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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Prejuízo em hospital gerido pela Santa Casa será investigado pelo MP de SP

O Ministério Público Estadual (MPE) vai instaurar nesta quinta-feira (8) inquérito civil para apurar por que um dos hospitais particulares mantidos pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo tem dado prejuízo
 
Além de administrar o Hospital Central, a maior entidade filantrópica da América Latina tem duas unidades particulares, também em Santa Cecília. Foram abertos para ajudar a instituição a equilibrar as contas, mas o Santa Isabel 2 dá prejuízo.
 
Em grave crise financeira e com déficit superior a R$ 400 milhões, a Santa Casa afirmou no fim do mês passado que já negocia a transferência da operação da unidade para um plano de saúde.
 
As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
 
UOL

Mastite: sintomas e tratamentos

A Amamentação pode causar mastite
A dor nos seios durante a amamentação pode ser causada pela mastite e é comum a muitas mulheres no início da amamentação

É uma inflamação da glândula mamária comum nas primeiras semanas após o parto. O aparecimento da mastite é muito comum entre as mulheres que amamentam.

Mastite, sintomas
 
- Inchaço, 
 
- vermelhidão,  
 
- dor 
 
Os sintomas da mastite instalam-se numa das mamas, quase sempre nas primeiras semanas após o parto. É uma inflamação da glândula mamária, que tanto pode ser infecciosa como devido ao entupimento dos ductos mamários (os canais por onde passa o leite).
 
É o típico ingurgitamento, fonte de dor em muitas mulheres que amamentam.

Os sintomas da mastite tendem a aparecer em apenas uma das mamas, raramente em ambas. Ao inchaço e à dor podem juntar-se a febre e um mal-estar geral, que em nada contribuem para a tranquilidade desejada no momento de amamentar o bebê.

Um desconforto que, aliado ao receio de passar a infecção para o bebê, pode levar a mulher a desistir precocemente de amamentar.

Todavia, não há razões médicas que o justifiquem. Não há risco de o bebê ficar infectado e o mais que pode acontecer é que o leite tenha um sabor diferente.
 
Mastite infecciosa
Na mastite infecciosa, as bactérias ‒ existentes na pele da mulher ou na boca do bebé‒ penetram na glândula mamária através de uma lesão na pele da mama ou através da abertura dos ductos mamários, no mamilo. Uma vez nos tecidos internos da mama, as bactérias multiplicam-se, causando dor, vermelhidão e inchaço e obstruindo a passagem do leite.
 
Mastite por entupimento do canal do leite
Pode acontecer também que a doença não tenha origem infecciosa, sendo a inflamação consequência do acumular de leite nos ductos, por insuficiente esvaziamento da mama.
 
Mastite, tratamentos
Recorra a um médico, pois se a causa da doença for infecciosa é necessário um antibiótico, que deve ser tomado até ao fim (ou de acordo com indicações específicas do prescritor) ainda que os sintomas melhorem ou desapareçam.
 
Tratar a mastite é importante para prevenir algumas das suas complicações. Desde logo o desenvolvimento de abcessos mamários ‒ pequenos nódulos com pus que podem requerer drenagem cirúrgica. Outra das complicações possíveis envolve o alastramento do leite acumulado nos ductos ao tecido mamário circundante, causando maior dor e inflamação. Há ainda que ter em conta o fato de a doença ser recorrente, podendo repetir-se durante o tempo de amamentação do mesmo bebé ou após um segundo parto.

Em regra, o tratamento da mastite infecciosa prolonga-se por duas semanas caso haja necessidade de tomar anbióticos. Se os sintomas entretanto não cessarem é melhor voltar ao médico, pois há uma forma rara de cancro da mama ‒ inflamatória ‒ que também se manifesta através de vermelhidão e inchaço, podendo inicialmente ser confundida com a doença.

