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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Ortopedistas lançam campanha para reduzir acidentes e traumas no carnaval

Divulgação Sbot
Como faz todos os anos, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot) lançou em todas as regionais da entidade no país a campanha  Carnaval sem Traumas, para reduzir o número de acidentes no período de folia
 
O secretário-geral da Sbot, André Pedrinelli, sustentou ontem (10) que, todos anos, o carnaval acaba sendo responsável por um grande número de pessoas que morrem ou são acidentadas. Os dados mostram que 150 pessoas, em média, morrem por ano nas estradas federais na época do carnaval e mais de 1.800 sofrem acidentes.
 
“Então, o mote do carnaval seguro é isso: é prevenir ou alertar as pessoas para os riscos que podem acontecer nessa época." O médico lembrou que o álcool é peça fundamental no acidente automobilístico. “E isso pode atrapalhar a vida de muita gente, principalmente dos jovens, na idade produtiva da vida.”
 
Os ortopedistas de todo o país prometem distribuir milhares de folhetos informativos nos sinais, pedágios e nas estradas federais. Pedrinelli disse que a Sbot está aberta a parcerias com outras entidades, como a Polícia Rodoviária Federal, com o objetivo de alertar a população sobre os cuidados para evitar traumas desnecessários.
 
Segundo Pedrinelli, o principal cuidado tem que ser em relação ao uso do cinto de segurança, “principalmente no banco traseiro”. Ele explicou que ninguém dá muito valor a isso porque pensa que o banco da frente serve de amparo. “Mas o que acontece é que um objeto de 20 quilos que é arremessado do banco traseiro para o banco da frente, dependendo da velocidade, pode chegar com 300 quilos de carga. Uma pessoa de 70 quilos é como uma tonelada no banco da frente, só pelo deslocamento da massa que tem” e, embora o carro freie, a pessoa sem cinto não é freada.
 
O secretário-geral da Sbot disse também que o cinto de segurança deve ser usado no banco traseiro, tanto para pessoas como animais e cargas. No caso de animais, eles devem ser carregados dentro de suas caixas de transporte afixadas no banco ou, quando são maiores, devem usar cintos de segurança próprios, disponíveis no mercado.
 
Para crianças, o médico lembrou que o uso do cinto é “superimportante”. O especialista recomenda que a pessoa afivele o cinto de segurança assim que entrar no carro, fazendo desse movimento um hábito. “A pessoa tem que se habituar, porque isso, por si só, vai conferir muita segurança. Na eventualidade de um acidente, significará menos trauma para todo mundo”.
 
Outra prática negativa observada pela Sbot e, inclusive, proibida pelo Código Nacional de Trânsito, é o uso de celular ao volante. “Isso tira a atenção do condutor. E, se acontece com uma pessoa alcoolizada, de noite, chovendo, tira a atenção e a responsabilidade em relação ao que ocorre no trânsito. Nós não podemos ficar desatentos”, afirmou o ortopedista.
 
De acordo com Pedrinelli, a população que é informada sempre reage bem às campanhas. Para ele, se todas as pessoas envolvidas e que têm responsabilidade sobre o trânsito ajudarem nas campanhas, o número de 50 mil mortes por ano em acidentes de trânsito no país poderá cair. “Para cada morto, temos três ou quatro feridos. Imaginem o custo econômico e social disso.”
 
Metade dos leitos hospitalares é ocupada por pacientes com trauma. “Isso é uma epidemia, que tem um custo econômico, social e emocional altíssimo para o país”, afirmou Pedrinelli.

A campanha da Sbot se estenderá até o final de semana, após a Quarta-Feira de Cinzas (18). “É porque tem a volta. Muitas pessoas viajam para curtir o carnaval em outros lugares ou para fugir do carnaval, e há muito tráfego”, explicou Pedrinelli.
 
Agência Brasil

Cochilos podem amenizar prejuízos de noites mal dormidas

Cochilos podem amenizar prejuízos de noites mal dormidas Daniela Xu/Agencia RBS
Foto: Daniela Xu / Agencia RBS
Estudo constata que cochilos podem restaurar hormônios e proteínas produzidos pelo estresse
 
Uma breve soneca pode ajudar a aliviar o estresse e fortalecer o sistema imunológico de pessoas que dormiram apenas duas horas na noite anterior, afirma um novo estudo publicado na revista da americana Sociedade de Endocrinologia.
 
Os cientistas destacam que a falta de sono é um problema de saúde pública e que o sono insuficiente pode contribuir para a redução da produtividade, entre outros problemas. Além disso, as pessoas que dormem muito pouco são mais propensas a desenvolver doenças crônicas como obesidade, diabetes, pressão alta e depressão.
 
