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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Banco de Leite Humano precisa de doação neste fim de ano

O leite materno coletado é destinado a alimentar bebês
 prematuros e/ou de baixo peso internados em UTIs
neonatais durante todo o ano
Os estoques de leite humano estão em baixa no Centro de Referência Nacional e Ibero-americano para Bancos de Leite Humano, localizado no Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), no Rio
 
A queda do estoque costuma acontecer no período de dezembro a fevereiro, já que, devido às festividades de fim de ano e às férias, muitas doadoras viajam. A gerente do Centro de Referência para Bancos de Leite Humano do IFF, Danielle Silva, ressalta, que a queda no estoque nesse período é nacional. “No Rio, a situação é mais grave porque a maioria dos pontos de coleta estão na capital e quem viaja não tem como doar em outro lugar. Já em São Paulo é diferente, há bancos de leite em várias cidades do interior e as mulheres podem continuar a doação mesmo em viagem”, explicou.
 
As mães que desejarem contribuir devem entrar em contato pelo telefone gratuito 08000 268877 ou procurar o Banco de Leite Humano mais próximo da sua residência. A partir desse contato, é feito um cadastro e uma inscrição. A única exigência é que a mãe esteja amamentado seu próprio filho. No caso de ela estar tomando algum medicamento, isso deve ser informado para que seja verificado se é possível fazer a doação. A mulher também recebe orientações e, se necessário, tratamentos para solucionar alguma dificuldade que tenha em relação à amamentação.
 
Uma vez cadastrada como doadora, não há necessidade de ir ao Banco de Leite periodicamente. A coleta pode ser feita na residência, uma vez por semana. O leite, nesse caso, deve ficar armazenado no recipiente fornecido pelo próprio banco: pote de vidro com tampa de plástico. O leite materno coletado é destinado a alimentar bebês prematuros e/ou de baixo peso internados em UTIs neonatais durante todo o ano.
 
Procedimentos de doação
 
Primeira coleta
Usar o pote fornecido pelo banco de leite e, depois de concluída a coleta, colar uma etiqueta com seu nome e com a data dessa primeira coleta;
 
Colocar o frasco no freezer ou congelador.
 
Coletas posteriores
Esterilizar um copo de vidro em água fervente por 15 minutos; depois deixar secar no tempo (sem passar nenhum tipo de pano);

Coletar o leite nesse copo; e despejar o conteúdo dentro do pote em que foi feita a primeira coleta e recolocá-lo no freezer ou congelador.
 
Recolhimento
Será realizado por funcionários após contato telefônico.

Fonte: Ascom IFF / Blog da Saúde

Seu filho é tímido? Descubra o que NÃO fazer

Não tem problema ser tímido, desde que sua mãe e seu pai estejam cuidando bem de você
 
Bebês e crianças com timidez possuem maior risco de desenvolver ansiedade mais tarde na vida, em comparação com as crianças mais saidinhas. Um novo estudo, no entanto, sugere que bons pais podem compensar esse risco.
 
Na verdade, a timidez e o medo de novas situações estão relacionados com ansiedade apenas em bebês e crianças sem uma ligação segura com seus cuidadores, de acordo com uma pesquisa publicada na revista americana Child Development (Desenvolvimento Infantil, em tradução livre).
 
Um apego seguro é uma relação calorosa em que as crianças se sintam confiantes para explorar quando sua mãe ou pai estão por perto e também se sintam confortáveis em procurar colo quando estão chateadas.
 
“Para aquelas crianças que mostram inibição através de muitos anos, ter uma relação segura pode ser muito protetor”, explica a pesquisadora Erin Lewis-Morrarty, da Universidade de Maryland, nos EUA.
 
Os pais podem trabalhar para desenvolver essa ligação segura sendo presentes e sensíveis ao sofrimento da criança, diz Lewis-Morrarty.
 
Cerca de 15% a 20% das crianças têm um temperamento que os pesquisadores chamam de “inibição comportamental”. No playground, elas podem ficar atrás de outras crianças. Enquanto bebês, elas reagem negativamente a novos estímulos. Estudos anteriores descobriram ainda que as crianças com inibição comportamental têm maior risco de ter transtornos de ansiedade aos 7 anos.
 
