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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Conheça o comprimido que promete proteger contra o HIV

Autoridades indicam remédio que compõe o coquetel terapêutico a pessoas com alto risco de se infectar
 
Em decisão inédita, a Organização Mundial da Saúde passou a recomendar que o antirretroviral Truvada também seja usado para prevenir novos casos de aids.
 
A resolução, tomada até hoje apenas nos Estados Unidos, partiu de um estudo da própria entidade que constatou a eficácia do medicamento para esse fim - por ora, ele seria destinado a quem tem, em tese, maior probabilidade de contrair o vírus, caso de indivíduos sem parceiro fixo (sobretudo homossexuais), profissionais do sexo e usuários de drogas injetáveis.
 
O Ministério da Saúde brasileiro aguardará o resultado de três pesquisas por aqui antes de se posicionar, até porque o Truvada não integra o rol de drogas fornecidas pelo governo aos soropositivos.
 
"Estamos otimistas. Nosso país poderá dar um grande passo ao incorporar essa estratégia nas políticas públicas", avalia a infectologista Valdiléa Veloso, da Fundação Oswaldo Cruz. Ainda assim, o preservativo seguiria como conduta número 1 para afastar o HIV.
 
Entenda como age o Truvada
O comprimido contém dois princípios ativos que impedem que o HIV se apodere de um tipo de célula de defesa responsável por coordenar o sistema imune. Com isso, o vírus não consegue lançar seu material genético dentro da célula e usar, assim, seu maquinário para se replicar. Resultado: a imunidade não é abalada.

M de Mulher

Acupuntura pode ser aliada contra a prisão de ventre


Foto: BananaStock/Thinkstock/Getty Images
Estudo chinês aponta que agulhadas na orelha beneficiariam pessoas que sofrem com a constipação
 
Uma revisão assinada por estudiosos da Universidade de Medicina Tradicional Chinesa sinaliza que a auriculoacupuntura, método que aplica as agulhas exclusivamente nas orelhas, alivia quadros de prisão de ventre crônica.
 
"Elas possuem complexos neurovasculares.
 
Eles são pontos que, quando estimulados, interferem no trabalho de várias regiões do organismo", explica Alessandra Scavone, acupunturista auricular de Campinas.
 
Em outras palavras, ela também beneficiaria gente com o intestino solto.
 
M de Mulher

Alimentos que ajudam e atrapalham na cicatrização

Não é só a destreza do cirurgião que define a aparência de uma cicatriz. As escolhas alimentares fazem toda a diferença na reconstrução do tecido
 
Alimentos que atrapalham a cicatrização
 
1. Camarão
O crustáceo tem concentrações elevadas de quitosana, uma molécula que favorece a inflamação da pele.
 
2. Industrializados
Salgadinhos, sorvetes, biscoitos e congelados são alguns dos alimentos que figuram na lista de contraindicados a quem tem encontro marcado com o bisturi. É que, além de patrocinarem inflamações, eles são abastecidos de sódio, mineral que promove inchaço, outro fator que atrapalha a cicatrização.           
 
3. Carne de porco
Ela também inflama a cútis, o que pode elevar além da conta a produção de colágeno e gerar uma supercicatrização - o queloide.
 
4. Soja
As isoflavonas da leguminosa estimulam a liberação de substâncias do corpo que rendem mais e mais inflamação na ferida.     
 
5. Pimenta
Ela tem capsaicina, substância que é ótima para as artérias, mas um tanto quanto agressiva para a pele. Melhor aposentar por um tempo.       
 
6. Abacate
"Ele tem substâncias que diminuem a ação da colagenase, uma enzima que destrói o colágeno", justifica Hochman. Parece contraditório, não? Mas é que isso afeta o equilíbrio perfeito entre a fabricação e a quebra dessa proteína, o que pode servir de estopim para o surgimento do tal queloide, aquela cicatriz que passou da conta.       
 
Alimentos pró-cicatrização
 
7. Fontes de vitamina C
Presente em frutas - laranja, pêssego e acerola são bons exemplos -, o nutriente é essencial para a formação adequada do colágeno, proteína que regenera o tecido.
 
