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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Uso contínuo de aspirina é prejudicial para mulheres abaixo de 65 anos, diz estudo

Riscos do uso prolongado do medicamento, como o sangramento gastrointestinal, são maiores do que seus benefícios, como a prevenção do câncer
 
Mulheres com menos de 65 anos não devem tomar aspirina continuamente como uma medida para prevenir câncer, derrame e doenças cardíacas. O sangramento intestinal, um efeito adverso do medicamento, não compensa os benefícios do comprimido. Essas são as constatações de uma ampla pesquisa feita por estudiosos da Faculdade de Medicina da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, publicada na quinta-feira no periódico Heart.
 
A pesquisa avaliou quase 28.000 mulheres saudáveis de 45 anos ou mais. As participantes foram divididas em dois grupos. Um tomou 100 miligramas de aspirina e o outro recebeu um placebo do medicamento. Ambos ingeriram o remédio dia sim, dia não.
 
Ao longo de 10 anos, 604 mulheres tiveram alguma doença cardiovascular e 2.000 desenvolveram algum tipo de câncer. Além disso, 302 apresentaram sangramento gastrointestinal e tiveram que se submeter a tratamento hospitalar. Após o final da pesquisa, os estudiosos acompanharam as participantes por mais 7 anos e registraram outros 1.495 casos de câncer.
 
Resultados
Em mulheres com mais de 65 anos, a aspirina reduziu a incidência de derrame, doenças cardiovasculares e câncer no intestino. Para elas, as vantagens do uso contínuo do medicamento compensam os malefícios, concluiu a pesquisa.
 
Para mulheres com menos de 65 anos e sem doença cardiovascular, no entanto, os benefícios promovidos pela aspirina não compensaram seus efeitos adversos, como o sangramento gastrointestinal — dois terços das voluntárias de 45 a 65 anos sofreram o problema, que se manifesta em sintomas como vômitos e fezes com sangue e perda de sangue pelo reto.
 
“Diante dos resultados, o que aconselhamos é que, antes de a mulher começar o tratamento, ela discuta os prós e os contras da aspirina com o seu médico”, disse ao site de VEJA Rob van Kruijsdijk, coautor do estudo e professor da University Medical Centre Utrecht, na Holanda.
 
Diversos estudos que constataram que a aspirina previne o risco de metástases e câncer de pele, por exemplo, trouxeram para debate a eficácia do uso do medicamento como tratamento primário. Os pesquisadores afirmam, no entanto, que fazer a prevenção de doenças cardiovasculares, câncer e sangramento gastrointestinal com a aspirina é ineficaz para a maior parte das pacientes.
 
Conheça a pesquisa
 

Onde foi divulgada: periódico Heart
 
Quem fez: Rob C M van Kruijsdijk, Frank L J Visseren, Paul M Ridker, Johannes A N Dorresteijn, Julie E Buring, Yolanda van der Graaf e Nancy R Cook

Instituição: University Medical Centre Utrecht, na Holanda, e Faculdade de Medicina da Universidade Harvard, nos Estados Unidos.

Resultado: O uso contínuo da aspirina por mulheres abaixo dos 65 anos não é benéfico para a prevenção de doenças cardiovasculares e do câncer por aumentar os riscos de sangramento gastrointestinal.

Veja

Na guerra por um lugar ao sol, o arsenal vai muito além do filtro

Pílulas protetoras, roupas antirraios e pulseiras para medir a exposição se multiplicam
 
Rio — O calor praticamente o ano todo e os batidos hinos carnavalescos não nos deixam esquecer: moramos num país tropical. Mesmo assim, é principalmente no verão, época em que as temperaturas se elevam com força, que a população se lembra particularmente dele. Com a expectativa de 188.020 novos casos de câncer de pele no Brasil só este ano, segundo projeção do Instituto Nacional de Câncer (Inca), dermatologistas cogitam um boom de produtos destinados a minorar os efeitos daninhos do sol. De comprimidos a adesivos, não são poucos os novos métodos para tentar nos ajudar a aproveitar só o melhor dos raios.
 
