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segunda-feira, 2 de março de 2015

Legislação Trabalhista: Comunicado importante sobre carga horário de trabalho do farmacêutico

COMUNICADO IMPORTANTE SOBRE CARGA HORÁRIA DE TRABALHO DO FARMACÊUTICO
São Paulo, 26 de fevereiro de 2015
 
Comunicamos que para tramitação dos documentos protocolados neste CRF-SP, exigimos o cumprimento do previsto na legislação trabalhista, acerca da carga horária máxima de trabalho permitida ao farmacêutico com vínculo empregatício.
 
Ou seja, todas as vezes que é protocolada uma assunção de responsabilidade técnica, farmacêutico substituto ou folguista, é realizada avaliação do horário de trabalho declarado nos respectivos formulários e as solicitações em desacordo com a lei são indeferidas.
 
Vale destacar que as normas trabalhistas permitem a realização de no máximo 2 horas extras diárias e quando caracterizada essa situação, o CRF-SP, para tramitar a documentação protocolada, exige que seja formalizada uma declaração de que tais horas serão devidamente remuneradas.
 
Porém, recomendamos que os farmacêuticos evitem acordar com o seu empregador carga horária superior a 44 horas semanais, ainda que sejam devidamente remuneradas por meio do pagamento de horas extras.
 
Por fim, lembramos que alguns estabelecimentos farmacêuticos devem contar com assistência em período integral, como por exemplo, farmácias, drogarias, distribuidoras de medicamentos, indústrias farmacêuticas, porém isso não significa que um único profissional seja obrigado a trabalhar durante todo o horário de funcionamento. O farmacêutico deve trabalhar no horário acordado com o seu empregador e previsto em seu contrato de trabalho. A responsabilidade de manter profissionais em número suficiente para cumprimento da lei é da empresa.
 
Qualquer dúvida, orientamos entrar em contato com nosso Departamento de Orientação Farmacêutica pelo telefone (11) 3067-1470 ou e-mail: orientacao@crfsp.org.br.
 
Fique atento aos seus direitos!
 
Assessoria de Comunicação CRF-SP

Açúcar de coco: conheça os seus benefícios

Apesar de saudável, o açúcar de coco possui calorias e deve ser usado com moderação
Apesar de saudável, o açúcar de coco possui calorias e
deve ser usado com moderação
Com baixo índice glicêmico e cheio de vitaminas, açúcar de coco é um bom substituto para o refinado comum
 
Cheio de vitaminas, o açúcar extraído do coco é um ótimo substituto do açúcar comum. Embora com a mesma quantidade de calorias do que o açúcar refinado, o índice glicêmico do açúcar de coco é mais baixo, logo as chances de estocar aquelas gordurinhas indesejáveis diminui.
 
A razão é simples: quando há picos de açúcar no sangue, o organismo é obrigado a liberar insulina para retirar esse açúcar. Como não tem para onde ir, ele é estocado em forma de gorduras nada bem-vindas.
 
“O índice glicêmico é a velocidade em que o carboidrato é digerido e transformado em açúcar no sangue. Os alimentos com alto índice glicêmico aumentam a quantidade de açúcar no sangue, fazendo com que o pâncreas trabalhe mais na liberação de uma quantidade maior de insulina para normalizar a glicose no sangue”, explica Cíntia Azeredo, nutricionista do Vita Check-up Center.
 
“Esse processo poderá levar a uma sobrecarga no pâncreas”, alerta ela.
 
Um alimento com baixo índice glicêmico é aquele com glicose menor que 70 mg. Os intermediários, entre 70 e 90 mg. E os de alto índice, que devem ser evitados, maiores de 90 mg. O índice glicêmico do açúcar de coco é 35. O do açúcar comum, 68.
 
