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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Dor de cabeça e até cãibra podem incomodar nos dias de calor intenso

O uso de roupas confortáveis e leves, a ingestão de líquidos
 frequente e banhos frios podem reduzir o sintoma de cansaço
Entenda como o organismo reage a altas temperaturas e evite transtornos

O tempo ensolarado é motivo de animação para muita gente, mas o calor intenso pode ser sinônimo de moleza, dores e mau-humor. Mas antes de ser uma questão de gosto, dias muito quentes podem sim interferir no funcionamento do organismo, causando uma série de sintomas.

"A principal mudança do corpo e que pode ser a precursora de todas as alterações é a desidratação", afirma o fisioterapeuta especializado em fisiologia Felipe Gambetta Carmona, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Conheça os sintomas mais comuns nos dias de calor excessivo e veja como evitar essas mudanças:

Dores de cabeça
Segundo o fisioterapeuta Felipe, sentir dor de cabeça no verão ou dias de calor é um sinal de que o corpo está exposto a altas temperaturas de forma exagerada. "A dor acontece porque o organismo fica sobrecarregado na intenção de manter a temperatura do corpo estável", diz. A melhor forma de evitar essa situação é resfriar o corpo, ingerindo bastante líquido (água ou suco de frutas) e tomando um banho de morno para frio. "Se a dor persistir por longos períodos, o ideal é procurar um serviço médico."

Queda na pressão
"O aumento da temperatura leva a uma maior dilatação do sistema circulatório, e essa dilatação diminui a pressão dos vasos sanguíneos", explica Felipe Carmona. Por conta disso, é comum pessoas mais sensíveis ao calor se sentirem cansadas ou indispostas. O especialista afirma que a melhor maneira de evitar isso é aumentar a ingestão de líquidos e alimentar-se corretamente, de preferência com alimentos ricos em água, como fruta e legumes.  

Transpiração em excesso
Atire a primeira pedra quem não sofre com o suor nos dias quentes. "Para que nosso corpo mantenha sua temperatura normal mesmo no calor, ele aumenta a produção de líquidos secretados pelas glândulas sudoríparas", diz o fisioterapeuta especializado em fisiologia Felipe Gambetta Carmona, do Hospital Albert Einstein. Junto do suor, nossa pele também produz mais oleosidade, graças às glândulas sebáceas.

Segundo o especialista, o suor e o sebo por si não trazem nenhum malefício, desde que a pele e roupas estejam sempre higienizadas - para não acumular bactérias causadoras do mau cheiro. A higiene das axilas para afastar os micro-organismos é essencial.

Durante o banho, higienize as axilas e seque bem antes de passar o desodorante. Repasse o produto durante o dia quantas vezes sentir necessidade. Nos dias de muito calor, prefira vestir peças de algodão. Os tecidos sintéticos, como o elastano e a elanca, retêm o suor, abafam a pele e favorecem a transpiração. Durante o dia, privilegie roupas de cores claras e que não apertem as axilas. Outro ponto é manter o corpo hidratado para repor o líquido que é perdido com o suor.

Menos idas ao banheiro
Se você notou que no calor costuma ter menos vontade de fazer xixi, saiba que é normal. Isso acontece porque a produção de urina diminui nas estações mais quentes, pois grande parte dos líquidos é eliminada pelo suor. "O corpo precisa manter a temperatura no calor, e o suor tem essa função, diferente da urina, que apenas elimina as toxinas do corpo", diz o fisiologista do esporte Daniel Portella, da Secretaria de Esportes de São Caetano do Sul. Mesmo assim não deixe de consumir bastante líquido ao logo do dia para evitar uma desidratação.

Cãibras
Outro drama que pode ser mais recorrente no calor é a cãibra. O fisioterapeuta Felipe explica que a relação direta entre calor e o aparecimento de cãibras não é bem determinada, mas uma das explicações é a desidratação. "Como sabemos, no calor aumentamos a produção de suor e perdemos mais líquidos e sais minerais, o que pode aumentar o aparecimento das cãibras", afirma. "Exercícios de alongamento e uma boa hidratação podem evitar o aparecimento das dores."

Cansaço
No esforço para manter a temperatura corporal, o organismo aumenta a frequência cardíaca e a circulação periférica (veias logo abaixo da epiderme), o que leva a um gasto maior de energia, podendo causar a sensação de cansaço principalmente após o esforço físico. "Entretanto, o cansaço pode ser um sintoma de insolação, que está relacionada à exposição prolongada ao sol e pode causar sérios prejuízos ao corpo", alerta Felipe Carmona. O uso de roupas confortáveis e leves, a ingestão de líquidos frequente e banhos frios podem reduzir esse sintoma.
 
Inchaço
O edema ou inchaço pode acontecer em dias muito quentes como uma resposta ao aumento do fluxo sanguíneo, principalmente nas extremidades do corpo - como mãos, pernas e pés - e pela queda da pressão arterial. "Esses fatores aumentam a concentração de líquido nessas áreas do corpo, devido a dificuldade do retorno venoso", diz o fisioterapeuta e fisiologista Felipe.
 
