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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Versões mais baratas: drogas biológicas que revolucionaram o tratamento de doenças começam a perder a patente

Os pacientes deverão se habituar com um novo nome, os biossimilares, que também descreve drogas mais em conta e tão eficazes quanto as já existentes
 
No começo dos anos 2000, os brasileiros se acostumaram com o termo genéricos. Cópias de produtos de marca, esses remédios logo se popularizaram por serem alternativas mais baratas. Hoje, representam 20% das vendas nas farmácias do país, permitindo uma redução de até 35% no custo dos tratamentos, segundo dados do governo federal. Agora, os pacientes deverão se habituar com um novo nome, que também descreve drogas mais em conta e tão eficazes quanto as já existentes: biossimilares.

Esses medicamentos são cópias dos chamados produtos biológicos, ou biofármacos. Essa classe de remédios envolve todos aqueles obtidos a partir de fluidos biológicos, de tecidos de origem animal ou por procedimentos biotecnológicos. Muitos são enzimas ou anticorpos produzidos naturalmente pelo corpo humano. Um exemplo bastante conhecido é o hormônio do crescimento, feito em laboratório para ajudar pessoas com deficiência da substância.

Nos últimos anos, porém, várias drogas biológicas começaram a surgir para melhorar o tratamento de doenças graves, como câncer e artrite reumatoide, representando uma verdadeira revolução. Alguns fármacos, por exemplo, conseguem atacar determinados cânceres sem gerar os efeitos colaterais da quimioterapia tradicional, como a perda de cabelo. O sucesso é tanto que, segundo uma análise do grupo EvaluatePharma, até 2018, sete dos 10 principais medicamentos no mundo serão biológicos. E o mais interessante, do ponto de vista do paciente: a patente de todos esses remédios vencerá nos próximos anos.

Ou seja, outras empresas poderão fabricar cópias dessas drogas, os biossimilares. A expectativa é que o mercado receba cada vez mais produtos do tipo, forçando uma queda nos preços, como já começa a acontecer. Há poucos dias, a FDA, órgão que regula os medicamentos nos Estados Unidos, concedeu pela primeira vez a uma empresa o direito de comercializar uma cópia biológica a partir da nova legislação daquele país. A europeia Sandoz, ligada à Novartis, poderá vender no mercado americano a molécula filgrastim, que ajuda a evitar, em pacientes com leucemia, a neutropenia — redução de um tipo de glóbulo branco, o que favorece infecções. “A filgrastim já provou seu valor clínico, mas é pouco usada nos EUA por alguns motivos, incluindo o preço”, afirma, em comunicado, Louis Weiner, diretor do Lombardi Comprehensive Cancer Center, na Universidade Georgetown. “Biossimilares têm esse potencial de ampliação do acesso”, completa.

A queda no preço provocada pelos biossimilares não se deve à facilidade de produzi-los. Complexos, esses produtos exigem uma tecnologia sofisticada, que frequentemente inclui a clonagem de células e o cultivo de organismos vivos. Cada empresa tem seu método e, por depender de processos biológicos, um lote nunca é exatamente igual ao outro — esse é o motivo para que não se use o termo “genérico” quando se fala dessas drogas. Assim, criar uma cópia biológica não é nada simples. “O tempo acaba sendo o mesmo de criar um biofármaco original, cerca de seis anos ou mais”, diz Georges Kahwati, gerente-geral da área de injetáveis oncológicos da Sandoz, na Áustria.

A economia acaba vindo da diminuição de etapas dos testes clínicos que costumam ser exigidos no desenvolvimento de novos remédios. Assim, o biossimilar continua sendo um produto caro para o consumidor individual, mas significa uma economia considerável para governos e planos de saúde, o que facilita o acesso aos pacientes.

Brasil
A tendência de crescimento dos biossimilares é acompanhada atentamente pelas autoridades brasileiras há alguns anos. A resolução da Anvisa que dispõe sobre o registro de produtos biológicos no país (RDC Nº 55) data de 2010. Segundo Marcelo Mario Matos Moreira, gerente-geral de Produtos Biológicos, Sangue, Tecidos, Células e Órgãos da agência, as regras são fruto de um amplo debate — que contou com a participação de vários setores, incluindo a própria indústria farmacêutica — e estão em harmonia com as diretrizes sobre o tema da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para Moreira, a regulamentação brasileira é capaz de colocar no mercado apenas produtos de qualidade. “Um produto biológico aprovado no Brasil tem todas as condições de ser aprovado pelas regulamentações de outros países”, afirma. Além disso, o Brasil tem firmado uma série de parcerias de desenvolvimento produtivo (PDP) que preveem a transferência de tecnologia de fabricação de biossimilares para empresas públicas, como a Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz). A ideia é que, daqui a alguns anos, esses produtos sejam fabricados internamente, diminuindo os custos para o Sistema Único de Saúde (SUS).
 