8. Castanhas, nozes e afins
Além de contarem com gorduras benéficas, com poder anti-inflamatório, elas são boas fontes de zinco, mineral que garante o equilíbrio entre produção e degradação de colágeno.                                     
 
9. Peixes e carnes magras
Os cortes magros de carne vermelha dão incentivo especial para a formação do colágeno. Já os pescados fornecem ômega-3, gordura que barra inflamações.      
 
10. Vegetais arroxeados
A cor indica a oferta de antocianina, um dos antioxidantes mais efetivos para a pele. Cereja, beterraba e berinjela estão cheias dela.         
 
M de Mulher               

Seu cérebro pode ser treinado para preferir alimentos saudáveis

O sonho de todo mundo que já entrou em uma dieta pode ser realidade: um novo estudo aponta que pode ser possível treinar o cérebro a preferir alimentos saudáveis ​​de baixa caloria a alimentos não saudáveis ​​com muitas calorias
 
Uma tomografia cerebral em homens e mulheres adultos sugere que é possível reverter o poder viciante de alimentos pouco saudáveis ​​e ao mesmo tempo aumentar a preferência por alimentos saudáveis.
 
“Nós não nascemos amando batatas fritas e odiando vegetais, por exemplo”, explica a autora sênior Susan B. Roberts, da Universidade Tufts, nos EUA. “Este condicionamento acontece ao longo do tempo em resposta a comer – repetidamente – o que está lá fora no ambiente alimentar tóxico”.
 
Os cientistas já suspeitavam que, uma vez que insalubres circuitos de dependência alimentar são estabelecidos, eles podem ser difíceis ou impossíveis de reverter, sujeitando as pessoas a ganharem peso através de uma vida inteira de compulsões alimentares pouco saudáveis.
 
Para descobrir se o cérebro podia ser treinado novamente para apoiar escolhas alimentares saudáveis​​, Roberts e seus colegas estudaram o sistema de recompensa em treze homens e mulheres com sobrepeso ou obesos – oito dos quais eram participantes de um novo programa de perda de peso projetado por pesquisadores da Universidade de Tufts, e cinco que estavam em um grupo de controle e não foram incluídos no programa.
 
Ambos os grupos foram submetidos a ressonância magnética do cérebro no início e no final de um período de seis meses. Entre os que participaram do programa de perda de peso, as varreduras do cérebro revelaram alterações em áreas do centro da recompensa associada ao aprendizado e dependência. Depois de seis meses, essa área aumentou a sensibilidade para alimentos saudáveis​​, de baixas calorias, o que indica um aumento da recompensa e prazer relacionados a hábitos alimentares mais saudáveis​​. A área também mostrou diminuição da sensibilidade aos alimentos não saudáveis e ​​com muitas calorias.
 
“O programa de perda de peso é projetado especificamente para mudar a forma como as pessoas reagem a diferentes alimentos, e nosso estudo mostra que quem participou teve um aumento do desejo por alimentos mais saudáveis​​, juntamente com uma diminuição de preferência por alimentos não saudáveis​​. Esses efeitos combinados são o caminho para um controle de peso sustentável”, projeta o coautor Sai Krupa Das, da Universidade de Tufts. Os autores sugerem que várias características do programa de perda de peso foram importantes, incluindo a mudança de comportamento e menus com alto teor de fibras e baixo índice glicêmico.
 
“Apesar de outros estudos terem mostrado que os procedimentos cirúrgicos como a cirurgia de bypass gástrico podem diminuir a vontade de pessoas gostarem de alimentos em geral, isso não é muito satisfatório, pois tira a apreciação dos alimentos ao invés de tornar alimentos mais saudáveis ​​mais atraentes”, compara Thilo Deckersbach, coautor do estudo e psicólogo da Hospital Geral de Massachusetts. “Mostramos que é possível mudar as preferências ​​para alimentos saudáveis​​ sem cirurgia, e que a ressonância magnética é uma técnica importante para explorar o papel do cérebro nesse processo”.
 
