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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Descubra por que o cálcio é vital depois dos 50 anos

O leite é rico em Cálcio
Pesquisa mostra que brasileiros consomem o nutriente de forma inadequada
 
A fórmula é conhecida, mas continua sendo mágica: exercícios físicos, consumo de cálcio e exposição adequada ao sol são vitais para quem passou dos 50 anos. É nessa faixa que a osteoporose costuma bater a porta. O cálcio é o principal nutriente para manter ossos fortes, mas também é fundamental para manter o coração batendo e a musculatura periférica trabalhando.
 
– Se o consumo de cálcio é baixo, os ossos são os primeiros a sofrer os danos, Por isso, depois dos 50 anos a soma da atividade física, a ingestão de cálcio pela dieta e 15 minutos de sol sem protetor solar são vitais para qualidade de vida – conta Sebastião Radominski, chefe da Reumatologia da Universidade Federal do Paraná e presidente da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO).
 
Uma pesquisa desenvolvida pela Pfizer Consumer Healthcare em parceria com a ABRASSO revelou que 71% das mulheres desconhecem que a perda de cálcio começa muito cedo, aos 35 anos. O IBGE revelou que 90% da população brasileira consome cálcio de forma inadequada. A professora do curso de Nutrição da Unisinos, Bruna Pontin, aponta que há combinações que interferem na absorção de cálcio.
 
– O ferro pode anular a forma como o corpo recebe o nutriente. Por isso, bife com molho branco, café com leite e leite com achocolatado não são combinações recomendadas – disse.
 
Nosso corpo se constrói e reconstrói, mas depois dos 50 anos a matemática começa a ficar negativa. Essa conta pode ser equilibrada se o consumo de cálcio for de 1200ml/dia. Isso significa que um copo de leite, um iogurte e duas fatias de queijo dão conta da demanda.
 
– Apenas quem realmente tem intolerância ao leite e seus derivados deve optar pela suplementação – destaca Radominski.
 
Embora folhas verdes mais escuras, salmão, sardinha, linhaça e amêndoas sejam fontes recomendadas, a disponibilidade de cálcio nos derivados do leite é ainda maior. Enquanto 100g de espinafre possui 100ml de cálcio, um copo de leite pode ter mais de 300ml do nutriente.
 
A osteoporose é a principal consequência da insuficiência de cálcio. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 50% das mulheres e 20% dos homens com idade igual ou superior a 50 anos sofrerão uma fratura osteoporótica ao longo da vida. A pesquisa da ABRASSO revela ainda que apenas 33% dos participantes afirmam ter feito alguma mudança em seus hábitos visando à saúde dos ossos.
 
Com instalação silenciosa, a osteoporose normalmente é descoberta quando ocorre uma fratura, seja ela de forma espontânea ou por pouco impacto. A dor está diretamente associada ao local em que ocorreu a fratura ou desgaste ósseo.
 
– A osteoporose é muda, mas a fratura grita. Por isso, a prevenção e o diagnóstico precoce são tão importantes – esclarece Radominski.
 
Para quem já passou dos 50, Radominski destaca 5 situações que podem ser um alerta para dar mais atenção à saúde dos ossos:
 
1) Avaliar fatores de risco para fratura
O histórico familiar pode ser determinante. Enquanto 1 em cada 3 pessoas podem ter osteoporose na terceira idade, o dobro sofrerá desse problema se algum familiar já tiver problemas nos ossos. “Isso significa que se há esse fator, é preciso começar a cuidar ainda mais cedo”, revela.
 
2) Histórico de fratura por baixo trauma
“Se por um escorregão uma fratura foi causada, a qualidade do osso não é boa, não importa a fase da vida em que a situação aconteceu”, explica o reumatologista. Esse é um bom motivo para cuidar desde cedo. Se o consumo diário for levado a sério desde os 20 anos, as chances do problema ocorrer diminuem consideravelmente.
 
3) Uso de cortisona
A cortisona é um medicamento que age como anti-inflamatório e imunossupressor. Ela pertence às drogas esteróides e é usada para tratar, entre várias doenças, alergias graves, doenças reumáticas e respiratórias e problemas de pele. O uso prolongado de cortisona pode afetar diretamente a saúde dos ossos porque reduz a massa óssea.
 
