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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Estudo: consumir leite não diminui risco de fraturas ósseas

Um estudo publicado pelo British Medical Journal (BMJ) sugere que o consumo de leite não diminui o risco de fraturas por fragilidade óssea
 
Com base em pesquisas realizadas pela Universidade de Uppsala, na Suécia, o estudo mostrou que mulheres que bebiam mais de três copos de leite por dia na verdade mostravam mais tendência a sofrer lesões do gênero que mulheres consumindo menores quantidades do produto.
 
Os pesquisadores, porém, alertam que os resultados apontam uma tendência e não devem ser interpretados como prova de que o maior consumo de leite causou as fraturas de fragilidade óssea. Fatores como o peso e o consumo de álcool também devem ser levados em conta, alertam.
 
Chances dobradas
O leite durante anos tem sido recomendado como uma boa fonte de cálcio, mas estudos investigando uma relação entre o consumo do produto e o fortalecimento ósseo apresentaram resultados conflitantes.
 
A pesquisa sueca examinou os hábitos alimentares de 61.400 mulheres entre 1987-90 e de 45.300 homens em 1997 para então monitorar sua saúde ao longo de um período de até 20 anos.

Participantes preencheram questionários sobre a frequência no consumo de alimentos como leite, iogurte e queijo.

Os pesquisadores, então, viram quais participantes sofreram fraturas e tiveram outros problemas nos anos seguintes.
 
"As mulheres com alto consumo de leite tinham um risco 50% maior de sofrer fraturas de bacia", explica Karl Michaelsson, pesquisador-chefe da Universidade de Uppsala.
 
Os homens foram monitorados por 11 anos e os resultados mostraram uma tendência parecida, porém menos acentuada.
 
Padrões opostos
Curiosamente, produtos à base de leite fermentado, como o iogurte, apresentaram o padrão oposto: o maior consumo reduziu o risco de fraturas.
 
Para o professor Michaelsson, outro fator que pode influenciar a força óssea são os açúcares do leite, que testes de laboratório já mostraram acelerar o envelhecimento em alguns animais. "Os resultados do nosso estudo questionam a validade das recomendações do consumo de grandes quantidades de leite para a prevenção de fraturas de fragilidade óssea", afirma o pesquisador. "Mas esses resultados precisam ser interpretados de forma cautelosa por conta da natureza observacional do nosso estudo".
 
Michaelsson defende ainda que as recomendações sobre o consumo de leite não sejam alteradas até que se conduzam mais pesquisas sobre o tema.
 
Terra

Reunidos em Cuba, especialistas alertam para risco do Ebola nas Américas

Autoridades sanitárias de 32 países americanos, inclusive dos Estados Unidos, encerraram nesta quinta-feira, em Havana, uma reunião técnica de dois dias para desenhar uma resposta conjunta diante do "risco real" de que o Ebola chegue ao continente
 
Esta cúpula - que permitiu uma cooperação inédita entre Cuba e Estados Unidos - deve terminar com a aprovação das recomendações de quatro comissões de trabalho: diagnóstico e vigilância epidemiológica, manejo clínico de pacientes, capacitação de profissionais de Saúde e comunicação social.
 
A encarregada da resposta ao Ebola da Organização Pan-americana de Saúde (OPS), Sylvain Aldighieri, advertiu que existe um "risco real" de que a epidemia chegue ao continente. Até agora, houve apenas dois contágios: duas enfermeiras americanas que contraíram o vírus após cuidar de um doente vindo da África.
 
Aldighieri insistiu em que "fortalecer essas capacidades (de resposta à epidemia) são uma responsabilidade nacional, que vai além do setor da Saúde".
 
Segundo o boletim mais recente da Organização Mundial de Saúde (OMS), a epidemia de Ebola teve 13.703 infectados e matou 4.922 pessoas - a grande maioria em Libéria, Guiné e Serra Leoa. Esse número supera em quase quatro mil o balanço anterior, divulgado no último sábado, de dez mil casos, mas a OMS atribuiu o aumento a registros anteriormente não reportados, somados às estatísticas.
 
O vírus se manifesta com febre, vômitos, diarreia e dores e é transmitido por contato direto com fluidos corporais.
 
"As grandes dificuldades nos ensinam sempre. É preciso que essa experiência constitua um deflagrador para aumentar a cultura sanitária dos nossos povos", disse em plenária o reitor da Universidade de Ciências Médicas de Havana, Jorge González.
 