Paralelamente ao tratamento, a mulher pode adotar uma série de cuidados que lhe vão proporcionar alívio. É o caso da aplicação de compressas mornas sobre a mama afectada e da ingestão reforçada de líquidos.

Continuar a amamentar também ajuda, pois estimula o fluxo de leite, prevenindo o ingurgitamento.

E ao mesmo tempo permite ao bebê desfrutar daquele que é, reconhecidamente, o melhor alimento no primeiro ano de vida.
 
Mastite, prevenção
Ao amamentar, há alguns gestos que ajudam a prevenir a mastite ou atenuá-la:

• Esvazie completamente uma mama antes de passar para a outra

• Na refeição seguinte, comece pela mama que ofereceu ao seu bebê em último lugar na refeição anterior

• Retire leite com uma bomba própria se sentir a mama demasiado cheia e ainda faltar tempo para a próxima refeição do bebê

• Não amamente sempre na mesma posição

• Não deixe o seu bebê usar a mama como chupeta

• Use um sutiã adequado, com reforço

• Aplique um creme nutritivo próprio para os seios para prevenir as fissuras.

Saúde Mulher

Por que é importante ir ao médico regularmente

Por que é importante ir ao médico regularmenteSaiba por que é importante ir ao médico regularmente
 
Muitas mulheres ainda não possuem o costume de ir ao seu médico regularmente, cuidado que é tão importante e recomendado de se fazer.
 
Muito se deve a nossa rotina corriqueira, principalmente para as pessoas que moram em grandes cidades, outro motivo para isso é que muitos insistem em irem ao médico apenas quando já apresentam algum tipo de sintoma e, na grande maioria das vezes, chegar tarde médico pode fazer com que seus sintomas só agravem, sendo que no caso de algo mais sério, pode trazer complicação e em casos extremos levar a fazer o check up nos tempos determinados pelo seu médico, não apenas ajuda você a se manter mais saudável, mas também evita o agravamento da qualquer doença e você pode descobri-la precocemente, em estágios iniciais, o que colabora muito no aumento de chances de cura da doença.
 
Se paramos para pensar nas últimas vezes em que você ficou doente, era algo como uma infecção, alergia ou anemia. Saiba que qualquer um desses motivos poderia ter sido evitado com ida regular ao médico.
 
Entre algumas das principais doenças, montamos uma lista com exames importantes que devem ser repetidos com certa frequência, afim de evitar maiores problemas na sua saúde.
 
Coração: Com planos de começar uma atividade física e se dedicar a ela, então é muito importante antes fazer uma visita ao seu cardiologista e realizar o teste ergométrico que verifica os batimentos do coração. Esse teste, além de relatar as condições do seu corpo para a prática de algum esporte ou exercícios físicos, ele também aponta se há presença de doenças cardiovasculares ou hipertensão.
 
Os médicos recomendam considerar fazer o exame a partir dos 30 anos de idade, no entanto, isso não enquadra em pessoas com histórico familiar de diabéticos e infartados que não deve esperar até os 30. Principalmente no caso de parente de primeiro grau, como os pais ou irmãos, que já sofreram ou sofrem com isso.
 
Exame de Sangue: Apenas com um simples exame de sangue é possível descobrir uma série de problemas e evitar inúmeras doenças, por isso, fazer o exame de sangue regularmente é um importante meio de medição dos níveis de colesterol, glicemia, cálcio, triglicérides e ferro. É recomendado pelos especialistas que a mulher, a partir dos 30 anos de idade, deve visitar o médico para fazer o exame de sangue uma vez por ano.
 
Exame de Mamografia: A primeira mamografia deve ser realizada aos 35 anos de idade e anualmente após os 40. Para as mulheres que estão enquadradas em casos de alto risco, com histórico de câncer de mama na família, deve começar o controle antes mesmo dos 35 anos.
 
Pressão Arterial: Alguns sintomas como falta de ar, tonturas, visão turva, zumbido no ouvido, enjoo, sangramento nasal ou fraqueza muscular? Faça um exame de pressão arterial.
 
