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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Pouca saliva pode ser sinal de inflamações ou tumores

Reprodução
Saliva é responsável por auxiliar o processo digestivo e proteger a boca
 
A saliva protege a cavidade oral, cuida da umidade da boca, facilita a fala, auxilia o paladar, a mastigação, a digestão e ainda ajuda a evitar o mau hálito. As glândulas salivares guardam funções de extrema importância na manutenção da saúde, mas podem ser foco de uma série de problemas que muita gente desconhece, desde que tudo pareça bem.
 
Um exemplo, a boca seca — geralmente um sintoma de que alguma coisa vai mal ou uma sequela de algum tipo de tratamento ou medicamento — pode ser mais incômodo do que se pode imaginar. Tanto que existem medicamentos usados para amenizar o desconforto da saliva escassa. São três pares principais de glândulas e outras centenas de pequenas versões espalhadas pela boca que, juntas, produzem até 1,2 litro de saliva por dia — até que alguma coisa vá mal.

Segundo Gustavo Maluf, dentista especializado em periodontia e pós-graduado em oncologia oral, os problemas que afetam as glândulas produtoras de saliva se dividem entre os inflamatórios — a caxumba é o mais conhecido deles — e os tumores. “Mas eles são raros, representam apenas 3% dos tumores de cabeça e pescoço”, tranquiliza. Nesse último caso, o diagnóstico costuma ser simples.
 
“Geralmente, eles não dão dor, mas são fáceis de serem detectados. O principal sinal é o aumento de volume na região. Mas, como o nódulo não dói, as pessoas não procuram tratamento”, alerta Maluf. Ainda de acordo com o especialista, quando diagnosticados no início, as chances de cura completa são altas. “Mas, quanto maior o tumor, pior o prognóstico”, reforça.
 
O diagnóstico pode ser feito por um médico, mas, como os pacientes costumam ter maior contato com os seus dentistas, também cabe a eles detectarem o problema e fazerem uma biópsia para saber se o caroço é maligno ou benigno.

Saúde Plena

Teste de pele detecta Parkinson e Alzheimer

Biópsia realizada na epiderme detecta elevados níveis de proteínas anormais, comuns às duas enfermidades
 
Cientistas da Academia Americana de Neurologia apresentaram, no encontro da agremiação, um teste de pele que pode ajudar no diagnóstico de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer e o Parkinson. Uma biópsia realizada na epiderme detecta elevados níveis de proteínas anormais, comuns às duas enfermidades.

“Até agora, a confirmação patológica não era possível sem a biópsia do cérebro. Então, essas doenças geralmente ficam sem reconhecimento mesmo depois de terem progredido”, afirmou Ildefonso Rodriguez-Leyva, autor do estudo e pesquisador da Universidade de San Luis Potosi, no México. Ele diz que partiu da hipótese de que, como a pele tem a mesma origem que o tecido cerebral na fase embrionária, ambos os órgãos exibiriam os marcadores das doenças neurológicas. “Esse novo teste oferece um biomarcador que poderá ajudar os médicos a identificar e diagnosticar as doenças precocemente.”

Para o estudo, foram feitas biópsias da pele de 20 pessoas com Alzheimer, de 16 com Parkinson e de 17 com demência causada por outras condições. Os cientistas compararam as amostras com as de 12 indivíduos saudáveis e da mesma faixa etária. Eles testaram o material para ver se tipos específicos de proteínas alteradas seriam encontradas — em caso positivo, indicariam o Alzheimer e o Parkinson.

Quando comparados às pessoas saudáveis e àquelas com demência causadas por outras condições, os pacientes com os dois males neurodegenerativos exibiram níveis sete vezes mais elevados da proteína tau, um indicativo de ambas enfermidades. Os doentes de Parkinson também tinham taxas oito vezes maiores da proteína alfa-sinucleína que os voluntários saudáveis.

“São necessárias mais pesquisas para confirmar esses resultados, mas as descobertas são empolgantes porque podemos começar a usar biópsias de pele de pacientes vivos para estudar e aprender mais sobre essas doenças. Isso também significa que os tecidos estarão disponíveis para os cientistas muito mais rapidamente e em maior número”, disse Rodriguez-Leyva. Segundo ele, o procedimento poderá ser útil para estudar outras doenças neurodegenerativas.

Correio Braziliense

Santa Casa aprova intervenção do poder público em sua administração

O hospital passa por uma crise financeira desde o ano passado,
quando parte dos funcionários não recebeu o 13º salário
Reunião da mesa administrativa realizada na quarta-feira  (25) votou a favor de sugestões do MP  
 
Os membros da mesa administrativa da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo votaram a favor das sugestões do Ministério Público Estadual que preveem a criação de uma comissão de representantes do poder público para o acompanhamento da gestão do hospital. A aprovação da medida ocorreu em reunião realizada nesta quarta-feira (25) pela manhã.
 
Segundo informou a assessoria de imprensa da Santa Casa ao R7, a comissão a ser criada será composta por representantes da Secretaria Municipal da Saúde, Secretaria Estadual da Saúde e Ministério da Saúde. O grupo terá a função de acompanhar e fazer consultorias à gestão administrativa do hospital.
 
Na terça-feira (24), durante reunião da Comissão de Saúde da Alesp (Assembléia Legislativa de São Paulo), David Uip, secretário estadual de Saúde, disse que a dívida da Santa Casa chegou a R$ 828 milhões em 2014. 
 
Uip falou que apresentação de documentos que afirmam que o prédio do hospital vale R$ 72 milhões, faz com que o governo estude a liberação de novo repasse. 
 
Gestão aberta 
Há duas semanas, o MP encaminhou à Santa Casa um documento no qual recomendava uma gestão mais aberta e a criação de uma comissão externa para o controle da administração.
 