Na pesquisa, quase três em cada 10 adultos relataram que dormiram uma média de seis horas ou menos por noite.
 
— Nossos resultados sugerem que um cochilo de 30 minutos pode reverter o impacto hormonal de uma noite de sono ruim — disse um dos autores do estudo, Brice Faraut.
 
O trabalho examinou a relação entre hormônios e sono em um grupo de 11 homens saudáveis, com idades entre 25 e 32 anos.
 
Na primeira sessão, os homens foram limitados a duas horas de sono na noite. Numa segunda etapa, os participantes puderam ter 30 minutos de cochilo após dormirem duas horas na noite anterior.
 
Depois de uma noite de sono insuficiente, os pesquisadores descobriram que os homens tiveram um aumento de 2,5 vezes nos níveis de norepinefrina — um hormônio e neurotransmissor envolvido na resposta do corpo ao estresse. A norepinefrina também aumenta a frequência cardíaca, a pressão arterial e os níveis de açúcar no sangue.
 
Porém, nenhuma alteração nos níveis de norepinefrina foi identificada quando os homens puderam cochilar após uma noite de sono insuficiente.
 
A falta de sono também afetou os níveis de interleucina-6, uma proteína com propriedades antivirais. Os níveis caíram depois de uma noite mal dormida, mas manteve-se normal quando os indivíduos foram liberados para tirar uma soneca. As alterações, portanto, também sugerem que sestas podem ser benéficas para o sistema imunológico.
 
Zero Hora

Médicos alertam para infecções causadas por mau uso de lentes de contato

Médicos alertam para infecções causadas por mau uso de lentes de contato   Mateus Bruxel/Agencia RBS
Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS
Anderson Figueiredo teve o sonho de ser jogador profissional
 de futebol interrompido pelo problema de saúde
Aumento no número de casos tem preocupado a equipe de oftalmologistas do Hospital de Clínicas de Porto Alegre
 
Ele queria que seus olhos, sempre atentos aos dribles e passes no campinho de futebol, não fossem mais castanho-escuros, mas reluzissem em verde na pele negra. Por seis meses, com as lentes de contato compradas pela internet, Anderson Figueiredo, 22 anos, se achou mais bonito. Mas depois, o desejo de se tornar jogador profissional acabou dando lugar ao pesadelo de, com sequelas no olho direito, não poder mais exercer sua atividade preferida.

Histórias como essa têm preocupado a equipe de oftalmologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Infecções de córnea ocasionadas por uso de lentes de contato sem orientação médica foram mais frequentes que o normal no ano passado. Se o comum era haver um caso a cada três anos, só em 2014 quatro pacientes precisaram de transplante de córnea por este motivo — Anderson entre eles.
 
Acendeu-se um alerta entre os médicos, embora os números não sejam alarmantes. A incidência de infecção na córnea causada por lentes de contato é ao redor de 1 a cada 500 usuários.

— É um número baixo, mas são casos que costumam ser graves pois os protozoários, bactérias e fungos que contaminam a córnea são resistentes ao tratamento, o que frequentemente leva à cegueira — aponta o médico Sérgio Kwitko, vice-presidente regional da Sociedade Brasileira de Oftalmologia.

VÍDEO: Pacientes falam sobre os problemas que tiveram em virtude do uso de lentes coloridas sem indicação médica
 


Com os óculos escuros que viraram um anexo de seu rosto, Anderson se recupera do transplante realizado em dezembro. Apesar da boa evolução da cirurgia, os médicos garantem que ele terá mais fragilidade a traumas, o que pode comprometer seu futuro como jogador.

— Tenho medo que a sorte não bata duas vezes na minha porta — conta ele, que recebeu a convocatória para o teste no Esporte Clube Cruzeiro quando estava no hospital. Não pôde ir.

A facilidade de comprar o produto pela internet é um dos motivos pelos quais o número de infecções vem aumentando, diz a professora da faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e preceptora da residência médica do setor de córnea e transplantes do HCPA, Diane Marinho.

— Até pode haver instruções de uso na embalagem, mas você não sabe se seu olho é "candidato" para o uso de lentes. Se você tiver pouca lubrificação nos olhos, por exemplo, não pode usar lentes de jeito nenhum. Outros fatores que desencadeiam essas doenças são a falta de higiene e o desrespeito ao prazo de validade _ comenta a docente.

Anderson não tirava as lentes para dormir, tomar banho ou jogar bola — três comportamentos desaconselhados pelos oftalmologistas.

— Antes, só incomodava quando eu suava. Depois, começou a coçar quase diariamente — lembra ele, que vê no troféu de goleador que recebeu em um campeonato de várzea em 2011 a esperança de voltar a jogar.

