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sábado, 20 de dezembro de 2014

Vítimas de enxaqueca têm duas vezes mais chances de sofrer paralisia facial

Pacientes que sofrem com as seguidas crises agudas de dor de cabeça também apresentam maior risco de transtornos de ansiedade, depressão e até isquemia cerebral
 
A enxaqueca é uma doença neurovascular crônica e incapacitante. Trata-se do distúrbio mais comum do sistema nervoso com base biológica e que acomete normalmente pessoas geneticamente predispostas. As causas, apesar dessa possível tendência hereditária, continuam indefinidas. No entanto, muitos são os problemas associados a ela.
 
Pacientes que sofrem com as seguidas crises agudas de dor de cabeça apresentam maior risco de transtornos de ansiedade, depressão e até isquemia cerebral. Nova pesquisa publicada na versão on-line da revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia, traz mais um fator a essa equação. A enxaqueca pode dobrar o risco de ocorrência da paralisia de Bell, também chamada de paralisia periférica facial.

A equipe liderada por Shuu-Jiun Wang, da Universidade Nacional de Yang-Ming e do Hospital Geral de Veteranos de Taipei, em Taiwan, acompanhou 136.704 pessoas com mais de 18 anos, divididas em dois grupos — com e sem enxaqueca — e acompanhadas por três anos em média. Nesse período, o diagnóstico de paralisia de Bell foi confirmado em 671 participantes enxaquecosos e em 365 do grupo controle.

Outros fatores que poderiam aumentar o risco de desenvolvimento do problema, como sexo, pressão alta e diabetes, foram considerados. Os números finais mostram que as pessoas com enxaqueca tinham uma propensão duas vezes maior para o desenvolvimento da paralisia.
 
“A infecção, a inflamação ou os problemas cardíacos e vasculares compartilhados poderiam estar em causas originais para essas doenças”, explica Wang. “Se um elo comum é identificado e confirmado, mais pesquisa podem levar a melhores tratamentos para ambas as condições.” A maioria das pessoas que têm a paralisia se recupera após algumas semanas ou meses.
 
Para o secretário do Departamento Científico de Cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia, Fernando Kowacs, a associação confirmada pelo trabalho de Wang não significa que a paralisa pode ocorrer durante as crises.
 
“A informação não é de causa, mas de que é uma população com maior chances de paralisia. Ainda é difícil saber como seriam os mecanismos disso”, observa. Kowacs explica que, na enxaqueca, o trigêmeo é comprometido, um nervo sensitivo que está presente em uma das etapas finais do processo da dor. Para o especialista, o estudo de Taiwan precisa ser confirmado por outras instituições.

Outras complicações
Segundo Ann Scher, membro da Academia Americana de Neurologia, a enxaqueca tem sido associada, em outros estudos, com o acidente vascular cerebral e doenças cardíacas. Um trabalho conduzido por ela com pacientes de 33 a 65 anos indica que eles são mais propensos a desenvolver Parkinson e outros distúrbios do movimento.

Estudo publicado por Scher também na Neurology, em setembro, mostra que vítimas de enxaqueca com aura são duas vezes mais propensas a serem diagnosticadas com Parkinson. “A disfunção no mensageiro de dopamina cerebral é comum tanto ao Parkinson quanto à síndrome das pernas inquietas, e existe a hipótese de que alguns sintomas da enxaqueca, como excessivos bocejos, náuseas e vômitos, podem estar relacionados à estimulação dos receptores da dopamina.”
 
Correio Braziliense

Novo exame de sangue prevê quantos anos de vida você ainda tem

Em cada cromossomo existe um corpo, o telômero, cuja função básica é evitar que o cromossomo seja replicado mais do que um determinado número de vezes
 
Cada vez que o cromossomo é duplicado, o telômero diminui e fica mais próximo da extremidade do mesmo e, quando ele está na extremidade do cromossomo e curto demais, a célula não consegue mais duplicar-se, morrendo.
 
