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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Origem étnica de um indivíduo pode influenciar no desenvolvimento de complicações cardiovasculares

Os negros, por exemplo, são mais suscetíveis à hipertensão. Disparidades no acesso ao tratamento, porém, deixam o cenário ainda mais desigual
 
Do lado direito, o coração recebe o sangue pobre em oxigênio das veias. O líquido é bombeado até os pulmões, oxigenado novamente, recebido no lado esquerdo do órgão e mandado de volta para o resto do corpo. Descompassos nesse processo são chamados de doenças cardiovasculares.
 
O surgimento delas tem uma série de explicações, incluindo a influência da herança genética. Não só aquela transmitida pelas gerações imediatamente anteriores, mas por todo o passado étnico e o estilo de vida de ancestrais raciais. A miscigenação, porém, tem diminuído esses efeitos e gerado uma série de dados que escancara dois principais fatores para a diferença no surgimento e no agravamento dessas doenças: o acesso aos cuidados de saúde e as dificuldades de tratamento entre as populações étnicas.
 
Estudos científicos mostram que a prevalência de enfermidades cardiovasculares varia conforme as etnias, especialmente quando a questão é a pressão arterial. Segundo o diretor da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro e editor científico da Revista Brasileira de Cardiologia (RBC), Cláudio Tinoco, pessoas com ascendência afro-americana têm maior prevalência de hipertensão. “Quando estão no mesmo nível de indivíduos de outra etnia, apresentam mais lesões de órgãos alvo, ou seja, maior taxa de efeitos adversos.”

A Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada no ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, confirma que o fardo da incidência de doenças coronárias é mais pesado entre os negros. Cerca de 17% deles declararam o diagnóstico médico de doença do coração e têm grau intenso ou muito intenso de limitações nas atividades habituais devido à doença. Entre a população autodeclarada branca, a taxa é pouco maior que 11%; e, entre os pardos, 16,5%.

As disparidades também são percebidas nas diferentes respostas a anti-hipertensivos. Tinoco ressalta que medicamentos com essa finalidade e ação diurética têm uma ação mais acentuada em negros, assim como os inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs) em brancos. O primeiro tipo de remédio provoca a eliminação de líquidos e sódio pela urina. O segundo é um vasodilatador. “Esses estudos mostram que, na verdade, o que está por trás disso é um patrimônio genético diferente na excreção de proteínas sintetizadas pelo DNA”, diz o cardiologista.

Indivíduos com ascendência africana têm mais de um tipo de gene que favorece a retenção de sódio e água e faz com que a hipertensão arterial seja mais responsiva aos medicamentos diuréticos. No entanto, Tinoco alerta que o tema, ainda que comprovado por seguidos ensaios clínicos populacionais, é controverso no meio clínico e acadêmico. Até porque a análise fica cada vez mais complicada devido ao alto nível de miscigenação da população. “No Brasil, é mais difícil dizer que, pela cor da pele, uma pessoa tem um patrimônio genético ou outro.”

O especialista cita uma grande pesquisa feita nos Estados Unidos em que as pessoas se autodeclararam pertencentes a um grupo étnico e participaram de testes com dois tipos de medicação para uma determinada condição cardíaca. “Esse estudo mostrou respostas bastante interessantes para esses remédios. Foi de grande discussão e passou a ser utilizado para indicar um uso preferencial em pessoas afro-americanas.” Porém, dois trabalhos de análise genética feitos pela Universidade Federal Fluminense e pela Universidade Federal de Minas Gerais mostraram que, na população brasileira, a cor da pele não consegue prever a mesma resposta com tanta precisão.

Atenção falha
Enquanto esse conhecimento começa a se diluir com a mistura dos povos, outro se mantém comum a países desenvolvidos e em desenvolvimento: as disparidades na atenção básica conforme a raça do paciente. De acordo com a mesma Pesquisa Nacional de Saúde, o percentual de brasileiros que nunca mediram a pressão arterial é de 3%. Somente entre as pessoas autodeclaradas brancas, o percentual é menor que a média: de 1,8%. Se comparados a pardos (4,1%) e negros (3,5%), os números, no mínimo, dobram.

