quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
MPE investiga epidemia de dengue em Catanduva-SP
De acordo com o último boletim, 1.464 casos foram confirmados e já são quase três mil casos suspeitos - a cidade tem 118 mil habitantes. Três mortes suspeitas aguardam o resultado de exames.
O promotor Carlos de Oliveira Otuski, que está à frente do inquérito, começa a ouvir os agentes públicos esta semana. Ele quer saber se houve ações preventivas para evitar a dengue. Otuski também vai apurar denúncias de moradores de que o número de casos estaria sendo subestimado pelos órgãos de saúde. O inquérito pode resultar numa ação civil pública para obrigar a prefeitura a tomar medidas para evitar nova epidemia no futuro.
A prefeitura decretou estado de emergência por causa da dengue. O carnaval deste ano foi suspenso. A assessoria de imprensa informou que a prefeitura responderá a todos os questionamentos do MP e que todas as medidas foram tomadas para combater o mosquito transmissor e garantir o atendimento à população. Os boletins sobre a evolução da doença são divulgados com transparência. Um hospital de campanha com 70 leitos está sendo instalado numa escola para atender os pacientes.
O promotor Carlos de Oliveira Otuski, que está à frente do inquérito, começa a ouvir os agentes públicos esta semana. Ele quer saber se houve ações preventivas para evitar a dengue. Otuski também vai apurar denúncias de moradores de que o número de casos estaria sendo subestimado pelos órgãos de saúde. O inquérito pode resultar numa ação civil pública para obrigar a prefeitura a tomar medidas para evitar nova epidemia no futuro.
A prefeitura decretou estado de emergência por causa da dengue. O carnaval deste ano foi suspenso. A assessoria de imprensa informou que a prefeitura responderá a todos os questionamentos do MP e que todas as medidas foram tomadas para combater o mosquito transmissor e garantir o atendimento à população. Os boletins sobre a evolução da doença são divulgados com transparência. Um hospital de campanha com 70 leitos está sendo instalado numa escola para atender os pacientes.
Estadão Conteúdo
Fumar causa mais doenças e mortes do que se imaginava, indica estudo
Um novo estudo acrescenta pelo menos cinco doenças e 60 mil mortes por ano ao mal causado pelo tabaco nos Estados Unidos. Antes do estudo, o fumo já era culpado por quase meio milhão de mortes por ano no país devido a 21 doenças, incluindo 12 tipos de câncer
Os novos resultados são baseados em dados de saúde de quase 1 milhão de pessoas que foram acompanhadas por 10 anos. Além dos riscos conhecidos de câncer de pulmão, doenças arteriais, ataques cardíacos, doenças pulmonares crônicas e acidentes vasculares, os pesquisadores descobriram que o fumo também está associado a risco significativamente maior de infecção, doenças renais, doenças intestinais causadas por fluxo sanguíneo inadequado e doenças cardíacas e pulmonares antes não atribuídas ao tabaco.
Apesar das pessoas já serem bombardeadas com mensagens sobre os riscos de fumar, os pesquisadores dizem que é importante informar ao público que há ainda mais notícias ruins.
"A epidemia de fumo prossegue e há a necessidade de avaliar o quanto o fumo nos prejudica como uma sociedade, de apoiar os clínicos e as políticas de saúde pública", disse Brian D. Carter, um epidemiologista da Sociedade Americana do Câncer e o primeiro autor de um artigo sobre o estudo, publicado no "The New England Journal of Medicine". "Não é uma história encerrada."
Em um editorial que acompanha o artigo, o dr. Graham A. Colditz, da Escola de Medicina da Universidade de Washington, em Saint Louis, disse que os novos resultados mostraram que as autoridades nos Estados Unidos subestimaram substancialmente o efeito do fumo sobre a saúde pública. Ele disse que os fumantes, particularmente aqueles que dependem do Medicaid (o seguro-saúde público para pessoas de baixa renda), não receberam ajuda suficiente para abandonar o fumo.