Participaram do encontro em Havana delegados de Estados Unidos, Canadá e 30 países latino-americanos e caribenhos, assim como membros de organizações internacionais.
 
Cuba se colocou na vanguarda da luta contra a epidemia, apesar de suas dificuldades econômicas, enviando 256 médicos e enfermeiros aos países mais afetados pela epidemia na África.
 
Na quarta-feira, delegados de 25 países expuseram os planos de contingência adotados por seus respectivos governos, coincidindo em que se deve fortalecer as medidas de controle em portos, aeroportos e fronteiras terrestres.
 
Na comissão de vigilância, os especialistas recomendaram monitorar os viajantes vindos dos países afetados.
 
"As pessoas provenientes de países de alta transmissibilidade devem ser observadas e, se for necessário, devem ser isoladas em instalações montadas especificamente para tratar os casos de Ebola", afirmou a especialista da OPS Waleska de Andrade, citada pela imprensa cubana.
 
Enquanto isso, membros da comissão de manejo clínico recomendaram "estabelecer mecanismos nacionais para diagnosticar e isolar rapidamente os supostos casos de infecção, levando em conta as manifestações clínicas iniciais (...), o histórico de exposição reportado pelo paciente, ou obtido na investigação epidemiológica", de acordo com o jornal cubano "Granma".
 
Na comissão de capacitação, as propostas giraram em torno de aproveitar as tecnologias de informação para preparar pessoal a distância.
 
No grupo de comunicação, especialistas recomendaram manter a população informada, ainda que evitando criar alarme, e envolver líderes comunitários nessa tarefa.
 
"É preciso envolver os líderes locais, criar planos nacionais de comunicação de riscos que contenham informação técnica sobre a doença", disse Leticia Lynn, comunicadora da OPS.
 
O representante dos Estados Unidos, Nelson Arboleda, destacou no primeiro dia que seu país está disposto "a cooperar com todos os atores que estão trabalhando na região para assegurar que tenhamos uma resposta eficiente em nível mundial contra esse vírus".
 
Estados Unidos e Cuba multiplicaram as cordialidades em torno da luta contra o Ebola, quebrando a tradição de relações conflituosas e recriminações mútuas que mantêm desde a Guerra Fria.
 
Convocada há dez dias por presidentes dos nove países da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), a conferência começou na quarta-feira com um minuto de silêncio pelo economista cubano Jorge Juan Guerra, morto de malária domingo, na Guiné, enquanto trabalhava como administrador da brigada médica cubana que combate o Ebola na África.
 
AFP / Terra

Entenda por que coçar faz você coçar mais

Pesquisa indica que ato faz com que o cérebro libere serotonina, intensificando a sensação de coceira
 
"Coçar só piora" já disse nove a cada 10 mães no mundo. Pois provavelmente elas estejam certas, segundo nova pesquisa de cientistas da Escola de Medicina em St. Louis da Universidade de Washington, nos EUA. O estudo indica que coçar faz com que o cérebro libere serotonina, o que intensifica a sensação de coceira.
 
Os resultados, em camundongos, são relatados na versão online na revista Neuron. O mesmo "vício" da coceira depois de começar a coçar deve ocorrer também em humanos, diz a pesquisa, que fornece novas pistas que podem ajudar a quebrar esse ciclo, especialmente em pessoas que sofrem de coceira crônica.
 
Os cientistas sabem há décadas que coçar cria uma quantidade moderada de dor na pele, disse o pesquisador Zhou-Feng Chen, diretor do Centro da Universidade de Washington para o Estudo da Coceira. Essa dor pode interferir com comichão — pelo menos temporariamente — por obter as células nervosas na medula espinhal para transportar os sinais de dor ao cérebro, em vez de sinais de coceira.
 
— O problema é que quando o cérebro recebe os sinais de dor, ele responde pela produção do neurotransmissor serotonina para ajudar a controlar a dor. Mas como a serotonina se espalha a partir do cérebro para a medula espinhal, encontramos que a substância pode "pular faixas", movendo-se de dor dos neurônios a células nervosas que influenciam a intensidade da coceira — explicou Chen.
 
Os cientistas descobriram o papel da serotonina no controle da dor décadas atrás, mas esta é a primeira vez que a liberação desta tem sido associada a coçar, segundo Chen.
 