“Há muito mais pesquisas para serem feitas, envolvendo muitos mais participantes, um longo prazo de acompanhamento e investigação de mais áreas do cérebro”, acrescenta Roberts. “Mas nós estamos muito encorajados com isso. Este programa de perda de peso parece mudar quais alimentos se tornam tentadores para as pessoas”, comemora.
 
Medical Xpress /  Hypescience

O iogurte búlgaro, um elixir de longevidade e milagre dietético

Elixir de longevidade, alimento, remédio, desintoxicante, elemento dietético e afrodisíaco - cientistas no mundo todo confirmaram e comprovaram as maravilhosas qualidades do iogurte, um alimento básico, inventado há mais de um século por um búlgaro
 
Stamen Grigorov descobriu em 1905 a base científica da produção do iogurte, que se gera de forma natural ao coalhar-se o leite de ovelha ou, mais comum em nossos dias, da vaca.
 
O jovem Grigorov era então assistente da Cátedra de Bacteriologia da Universidade de Genebra, na Suíça. Tinha apenas 27 anos quando descobriu que uma bactéria provoca a fermentação do leite e, com isso, as qualidades proveitosas do produto, que na Bulgária é conhecido como kiselo mlyako (leite azedo).
 
"Esta bactéria seria denominada depois Lactobacillus bulgaricus", afirmou à Agência Efe Daniela Yordanova, diretora do pequeno Museu do Iogurte Búlgaro, situado na aldeia de Studen Izvor, berço natal de Grigorov, cerca de 90 quilômetros ao sudoeste de Sófia e muito perto da fronteira com a Sérvia.
 
O museu, de dois andares, reproduz no térreo um quarto típico da Bulgária do século XIX, com tapetes, trajes nacionais, uma pequena mesa-redonda e cadeiras de três pernas, e também moinhos de azeite. O segundo andar está ocupado por uma maquete que mostra o caminho do iogurte, desde os animais nos pastos, através de instalações industriais, até os supermercados, e também painéis com informações de Grigorov, seu trabalho e as propriedades do iogurte.
 
Grigorov estudou na Universidade de Genebra sob o patrocínio do bacteriologista Leon Massol, que rapidamente se deu conta do enorme talento de seu estudante. "A bactéria está nas ervas que as ovelhas pastam. E isso se deve em grande parte às condições meteorológicas favoráveis em nosso país", contou a presidente da fundação Stamen Grigorov e neta do cientista, Yulia Grigorova. Nesse contexto, Yulia lembra que na região onde nasceu seu avô nunca houve indústrias contaminadoras.
 
"Naquela época, nem uma família búlgara sentava-se à mesa sem iogurte. Era uma tradição secular", assegurou. Quando os animais comem tomilho e hipérico, junto com a grama comum, a bactéria chega a seu leite e é questão de simples tecnologia transformá-lo em iogurte.
 
Uma tecnologia que já manejavam na antiguidade de forma rudimentar os moradores do que hoje é a Bulgária.
 
"Existem diferentes hipóteses de como os búlgaros descobriram o iogurte, que não tem nada a ver com o iogurte conhecido na Europa e América, que é uma simples bebida doce sem propriedades curativas", explicou Daniela Yordanova, a diretora do museu.
 
A primeira é que os chamado "protobúlgaros", que chegaram à Europa da Ásia com cavalos, bebiam leite fermentado de égua e, quando começaram a ter uma vida mais sedentária, a partir dos finais do século VII, mudaram para o leite de ovelha.
 
Outra teoria diz que foi descoberto muito antes pelos tracios que habitaram estas terras há 4.000 anos e tinham grandes rebanhos de ovelhas, cujo leite era um de seus principais alimentos. Hoje em dia os especialistas em dietas recomendam o iogurte como alimento que ajuda a perder peso.
 
Além disso, o iogurte tem efeitos favoráveis para os diabéticos e também diminui os danos que a quimioterapia causa aos doentes de câncer.
 
Um grupo de pesquisadores norte-americanos descobriu inclusive que o iogurte estimula a libido, outro efeito positivo de um alimento tão cotidiano e ao mesmo tempo tão especial.
 
EFE / R7