4) Menopausa
Nessa fase, as mulheres podem apresentar um desgaste mais acelerado e comprometer até 25% da massa óssea, caracterizando a osteoporose.
 
5) Pouco sol
“Passe protetor no rosto e não no corpo e, durante 15 minutos, tome sol diretamente na pele, não mais do que isso, todos os dias”, diz. O sol faz com que toda a ingestão de cálcio seja absorvida de maneira eficiente porque ele com que o corpo produza o hormônio Colecalciferol, que costumamos chamar de Vitamina D. Mais do que osteoporose, a falta desse hormônio causa fadiga crônica, dores musculares, raquitismo, deficit de crescimento, doenças respiratórias, psoríase e outros males.

Zero Hora

Alimentos mais saudáveis tornam as pessoas mais felizes

Objetivo da pesquisa é entender a percepção das pessoas entre 40 e 80 anos sobre o que estão comendo
 
Metade das pessoas adultas entre 50 e 70 anos se revelou mais feliz ao introduzir novos alimentos na rotina. É o que revela uma pesquisa do centro tecnológico espanhol AZTI. Mais qualidade e respeito aos sabores tradicionais também tem sido uma exigência destacada por esse grupo.
 
O conceito de envelhecimento mudou consideravelmente nos últimos anos e está mais associado a um estilo de vida ativo em que a qualidade de vida é uma peça-chave. O público nessa faixa etária é considerado tradicional, mas as necessidades da nova geração da melhor idade tem se mostrado diferentes. Na pesquisa, 230 pessoas foram entrevistadas e metade delas se disse mais feliz quando começou a introduzir alimentos que não eram comuns na rotina em outras fases.
 
Os novos alimentos, mais saudáveis e saborosos, se converteram num momento de prazer e os entrevistados concluíram que, a partir da nova rotina, podem relacionar a comida com momentos de felicidade. Por outro lado, a pesquisa revelou também que muitas pessoas nessa faixa etária continuam consumindo alimentos que podem provocar problemas cardiovasculares, câncer e outras relacionadas ao sistema digestivo.
 
Zero Hora

Mães que trabalham muito têm filhos que dormem menos


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"É difícil encontrar o equilíbrio entre trabalho e família para muitas mães que trabalham", escreveram os pesquisadores
 
Crianças com mães que trabalham muito são mais propensas a ter menos horas de sono, aponta uma pesquisa publicada no Journal of Marriage and Family. O estudo foi realizado nos Estados Unidos.
 
Mais de 1,8 mil mães e filhos foram analisados. As que trabalhavam mais de 35 horas por semana eram mais propensas a dormir menos em comparação com aquelas que não ficavam tanto tempo no emprego.
 
Além disso, os filhos das mulheres que trabalhavam entre 20 e 40 horas tinham mais chances de não dormir o suficiente.
 
Horários de trabalho fora do padrão — como à noite, de madrugada ou em finais de semana — foram relacionados com uma maior probabilidade de sono insuficiente para as mães, mas não para os filhos.
 
"Os resultados destacam que é difícil encontrar o equilíbrio entre trabalho e família para muitas mães que trabalham", escreveram os autores.

Zero Hora

Projeto exclui do Código Penal crime de venda de remédio falsificado

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 8028/14, do deputado Cleber Verde (PRB-MA), que exclui do Código Penal (Decreto-lei 2.848/40) o crime de importação, venda, manutenção em depósito, distribuição ou entrega de produto medicinal ou terapêutico de procedência ignorada
 
Atualmente, a pena prevista para o crime é de reclusão de 10 a 15 anos e multa.
 
Cleber Verde explica que a pena anteriormente prevista para o crime era de um a três anos, e que o Código foi alterado pela chamada Lei dos Remédios (Lei 9.695/98), que incluiu essa prática no rol de crimes hediondos. Ele lembra que a alteração foi motivada pela descoberta maciça de medicamentos falsos, fabricados e comercializados no País.
 