Cerca de 42 milhões de americanos fumam –15% das mulheres e 21% dos homens– segundo os Centros para Controle e Prevenção de Doenças. Pesquisa mostra que a taxa de mortalidade deles é duas ou três vezes mais alta do que o de pessoas que nunca fumaram e que, em média, eles morrem mais de uma década antes dos não fumantes. Os fumantes apresentam uma probabilidade mais de 20 vezes maior de morrerem de câncer de pulmão. Pessoas pobres e aqueles com menor escolaridade formal apresentam maior probabilidade de fumar.
Carter disse que foi inspirado a explorar mais a fundo as causas de morte de fumantes após dar uma olhada inicial em dados de cinco grandes pesquisas de saúde sendo realizadas por outros pesquisadores. Os participantes eram 421.378 homens e 532.651 mulheres com 55 anos ou mais, incluindo quase 89 mil fumantes. Como esperado, as taxas de mortalidade eram maiores entre os fumantes. Mas doenças conhecidas como causadas pelo tabaco foram responsáveis por apenas 83% das mortes a mais entre as pessoas que fumavam.
"Eu pensei, 'Uau, isso é realmente baixo'", disse Carter. "Nós temos esse grupo imenso. Vamos mais a fundo, lançar uma rede mais ampla e ver o que está matando os fumantes que nós ainda não sabemos."
A pesquisa foi paga pela Sociedade Americana do Câncer e Carter trabalhou com cientistas de quatro universidades e do Instituto Nacional do Câncer.
O estudo foi observacional, o que significa que olhou para os hábitos das pessoas, como fumar, e notou as correlações estatísticas entre o comportamento delas e sua saúde. A correlação não prova causa e efeito, de modo que esse tipo de pesquisa não é considerada tão forte quanto experimentos nos quais participantes são designados aleatoriamente a tratamentos ou placebo e depois comparados. Mas as pessoas não podem ser eticamente instruídas a fumar para um estudo, de modo que muitos dados sobre os efeitos do fumo sobre as pessoas vêm de estudos observacionais.
Analisando as mortes entre os participantes de 2000 a 2011, os pesquisadores descobriram que, em comparação a pessoas que nunca fumaram, os fumantes apresentavam o dobro da probabilidade de morrer por infecções, problemas renais e males respiratórios antes não associados ao tabaco, e cardiopatia hipertensiva, na qual a pressão alta leva a insuficiência cardíaca. Os fumantes também apresentavam uma probabilidade seis vezes maior de morrer de uma doença rara causada por fluxo insuficiente de sangue nos intestinos.
Carter disse ter confiança nos resultados porque biologicamente faz sentido que essas condições estejam relacionadas ao tabaco. O fumo pode enfraquecer o sistema imunológico, aumentando o risco de infecção, ele disse. Também se sabe que ele causa diabete, pressão alta e doenças arteriais, que podem levar a problemas renais. A doença arterial também pode reduzir o fluxo de sangue aos intestinos. Danos no pulmão causados pelo fumo, combinados com o aumento da vulnerabilidade a infecções, podem levar a múltiplos males respiratórios.
As doenças antes estabelecidas como sendo causadas pelo fumo eram os cânceres de esôfago, estômago, cólon, fígado, pâncreas, laringe, pulmão, bexiga, rim, colo do útero, lábio e cavidade oral; leucemia mieloide aguda; diabete; doenças cardiovasculares; acidentes vasculares; aterosclerose; aneurisma da aorta; outras doenças arteriais; doenças respiratórias crônicas; pneumonia e gripe; e tuberculose.
The New York Times / UOL
Após morte da mãe, campanha quer arrecadar leite materno para quadrigêmeos prematuros
No último sábado (7/2), Alex Sandro Mota, de 44 anos, fez uma 'selfie' para compartilhar com amigos e familiares a alegria do nascimento de seus quatro filhos. O registro foi feito na sala de parto onde sua mulher, Rosângela Garcia Mota, 38 deu à luz a quadrigêmeos prematuros. Vinte e quatro horas depois, a mãe das crianças morreu no Hospital Femina, em Cuiabá, no Mato Grosso. As informações divulgadas são de que a auxiliar administrativo faleceu em decorrência de hemorragia e pré-eclâmpsia durante a cesariana. Após o parto, ela passou por uma cirurgia de urgência, mas não resistiu.