Exercícios metabólicos (de movimentação dos membros superiores e inferiores), e alongamento são uma ótima opção para evitar o inchaço. "Em casos mais extremos, o uso de meias compressivas também são uma opção, mas com a orientação de um médico." 
 
Minha Vida 

Unha encravada inflamada: ir ao médico no início dos sintomas evita cirurgia

A inflamação só ocorre quando a pele do dedo começa a ser machucada pelas unhas, por isso pode ser prevenida
 
Por Dra. Tatiana Gabbi
 
A unha encravada ocorre quando a unha entra em conflito com a pele ao redor e isso geralmente é seguido de uma inflamação do local, gerando vermelhidão e dor. Conforme esse processo avança, pode haver inchaço e formação de pus, com sangramento e dificuldade de calçar os sapatos habituais e até mesmo problemas para andar e praticar exercícios físicos. 
 
Por que isso ocorre?
Há uma série de explicações de por que uma unha encrava, desde problemas constitucionais e genéticos, até traumas agudos. No entanto, a causa mais comum é, sem dúvida, o corte errado das unhas dos pés, com arredondamento dos cantinhos. Isso é uma condição necessária e muitas vezes suficiente para que a unha se torne encravada. Isso significa que, a partir deste momento, a unha, que nasce mais próxima à lateral do dedo, pode começar a machucar a pele dessa região.
 
Esse pequeno trauma leva à inflamação, porque a unha é interpretada pelo organismo como um objeto estranho e o corpo começa a criar ?defesa? contra aquilo que está agredindo a pele. Neste momento, em geral, as pessoas cutucam o local, na tentativa de aliviar a dor. É assim que da inflamação pode surgir uma infecção verdadeira. Outra causa de infecção é a higiene precária do local, que é mal feita devido à dor. 
 
Uma unha inflamada precisa, em geral, de tratamento com antibióticos e com antissépticos. É muito importante procurar um médico dermatologista, se esse for o seu caso. Os podólogos pouco podem ajudar quando já existe uma inflamação com possível infecção no local. É o médico que vai avaliar se o tratamento pode ser feito com medidas conservadoras, ou seja: procedimentos de alívio e tratamento clínico, com medicações orais e locais; ou se será necessária uma intervenção cirúrgica.
 
Muitas vezes tratamos primeiro a inflamação, para depois resolver o encravamento. Uma das formas de tratar a inflamação, conforme já foi explicado anteriormente, é com o uso de antibióticos, mas procedimentos de alívio também podem ser realizados neste momento. Caso isso não se mostre eficaz, podemos tentar o procedimento cirúrgico na unha inflamada.                             
 
Há diversos procedimentos cirúrgicos que podem ser realizados para a correção deste problema. Temos que avaliar uma série de fatores, entre eles se já foi feita uma cirurgia previamente, pois isso talvez mude a conduta cirúrgica. O procedimento mais realizado é a cantotomia com fenolização da matriz ou a cantotomia com matricectomia cirúrgica. Isso significa cortar o canto da unha e destruir a matriz ou ?fábrica da unha? através de um produto químico (o fenol) ou remover cirurgicamente também essa região. No primeiro caso, o paciente não recebe pontos, sendo que eles estão presentes no segundo caso. Quem decide a melhor técnica para cada caso é o especialista, levando em conta vários fatores individuais e técnicos. 
 
Se ao cortar a sua unha, você geralmente sente um pouco de dor, procure um médico dermatologista para orientá-lo antes que você evolua com inflamação. O maior erro das pessoas é postergar essa ida ao médico com medo de ter que fazer uma cirurgia. Nos casos agudos e não recorrentes raramente indica-se a cirurgia e é feito o tratamento conservador. Ao evitar o contato com o médico devido a esse receio é que muitas pessoas acabam evoluindo com complicações que vão ter que ser resolvidas cirurgicamente.
 
Outra recomendação importante é a forma de cortar as unhas corretamente. Elas devem ser cortadas após o banho, quando ainda estão úmidas e de forma quadrada ou reta, sem arredondamento dos cantos. O uso de sapatos pontiagudos, sobretudo quando causam dor nas unhas, é desaconselhado. 
 
Minha Vida

Estudo alerta para aumento de câncer de cólon entre jovens

Foto: Divulgação
Câncer de cólon pode aumentar entre jovens
Casos envolvendo pessoas de até 34 anos podem quase dobrar nos próximos 15 anos
 
Os casos de câncer de cólon em pessoas de até 34 anos podem quase dobrar nos próximos 15 anos, trazendo novas preocupações sobre as formas de combater um dos tipos de câncer mais comuns e mortais, afirmaram cientistas nesta quarta-feira (6).
 