A enfermeira Fernanda Pelegrini Torres, de 34 anos, é o que se pode chamar de paciente exemplar. Usa protetor com fator alto, evita exposição sem chapéu de abas largas e não expõe o corpo diretamente ao sol.
 
— Desde a adolescência eu me preocupava com câncer de pele e me acostumei a usar filtro solar. Depois vieram os casos da doença na família: minha avó, minha mãe e uma tia materna. E aí passei a tomar mais cuidado ainda — conta Fernanda, que foi incentivada por sua médica a adicionar à rotina comprimidos probióticos pela manhã, durante o ano todo.
 
Esses comprimidos, diz a dermatologista Karla Assed, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), protegem a pele durante a exposição. A fórmula de polypodium leucotomos, um extrato de samambaia tropical, protege o DNA da célula contra a radiação solar, além de ser um antioxidante que poupa a célula da ação inflamatória causada pelo sol — aquela vermelhidão pós-exposição. Segundo a profissional, não existe faixa etária específica para usar esse produto, que deve sempre ser associado ao filtro solar, em todas as estações.
 
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— É claro que aquelas pessoas que se expõem muito mais ao sol têm mais indicação de usar esse produto do que aquelas que se expõem ao sol de forma correta e eventual — Karla explica.
 
Depois das manchinhas, o cuidado
Por volta das três da tarde do horário de verão, a administradora Carolina Dias aproveita a praia de óculos e viseira. A baiana, cujo sotaque já quase sumiu após dez anos em solo carioca, ocupa com assiduidade a faixa de areia no Posto 10, em Ipanema, e também toma o probiótico nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro. Ela admite nem sempre ter se preocupado tanto com proteção:
 
— Acabei ficando com algumas manchinhas. Hoje tomo vários cuidados para não aparecerem outras.
 
Na sua bolsa, outra inovação aparece: o protetor solar com fator 100. Segundo a dermatologista Marcela Studart Frota, a indústria farmacêutica está vendo a necessidade do mercado de que os filtros venham com fator de proteção solar (o famoso FPS) mais alto, cosmética mais seca e proteção para radiação UVA.
 
— Para pacientes com melasma e outras patologias relacionadas ao sol, sempre indico fotoprotetores altos. Um protetor FPS 99, por exemplo, acaba protegendo cerca de 5% a mais que um FPS 30.
 
Parece pouca coisa, mas, em um paciente que tenha essas manchas escuras ou teve câncer de pele, faz muita diferença — diz.
 
Outra opção para quem quer aproveitar a esperada estação sem correr riscos são as roupas com proteção UV. Segundo Marcela, são “superseguras" e já existem há muito tempo, alcançando aprovação internacional. Ao Brasil, no entanto, chegaram há menos de cinco anos e são recomendadas para inclusão no receituário como um complemento.
 
Dispositivos que acompanham a proteção, como o adesivo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) que avisa a hora de sair do sol, também ganham espaço.
 
O produto, que varia da cor vermelha para a verde quando a exposição chegou ao ponto limite de segurança, deve chegar ao mercado nos próximos meses. Enquanto isso não ocorre, a pulseira descartável UV Sun Sense é uma boa escolha para minimizar os riscos dos raios prejudiciais indicando, também pela mudança de cor, o momento de reaplicar o protetor solar, ou sair do sol.
 
Segundo as profissionais, os que devem estar duplamente atentos a essas novidades são aqueles com menor fototipo da pele, ou seja, pessoas mais claras. De acordo com o Atlas de Mortalidade por Câncer lançado semana passada pelo Inca, os estados mais ao Sul do país têm mais registros de óbito por melanoma maligno e outras neoplasias malignas da pele, principalmente devido ao tom da pele da maioria da população.
 
— Nunca é demais lembrar: independentemente da região, deve-se evitar a exposição ao sol entre as 10h e as 16h. E, mesmo passando longe da praia, protetor todo dia — recomenda Andreia Cristina de Melo, oncologista da clínica Oncologistas Associados, que ratifica a importância de acompanhar o surgimento de pintas na pele, o que propiciaria um diagnóstico precoce de neoplasias.
 