Exame de Fezes e Urina: Dentre os exames mais evitados pelas pessoas está o de fezes que na maioria das vezes é solicitado junto com o de urina. É muito difícil esperar que as pessoas façam esse exame por livre e espontânea vontade, mas saiba que é um procedimento importantíssimo, capaz de identificar muitos problemas no intestino, como um verme ou protozoário. Não espere até que uma doença seja detectada para você ser obrigado a realizar os exames. É recomendado que o exame seja mantido com uma frequência anual, independentemente da idade.
 
É claro que mesmo citando esses exames, não queremos que você se desespere e saia correndo em direção ao médico. Apenas marque uma consulta e coloque todos os seus exames preventivos em dia, fazendo, é claro, o check up completo da sua saúde.
 

Novas regras de partos não garantem fim da 'cultura da cesárea' no Brasil

Apenas três em cada dez mulheres começam a gestação considerando o parto por cesariana, mas oito acabam optando por ela. Para reverter o número, o Ministério da Saúde publicou novas regras que visam estimular a prática do parto normal no país
 
Não há pesquisa que indique como as mulheres brasileiras enxergam o momento de dar à luz, mas os dados referentes ao nascimento de bebês no país sugerem que o medo e a falta de informação podem ser grandes influenciadores dessa decisão.
 
Os números são estarrecedores: 84% dos partos feitos na rede privada e 40% dos realizados na rede pública são cesáreas. Ambos os números estão bem acima dos 15% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Com a intenção de reverter esse quadro considerado epidêmico o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Saúde (ANS) publicaram na última quarta-feira novas regras para estimular o parto normal.
 
O medo é apenas um dos fatores que pode estar levando as mulheres na direção oposta do parto normal. “Parto com muita intervenção é causa de sofrimento para a mulher e em uma cultura assim, ele se torna um momento de horror”, afirma a pediatra e coordenadora da Comissão Perinatal e dos Comitês de Prevenção de Óbito Materno e Infantil da Secretaria de Saúde de Belo Horizonte Sônia Lansky.
 
Entre as principais causas de violência obstétrica estão a episiotomia (corte entre a vagina e ânus), registrada em 53,5% dos partos vaginais no Brasil, e o uso exacerbado de ocitocina sintética para agilizar o trabalho de parto, que traz malefícios na hora para a mulher e posteriores para a criança.
 
Outro fator é a influência médica. De acordo com a pediatra, apenas três a cada dez mulheres começa a gravidez considerando a cesariana, mas oito delas acabam optando por esse tipo de parto. O que as faz tender para a cesariana? A ideia de um parto cercado de sofrimento é considerada como um dos motivos para a mudança, no entanto, ela não descarta que, em vários casos, existe sim o estímulo do profissional motivado por interesses não médicos, seja a comodidade ou o financeiro.
 
Mesmo diante desses desafios, Lansky é otimista em relação às novas regras referentes ao nascimento no Brasil. “Acho que elas podem sim ajudar no estímulo ao parto normal. O fato do assunto agora estar na mídia e ser discutido pela sociedade mostra que a cesariana, como se faz, é um problema grave de saúde publica. Só de se fazer essa medida já alerta a população de que isso não está adequado”, pontua.
 
A nova resolução traz, entre outras coisas, mais transparência sobre as práticas de hospitais e médicos. Ela determina que a mulher atendida por médicos de planos de saúde poderá solicitar e ter acesso, em até 15 dias, ao índice de partos normais e cesáreos feitos pelo profissional, hospital ou plano. Caso não entreguem os dados no período determinado, as operadoras dos convênios arcam com multa de R$ 25 mil. 
 
Outra mudança trazida pela nova resolução é a obrigatoriedade das operadoras fornecerem o cartão da gestante, de acordo com padrão definido pelo Ministério da Saúde, no qual deverá constar o registro de todo o pré-natal. 
 