Baseado neste fato e no raciocínio de que descobrir o quão perto estão os telômeros da extremidade do DNA daria uma estimativa do quanto você ainda poderia viver, uma hipótese confirmada com estudos em animais, a empresa espanhola Life Length está oferecendo em vários países um teste de DNA, que visa estimar quanto tempo você tem de vida.
 
Para fazer o teste, o interessado preenche um formulário com um questionário de saúde, e retira uma amostra de 5ml de sangue, que será usado para determinar a porcentagem de células com telômero curto. Formulário e amostra são entregues a um representante da Life Length (na data desta matéria não havia representante no Brasil), e o resultado, confidencial, é entregue em poucos dias.
 
Teste inútil?
A professora Carol Greider, que ganhou um prêmio Nobel por seu trabalho com telômeros em 2009, aponta que a maioria das pessoas não terá benefício algum com os testes – o grupo de 1% de pessoas testadas, as que tem os telômeros mais curtos, já estão correndo o risco de doenças como fibrose pulmonar ou falência da medula, mas ela não vê como os outros 99% poderiam se beneficiar do teste.
 
De qualquer forma, existe uma polêmica junto ao teste, relacionada às seguradoras: ele poderia ser utilizado para determinar o prêmio a ser pago pelos segurados.
 
Basicamente, o cálculo do prêmio (o que o segurado paga para a seguradora) é baseado no risco da seguradora ter que pagar a apólice. Quanto mais alto o risco, maior o prêmio (por isto o prêmio seguro de vida de jovens do sexo masculino é maior do que o de quarentões que tem família ou de mulheres de mesma idade).
 
Um teste genético destes poderia dar às seguradoras mais uma ferramenta para cobrar um prêmio maior de clientes que tem risco maior de falecer durante a vigência do seguro.
 
Atualmente, existe uma moratória que impede que as seguradoras utilizem testes genéticos para calcular prêmio de seguro, mas esta moratória termina em 2017.
 
Ainda assim, esta é uma faca de dois gumes: as empresas de seguro temem que clientes potenciais desistam de fazer seguro de vida caso um teste genético destes aponte que o provável prêmio a ser pago seja muito alto.
 
Por enquanto, o teste custa cerca de R$ 2.188,00 (£ 650), mas a empresa espera que ele custe dez vezes menos em 2017. Cerca de 1.000 pessoas pelo mundo todo já fizeram o teste, e só para o próximo ano já existe cerca de mil clientes agendados, apenas no Reino Unido.

Telegraph  / Hypescience

Saiba quais doenças a melatonina pode ajudar a prevenir

Estudos sobre atuação do hormônio no organismo ainda são recentes
 
Pesquisa apontam que a melatonina pode auxiliar na prevenção de diversas doenças. Saiba quais são:

Enxaqueca
Um estudo brasileiro coordenado pelo neurologista Mario Peres, do Hospital Albert Einstein, mostrou que a melatonina é eficaz na prevenção de enxaqueca em pessoas que têm crises com frequência. Conforme os resultados da pesquisa, pílulas contendo a substância parecem ser melhores para evitar as fortes dores de cabeça do que os medicamentos mais utilizados atualmente.
 
Câncer
Pesquisa realizada por cientistas da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) em colaboração com o Hospital Henry Ford, nos Estados Unidos, indicou que a melatonina consegue inibir o crescimento do câncer de mama, reduzindo a produção de células cancerosas e bloqueando a formação de novos vasos sanguíneos do tumor.
 
Queda de cabelo
Estudos mostram que o uso tópico — aplicado na região afetada — de produtos à base de melatonina pode apresentar resultados satisfatórios na redução da queda de cabelo por causas genéticas.
 
Insônia em idosos
Durante o envelhecimento, a produção de melatonina sofre um declínio gradual. Pesquisadores já indicaram que, nestes casos, a terapia de reposição da melatonina pode contribuir para restaurar um estado mais saudável do organismo.
 