Como parte do estudo, os pesquisadores produziram uma linhagem de camundongos que não tinha os genes para produzir serotonina. Quando nesses ratos geneticamente modificados foram injetadas substâncias que normalmente fazem coçar a pele, os ratos não arranharam tanto quanto os seus irmãos de ninhada normais. Mas quando serotonina foi injetada nos ratinhos geneticamente alterados, eles agiram como os outros em relação ao prurido.
 
— Então, isso se encaixa muito bem com a ideia de que a coceira e dor sinais são transmitidos por meio de caminhos diferentes, mas relacionadas. Coçar pode aliviar a coceira, criando dor menor, mas quando o corpo responde a sinais de dor, a resposta realmente pode fazer a coceira pior — disse Chen.
 
Mas Chen acredita que não é prático tentar tratar a coceira por meio do bloqueio da liberação de serotonina. Este neurotransmissor está envolvido no crescimento, no envelhecimento, no metabolismo do osso e na regulação do humor.
 
Em vez disso, pode ser possível interferir com a comunicação entre células nervosas da serotonina e na medula espinal que transmitem especificamente coceira. Conhecidas como neurónios GRPR , elas podem retransmitir sinais de coceira da pele para o cérebro. Para trabalhar em direção a esse objetivo, a equipe de Chen isolou o receptor usado pela serotonina para ativar neurônios GRPR .
 
— Sempre me perguntei por que este ciclo ocorre (vontade de coçar mais). Nossos resultados sugerem que os eventos acontecem nesta ordem. Em primeiro lugar, você coça, e que provoca uma sensação de dor. Então, você faz mais serotonina para controlar a dor. Mas serotonina faz mais do que apenas inibir a dor. A nossa nova descoberta mostra que também faz piorar a coceira— afirmou Chen.
 
Zero Hora

Mitos e verdades sobre a sexualidade na melhor idade

Segundo especialista, prazer pode ser ainda melhor com o passar dos anos
 
A sexualidade mudou, mas ainda é cercada de mitos, principalmente para quem já passou dos 50 anos. Ainda hoje, homens e mulheres têm vergonha de falar sobre sua vida sexual, mesmo com médicos.
 
– As pessoas procuram o ginecologista e o urologista quando têm um problema e o geriatra para acompanhamento. Este faz um interrogatório mais profundo com os pacientes e, muitas vezes, eles pedem para pular as questões que envolvem a sexualidade – diz Newton Terra, geriatra e diretor do Instituto de Geriatria e Gerontologia da PUCRS.
 
Filhos e netos contribuem para que os mais velhos enxerguem o próprio corpo como algo impróprio. O problema se agrava quando o assunto é sexo e afetividade. Uma pesquisa realizada pelo Programa de Estudos em Sexualidade da Universidade de São Paulo, com 8 mil pessoas, mostra que 93% dos homens com mais de 50 anos se consideram sexualmente ativos, e só 76% das mulheres. O contraste aumenta entre o grupo com mais de 60: 87% dos homens e 51% das mulheres ainda se mantêm sexualmente ativos.
 
– Ainda que doenças como a aids tenham mudado a forma como as pessoas falam sobre sexo, uma mulher mais velha que anuncia um relacionamento sexual para a família ainda enfrenta mais problemas do que os homens. Casais que estão juntos há mais de 30, 40 anos, não têm liberdade de conversar. Sexo ainda parece um palavrão – apontou.
 
Confira os mitos destacados por Terra:
 
Eles não são assexuados
– É comum condenarem os mais velhos a seres assexuados e criarem barreiras para que os pais e avós não possam ter um novo relacionamento ou mesmo falar sobre sexo. É um crime fazer isso com eles – destacou o geriatra.
 
Cuidados
Assim como qualquer pessoa, o uso de camisinha é indispensável. Terra ressalta que associar medicamentos para a pressão, por exemplo, a drogas que melhoram o desempenho pode ser prejudicial. Por isso, conversar com o médico é indicado antes de passar na farmácia e comprar o famoso Viagra.
 
O prazer só aumenta
As alterações físicas que podem chegar com a idade não alteram o prazer. Pelo contrário, a idade pode fazer com que a relação seja ainda mais prazerosa.
 
Beijar é o melhor remédio
– Idosos adoram ser beijados e abraçados. Eles são muito carentes porque, geralmente, paramos de ser carinhosos com os mais velhos por vergonha. Muitas clínicas separam os grupos por sexo. Em presídios, o condenado pode receber visitas íntimas, mas um homem mal pode pegar na mão de uma mulher quando participam de uma mesma associação, por exemplo.
 
