas. Chioro informou que alguns pacientes já conseguiram na Justiça o direito de receber, pelo SUS, os medicamentos.
 
O vírus da hepatite C pode ser transmitido por meio da transfusão de sangue, pelo compartilhamento de material para uso de drogas ou de higiene pessoal, como lâminas de barbear e depilar, além de alicates de unha e objetos usados em tatuagens, por exemplo.
 
Estima-se que a doença afete entre 1,4% e 1,7% dos brasileiros, a maioria acima de 45 anos de idade. “Pessoas dessa faixa etária tiveram na infância maior risco de exposição ao vírus. Não havia regras rígidas para transfusão de sangue, transplantes e até mesmo injeções eram reutilizadas”, afirmou Chioro.
 
Veja

Aplicativo da GSK é uma forma digital de guardar a carteira de vacinação

Com interface de fácil manuseio, usuários podem criar, preencher e controlar o histórico de imunizações
 
A GSK acaba de disponibilizar um serviço gratuito e que poderá facilitar a vida de muitas pessoas que, por falta de tempo, acabam tendo dificuldade em administrar situações importantes do dia a dia, principalmente as que são relacionadas à saúde. Trata-se do VacinAlert, aplicativo gratuito que permite a criação e o controle de uma carteira de vacinação digital, disponível para as plataformas IOS e Android.
 
Após o download gratuito do aplicativo e um cadastro simples, o usuário poderá criar a sua carteira de vacinação pessoal, adicionando os dados de todas as vacinas que ele já recebeu até agora. A partir daí, e baseado em recomendações locais emitidas por sociedades médicas no Brasil, o aplicativo disponibilizará um calendário completo de imunização, dividido entre crianças (do recém-nascido aos 10 anos), adolescentes, adultos e idosos.
 
Independentemente da fase da vida, ao clicar em qualquer opção, é possível encontrar todas as doenças preveníveis por meio da vacinação, dentro do grupo escolhido, incluindo o número de doses exigidas, além de um descritivo sobre a recomendação vacinal das próximas doses.
 
O nível de detalhamento do VacinAlert também permite registrar a data da realização da vacina, o número do lote da vacina utilizada e, para os mais organizados e que gostam de se programar com maior antecedência, a criação de alertas, via SMS, e-mail ou pelo próprio app, para as vacinas que ainda deverão ser tomadas no futuro.
 
“O VacinAlert é um recurso para toda a família. O pai pode cadastrar os filhos, assim como os mais jovens podem auxiliar os idosos a registrar e controlar o histórico da vacinação”, explica o diretor médico e de pesquisas e desenvolvimento da área de vacinas da GSK Brasil, Romulo Colindres.

Guia da Farmácia

Já emprestou escova de dente? Veja o risco que passou

Casais, pais e filhos ou melhores amigos, não importa, dividir a escova de dentes pode causar troca de bactérias e problemas bucais
 
Com o convívio diário, acaba sendo inevitável que casais, amigos ou pais e filhos dividam algumas peças de roupas, objetos ou até mesmo itens de higiene pessoal. Embora muitas vezes seja uma atitude de carinho ou conveniência, essa prática pode trazer problemas para a saúde de todos os envolvidos.  E não é diferente com o uso da escova de dente.  
 
Como já diz o nome, a escova de dente é um item de higiene pessoal, portanto não deveria ser usado por outras pessoas, seja quem for. A escova tem a função de remover a placa bacteriana da boca e, portanto, mesmo com o enxágue, alguns microrganismos vão permanecer nas suas cerdas.

“Ao emprestar sua escova para outra pessoa, estará acontecendo o que chamamos de infecção cruzada, ou seja, você estará passando suas bactérias adiante e recebendo outras de volta”, diz Breno Nantes, cirurgião-dentista formado pela USP. 
 
Porém, Breno garante que, embora deva ser evitado, esse hábito entre adultos não traz problemas muitos sérios. “Quanto mais pudermos evitar esse empréstimo da escova, melhor para nossa saúde bucal. Mas essa infecção cruzada também acontece de várias outras formas sem grandes danos a saúde bucal. Por exemplo, durante um beijo na boca ou ao dividirmos alimentos ou talheres com outras pessoas”, diz.   
 
Saliva dos pais x crianças
Porém, quando essa divisão da escova de dente é feita entre pais e filhos, existe um risco maior para a criança. “Os tipos de bactérias que existem na boca dos adultos são diferentes dos da criança, e esse uso compartilhado de escova pode favorecer um contato antecipado com bactérias que não são da microbiota (conjunto de microrganismo) normal da criança”, diz Cássio Fornazari Alencar, professor da disciplina de odontopediatria da FOUSP (Faculdade de Odontologia da USP). 
 
Caso essa troca seja inevitável, existem alguns cuidados que devem ser tomados para evitar a infecção cruzada. “Embora não seja 100% eficaz, vale usar soluções antissépticas para limpar a escova ou lavá-las bem em água corrente e, se possível, quente para evitar possíveis contaminações”, diz Breno. 
 
Porém, para Cássio, no caso das crianças, a possibilidade de uma contaminação não vale o risco. “Hoje sabemos que a desorganização da placa bacteriana já é suficiente para que não ocorra a cárie, então em uma falta de escova momentânea, deve-se utilizar uma gaze ou uma fralda com a pasta para esfregar os dentes da criança”, diz o especialista. 
 