Porém, para o deputado, há agora uma falta de harmonia entre o delito e a pena, e “ofensa aos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade”. Segundo ele, em muitos casos, o crime é punido com mais rigor do que tráfico de drogas e homicídio.
 
“Em inúmeros casos, o esporádico e pequeno traficante pode receber a exígua pena privativa de liberdade de um ano e oito meses”, afirma. “Constata-se, também, que a pena mínima cominada ao crime em debate excede em mais de três vezes a pena máxima do homicídio culposo e corresponde a quase o dobro da pena mínima do homicídio doloso simples.”
 
Para apontar a desproporcionalidade entre delito e pena, o parlamentar ressalta ainda que a importação de medicamento não registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), considerada criminosa e hedionda pelo Código Penal, pode acarretar mera sanção administrativa de advertência pela Lei 6.437/77, que define as infrações à legislação sanitária.
 
Tramitação
O projeto foi apensado ao PL 4898/12, que reduz a pena para falsificação de medicamente. As propostas aguardam votação do Plenário.
 
Íntegra da proposta: PL-8028/2014
 
Câmara dos Deputados

Pesquisadores dos EUA cobram acesso a amostras do vírus ebola

Sem acesso, há atraso em pesquisas sobre as mutações do vírus e, portanto, no desenvolvimento de novas drogas e vacinas
 
Cientistas de várias partes dos Estados Unidos disseram que não conseguem obter amostras do ebola, o que complica os esforços para entender como o vírus sofre mutações e prejudica o desenvolvimento de novas drogas, vacinas e diagnósticos.
 
Os problemas refletem a precaução crescente de agências reguladoras e empresas de transporte com o manejo da doença, assim como os recursos limitados dos países do oeste da África que lutam para ajudar milhares de cidadãos infectados.
 
Dez cientistas de oito grandes instituições de pesquisa contactados pela Reuters relataram não ter conseguido acesso a amostras do Ebola nos últimos meses.
 
Uma delas, a Universidade de Tulane, recebeu amostras nesta semana, e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) disse ter chegado a um acordo para obter espécimes vivos, mas não ficou claro se os novos suprimentos irão atender a procura, e o transporte continua sendo um desafio.
 
O ebola passa por mutações à medida que se dissemina, e embora poucos temam que o vírus adquira a capacidade de se transmitir pelo ar, por exemplo, os cientistas precisam de levas constantes de novas amostras para rastrear estas mudanças. O gargalo no fornecimento de amostras não deve atrasar o desenvolvimento de tratamentos experimentais, mas se o vírus sofrer alterações significativas que não forem detectadas, as drogas e os exames podem não funcionar, alertaram os pesquisadores.
 
O doutor Charles Chiu, especialista em microbiologia e doenças infecciosas da Universidade da Califórnia, em São Francisco, necessita de amostras de pacientes com Ebola para desenvolver um novo exame genético que poderia detectar a doença em indivíduos contaminados antes do surgimento dos sintomas.
 
“No momento, ninguém sabe realmente que mutação o vírus sofreu ou se sofreu”, afirmou. Sem a pesquisa, “não seremos capazes de determinar antecipadamente se ele adotou ou não uma forma na qual pode driblar testes de diagnóstico ou tornar vacinas e drogas atuais ineficazes”.
 
Os cientistas dizem que Libéria, Serra Leoa e Guiné foram lentas na liberação de amostras, já que penam para combater o pior surto de Ebola já registrado e que já matou cerca de cinco mil pessoas na região.
 
Laurie Garrett, principal autoridade em saúde global do Conselho de Relações Exteriores, de Nova York, afirmou que a questão é sobretudo, e acertadamente, a segurança no transporte, especialmente à luz de episódios recentes de manipulação imprópria de patógenos como o antraz em laboratórios do governo norte-americano.
 
Erica Ollmann Saphire, do Instituto de Pesquisa Scripps em La Jolla, na Califórnia, dirige os cientistas que trabalham em tratamentos do Ebola, como o coquetel de três antibióticos Zmapp. Ela disse por e-mail que precisa de células especiais de sobreviventes do Ebola, mas não obteve nenhuma.

iG