O aumento na incidência entre a população mais jovem, atribuída ao estilo de vida, contraria o declínio de longo prazo nos casos de câncer de cólon em pacientes com mais de 50.
 
O declínio se deveu, amplamente, a exames mais estritos e à realização regular de colonoscopias. O crescimento projetado nos jovens se baseou em alimentação pouco sadia e em outros fatores relacionados com o estilo de vida, destacou a revista Surgery, da Associação Médica Americana.
 
Até 2030, mais de um em cada dez cânceres de cólon e quase um em quatro cânceres de reto serão diagnosticados em pacientes com menos de 50 anos, destacou o estudo, realizado por cientistas da Universidade do Texas.
 
O aumento projetado se baseou em fatores como obesidade, sedentarismo e na adoção da dieta ocidental, que poderia aumentar os riscos "exponencialmente", destacou um dos cientistas.
 
"Estaremos observando o impacto real em potencial do câncer colo-retal entre pessoas jovens se nenhuma mudança for feita na educação pública e nos esforços de prevenção", afirmou o principal pesquisador, George Chang.
 
Quase 137 mil pessoas serão diagnosticadas com câncer de cólon nos Estados Unidos até o final deste ano e mais de 50 mil morrerão da doença, segundo estatísticas publicadas no artigo.
 
O câncer de cólon é o terceiro tipo mais comum de câncer entre homens e mulheres e é a terceira principal causa de morte por câncer. O estudo se baseou em um registro que incluiu mais de 393 mil pacientes com cânceres de cólon confirmados entre 1975 e 2010.
 
Terra

Pesquisa: maioria dos cocainômanos tem problema cardíaco, mas não sintomas

Ao todo, 71% das pessoas que consomem cocaína possuem algum tipo de afetação leve no coração, embora não apresentem sintomas, uma anomalia que caso se agrave pode provocar infarto ou morte súbita e que poderia ser revertida deixando de consumir a droga
 
Essas conclusões fazem parte de um estudo apresentado nesta quinta-feira em Valência, que conseguiu quantificar a magnitude do efeito que o consumo de cocaína produz no sistema cardiovascular e detectá-lo em pacientes assintomáticos por meio de técnicas de imagem. A pesquisa foi feita em 94 pessoas, sendo 81 homens, com a participação do Eresa Grupo Médico, três hospitais valencianos e um de Londres.
 
O resultado foi publicado na revista científica "Journal of Cardiovascular Magnetic Resonance", e é a primeira pesquisa destas características que analisa de forma global todas as cavidades do coração e a aorta em pacientes assintomáticos.
 
A cardiologista Alicia Maceira, coordenadora da Unidade de Imagem Cardíaca do Eresa, afirmou à Agencia EFE que os dados preliminares são "promissores", já que, ao deixar de consumir cocaína na fase inicial da doença, "é possível reverte o dano miocárdico e normalizar a função do coração".
 
Após utilizar uma técnica de imagem de cardio-ressonância magnética, se estudou o tamanho e a função do coração das pessoas que participaram da pesquisa e se pôde detectar danos leves localizados no miocárdio de 71% delas.
 
Uma segunda fase do estudo tentará determinar quais são os fatores que condicionam a afetação cardíaca nos usuários de cocaína, que fatores de consumo (via, dose ou anos de ingestão) influem em sua aparição ou se a doença é reversível quando deixam de consumir a droga e têm um manejo cardiológico adequado.
 
Em uma terceira fase, o objetivo é estudar por meio de coronariografia não-invasiva (CTC) o efeito do consumo de cocaína nas coronárias de pessoas viciadas não fumantes, viciadas fumantes e fumantes não consumidores de cocaína.
 
O perfil do paciente estudado é o de pessoas que foram a alguma Unidade de Conduta Adictiva (UCA) de Valência buscando acabar com sua dependência à cocaína. Segundo Alicia Maceira, o objetivo do estudo é alertar às pessoas que querem deixar de consumir cocaína a que procurem um cardiologista, embora estejam assintomáticas.
 
Efe / Terra

Um preservativo gigante em Sydney para promover a luta contra Aids

Um preservativo gigante e da cor rosa foi colocado nesta sexta-feira em um obelisco de Sydney como parte de uma campanha de sensibilização de combate à Aids
 
O preservativo de 18 metros de altura foi colocado no obelisco em Hyde Park, centro da cidade.
 
Nicholas Parkhill, do AIDS Council of New South Wales (ACON), diretor da campanha, recordou que, apesar de existirem novos medicamentos para combater o HIV, o vírus da Aids, o uso de preservativos continua sendo fundamental para combater esta doença, em particular entre os homens homossexuais.
 
Wendy Francis, da organização Australian Christian Lobby, um grupo cristão, por sua vez, lamentou a exibição da camisinha em um local inadequado e aberto a crianças.
 
Em 2013, foram diagnosticados na Austrália 1.235 novos casos de HIV, o número mais elevado dos últimos 20 anos.
 
AFP / Terra