Terra

Atento à saúde, brasileiro está se exercitando mais

Pesquisa do Ministério da Saúde mostra que exercícios em academias estão substituindo o futebol como preferência entre homens. Mulheres preferem caminhadas
 
O brasileiro está se exercitando mais. É o que mostra uma pesquisa do Ministério da Saúde, segundo a qual 33,8% da população pratica atividade física regularmente, crescimento de 12,6% nos últimos cinco anos. Os dados inéditos, do estudo Vigitel 2013, indicam uma mudança no comportamento da população adulta, que está mais atenta às mensagens de promoção à saúde e preocupada em adotar estilo de vida mais saudável.

Na busca por atividades físicas, a musculação tem ganhado cada vez mais adeptos no Brasil, enquanto o futebol reduz a participação na rotina da população. O percentual de entrevistados que disseram praticar musculação cresceu 50% entre 2006 e 2013, enquanto o índice dos que jogam bola caiu 28% no período. Segundo a pesquisa, 18,97% dos adultos hoje optam pelas academias, contra 14,87% que dizem praticar futebol.

Entre os homens, o futebol continua sendo o esporte preferido. Na hora de se exercitar, 26,75% da população masculina recorre à paixão nacional. Mas, mesmo nesse grupo, o índice caiu: oito anos atrás, mais de 35% diziam jogar bola regularmente. Em segundo lugar, esse público realiza mais caminhadas, seguido da musculação.

Apesar das mudanças no perfil da atividade física da população, com a crescente participação da musculação, a pesquisa mostrou que a caminhada permanece como o exercício mais frequente entre os brasileiros. Do total de entrevistados que pratica alguma atividade física, 33,79% disseram fazer caminhadas. Em 2006, o índice era 10% maior. O público feminino é o mais fiel nesse exercício, com 43,98% de adeptas, seguida pela musculação e pela ginástica.

Para a diretora de Vigilância e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde, Deborah Malta, o crescimento da prática da musculação demonstra maior interesse da população brasileira em ter melhor qualidade de vida e mais saúde. “A musculação é uma atividade contratual, em que é necessário se matricular, buscar um estabelecimento e passa a ser um compromisso agendado na semana”, frisou.

O estudo Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizado em parceria com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (NUPENS/USP), ouviu 53 mil pessoas nas 26 capitais e no Distrito Federal.
 
Saúde Web

Como aplicar corretamente o filtro solar nas crianças

Pesquisa da Sociedade Brasileira de Dermatologia aponta que um terço dos pais não sabe a maneira certa de proteger os filhos do sol
 
Com a chegada do calor e do horário de verão, a criançada tende a aproveitar mais o dia na rua e nos parques. Os cuidados com a proteção solar devem ser redobrados nesse período. Mas nem todos os pais sabem como isso deve ser feito: segundo uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), um terço deles acha desnecessário utilizar o filtro nos filhos quando não estão na praia.
 
Para uma proteção efetiva, não basta aplicar o produto. É preciso prestar atenção para cobrir da forma correta todas as áreas da pele que estarão em exposição, sem deixar falhas e na quantidade certa.
 
— Um protetor solar de fator 30, se usado inadequadamente, tem efeito de um filtro fator quatro — explica o dermatologista Paulo Criado, presidente da SBD.
 
Além do produto, sombra, óculos escuros e roupa adequada — de tecido leve e que cubra, principalmente, regiões sensíveis como peito, ombro e virilhas — também são aliados quando o assunto é cuidado com o sol. Chapéus com aba de pelo menos oito centímetros protegem o rosto e o pescoço com efeito semelhante a um protetor solar de fator 11.
 
O dermatologista Hugo Weiss afirma que as áreas que tendem a ser mais prejudicadas por causa de uma aplicação inadequada do protetor solar são orelhas, pés, mãos, pescoço e nuca. Ele recomenda que o produto seja aplicado com cuidado redobrado nessas regiões, além as áreas próximas ao cabelo e dos limites da roupa — com a movimentação, as vestes podem descobrir alguma área da pele.
 
Weiss também recomenda o uso do filtro solar do tipo físico, que é feito à base de zinco e dióxido de titânio.
 
— Esse tipo de protetor solar, por ser mais branco e opaco, permite que os pais visualizem as áreas em que o produto já foi passado, evitando, assim, que alguma parte do corpo fique desguarnecida — aconselha Weiss.
 
Como aplicar o filtro solar corretamente
— O filtro solar deve ser aplicado meia hora antes da exposição e reaplicado minutos antes de a criança ter contato com o sol. O produto também deve ser passado novamente após a criança entrar na água ou suar muito
 
— Não economize na aplicação. Uma pessoa de 60 quilos deve utilizar 30ml de protetor, o que equivale a quase metade de um frasco pequeno
 
— Segundo o dermatologista Paulo Criado, é preciso saber o limite entre a exposição solar positiva, que atua na produção de vitamina D, e a prejudicial, que pode causar queimaduras. Tomar sol de 10 a 15 minutos duas vezes por semana já é suficiente para que o corpo produza os níveis ideais da vitamina
 
— Bebês com até seis meses de idade devem ser mantidos longe do contato direto com raios solares, pois sua pele ainda não está preparada para receber o filtro. Em vez de formar uma camada de proteção, o produto será absorvido e os compostos químicos podem causar danos na região
 
— A pele nunca mais vai esquecer o sol que ela receber, mesmo na infância. A ação solar, que acelera o envelhecimento e pode causar câncer, é cumulativa
 
Como manter as crianças protegidas
— Evite a exposição ao sol entre as 10h e as 15h (durante o horário de verão, das 11h as 16h)
 
— Aplique protetor solar mesmo em dias nublados
 
— O fator de proteção solar do filtro não pode ser menor que 30
 
— Garantido o tempo de exposição solar para a produção de vitamina D, prefira a sombra
 
Zero Hora