Alzheimer
A capacidade deste hormônio de manter os tecidos em bom estado e proteger dos radicais livres está levando pesquisadores a testar seus efeitos sobre doenças degenerativas, como o Alzheimer. Estudos realizados em animais apontaram que ela pode retardar o avanço da enfermidade.
 
Depressão
Diversos estudos já associaram a falta de iluminação com sintomas de depressão. Um novo tipo de medicamento, que atua nos receptores de melatonina, vem sendo comercializado como uma nova e promissora classe de antidepressivos.
 
Diabetes
Pesquisa feita na Universidade Harvard, nos EUA, concluiu que a diminuição da secreção de melatonina está relacionada a uma chance maior de desenvolver diabetes tipo 2 em adultos.
 
Os autores relataram que, mesmo em pessoas que não apresentam diabetes, baixos níveis noturnos de melatonina estão relacionados a um aumento da resistência à insulina.
 
Antioxidante
O hormônio também é um antioxidante bastante potente, já que ajuda a prevenir os danos celulares provocados por radicais livres. Ele já foi apontado em estudos como um antioxidante mais eficiente que as vitaminas E e C.

Zero Hora

Uso da melatonina como medicamento ainda em discussão

Suplemento da substância já é utilizado na Europa e nos Estados Unidos
 
Outro campo de estudo que tem se encantado com os benefícios da melatonina é o da nutrição.

O potencial do hormônio para auxiliar no emagrecimento é o foco de estudo do endocrinologista Bruno Halpern, diretor da Associação Brasileira de Estudo sobre Obesidade (Abeso).

A pesquisa se concentra em investigar de que forma o hormônio atua sobre o tecido adiposo marrom, aquele que transforma energia em calor.
 
— Esse tipo de tecido não se acumula no corpo como gordura, o que leva à perda de peso. Descobrimos que a melatonina recruta mais tecido adiposo marrom, ajudando a queimar mais calorias armazenadas — explica Halpern.
 
Conforme o especialista, uma rotina de sono adequada já seria suficiente para auxiliar nesse processo, mas ainda não se sabe em que situações e quais as quantidades ideais para indicar a melatonina como suplemento.
 
— Também não existe um consenso sobre quando iniciar ou interromper um tratamento com a substância. Mais estudos são necessários para definir esses critérios — explica a psiquiatra Camila Morelatto de Souza.
 
Parte da população parece não querer aguardar esses resultados. Estima-se que, somente nos Estados Unidos, mais de três milhões de americanos não passam uma noite sem um comprimido de melatonina. Por lá — e na Europa também — a substância é aprovada pelos órgãos reguladores como um suplemento.

Aqui no Brasil ela não pode ser vendida, pois não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De acordo com o órgão, a substância nunca foi avaliada em relação aos critérios de segurança e eficácia, o que impede a sua comercialização no país. No entanto, também não há uma proibição expressa do seu uso, o que deixa a população livre para importá-la para uso próprio.

Zero Hora

Hipertensão: confira 10 dicas para preparar uma ceia mais saudável

Hipertensão: confira 10 dicas para preparar uma ceia mais saudável RENATO SCHETTER/divulgação/BrubinsPara quem tem pressão alta, atenção é indispensável na seleção dos itens que irão à mesa

As festas de final de ano costumam ser associadas a exageros na alimentação. Para quem tem algum problema de saúde, como a hipertensão, o ideal é trocar alguns itens da mesa farta por alimentos mais saudáveis – e é possível fugir dos excessos.
 
As dicas abaixo, elaboradas pela nutricionista Bruna Mello, vão ajudar os leitores a aproveitar a ceia sem prejudicar a saúde.
 