Para evitar cesáreas desnecessárias, também será obrigatória a apresentação do partograma — relatório gráfico sobre o que acontece durante o trabalho de parto — para pagamento do procedimento ao profissional. Se não entregar, o médico deverá justificar ao plano a ausência do documento. 
 
O presidente da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Etelvino Trindade, elogia as iniciativas, mas diz que alguns pontos devem ser discutidos. “A informação do índice de partos pode expor os médicos e deveria ser analisada em contexto. Ela pode ser injusta. Um hospital com tecnologia mais adequada para receber pacientes de maior complexidade, por exemplo, deve ter mais cesarianas”, diz.

Trindade avalia ainda que terão de ser feitas adaptações no sistema para atender a demanda por partos normais, como aumentar os plantões obstétricos. Para o médico, o índice de cesarianas reduzirá, mas a meta de 15% da OMS é inatingível. “As pessoas estão tendo filhos mais tarde, com partos de maior risco, por exemplo. Partindo de uma taxa acima de 70%, reduzir para 50% nos próximos dois anos está excelente.” 
 
A cesariana, quando não tem indicação médica, ocasiona riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê: aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe. Cerca de 25% dos óbitos neonatais e 16% dos óbitos infantis no Brasil estão relacionados a prematuridade. 

Nova cultura
Historicamente, a ausência de um sistema regulatório efetivo era tido como um dos principais complicadores no incentivo ao parto normal, assim como o papel referencial de orientação da classe profissional. Com as novas regras focadas nesses dois fatores, a expectativa é de melhorias. No entanto, a mudança na cultura das brasileiras é fundamental para a reversão da quantidade de cesarianas.
 
Para tanto, uma questão, das tantas que rodeiam o assunto, merece ser repetida entre as mulheres: por que não fazer um parto normal? Em outras culturas que reconheceram os riscos da cesariana esse questionamento já é natural.
 
“Aqui as mulheres ainda acham um conforto ter tudo organizado como se a gente pudesse oferecer o momento de nascer algo planejado e não respeitar a natureza do bebê. Fazer cesariana aqui é ainda visto como um status”, pondera Sônia Lansky.
 
“Temos uma série de coisas para mudar, entre elas a garantia de que a mulher seja a protagonista no parto. Isso foi retirado dela e colocado no profissional de saúde, fazendo o parto passar a ser um ato cirúrgico e não um ato de poder da mulher”, completa.
 
Correio Braziliense

Enfermeiro alemão admite que matou 30 pacientes gravemente doentes

Ingo Wagner/AFP: Ex-enfermeiro Niels H. vai ao tribunal
e tampa o rosto com um livro
Profissional aplicou injeções entre 2003 e 2005 para demonstrar talento de reanimação
 
Rio - Um enfermeiro julgado há meses em um tribunal alemão reconheceu ter matado em torno de 30 pacientes com doenças graves que estavam internados em unidades de cuidados intensivos, de acordo com a agência Deutsche Presse-Agentur (DPA).
 
O enfermeiro, que há sete anos já havia sido condenado a sete anos e meio de prisão, compareceu ao tribunal de Oldemburgo pelo assassinato de três pacientes e tentativa de matar outros dois, usando doses elevadas de medicamentos.
 
Segundo suspeitas dos investigadores, o acusado, hoje com 38 anos, aplicou as injeções entre 2003 e 2005 com o objetivo de demonstrar seus talentos de reanimação, já que colocava seus pacientes à beira da morte antes de tentar reanimá-los.
 
O réu admitiu, ainda, ter administrado doses excessivas de medicamentos em outros 60 pacientes, que sobreviveram, conforme informou o psiquiatra do caso.
 
Niels H. trabalhou na clínica de Delmenhorst, próximo a Oldemburgo.
 
Em 2005, foi surpreendido por uma colega enquanto injetava um medicamento para coração em um paciente.
 
O Globo