E, no entanto, as crianças mais comportamentalmente inibidas não desenvolvem sempre transtornos de ansiedade – e alguns adolescentes e adultos com ansiedade não foram inibidos quando crianças. Claramente, alguma coisa está acontecendo.
 
“Nós estamos interessados na tentativa de determinar que crianças estão mais em risco”, aponta Lewis-Morrarty.
 
Os resultados apontam para a paternidade. As crianças no estudo, que foram comportamentalmente inibidas durante toda a infância, desde a idade de 14 meses até os 7 anos, e que também tinham relações inseguras com seus pais, eram mais propensas do que outras crianças a desenvolver ansiedade entre as idades de 14 e 17. Em contraste, as crianças que foram comportamentalmente inibidas, mas tinham uma relação segura com seus cuidadores (geralmente as mães, no experimento), não estavam em maior risco de desenvolver ansiedade na vida adulta.
 
Os pesquisadores analisaram 165 jovens com idades entre 14 e 17 que haviam participado de experimentos de temperamento quando crianças. Elas foram observadas nas idades de 1 e 2 anos conforme foram expostas a novos ambientes e interagiram com novos objetos. As crianças também foram momentaneamente separadas de seus pais para que os pesquisadores pudessem determinar o vínculo mãe-filho.
 
Uma criança que tivesse uma relação boa com seus pais, por exemplo, poderia ter ficado chateada quando sua mãe ou pai saíam do quarto. Mas quando eles voltassem, a criança iria em direção a eles e seria consolada.
 
Uma criança com uma relação insegura podia ignorar os pais após a separação, ou procurar eles, mas permanecer irritada e chateada. Em alguns casos, a criança pode até mesmo mostrar medo ou ansiedade mesmo tendo os pais de volta.
 
Resultado de pesquisas anteriores mostram que, em todo o mundo, cerca de 65% das crianças têm uma relação segura com os pais. O presente estudo não olhou para o estilo parental, Lewis-Morrarty diz, mas pesquisas anteriores sugerem que um cuidado afetivo e responsivo promove uma fixação segura.
 
Na adolescência, os participantes do estudo preencheram questionários sobre os seus sintomas de ansiedade. Os pesquisadores descobriram que os jovens tímidos que eram inseguros e resistentes como crianças (ou seja, elas foram para seus pais buscando conforto, mas foram incapazes de se acalmar) eram os que tinham maior risco de desenvolver ansiedade. Meninos tímidos possuem maior risco do que as meninas tímidas, talvez pela timidez ser menos socialmente aceitável para os meninos do que para as meninas, sugere Lewis-Morrarty.
 
O pesquisador acredita que os resultados destacam o papel protetor de uma relação pai e filho forte, e poderiam ser usados para identificar crianças em risco ou para ensinar os pais a desenvolver um vínculo amoroso com seus filhos.
 
Live Science / Hypescience

Receita de vitaminas antirressaca

Fim de ano é sinônimo de férias, descanso e muita diversão

Muitos aproveitam a folga para viajar ou para festejar com os amigos.

Para não estragar esse momento de descontração, é sempre melhor evitar ressaca.

Mas atire a primeira pedra quem nunca exagerou um pouco na bebida e acordou com aquele mal-estar no dia seguinte...

O melhor remédio para ficar longe da ressaca é não abusar de bebidas alcoólicas. No entanto, se você exagerar na dose, há medidas que podem amenizar os sintomas da bebedeira.

A mais importante é se manter hidratado com água, chás, sucos e água de coco.

Como reforço, você pode tomar as nossas vitaminas antirressaca. Elas foram desenvolvidas especialmente para hidratar o corpo e dar uma forcinha para apressar a recuperação do fígado, órgão mais afetado pelo consumo exagerado do álcool.
 
Se você for viajar, prepare um espaço na mala de viagem para levar os ingredientes!
 
Aí vão as receitas:
 
 
VITAMINA ANTIRRESSACA DE ALECRIM E PERA
 
- 1 copo de chá de alecrim
 
- 1 pera picada em pedaços pequenos
 
- 1 copo de suco de acerola ou de água de coco
 
Modo de preparo
Bata tudo no liquidificador até ficar homogêneo.
 
Beba três vezes por dia ou mais, caso os sintomas da ressaca ainda não tenham desaparecido à noite.
 