Tem que esperar no mínimo seis meses para, com calma, retornar aos campos. Confessa: quando a mãe — que acende velas todos os dias para Santa Luzia, a protetora dos olhos, pedindo saúde ao caçula de cinco filhos — não está vigiando, bate uma bolinha "de leve" com os vizinhos.

— Se me perguntarem se eu quero casar ou jogar, prefiro jogar — diz ele, esperando que a namorada, com quem está há três anos, não leia esta reportagem.

Zero Hora

Castanha é combustível para cérebro de idosos

Uma castanha por dia fornece quantidade de selênio
necessária para ‘turbinar’ as funções mentais
Alimento tem substância que melhora fluência verbal, memória e atenção
 
Rio - A castanha-do-brasil tem a capacidade de melhorar funções cerebrais de idosos, como fluência verbal, memória e atenção. O alto teor de selênio no alimento, também conhecido como castanha-do-pará, é o responsável pelo benefício, já que o mineral produz enzimas antioxidantes no organismo. A conclusão é de pesquisa da nutricionista Bárbara Cardoso, da USP.  
 
Durante o estudo, ela analisou 20 pessoas, frequentadoras do Ambulatório de Memória do Idoso da Faculdade de Medicina da USP. Entre os participantes, 95% apresentavam deficiência do composto. A pesquisadora dividiu os voluntários em dois grupos: um ingeriu uma castanha diariamente e o outro, nenhuma. Os idosos que a consumiram passaram ainda por testes neuropsicológicos para avaliar os domínios mentais.                       

Após 6 meses, todos os que ingeriram o alimento melhoraram a insuficiência de selênio e a fluência verbal, principalmente os que tinham comprometimento cognitivo leve (CCL), considerado estágio intermediário entre envelhecimento normal e demências.                       

Segundo Bárbara, esse mineral é um nutriente antioxidante, que combate a formação de radicais livres. “O selênio atua por meio de selenoproteínas no corpo. Os radicais livres têm participação na doença de Alzheimer. Acreditamos, portanto, que ao aumentar a oferta de selênio, diminuímos o número dos radicais, e as chances de ter Alzheimer caem”, explica a nutricionista, que fez o estudo no Laboratório de Nutrição-Minerais da USP.                       

A pesquisadora destaca que o excesso de radiciais livres no organismo está relacionado ao declínio das funções cognitivas. Pacientes com CCL apresentam maiores níveis de radiciais e menor quantidade de selênio. “Com o avanço da idade, os neurônios apresentam maior ineficiência no processo de energia. E a capacidade do sistema antioxidante, que combate os radicais, tende a se reduzir”, acrescenta a especialista.                       

Apesar do efeito benéfico em idosos, Bárbara sugere que as pessoas comam apenas uma unidade de castanha por dia, por causa da alta concentração de selênio. “Duas unidades já excederiam o limite máximo recomendado para o consumo diário do mineral”, alerta a nutricionista.

O Dia

Suplementos com supostas fraudes são tirados das prateleiras nos EUA

Exames de DNA constataram que 79% não tinham o ingrediente ativo que aparecia no rótulo ou estavam contaminados com arroz, feijão e até areia
 
Nos Estados Unidos, mais de 20 marcas de suplementos alimentares foram retiradas das prateleiras. As autoridades investigam possíveis fraudes na composição desses produtos.
 
Mais de 150 milhões de americanos têm o hábito de tomar suplementos: Ginko Biloba para a memória, Ginseng para aumentar as defesas do organismo.
 
São 65 mil tipos à venda, um mercado que virou alvo do procurador-geral de Nova York. Ele mandou quatro redes de supermercado e farmácia retirar das prateleiras 24 suplementos. Exames de DNA constataram que 79% não tinham o ingrediente ativo que aparecia no rótulo ou estavam contaminados com arroz, feijão e até areia.
 
“Muitos suplementos que as pessoas tomam para manter a saúde representam um perigo para quem tem alergia ou toma remédios”, disse o procurador.
 
Os suplementos não são testados pelo governo antes de chegar ao mercado. A FDA, a agência que regula os medicamentos nos Estados Unidos, determina apenas que as empresas garantam a segurança e a rotulagem adequada dos produtos.
 
O presidente da associação dos fabricantes criticou a metodologia do exame divulgado pelo procurador. “O DNA nem sempre aparece no produto final, mas isso não quer dizer que a substância não esteja lá”, afirma.
 
Mesmo contrariadas, as lojas suspenderam a venda dos produtos com problemas, mas de olho na maioria, que continua sendo vendida e movimenta todo ano o equivalente a R$ 16 bilhões.
 
G1