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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Mais nove antibióticos passam a ter retenção de receita

A Anvisa publicou, nesta segunda-feira (1/12), a atualização da Lista de antimicrobianos de uso sob prescrição médica com retenção de receita

As novas substâncias incluídas na lista são: Besifloxacino, Rifabutina, Ceftarolina fosamila, Dactinomicina, Mitomicina, Nitrofural, Sulfacetamida Clorfenesina e Gramicidina.
 
A nova determinação entra em vigor a partir do próximo dia 16 de dezembro de 2014. Com isso, a lista de antimicrobianos sujeitos à retenção de receita chega a 128 substâncias.
 
As drogarias e farmácias privadas passarão a reter a 2ª via da receita de medicamentos à base das substâncias inseridas e escriturar no SNGPC (Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados). O sistema funciona de forma eletrônica e permite à Anvisa e às vigilâncias sanitárias acompanhar e fiscalizar a venda destes produtos em todo o país.
 
O objetivo da norma é reduzir os danos por conta do uso indevido ou sem orientação médica de antibióticos. O uso incorreto destes produtos leva ao aumento da resistência microbiana e a médio prazo torna os produtos menos efeitvos, tornando mais difícil o tratamento de determinadas doenças.
 
 
Farmácias e Drogarias
Os estabelecimentos farmacêuticos devem estar atentos a entrada em vigor da norma. Os primeiros arquivos enviados ao SNGPC, devem conter dados de movimentação destas substâncias e dos medicamentos que as contenham relativos a todas as movimentações realizadas a partir da 00h do dia 16/12/2014 em diante, respeitando o intervalo máximo de transmissão, que pode ser de até 7 dias.
 
A entrada desses medicamentos no sistema deve ser realizada normalmente como a dos outros antimicrobianos presentes na lista, para isso é necessário que essa atualização seja comunicada ao suporte do sistema informatizado de cada estabelecimento para as adequações necessárias.
 
Orientação aos Prescritores
A prescrição de antibióticos deverá ser realizada em receituário privativo do prescritor (médico, odontólogo ou veterinário) ou do estabelecimento de saúde, não havendo, portanto, um modelo de receita específico.
 
A receita deve ser prescrita de forma legível, sem rasuras, em 2 (duas) vias e contendo os seguintes dados obrigatórios:
 
I - identificação do paciente: nome completo, idade e sexo;
 
II - nome do medicamento ou da substância prescrita sob a forma de Denominação Comum Brasileira (DCB), dose ou concentração, forma farmacêutica, posologia e quantidade (em algarismos arábicos );
 
III - identificação do emitente: nome do profissional com sua inscrição no Conselho Regional ou nome da instituição, endereço completo, telefone, assinatura e marcação gráfica (carimbo);
 
e IV - data da emissão.
 
Todos estes dados devem ser preenchidos pelo profissional. Entretanto, nos casos em que a receita não contenha os dados de idade e sexo do paciente, estes poderão ser preenchidos pelo farmacêutico responsável pela dispensação.
 
Segundo o Art. 5º da RDC nº 20/2011, a prescrição deve apresentar a identificação do emitente (prescritor): identificação do emitente: nome do profissional com sua inscrição no Conselho Regional ou nome da instituição, endereço completo, telefone, assinatura e marcação gráfica (carimbo).
 
Não é necessário constar, obrigatoriamente, o endereço completo e telefone da instituição, uma vez que nem sempre o prescritor está vinculado a uma instituição.
 
A prescrição deve identificar quem é o responsável por ela, com seu nome, assinatura e informação do número de inscrição no seu respectivo Conselho Regional, sendo que estes dados não precisam ser apostos na receita na forma de carimbo, ou seja, podem ser dados já presentes em papel timbrado.
 
Fonte: Assessoria de Imprensa da Anvisa

Remédio contra osteoporose é eficaz contra cânceres de pulmão e mama

Foto: Nobilior / Deposit Photos
Propriedades anticancerígenas dos bifosfonatos já tinham sido observadas entre mulheres afetadas por tumor de mama
 
Os bifosfonatos, principais medicamentos usados para prevenir e aliviar os sintomas da osteoporose, também podem ser eficazes contra os cânceres de pulmão, mama e cólon, segundo estudo feito em cobaias e células humanas, divulgado nesta segunda-feira.
 
Nestas manifestações de câncer, os bifosfonatos bloqueiam a ação dos receptores de proteínas — chamados receptores do fator de crescimento epidérmico (HER) — que, no geral, aceleram a proliferação das células cancerosas.
 
Estas propriedades anticancerígenas dos bifosfonatos, comercializados, entre outros, sob os nomes de Fosamax e Zometa, já tinham sido observadas entre mulheres afetadas por tumor de mama.
 
Também foi constatado que os pacientes que ingerem bifosfonatos por via oral para tratar a osteoporose tinham incidência menor de câncer de cólon e de mama, o que mostra os efeitos profiláticos do tratamento.
 