VITAMINA ANTIRRESACA DE MAMÃO E CANELA
Não somos fãs de laticínios, mas o iogurte tem propriedades que ajudam o estômago a se recuperar da irritação causada pela ressaca e a canela estimula a eliminação das toxinas.
 
Ingredientes
 
- 400 ml de iogurte desnatado
 
- 1 fatia de mamão picado
 
- 4 cubos de gelo
 
- Uma pitada de canela
 
Despeje o iogurte, o mamão e os cubos de gelo no liquidificador e bata até ficar homogêneo.
 
Tome durante o dia e divida em doses iguais até os sintomas passarem.
 
Adicione a canela somente quando for beber para que o gosto não se perca.
 

Pessoas com pedra nos rins têm mais chance de desenvolver doenças cardiovasculares

Thinkstock: É importante evitar o excesso de vitamina C
 e optar por uma dieta rica em fibras e frutas
Estudo aponta que cálculos também podem se formar em veias e artérias 
 
Também conhecida como cálculo renal ou pedra nos rins, a litíase renal é uma doença muito comum, causada pela cristalização de sais minerais presentes na urina. Além de causar muita dor, novos estudos apontam que o problema está diretamente relacionado com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
 
De acordo um estudo discutido recentemente no Congresso Brasileiro de Nefrologia, a formação de cristais que acontece nos rins também pode ocorrer nas artérias coronarianas e intracranianas e causar calcificações nesses vasos.
 
Outras doenças, como a hipertensão arterial, o diabetes, a síndrome metabólica e a insuficiência renal crônica, que pode levar a perda dos rins, também são fatores de risco para pessoas com cálculo renal.
 
De acordo com Daniel Rinaldi dos Santos, presidente da SBN (Sociedade Brasileira de Nefrologia), o primeiro passo para evitar que todos esses problemas se desenvolvam é ingerir água suficiente ― cerca de dois litros por dia ― para obter uma urina clara.
 
― À noite é mais comum formar o cálculo porque as pessoas seguram mais a urina ingere menos água, aumentando o acúmulo de cristais. Assim, é fundamental beber água também nesse período.
 
De acordo com o nefrologista, também é importante evitar o excesso de vitamina C e optar por uma dieta rica em fibras e frutas, principalmente as cítricas, como laranja e limão.
 
― Se já tiver apresentado o problema uma vez na vida, o melhor é procurar um médico e avaliar as funções metabólicas para ver se é necessário ou não abrir mão de algum medicamento.
 
R7

Ética X Crime: Médicos serão investigados por denunciar aborto

Reprodução / Agência Brasil: Presidente do Cremesp
classificou as denúncias como "assustadoras" e se surpreendeu
com a atitude de colegas da categoria
De acordo com o Cremesp, profissionais teriam violado código de ética
 
Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) vai abrir sindicância para apurar os casos em que médicos denunciaram mulheres por aborto. Na edição deste domingo, o jornal O Estado de S.Paulo revelou que 33 mulheres foram presas no Brasil em 2014 — por ano, em média um milhão de abortos ilegais são realizados no País. Em São Paulo, das 12 detentas pelo menos sete foram presas por causa da quebra de sigilo médico.
 
O presidente do Cremesp, João Ladislau Rosa, classificou as denúncias como "assustadoras" e se surpreendeu com a atitude de colegas da categoria. Rosa promete que vai averiguar os inquéritos policiais que tiveram a participação de médicos como autores ou testemunhas da denúncia.
 
— Já providenciamos todos os documentos que comprovem a participação de médicos nesses casos apontados na reportagem. A nossa obrigação agora é entendermos o que de errado está acontecendo.
 
Segundo o Código de Ética da Medicina, é vedado ao médico "revelar fato de que tenha conhecimento em virtude do exercício de sua profissão". O terceiro parágrafo do documento também afirma que, "na investigação de suspeita de crime, o médico estará impedido de revelar segredo que possa expor o paciente a processo penal".
 
— Todos os profissionais envolvidos serão convocados pelo Cremesp e, em 2015, vamos ouvi-los no conselho para dar explicações sobre a sua atuação. Após os depoimentos, os membros da sindicância vão avaliar qual a punição. "Dentro do conselho, vamos definir caso a caso.
 
A pena para esse tipo de conduta pode variar entre uma advertência pública até a suspensão por 30 dias ou a cassação do direito de exercer a função médica. A previsão é de que a sindicância dure pelo menos três meses.

R7