Diferentemente do que as pesquisas indicam, a taxa de diagnósticos entre brancos (22,1%), pardos (20%) e negros (24,2%) é próxima, mas não significa acesso ao tratamento. De acordo com os dados, apenas 78,2% da população que se declara negra têm o diagnóstico de hipertensão e havia tomado medicamento para a doença nas últimas duas semanas anteriores à data da pesquisa. A mesma informação contabiliza 84,5% da população branca hipertensa e medicada.

Tratamentos devem ser diferenciados
Um atendimento diferenciado cultural e etnicamente é apontado como solução para o problema, de acordo com especialistas. Durante o Congresso Canadense Cardiovascular de 2014, em Vancouver, trabalho apresentado por um grupo de cientistas liderado por Asim Cheema, do Hospital St. Michael's, em Toronto, apontou que grupos étnicos distintos têm diferenças amplas tanto para a prevalência quanto para a conscientização dos fatores de risco cardiovascular. Segundo Cheema, a descoberta destaca a necessidade de programas de educação e intervenção especialmente concebidos para cada grupo.

Eles analisaram 3 mil pacientes em uma clínica de cuidados urgentes que funciona em uma área etnicamente diversificada de Toronto. Os participantes foram convidados a identificar a sua etnia e, a partir de uma lista de 20 atividades ou condições, identificar quais acreditavam contribuir para a doença cardiovascular. “Como visto em pesquisas anteriores, os de ascendência africana ou do Sul da Ásia são mais propensos a ter pressão alta e diabetes, e, portanto, estão em maior risco de doença cardíaca e acidente vascular cerebral do que a população em geral.”

O trabalho confirmou mais um fator: essa população não tem acesso às informações mais básicas sobre esses problemas. Por exemplo, apesar de negros e sul-asiáticos relatarem prevalência muito maior de diabetes do que os brancos, eles eram muito menos propensos a saber que a doença metabólica é um fator de risco para complicações cardíacas e acidente vascular cerebral. “Mas o fato é que uma proporção significativa desses problemas pode ser evitada. É importante que todas as etnias estejam cientes dos comportamentos de saúde necessários para preveni-las”, ressalta Cheema.

Ele acrescenta que a melhoria da consciência é importante, mas há também a necessidade de criar estratégias de intervenção que forneçam informações sobre a saúde do coração culturalmente apropriadas.

Planos privados
A opinião é totalmente compartilhada por Alan Zaslavsky, professor de política de atenção à saúde, da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos. Ele conta que disparidades significativas nos atendimentos intermediários de saúde persistiram para os negros em comparação aos brancos na maior parte dos Estados Unidos, de acordo com pesquisa divulgada por ele em dezembro de 2014, no New England Journal of Medicine. Porém, o melhor resultado para diminuição dessas lacunas foi percebido em análises de planos de saúde que buscaram melhorar a qualidade do serviço prestado em geral.

Essas iniciativas também foram associadas com taxas reduzidas de atendimentos de urgência e internações por clientes que tinham diabetes e com incidência reduzida de infarto agudo do miocárdio. “No entanto, pela primeira vez, um trabalho confirma que as iniciativas de melhoria da qualidade reduziu disparidades raciais e étnicas em resultados intermediários para condições crônicas comuns.”
 
Correio Braziliense

Estudo revela posição sexual mais perigosa para o homem; descubra

"Mulher em cima" pode causar a fratura do pênis do homem, diz pesquisa brasileira
 
A posição sexual em que a mulher fica em cima do homem durante a relação é considerada a mais perigosa. De acordo com pesquisadores e cientistas da cidade de Campinas, interior de São Paulo, tal posição é responsável por metade de todas as fraturas penianas sofridas durante o sexo. O estudo foi publicado no jornal Advances in Urology.
 
De acordo com as informações do jornal The Independent, foram examinados 44 casos de homens com fratura de pênis, durante um período de 13 anos. Desses, 42 casos foram em consequência da "perigosa" posição sexual. 
 