— Nossa pesquisa identificou um mecanismo que poderia permitir usar os bifosfonatos para tratar e prevenir grande quantidade de casos de câncer de pulmão, mama e cólon, cuja agressividade é alimentada pelo receptor HER — explicou o professor Mone Zaidi, da Faculdade de Medicina Monte Sinai, em Nova York, e membro da equipe internacional que publicou o trabalho nos Anais da Academia Americana de Ciências (PNAS).
 
Se os testes clínicos confirmarem os efeitos anticancerígenos dos bifosfonatos, estes tratamentos logo poderiam ser usados, porque já estão aprovados pela FDA - a agência americana que controla remédios — e mostrou há tempos sua eficácia e segurança para prevenir e tratar a osteoporose.
 
Os bifosfonatos poderiam constituir um importante aporte ao arsenal terapêutico usado para combater os cânceres de pulmão, cólon e mama, dos quais 30%, 90% e 20% são, respectivamente, portadores da mutação HER.
 
Estes tumores costumam se tornar resistentes aos tratamentos atuais.

AFP / Zero Hora

Robô que faz transplante capilar chega ao Brasil

Reprodução
Artas faz a remoção dos folículos capilares sem a necessidade de cortes
 
Um novo método para a realização de transplante capilar em homens deve chegar ao país no próximo mês e promete um procedimento mais preciso e sem cicatrizes. A novidade é a utilização de um robô, chamado Artas, que faz a remoção dos folículos capilares, grupos com dois a quatro fios de cabelos, sem a necessidade de cortes e com redução de até 20% no tempo do processo, que pode demorar entre seis e nove horas. Normalmente, o procedimento de retirada das unidades foliculares é manual e feito por oito a 10 profissionais.
 
— Com o robô, nós removemos de forma mais rápida e mais precisa, porque ele tem um sistema de imagem que emite um laser guia que mostra para o aparelho a posição do cabelo e já colhe na posição (correta) com um número menor de danos foliculares — explica João Carlos Pereira, dermatologista especializado em Cosmiatria e Cirurgia Dermatológica e integrante da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. Por hora, o robô remove até 1 mil unidades foliculares e são necessárias 1,5 mil a 2 mil por procedimento.
 
Pereira será um dos primeiros especialistas brasileiros a oferecer a técnica que utiliza o robô. Vice-presidente sênior da Restoration Robotics, empresa que produz o sistema robótico, Miguel Canales diz que o equipamento foi lançado em 2011 nos Estados Unidos e já é comercializado em 17 países:
 
— O Brasil é o país mais recente e o primeiro da América Latina a adotar o robô.
 
Segundo Canales, a técnica feita com o Artas pode trazer uma série de vantagens para os pacientes brasileiros.
 
— Com a introdução do Artas no Brasil, homens vão ter uma nova opção de ter um procedimento de transplante capilar menos invasivo, menos doloroso e sem uma cicatriz visível — afirma.
 
O ponto negativo, segundo ele, é o preço, tendo em vista a tecnologia do equipamento. De acordo com a empresa que distribui o produto, a Advance Medical, o custo médio do tratamento é de R$ 30 mil.
 
Pereira, que já conhece a técnica, diz que o local da retirada dos enxertos capilares fica com furos de 1 milímetro que fecham em 48 horas.
 
— Esse sistema do robô programa a distância entre as mudas que vão ser removidas para que não tire muito perto e não tenha uma falha de cabelos — completa.
 
O dermatologista diz ainda que o robô minimiza o desgaste da equipe médica:
 
— Ele tem essa revolução porque consegue remover os cabelos por meio de um braço robótico controlado por um controle. É um trabalho cansativo e ele faz sem a fadiga manual e a variabilidade, pois repete o mesmo movimento inúmeras vezes precisamente.
 
Após o procedimento, o paciente pode lavar o cabelo a partir do quinto dia. Entre 15 e 20 dias depois do transplante, todos os fios caem.
 
— A raiz fica. A partir daí, começa a germinar um novo fio, que será definitivo. Os cabelos começam a apontar na pele três meses após o transplante — afirma Pereira.

Canales diz que a total transformação, quando os fios já estão mais longos, ocorre em menos de um ano:

— Leva nove meses para o paciente ver o impacto estético completo do procedimento.

O tempo é semelhante ao dos procedimentos utilizados atualmente.

Estadão Conteúdo

Por que desidratamos mais depois dos 60?

Nutricionista apresenta dicas de produtos que podem ajudar na hidratação diária
 
Chegou aquela época do ano marcada pelo calorão e pela baixa umidade. Nosso corpo sofre, mas quem chegou aos 60 percebe que o organismo começa a reagir de forma diferente ao clima. Nessa fase, o corpo nem sempre sente o mesmo calor e, com isso, a desidratação pode tomar afetar ainda mais, mas sem enviar mensagens de aumento de temperatura para o organismo, como a sede.
 