Confira:
 
1. Petiscos
Faça um mix de oleaginosas, com castanha do Brasil (rica em selênio e magnésio, potente antioxidante), castanha de caju (rica em zinco, vitamina E), nozes e amêndoas (fonte de vitamina E, potássio). Todas elas são importantes na alimentação para redução da incidência das doenças cardíacas e suas complicações.
 
2. Frios
Substitua frios ricos em gordura, como queijo mussarela, queijo prato e presunto, por tofu (queijo à base de soja), fonte de proteínas de alta qualidade, de vitaminas do complexo B e de ferro, com baixo teor calórico, isento de colesterol e com ação antioxidante. A dica é prepara-lo salpicado com orégano, erva aromática e azeite de oliva extraviarem, potentes antioxidantes, protetores do coração.
 
3. Frutas
Substitua as famosas frutas secas e frutas em caldas ou compotas, ricas em açúcar e conservantes, pelas frutas naturais. Ficam como sugestão manga, abacaxi e cereja, ricas em fibras.

O ideal é servi-las como acompanhamento de pratos salgados, sobremesas e saladas.
 
4. Saladas frias
Junto às frutas, devem ter grande destaque na ceia. Pode-se utilizar salada verde, de preferência crua, como um mix de folhas (alface, rúcula, agrião), ricas em fibras e que geram mais saciedade, temperadas com azeite extra virgem, que estimula a produção de óxido nítrico, um excelente regulador da pressão sanguínea, deixando o sangue mais fluido.

Para temperar, use ervas aromáticas como manjericão, orégano, alecrim. Para salgar, hoje já é possível encontrar salgantes, que são livres de sódio, controlando a pressão arterial e diminuindo a retenção de líquidos.
 
5. Saladas quentes
Utilizar leguminosas como feijão fradinho, lentilha, grão de bico, que são ricos em ferro, dá um toque especial à salada e tem tudo a ver com festas de fim de ano. O ideal é comer as saladas antes do prato principal para dar mais saciedade.
 
6. Prato principal
Opte por carnes magras, como tender e chester. Evite o pernil e o leitão, pois são carnes mais gordas.
 
As melhores formas de preparar essas carnes são assadas ou cozidas.

Ou opte por um peixe, como o bacalhau, rico em ômega-3, que ajuda a reduzir os níveis de colesterol e diminui o risco de doenças cardiovasculares. Só tome cuidado com o sal do bacalhau. Retire-o completamente quando for prepará-lo.
 
7. Guarnição
Opte por arroz integral, rico em fibras, acrescido de ervas como salsinha, cebolinha, alecrim. Ou uma farofa com uva passas sem açúcar, rica em fibras, fonte de energia, ou uma farofa de ovo, preparado só com a clara.
 
8. Bebida
Comemore o Natal, brindando com uma taça de um bom vinho e, para os que não podem consumir bebida alcoólica devido ao uso contínuo de alguns medicamentos ou porque vai dirigir, opte por um bom suco de uva natural integral orgânico, sem adição de açúcar.

Tanto o vinho quanto o suco de uva são ricos em resveratrol, grandes protetores do coração.
 
9. Sobremesa
Se for fazer a tradicional rabanada, o ideal é trocar o leite integral pelo desnatado, passar o pão na clara do ovo e usar adoçante de forno e fogão. Utilize o forno para preparar e não fritar e polvilhar na canela, que aliás é uma ótima especiaria para saúde, com propriedades anti-inflamatórias, que ajuda a diminuir os níveis de colesterol e açúcar no sangue.

Outras opções de sobremesas são à base de frutas, ricas em fibras, vitaminas, minerais, como frozen de iogurte de mamão, pavê de limão e morango sem bolacha ou tortas de frutas.
 
10. Evite os excessos
Lembre-se de não exagerar principalmente no sódio na preparação da sua ceia. A satisfação do Natal é o encontro com as pessoas que amamos, e a alimentação equilibrada só irá fortalecer esse momento.
 
Zero Hora