Segundo o estudo, a fratura peniana pode acontecer pois a mulher controla o pênis com seu peso corporal inteiro durante o ato sexual. A parceira pode não perceber ou não interromper quando acontecer houver  " uma penetração errada".
 
Para os pesquisadores, a posição mais segura durante o sexo é a que o homem fica em cima da mulher, que também é bastante comum. Desta forma, o homem de controlar os seus movimentos e não ser manipulado, assim ele terá controle, no caso de sentir alguma dor. 
 
R7

Reunião pública avalia regras de alimentos, Farmacopeia e agrotóxicos

A Reunião Pública da Diretoria Colegiada da Anvisa desta quinta-feira (22/01) tem início às 10h e traz na pauta, entre outros temas, a internalização da resolução do Mercosul sobre critérios para reconhecimento de Limites Máximos de Resíduos de Agrotóxicos em produtos vegetais in natura
 
Acompanhe a reunião (Compatível apenas com Internet Explorer). Outro item de discussão é a iniciativa regulatória para atualizar a regulamentação de aditivos alimentares e coadjuvantes para suplementos alimentares.
 
A pauta inclui ainda uma norma para dispensar os lotes pilotos de medicamentos de notificação à Anvisa.
 
Estão incluídas ainda uma série de recursos administrativos.
 
 
ANVISA

Autocontrole na alimentação depende da mudança de comportamento com a comida

É comum ter uma relação emocional com os alimentos e isso facilita o comer exagerado

Por Adriana de Araújo Psicólogo - CRP 56802/SP
 
Uma das maiores dificuldades de quem quer emagrecer é controlar o desejo por comida e saber se alimentar de forma equilibrada. Comer em excesso está, hoje, mais ligado a questões psicológicas ou físicas?                             
 
Como disse o filósofo Sócrates: "assim como não se deve tentar curar olhos sem cabeça, ou cabeça sem corpo, é inútil tratar o corpo sem intelecto". Portanto, na maioria das pessoas, a ausência de autocontrole alimentar está ligada sim a questões emocionais. E entender isso está intimamente ligado ao emagrecimento. 
 
Aspectos psicológicos no autocontrole alimentar
Ao cuidar da sua mente, automaticamente você estará também cuidando da saúde do seu corpo. Tudo está interligado. O padrão e estilo alimentar escolhido por você influenciará em seus resultados de saúde, estética, peso, entre outros, pois a maneira como as pessoas lidam com os alimentos tem influência das emoções e dos sentimentos. Os pontos emocionais ligados aos distúrbios alimentares mais comuns são: ansiedade, compulsão, depressão e/ou fatores psicológicos negativos. Quem sofre com essas questões psicológicas, às vezes, acaba por ?descontar? na comida e comer em excesso.                             
 
Grande parte das pessoas "sabe" exatamente como se alimentar de forma saudável. A maioria também sabe o que deve fazer para comer com qualidade e qual é a melhor quantidade, mas, muitas se sentem impotentes para fazê-lo, pois estão mentalmente presas em padrões emocionais equivocados. Por exemplo, quem sofre com ansiedade, pode comer em grande quantidade pelo descontrole e na tentativa de relaxamento e bem-estar.                             
 
Assim como quem está passando por um período difícil e com sintomas de depressão pode encontrar na comida um refúgio e um caminho de prazer, mas acaba por comer de forma excessiva. Mas isso não ocorre apenas com que está com depressão. A comida desperta uma sensação de prazer e para muitos que é difícil se libertar. O comportamento da pessoa é comer mais e mais, isso na verdade é uma tentativa de diminuir a tensão. Com isso, o corpo passa a necessitar de mais alimento. O resultado é negativo e a pessoa engorda.  
 
Só que, muitas vezes, quem está acima do peso acaba por evitar situações e atividade e isso faz com que haja uma grande restrição no contato social. Isso porque a pessoa acaba sofrendo e sentindo vergonha do próprio corpo e por fim a consequência é o isolamento. E então, muitas pessoas buscam na comida a recompense, o prazer, o bem-estar. Dessa forma, é difícil conseguir autocontrole.    
 