“Todos podem consumir o açúcar de coco, desde que não tenham nenhuma alergia específica ao alimento”, recomenda Cíntia. “Diabéticos também podem, sendo até uma boa opção para o diabético tipo II, pelo baixo índice glicêmico. Porém, não se deve esquecer de que ele irá de qualquer forma agregar carboidratos à dieta e seu excesso acarretará danos à saúde. Um nutricionista poderá calcular a quantidade ideal deste açúcar na dieta”, explica ela.
 
Cíntia explica que, para quem quer emagrecer, o açúcar de coco pode ser útil em relação à qualidade, pois não passa pelo processo de refinamento e preserva boa parte de seus nutrientes.  “Entretanto, não se esqueça de que possui calorias”.
 
Veja alimentos com baixo índice glicêmico para inserir na dieta:
 
- Amendoim: índice glicêmico de 21
 
- Damasco seco: índice glicêmico de 44
 
- Feijão de soja: índice glicêmico de 23
 
- Iogurte sem açúcar: índice glicêmico de 27
 
- Leite integral: índice glicêmico de 39
 
- Lentilha: índice glicêmico de 38
 
- Maçã: índice glicêmico de 52
 
iG

domingo, 1 de março de 2015

Frequência cardíaca máxima de 188 batidas por minuto é a ideal para jovens adultos

Especialista em medicina esportiva defende que valor fixo é melhor que fórmulas em pessoas saudáveis entre 18 e 35 anos
 
Rio- A frequência cardíaca (FC) é a variável de saúde cardiovascular mais simples e fácil de verificar, e com o advento de diversos tipos de aparelhos de monitoramento portáteis é cada vez mais comum ver atletas profissionais e de ocasião de olho no número de batidas de seu coração por minuto (bpm) durante a prática de exercícios. Nessas horas, porém, cada pessoa tem uma FC máxima que sinaliza quando atingiu seu limite de esforço e que serve para guiar a atividade física.
 
Mas para saber qual é sua FC máxima é preciso fazer um teste de esforço controlado em laboratório, o que muita gente não faz ou nunca fez. Diante disso, em academias e outros ambientes do tipo, também é comum o uso de equações simples, que levam em conta a idade do praticante, para calcular qual seria este número para seu caso. Tais estimativas, no entanto, são falhas e, pelo menos para jovens adultos, com entre 18 e 35 anos, o melhor é adotar um valor fixo de 188 bpm, aponta estudo realizado por pesquisadores brasileiros e publicado esta semana no periódico científico “International Journal of Cardiology”.
 
Principal autor do estudo, o médico Claudio Gil Araújo, professor visitante do Instituto do Coração da UFRJ e especialista em medicina esportiva, explica que, quanto maior a frequência máxima, mais “saudável” é considerada a pessoa. Com a idade, porém, a frequência tende a cair, e por isso as fórmulas recebem tanta atenção. Mas à frente da Clínica de Medicina do Exercício, onde já atendeu milhares de pessoas, Araújo observou que, embora para pessoas mais velhas estas equações ainda se mostrem úteis, para os jovens adultos as variações na FC máxima são muito pequenas — o que o motivou a buscar um número que melhor refletisse a totalidade deste universo.
 
— O ideal mesmo é que, antes de começar uma prática regular de exercícios, cada pessoa faça um teste controlado de esforço para descobrir qual é sua real FC máxima. Mas como em geral jovens de 18 a 35 anos saudáveis não têm razão para fazer este exame, a não ser que queiram treinar para serem atletas de elite, atribuir o valor constante de 188 bpm para eles se mostrou um melhor preditor do que as fórmulas normalmente usadas — afirma. — Observamos e juntamos as peças para mostrar que não há bases biológicas para acreditar que a FC máxima varie tanto entre os jovens adultos, numa forma de facilitar ainda mais a prática de exercícios, que é comprovadamente benéfica para a saúde em diversos níveis.
 