Os perigos que podem estragar a diversão na praia
A beleza das nossas praias esconde perigos invisíveis à saúde. Diferentes contaminações podem propiciar as mais variadas doenças — algumas até que nem os especialistas podem prever.
 
Areia: parasitas, larvas e bactérias
— Atualmente, é proibido levar animais para a praia, mas isso não impede que os abandonados frequentem e acabem infectando a areia com parasitas e larvas oriundos de fezes. Já na areia molhada existem regiões na praia em que há esgoto sem tratamento, e o contato com as bactérias presentes pode causar náuseas e diarreias — afirma o infectologista Ricardo Barbosa.
 
A indicação é consultar as pesquisas que mostram os níveis de contaminação das areias das praias e, claro, não se expor naquelas com índices elevados.
 
Chuveirinho: doenças transmissíveis
— A bomba do chuveirinho puxa água do subsolo. A urina (dos próprios usuários do chuveiro) pode chegar até o local de onde a água é bombardeada. Se ingerida, há riscos de variadas doenças transmissíveis — afirma o químico José Markus Godoy, da PUC-Rio.
 
A melhor alternativa é tomar banho em um dos postos do Corpo de Bombeiros ou em um chuveirinho onde a bomba esteja distante do local de banho.
 
Bebidas e comidas: intoxicação
— Não sabemos como foi feita a maionese do sanduíche natural ou como foi conservado o queijo de coalho, tampouco a procedência do camarão. Já no mate de galão, é difícil atestar a limpeza do recipiente e a origem da água — afirma Ricardo Barbosa.
 
O Globo

Vaticano pressiona e hospitais não conseguem cumprir lei que garante aborto na Itália

AFP: Na Itália, lei garante acesso ao procedimento até
90 dias de gravidez
Funcionários contratados se recusam a fazer este tipo de operação
 
Rio - Italianas estão sendo privadas do seu direito de abortar devido à pressão do Vaticano. Médicos denunciam que a Igreja Católica está incentivando que hospitais só contratem profissionais que sejam contrários à prática.
 
Nove em dez obstetras e ginecologistas que trabalham em hospitais públicos em determinados distritos se recusam a fazer este tipo de operação apesar de ser validada em lei desde 1978. A legislação afirma que toda mulher tem o acesso garantido ao procedimento nos primeiros noventa dias de gravidez.
 
Este ano, Valentina Magnanti, de 28 anos, foi deixada para dar à luz uma criança gravemente malformada em um banheiro de um hospital em Roma porque nenhum dos médicos queria tratá-la. O pedido da mulher ao aborto induzido foi outorgado mas, após tomar os medicamentos necessários para a operação, o hospital não conseguiu fornecer equipe médica para concluir o procedimento.
 
Para a presidente da Free Association of Italian Gynaecologists (Associação Livre de Ginecologistas Italianas, em tradução livre), a lei deve ser cumprida.
 
— A mulher tem o direito ao aborto na legislação italiana mas isto não é seguro nos hospitais porque os funcionários não estão dispostos a atuar — disse ao Independent.
 
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Para Elisabetta Canitano, outra integrante da associação, o caso demonstra uma briga entre a Igreja e o Estado.
 
— Na Itália, a influência do Vaticano é muito forte. A Igreja sempre esteve interessada em saúde e educação. Essa batalha é entre a Igreja e o Estado, e o Estado está ganhando — afirmou Canitano.
 
O Globo

Impressora 3D pode ser aliada do diagnóstico por imagem

De acordo com médicos do hospital americano Brigham and Women´s, impressão 3D pode ajudar cirurgiões em procedimentos, além de ajudar na compreensão da anatomia do paciente
 
Estudo apresentado durante a 100º edição do Radiological Society of North America (RSNA) mostra como pesquisadores estão usando a tomografia computadorizada aliada à tecnologia da impressora 3D para recriar em tamanho real cabeças dos pacientes e auxiliar nos transplantes de face. 

Um desses casos foi realizado pelos médicos do Brigham and Women´s, hospital localizado em Boston (EUA), responsável pelo primeiro transplante facial completo no país em 2011 e, posteriormente, por outros quatro transplantes faciais que também são objetos do estudo. O procedimento foi realizado em pacientes que perderam parte ou a face completa como resultados de lesão ou doença. 