Para cortar esse tipo de relação com a comida é preciso um planejamento e/ou tratamento que inclui:                             
 
- Criar novas formas de prazer
 
- Ter momentos de relaxamento
 
- Aumentar o contato social
 
- Investir mais nas atividades físicas
 
- Cuidar dos sonhos e desejos.
 
Ganhos secundários
Outros tipos de comportamentos importantes que levam a ausência de autocontrole diante da comida estão ligados aos ganhos secundários. O que você ganha ao comer em excesso? Os ganhos secundários não são imediatos, sendo assim, ninguém que quer emagrecer gosta de estar acima do peso, ou seja, não faz conscientemente para que isso aconteça. Mas pode receber algo em segundo plano, mesmo que seja pouco. Por exemplo: por estar acima do peso evita certos encontros sociais. E assim, tira proveito desse afastamento. Ou evita se relacionar afetivamente: "ninguém vai olhar para mim, estou enorme!"
 
Através dos ganhos secundários é possível receber algum beneficio mesmo que seja numa pequena escala, com isso, ganhar algo que seja considerado bom. É preciso mudar, porque esse ganho só acontece através de um comportamento inadequado. 
 
É importante desvincular o ato de comer dos problemas existentes na vida. O ideal é solucioná-los na medida do possível para permitir a você que aceite um novo desafio e estilo de vida que é essencial para a perda de peso e posteriormente sua manutenção. 
 
Existem técnicas como coaching de vida, hipnose ericksoniana, programação neurolinguistica, atualização da programação neurolinguistica (novo código) que auxiliam no alcance da perda de peso e principalmente na mudança do comportamento. O processo desse tratamento orienta os pacientes para o caminho daquilo que eles desejam alcançar. 
 
Minha Vida

Primeiro pâncreas artificial é implantado em menino de 4 anos para tratar diabetes

AFP/ Departamento de Saúde da Austrália
Ao lado dos pais e da enfermeira Annette Hart, Xavier Hames
 mostra dispositivo que funciona como um pâncreas artificial 
Dispositivo reproduz a função do órgão, regulando o fornecimento de insulina de acordo com sua necessidade
 
Rio - Xavier Hames, um australiano de 4 anos, é a primeira pessoa do mundo a receber um pâncreas artificial, o que pode se tornar uma revolução no tratamento da diabetes tipo 1, segundo o Hospital Infantil Princesa Margaret, em Perth.
 
O pâncreas artificial reproduz a função do órgão e está ligado ao corpo do garotinho através de vários tubos enxertados sob sua pele.
 
— O aparelho reproduz a função biológica do pâncreas, prevendo os níveis baixos de glicose e administrando as doses de insulina — explicou um comunicado do Departamento de Saúde da Austrália Ocidental, emitido nesta quarta-feira. — Isso, por sua vez, evita as graves consequências do baixo nível de glicose, como coma, convulsões e até a morte.
 
O anúncio oficial não disse, porém, quando a operação ocorreu.
 
A Fundação de Pesquisa da Diabetes Juvenil, uma organização sem fins lucrativos que financiou o projeto, informou que o dispositivo monitora os níveis de glicose e interrompe o fornecimento de insulina até 30 minutos antes de ocorrer um ataque hipoglicêmico. O aparelho, então, pode prever a hipoglicemia e agir antes que ela aconteça, interrompendo o fornecimento de insulina. A bomba retoma automaticamente o fornecimento de insulina quando os níveis de glicose são restaurados.
 
A mãe de Xavier, Naomi Hames, disse a jornais locais que a vida de seu filho, que sofre com a doença desde os 22 meses, melhorou muito depois da operação. Ele, inclusive, pode praticar a natação que tanto gosta, já que o dispositivo é à prova d’água.
 
O pâncreas artificial foi desenvolvido ao longo de cinco anos, no Hospital Infantil Princesa Margaret, com a ajuda de outros núcleos de pesquisa. Cada dispositivo custa cerca de US$ 8.100 (R$ 21 mil).
 
O Globo