A proposta foi apresentada primeiro em reunião fechada na qual estavam médicos do movimento Santa Casa Viva. Eles teriam procurado o auxílio do Ministério Público para a superação da crise financeira pela qual passa o hospital desde o ano passado, quando parte dos funcionários não recebeu o 13º salário.
 
Segundo um membro do movimento, que prefere não se identificar, a comissão externa sugerida pelo MP funcionaria em conjunto com os membros internos da chamada irmandade da Santa Casa e teria o controle do hospital, incialmente, por 180 dias prorrogáveis.
 
Além disso, o documento do MP previa a criação de um portal de transparência que teria como público alvo as pessoas interessadas a fazer doações à Santa Casa.
 
— Os membros do Santa Casa Viva se reuniram com Ministério Público antes do Carnaval. O pessoal tem chamado essas sugestões do MP de uma ‘intervenção branca’, já que eles deixaram a critério da Santa Casa aderir ou não às recomendações.
 
Segundo ele, a expectativa dos médicos é que a mesa administrativa faça adesão aos termos do documento do MP.
 
— Se eles não aceitassem a proposta teriam de explicar o porquê e falar o que eles vão fazer para com que continuemos a receber. Afinal, continuamos sem receber o décimo terceiro e quem teve férias desde novembro não recebeu essas férias.
 
Segundo o funcionário, 8% dos trabalhadores do hospital que ganham salários maiores, a partir de R$ 6.800, ainda estão sem receber.
 
R7

Ministério da Saúde recruta jovens para fiscalizar ações de controle do HIV no país

Gay,s travestis, transexuais e pessoas que usam drogas são
 a prioridade para o grupo que o Ministério quer formar
A epidemia cresceu nos últimos dez anos entre jovens de 15 a 24 anos
 
O Ministério da Saúde está selecionando 50 jovens com idade entre 18 e 26 anos para acompanhar e fiscalizar as políticas públicas de saúde voltadas para o combate ao HIV e à aids. De acordo com a pasta, serão priorizados jovens de populações consideradas chave, como pessoas que vivem com HIV, gays, travestis, transexuais, profissionais do sexo e pessoas que usam drogas.
 
A ideia é formar uma turma para participar do Curso de Formação de Novas Lideranças das Populações-Chave Visando o Controle Social do Sistema Único de Saúde no âmbito do HIV/aids, que será realizado em Brasília de 7 a 11 de maio deste ano.
 
Pessoas interessadas em participar da iniciativa podem fazer a inscrição no curso por meio de formulário eletrônico até o dia 8 de março. O curso terá carga-horária de 36 horas e será realizado pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais em parceria com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
 
O Ministério informa que a razão para a escolha das populações-chave para a capacitação deve-se ao fato de que esses segmentos da população possuem comportamentos específicos que os colocam em maior risco de infecção pelo HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis.
 
Dados divulgados pela pasta indicam que, desde os anos 80, foram notificados 757 mil casos de aids no Brasil. A epidemia no país é considerada pelo governo como estabilizada, com taxa de detecção em torno de 20,4 casos para cada 100 mil habitantes. O número representa cerca de 39 mil novos casos de aids ao ano. A faixa etária em que a epidemia mais cresceu nos últimos dez anos abrangeu jovens de 15 a 24 anos de idade.
 
R7

Menstruação irregular e aparecimento de pelos e acnes podem ser sinais de ovário policístico


Irregularidade menstrual e infertilidade são sintomas da
síndrome do ovário policístico
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 20% a 30% das mulheres apresentam a disfunção
 
Irregularidade na menstruação, aparecimento de pelos e acnes e aumento de gordura abdominal podem ser sinais de síndrome dos ovários policísticos. De acordo com o Ministério da Saúde, estima-se que 20% a 30% das mulheres apresentam a disfunção no País.
 
De acordo com a ginecologista e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Sônia Tamanaha, as portadoras costumam apresentar também infertilidade, maior produção de hormônios androgênicos, e maior risco de desenvolver obesidade, diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e alguns cânceres.
 
A síndrome do ovário policístico é um distúrbio endócrino caracterizado por alterações hormonais e funcionais dos ovários que, via de regra, apresenta múltiplos e pequenos cistos.
 
— A detecção dessa síndrome é feita por meio de um conjunto de critérios clínicos, laboratoriais e ultrassonográficos, que podem revelar os múltiplos cistos ovarianos.
 
Apesar do desenvolvimento do distúrbio ocorrer durante toda a vida, o período em que a síndrome mais acomete as mulheres é a idade reprodutiva. Geralmente, as primeiras manifestações começam ainda na adolescência — após dois anos da primeira menstruação — com persistência de atrasos ou ausência dos ciclos menstruais, estendendo-se até o início do período da transição para a menopausa. Cerca de 6 a 10% da população feminina entre 18 e 45 anos apresentam a disfunção.
 
— Por outro lado, é importante destacar que são mulheres jovens que têm a possibilidade de adotar mudanças no seu estilo de vida, receber intervenções terapêuticas efetivas e minimizar as possíveis repercussões negativas — se diagnóstico e tratamento forem realizados precocemente.
 
Segundo a professora, o tratamento é direcionado às necessidades particulares de cada mulher, dependendo do desejo ou não de engravidar e na prevenção de futuras complicações em virtude da frequente associação com outras doenças.
 
— Nesse sentido, a orientação nutricional e estímulo à atividade física são as primeiras recomendações - especialmente para aquelas com excesso de peso. Além disso, podem ser necessárias orientações cosméticas, incluindo depilação a laser, medicações para normalizar a função menstrual, controlar o hiperandrogenismo, associação de tratamentos clínicos e da infertilidade.
 
R7