No estudo, uma equipe de pesquisa liderada por Frank J. Rybicki, radiologista e diretor de imagem do laboratório do hospital, Bohdan Pomahac, cirurgião especialista em transplante de face e o médico Amir Imanzadeh, avaliou o impacto clínico de usar os modelos de cabeça 3D para o planejamento desse tipo de cirurgias. 

Segundo eles, como se trata de uma cirurgia muito complexa, a melhor forma para realizar procedimento é planejá-lo. E esse planejamento é mais preciso quando se tem um crânio 3D do paciente “na mão”. 

Para fazer esse molde perfeito, as tomografias computadorizadas entram em ação. De acordo com a pesquisa, cada um dos pacientes receptores do transplante foi submetido a uma
tomografia 3D computadorizada durante o pré-operatório. Para construir cada crânio em tamanho natural, as imagens de tomografia da cabeça do receptor do transplante foram segmentadas e processadas usando software personalizado. Depois de criados, esses dados especializados são inseridos em uma impressora 3D. 

Os médicos explicam que, em alguns destes procedimentos é preciso mudar a estrutura dos o http:// ssos da face do receptor do transplante e o modelo 3-D pode ajudar a fazer isso antecipadamente. Embora a cirurgia dure cerca de 25 horas, a conexão vascular a partir da face do doador para o receptor demora apenas uma hora e neste momento o fluxo sanguíneo do paciente deve ser interrompido.

"Se existem estruturas ósseas ausentes e elas são necessárias para a reconstrução, é possível fazer modificações com base no modelo de impresso 3D antes do transplante real, em vez de usar o tempo para fazer alterações durante a isquemia ", afirmou Rybicki em comunicado divulgado pelo RSNA
. O modelo 3D, garante ele, também é importante para o transplante ficar esteticamente melhor. 

Os cirurgiões e radiologistas envolvidos nos cinco transplantes de rosto concordaram que com os modelos 3D é possível um estudo melhor da anatomia complexa da face e isso reduz o tempo total do procedimento. Além disso, eles ressaltam que menos tempo de cirurgia é melhor para os resultados gerais do paciente. 
 
Com base nos resultados deste estudo, a impressão 3D é agora utilizada rotineiramente no planejamento cirúrgico para o transplante de face no Hospital Brigham and Women, e modelos impressos 3-D podem ser implementados em outras cirurgias complexas.

 
O RSNA é o maior evento de radiologia do mundo e reúne cerca de 50 mil pessoas a cada ano. O congresso ocorre em Chicago, de 30 de novembro a 5 de dezembro de 2014
 
Saúde Web

Consumo de amora pelos pais pode prevenir câncer de mama nas filhas

Foto: Divulgação / RBS TV
Pesquisa é realizada pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas, da USP
 
O consumo de extrato de amora pelos pais e pelas mães diminuir o risco de desenvolvimento de câncer de mama nas futuras filhas, indica uma pesquisa ainda em andamento na Faculdade de Ciências Farmacêuticas, da USP.

Por ser rica nos compostos antocianinas e elagitaninos, os chamados polifenóis, a amora, segundo a literatura, possui um potencial anti-inflamatório, anticarcinogênico e antiproliferativo.
 
— Foi daí que veio a ideia de verificar se há um efeito protetor na programação fetal, ou seja, se as filhas dos pais que consumiram amora teriam algum benefício — explica a pesquisadora, a nutricionista Vanessa Cardoso Pires.
 
A pesquisa, apesar de ainda estar em andamento, ganhou destaque a partir da premiação do concurso Euraxess Science Slam, no qual pesquisadores têm a oportunidade de apresentar seus projetos aos seus pares e ao público em geral de forma diferente do habitual.
 
Couve-flor, repolho, brócolis, rabanete e mostarda contém indutores de enzimas que protegem contra o câncer de mama, pois inibem a mutação do DNA. Esses alimentos são ricos em isotiocianatos e indóis que são liberados quando cozidos.

Zero Hora