Saúde Plena

Conheça os peixes que ajudam a manter a saúde dos ossos

Foto: Félix Zucco / Agencia RBS
Consumo dos pescados está relacionado a diversos benefícios para o organismo
 
Durante a Semana Santa, o peixe está presente na mesa de muitos brasileiros. E a saúde agradece: seu consumo está relacionado a menores níveis de colesterol ruim, aumento do colesterol bom, beneficiando diretamente a saúde do coração. Além disso, há amplos estudos que indicam que os peixes ajudam a evitar enfermidades como a asma, a artrite reumatoide e as doenças inflamatórias intestinais. A saúde dos ossos também é beneficiada pelos pescados.
 
— A carne de peixe é bastante saudável, pois apresenta gorduras boas como ácidos graxos poli-insaturados e pode proporcionar, além de uma boa quantidade de cálcio, fósforo e magnésio, outros elementos fundamentais à saúde óssea, como vitamina D e ômega 3 — diz a nutricionista Lígia A. Martini, membro da comissão científica da Associação Brasileira de Avaliação óssea e Osteometabolismo (Abrasso).
 
A nutricionista indica opções de peixes que ajudam a cuidar da saúde dos ossos.
 
Confira:
 
Salmão
É rico em gorduras boas e apresenta uma combinação de elementos muito importante para a saúde óssea: vitamina D, proteína e ômega 3 — que, além de ser anti-inflamatório, ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares, pois auxilia na redução do colesterol total, do LDL e do triglicérides.
 
— Por isso, unir o consumo regular desse tipo de peixe com prática constante de exercícios é uma ótima medida para evitar perda de massa óssea — sugere Lígia.
 
A nutricionista acrescenta que o salmão é uma boa fonte de ômega 3. Ele também é rico em proteínas. Segundo ela, em 100g do alimento grelhado, temos aproximadamente 26g de proteínas.
 
Merluza
Geralmente mais em conta, a merluza é um peixe com pouca gordura. Um filé (100g) tem cerca de 0,9g de gorduras totais, enquanto a sardinha enlatada, por exemplo, tem 24g. A merluza tem também uma boa quantidade de fósforo (273 mg), o que ajuda o cálcio no fortalecimento ósseo. Segundo Lígia, essa espécie de peixe também possui potássio. A substância é responsável por normalizar os batimentos cardíacos e minimizar os efeitos do sódio no corpo.
 
Sardinha
Além de saborosas, as sardinhas contêm cálcio e vitamina D em boa quantidade, o que mantém os ossos mais fortes. Para se ter uma ideia, um prato com três sardinhas é tão ou mais benéfico para os ossos do que um copo de leite ou de iogurte. A sardinha também é rica em ômega 3 e possui minerais fundamentais à saúde do organismo, como o magnésio, ferro e vitamina A. Se consumido com a espinha, o peixe pode proporcionar uma quantidade ainda maior de cálcio. Ou seja, em 100g de sardinha fresca, obtemos 438mg do mineral. Isso corresponde a cerca de 40% do total da ingestão de cálcio que precisamos por dia, segundo a nutricionista.
 
Bacalhau
Tradicional da semana santa, o bacalhau não deixa de ser uma boa pedida para os ossos. Assim como outras espécies, esse tipo de peixe também é rico em ômega 3 e vitamina D. Tem ainda boa quantidade de cálcio. Contudo, é preciso ter cuidado. Bacalhau também contém alta quantidade de sódio, o que favorece a excreção de cálcio na urina. Por isso, antes de consumir o peixe, é importante retirar a crosta de sal que o envolve e deixa-lo de molho em água fria (cortado em postas, se possível) por cerca de 24h para dessalga-lo ainda mais. Quanto menos salgado estiver, mais saudável ele será.
 