A imagem que tem causado comoção nas redes sociais ilustra agora uma campanha para arrecadar leite materno para Benjamim, Isaque, Samuel e Ester que estão internados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal porque nasceram com 31 semanas. As mulheres interessadas em doar leite devem entrar em contato com a Maternidade Femina ou com o Hospital Júlio Muller, ambos em Cuiabá.
Após várias tentativas com inseminação artificial, o casal que tentava engravidar há oito anos, conseguiu realizar o sonho. Alex e Rosângela estavam juntos há 20.
A imagem que tem causado comoção nas redes sociais ilustra agora uma campanha para arrecadar leite materno para Benjamim, Isaque, Samuel e Ester que estão internados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal porque nasceram com 31 semanas. As mulheres interessadas em doar leite devem entrar em contato com a Maternidade Femina ou com o Hospital Júlio Muller, ambos em Cuiabá.
Após várias tentativas com inseminação artificial, o casal que tentava engravidar há oito anos, conseguiu realizar o sonho. Alex e Rosângela estavam juntos há 20.
Saúde Plena
Menopausa e cigarro podem causar atrofia vaginal
Perda de elasticidade e secura são sintomas comuns da condição
Por Dr. Fabio Laginha Ginecologista e Obstetra - CRM 42141/SP
A falta de estrogênio causa atrofia vaginal (AV), que é uma condição caracterizada por: secura, inflamação e adelgaçamento das estruturas da pele e mucosas que revestem os órgãos genitais e urinários.
O hormônio estrogênio é responsável pela manutenção do colágeno que mantêm a elasticidade, espessura, umidade da pele e a sua vascularização. Além destas alterações, os lactobacilos da flora vaginal normal desaparecem, mudando a flora e propiciando maior risco de infecções genitais e urológicas.
O problema ocorre, normalmente, em determinados períodos da vida: pós-parto, amamentação, retirada dos ovários, necessidade de uso de determinados medicamentos, doenças sistêmicas ou autoimunes, etc. A menopausa, com a falência dos ovários, é o inicio do climatério, fase mais comum e importante que leva a atrofia uro/genital.
Devemos lembrar que, atualmente, a mulher vive grande parte de sua vida nesta fase e cerca de metade delas apresenta sintomas como: corrimento, prurido, sangramento, dor na relação sexual, infecções urinárias de repetição e incontinência urinaria.
Existem algumas doenças que podem precipitar a atrofia vaginal e levar a sintomas muito parecidos como: liquem escleroso, doenças autoimunes, infecções crônicas, problemas alérgicos locais etc. Além da falta de estrogênios, algumas outras condições podem acelerar ou exacerbar o problema como: cigarro, cirurgia vaginal, falta de relação sexual, ausência de parto por via vaginal.
Como tratamento, após avaliação global da paciente, exclusão de cânceres e doenças que possam levar a riscos, podemos utilizar os hormônios de forma sistêmica e/ou local para atenuar estes sintomas.
Alguns medicamentos não hormonais locais podem ser usados sem riscos, assim como determinada forma de laser parece aumentar o trofismo e formação de colágeno. Fisioterapia pode ser indicada em casos específicos. Devemos orientar e tratar de forma individualizada, para que tenhamos o controle das queixas uro/genitais, melhorando muito a qualidade de vida destas pacientes.
Alguns medicamentos não hormonais locais podem ser usados sem riscos, assim como determinada forma de laser parece aumentar o trofismo e formação de colágeno. Fisioterapia pode ser indicada em casos específicos. Devemos orientar e tratar de forma individualizada, para que tenhamos o controle das queixas uro/genitais, melhorando muito a qualidade de vida destas pacientes.
Minha Vida
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