– 70% do nosso corpo é composto por água, por isso quando perdemos e não repomos líquidos, nosso corpo não funciona mais da mesma forma. O processo de envelhecimento faz com que as pessoas percam mais água, mas, ao invés de sentirem mais sede, não percebem que precisam se hidratar.
 
Além disso, é comum nessa idade tomar remédios diuréticos. Então, eles não tomam água que é para não ter que fazer mais xixi – explica Elaine Adorne, nutricionista do Hospital São Lucas.
 
Os sintomas da desidratação são fadiga, boca seca, pele ressecada, dor de cabeça, prisão de ventre e tontura. Em situações mais graves, a desidratação faz com que as pessoas sintam mais sono, se sintam mais irritadas, pouca urina, urina mais escura, pressão baixa, batimento cardíaco rápido, respiração rápida e febre.
 
Por isso, o hábito de tomar água deve estar presente no dia a dia. Adorne explica ainda que alimentos gordurosos e o açúcar fazem com que a digestão seja mais difícil e acelera o processo de desidratação.
 
– Refrigerante é uma grande enganação. O corpo não consegue aproveitar o líquido – alerta.
 
Por isso, investir em alimentos que também hidratam pode compensar a perda de água. Confira as dicas da nutricionista:
 
Frutas ricas em água
Melancia, abacaxi, morango, laranja e pêssego têm bons teores de líquidos. Quando consumidos frescos é possível obter o máximo que essas frutas podem proporcionar.
 
Outros líquidos
Uma ótima opção é a água de coco. Além de hidratar, em cada 100ml da bebida há cerca de 250mg de potássio. Chá gelado sem açúcar e água com sabor também são ótimas alternativas.
 
Verduras
Pepino, tomate, abobrinha e verdes como o agrião e o alface também hidratam. Colocar todos os dias no prato pode ajudar no consumo diário de líquidos, que deve ser de, pelo menos, dois litros.
 
Zero Hora

Cerca de 20% das pessoas com HIV no Brasil não sabem que portam o vírus

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que, das 734 mil pessoas com o vírus, 145 mil não sabem que o portam
 
Dados divulgados nesta segunda-feira (1º) pelo Ministério da Saúde mostram que 734 mil pessoas vivem com HIV no Brasil. Do total, 589 mil foram diagnosticadas e 145 mil ainda não sabem que têm o vírus – cerca de 20%. A incidência é maior no público masculino do que no feminino, com 26,9 e 14,1 casos em 100 mil habitantes, respectivamente.
 
Entre os jovens com entre 15 e 24 anos a incidência tem aumentado, passando de 9,6 casos por 100 mil habitantes em 2004 para 12,7 casos por 100 mil habitantes em 2013. Ao todo, 4.414 novos casos foram detectados em jovens em 2013, enquanto em 2004 foram 3.453.
 
Com o intuito de levar mais informações para o público jovem, o Ministério da Saúde lançou uma nova campanha com foco na prevenção, na necessidade de se fazer o teste para diagnóstico e no tratamento da doença. Usando a gíria #partiuteste, a campanha também vai ter material específico para a população jovem de gays e travestis.
 
“Camisinha, teste e tratamento é a estratégia central com a qual estamos trabalhando, e [a campanha] vai trabalhar o tempo inteiro com a prevenção combinada de uso do preservativo, testagem e tratamento”, disse o ministro da Saúde, Arthur Chioro.
 
Ao todo, 0,4% da população brasileira tem HIV/Aids. Entre gays e homens que fazem sexo com homens maiores de 18 anos o índice sobe para 10,5%. Na população que usa crack, 5% têm o vírus.
 
A diretora do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) no Brasil, Georgiana Braga-Orillard, disse que é preciso haver estratégias que tenham os jovens como público-alvo para combater de forma eficiente a Aids no Brasil e no mundo.
 
Veja quais são os grupos mais vulneráveis para contrair o HIV:
 
- Estão vulneráveis ao HIV metade dos brasileiros que admitem transar sem camisinha logo na primeira vez com o parceiro
 
- Também correm riscos os 135 mil que têm aids e desconhecem e 60% da população que nunca fez o teste do HIV
 
- São faces da epidemia atual os jovens gays, que eram 40% dos novos casos e hoje são 50% 
 
- Também fazer parte da epidemia atual meninas com menos de 20 – única faixa etária em que o sexo feminino supera o masculino em contaminações
 
- Fazem parte do perfil da epidemia mulheres com mais de 60 que eram 8% dos novos casos femininos e hoje são 15%
 
- Também estão no alvo dos novos casos homens com mais de 50 – eles voltaram à vida sexual ativa com ajuda dos medicamentos para impotência, mas sem camisinha
 
- Também exemplificam os casos os usuários de crack. A pedra é gatilho para o comportamento sexual de risco e que 12% dos usuários admitem trocar sexo por droga
 
Agência Brasil