Libido não é mito
A mulher pode ver sua libido diminuir e deve discutir com sua ginecologista sobre os riscos e benefícios da reposição hormonal. Para Terra, nem toda mulher precisa desses recursos, até porque o mau uso pode ser fatal.
 
Desempenho só melhora
Exercício é fundamental para o desempenho sexual, mas, principalmente, para manter a qualidade de vida.
 
Zero Hora

Muito além da pele: Colágeno é essencial para articulações; veja como consumir

Suplementação de colágeno hidrolisado não é necessário na
 maior parte dos casos; consumir proteína adequadamente
já é suficiente, dizem especialistas
Proteína fundamental para células de renovação rápida, como pele, cabelos e unhas, colágeno ajuda a proteger os ossos
 
Muito se fala sobre o colágeno quando o assunto é ter uma pele viçosa, firme, saudável. De fato, ele é essencial para a jovialidade da tez, mas o colágeno também é imprescindível para uma boa qualidade de vida, já que é fundamental para a saúde das articulações e tendões. No entanto, não é necessário tomar suplementos de colágeno, basta apenas seguir uma boa alimentação.
 
A nutricionista Miriam Martinez, do Hospital Beneficência Portuguesa, explica que o colágeno é uma proteína fundamental para as células de renovação rápida, como pele, cabelos, unhas e tendões. Além disso, faz parte da proteção que os ossos têm para evitar o impacto. A melhor forma de garanti-lo, explica a nutricionista, é consumir qualquer outra proteína. Simples assim. 
 
A suplementação é indicada para casos específicos, por indicação médica. Se a pessoa decidir por si só suplementar, quem vai sofrer é o rim ou o fígado, que serão obrigados a processar o volume excessivo de colágeno que o corpo não conseguirá absorver.
 
Segundo a especialista, o ideal é fazer atividade física e comer as proteínas normalmente, já que isso manterá o músculo saudável, protegendo as articulações e não causando impacto nos ossos. “O ponto é o equilíbrio”, explica ela.
 
E a gelatina?
A gelatina é considerada pelo senso comum com uma fonte de colágeno. Segundo a nutricionista do Hospital Beneficência Portuguesa, ela não se difere em nada de outras proteínas. “A gelatina é uma proteína, então o colágeno presente nela será absorvido como todas as outras, em 1%”, explica.
 
A vitamina C ajuda muito nessa síntese, se consumida com a proteína. “É benéfico não só para o colágeno, mas para a absorção de ferro”, explica Miriam. Ela recomenda que a refeição com proteína seja acompanhada por fruta ou sucos de laranja, morango, limão ou abacaxi, que são ricos em vitamina C.
 
Para uma absorção maior, embora não se saiba exatamente a porcentagem, o colágeno hidrolisado já vem “pronto” para o organismo absorver. No entanto, se a pessoa mantiver uma alimentação rica em proteínas, ele será sintetizado no corpo normalmente, não haverá necessidade de suplementação.
 
Quanto maior a idade, menor é absorção
A partir dos 30 anos há um processo visível de envelhecimento, pois o corpo tem dificuldade de multiplicar as células. “A pele vai perdendo o viço, o cabelo vai ficando mais fraco. A partir dos 50 anos, é mais intenso”, explica Míriam.
 
O raciocínio lógico, portanto, seria consumir mais colágeno puro. O problema, segundo a especialista, é que com o passar dos anos, a síntese de colágeno no organismo vai ficando mais defasada. “Se o organismo não conseguir absorver, ele excreta. Tudo que é em excesso é excretado”, conta.
 
Por isso, o clínico-geral e geriatra do Hospital das Clínicas de São Paulo, Paulo Camiz, conta que prescreve mais whey protein para idosos do que o próprio colágeno hidrolisado. De acordo com ele, a dieta do brasileiro é pobre em proteínas e rica em carboidratos, fazendo com que o corpo tenha uma deficiência na formação de tecidos musculares.
 
“Além disso, os tecidos à base de proteína são mais duros, como a carne, e a tendência com a idade é não mastigar tanto, preferir coisas mais molinhas”, explica ele, mostrando como acontece a menor ingestão.
 
A quantidade correta de proteína, portanto, fará com que o organismo funcione corretamente. Para cada um quilo de peso da pessoa, o ideal é consumir 1 grama de proteína. Alguém que pese 60kg deve consumir 60g diárias. Com menos, o corpo não conseguirá manter os músculos, cartilagens, tendões e pele da forma correta. Mais do que isso sobrecarregará os rins.
 
iG