O Globo

Mais de 1 bilhão de jovens podem sofrer danos auditivos por música alta

Mais de 1 bilhão de jovens se arriscam a sofrer danos auditivos porque ouvem música muito alta, alertou nesta sexta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS)
 
O volume da música dos shows e boates costuma ser muito alto, assim como o som dos fones dos dispositivos de áudio ou smartphones.
 
Segundo os dados recolhidos pela OMS, cerca de 50% dos jovens de 12 a 35 anos de países com renda média ou alta se expõem a níveis sonoros muito fortes.
 
"Cada vez mais jovens correm o risco de sofrer danos auditivos. Têm que ser conscientes de que a audição, uma vez perdida, não volta", afirmou nesta sexta-feira a doutora Shelley Chahda, da OMS.
 
Uma exposição a níveis sonoros muito altos e de forma prolongada pode provocar danos irreversíveis.
 
Nos locais de trabalho, o ruído não deve superar os 85 decibéis para um máximo de oito horas diárias de exposição.
 
Para se ter uma ideia, 85 decibéis é o ruído que uma pessoa ouve quando está dentro do carro em meio ao trânsito em horário de pico.
 
Muitos funcionários que trabalham em boates, bares ou na organização de eventos esportivos enfrentam níveis que chegam aos 100 decibéis.
 
Segundo a OMS, uma pessoa não deveria se expor a um som como esse mais de 25 minutos por dia.
 
Visando a Jornada Mundial da Audição, no dia 3 de março, o organismo recomenda simples medidas preventivas.
 
Os adolescentes devem reduzir o volume de seus dispositivos de áudio e telefones, evitar utilizá-los mais de uma hora por dia, usar tampões nos ouvidos nos locais muito barulhentos e fazer intervalos.
 
Também devem acompanhar o estado de sua audição e realizar exames regulares.
 
A OMS também recomenda que os governos imponham rígidas medidas normativas sobre o som nos lugares públicos, e pede que os donos de boates e bares baixem o volume da música.
 
Cerca de 360 milhões de pessoas sofrem algum tipo de dano auditivo no mundo. Isso ocorre devido a fatores diversos, como doenças infecciosas, genéticas, complicações durante o parto, uso de certos medicamentos, ruído ou envelhecimento.
 
AFP / Terra

Fadiga crônica é uma doença biológica, não psicológica

A fadiga crônica é uma doença biológica e não psicológica, que pode ser identificada por marcadores no sangue - segundo um estudo publicado nesta sexta-feira que alimenta as esperanças de descoberta de tratamento
 
A descoberta é "a primeira prova física sólida" de que esta síndrome é "uma doença biológica e não uma desordem psicológica" e que a enfermidade comporta "distintas etapas", afirmam os autores da pesquisa realizada pela Escola Mailman de Saúde Pública, na universidade de Columbia.
 
O estudo foi publicado na revista especializada Science Advances.
 
Sem causa nem tratamento conhecidos, a síndrome da fadiga crônica, conhecida como encefalomielitis (ME/CFS), deixa os cientistas perplexos há tempos.
 
Além de um cansaço constante, provoca dores de cabeça e musculares e dificuldades para se concentrar.
 
"Agora temos a confirmação de algo que milhões de pessoas que sofrem com a doença já sabiam: a ME/CFS não é psicológica", afirma Mady Hornig, professor associado em epidemiologia da Escola Mailman e principal autor do estudo.
 
"Nossos resultados devem acelerar o processo para estabelecer um diagnóstico (...) e descobrir novos tratamentos, já que pode se concentrar nesses marcadores sanguíneos", acrescentou.
 
Os pesquisadores examinaram os níveis de 51 marcadores do sistema imunológico no plasma de 298 pacientes e 348 pessoas saudáveis.
 
Descobriram que o sangue dos pacientes que sofrem de fadiga crônica há três anos ou menos apresentavam níveis mais elevados de moléculas chamadas citoquinas, o que não ocorre com quem não tem a doença.

AFP / Terra