Óleo de peixe
Além da carne, em si, alguns derivados como óleo de peixe também rendem benefícios à saúde óssea. Um ótimo exemplo é o tradicional óleo de fígado de bacalhau. A substância contém tanto ômega-3, quanto vitamina D e pequenas quantidades de vitamina K, vital para a saúde sanguínea e também dos ossos.
 
Zero Hora

Histórico de depressão pode aumentar risco de diabetes gestacional, indica estudo

Foto: Reprodução
Segundo pesquisa norte americana, propensão a desenvolver a doença pode ser até 3,7 vezes maior
 
Mulheres que já tiveram depressão podem ter mais risco de desenvolver diabetes durante a gestação, de acordo com uma pesquisa publicada no Journal of Obstetric, Gynecologic & Neonatal Nursing.
 
— As mulheres com histórico de depressão devem estar cientes de seu risco de desenvolver diabetes gestacional e levantar essa questão com seu médico. Os profissionais de saúde também devem conhecer essa condição e oferecer os cuidados adequados — disse Mary Byrn, coautora do estudo.
 
Os pesquisadores da Universidade de Loyola, nos Estados Unidos, mediram sintomas de depressão em 135 gestantes. Aquelas que apresentaram diabetes durante a gravidez eram 3,79 vezes mais propensas a sofrer de depressão.
 
Segundo os pesquisadores, a combinação de depressão e diabetes na gestação aumenta significativamente os riscos para a saúde da mãe e do bebê. As grávidas que estão deprimidas são mais propensas a apresentar comportamentos não saudáveis como uso de álcool, tabagismo e não cumprimento das visitas ao médico no pré-natal.
 
A relação entre diabetes e depressão é controversa, afirmam os autores. Inicialmente, acreditava-se que a depressão era mais comum em pessoas com diabetes por causa das exigências de conviver com uma doença crônica. Mais recentemente, os cientistas passaram a acreditar que ter depressão pode precipitar o aparecimento de diabetes tipo 2. Portanto, se a depressão está presente antes da gravidez, pode ser importante monitorar com mais atenção os riscos de diabetes na gestação.
 
Zero Hora

Amendoim pode fazer bem ao coração , diz pesquisa

Foto: Reprodução
"Este estudo indica que o amendoim tem um efeito protetor sobre a saúde das artérias", diz cientista
 
Incluir amendoins como parte de uma dieta saudável pode fazer bem ao coração, afirma um estudo realizado pela Universidade da Pensilvânia.
 
A pesquisa avaliou a função vascular de 15 pessoas após uma refeição rica em gordura. Os participantes foram divididos em dois grupos: um ingeriu 85 gramas de amendoim e outro não.
 
Segundo os pesquisadores, depois de uma refeição rica em gorduras, a função vascular é reduzida. Mas, após a ingestão de amendoim, a atividade do coração permaneceu normal.
 
— Este estudo indica que o amendoim tem um efeito protetor sobre a saúde das artérias — disse o pesquisador Xiaoran Liu.
 
Liu lembra que os amendoins são altamente calóricos e que, se incluídos à dieta, devem substituir outros alimentos ricos em gorduras.
 
Zero Hora

Primeiro medicamento 100% brasileiro será lançado no México

Produto será comercializado por meio de parceria entre Aché e Silanes

O Aché Laboratórios fechou um acordo com a farmacêutica mexicana Silanes para lançar Acheflan no México, nas apresentações aersossol e creme. A marca já está registrada no País. O Acheflan é o primeiro medicamento com pesquisa e desenvolvimento totalmente nacionais, produzido a partir do extrato da Cordia verbenacea DC, uma planta encontrada na Mata Atlântica.
 
Segundo o presidente do Aché, Paulo Nigro, o acordo demonstra que a companhia está alinhada aos objetivos de crescimento sustentável do negócio. “Temos a inovação como um direcionador estratégico para agregarmos cada vez mais valor ao nosso portfólio, em prol da sociedade e da ciência. O Acheflan, baseado em pesquisa e desenvolvimento 100% brasileiros, é líder no Brasil e agora ganha um novo mercado internacional, por meio de uma parceria sólida. Isso mostra que estamos no caminho certo, baseados na inovação e na sustentabilidade”, avalia Nigro.
 
No Brasil, o produto é líder de prescrição médica, com mais de 25% de participação de mercado, segundo dados recentes da Close-Up International, auditoria global de prescrições.
 
EGS.com.br / Guia da Pharmacia