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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Estilo de vida é principal causa de obesidade infantil

Crédito: kwanchai.c
Os hábitos de vida entre as crianças e adolescentes no Brasil têm apresentado, cada vez mais, resultados negativos à saúde desses jovens
 
Segundo dados divulgados em março pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, o percentual de crianças entre 5 e 9 anos de idade com excesso de peso chega a 33,5%. Já na adolescência, o quantitativo é de 20,5%. A segurança alimentar é justamente o tema do Dia Mundial da Saúde, comemorado em 7 de abril. O principal objetivo da Organização Mundial da Saúde (OMS) é estimular a população para o consumo de uma alimentação saudável capaz de promover saúde e mais qualidade de vida, reduzindo a obesidade, diabetes, hipertensão e outras doenças.
 
Para a nutricionista do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria, vinculado à Ensp/Fiocruz, Sueli Rosa Gama, as elevadas taxas de sobrepeso se devem a uma alimentação baseada em produtos ultraprocessados, com alta quantidade de açúcar, sal e gorduras saturadas, responsáveis no mundo todo pela epidemia de obesidade. Além disso, a especialista aponta o tempo gasto com tablets, celulares, computadores e videogames como o principal responsável pelo sedentarismo, condição que pode agravar esse quadro.
 
Segundo a nutricionista, em pesquisa realizada com crianças atendidas pelo Centro de Saúde e pela Clínica da Família Victor Valla, em 2004, 73% das crianças consumiam a merenda escolar regularmente. Já em 2012, este percentual caiu para 48%. “O porquê dessa recusa das crianças é um dos assuntos que estou estudando no meu doutorado”, comentou Sueli. O estudo, intitulado Jogue Limpo com o seu Coração, examinou, nos anos de 2004, 2008 e 2012, 690 crianças entre 5 e 9 anos de idade. Destas, 30% responderam beber diariamente refrigerantes e sucos industrializados. Apenas 34% delas consumiam frutas cítricas em 2004. Em 2012, o número caiu para 23%. A falta de exercícios físicos também foi um fator preocupante. “Já está comprovado que assistir a programas de televisão ou jogar eletrônicos, como videogame ou computador, por mais de quatro horas consecutivas, leva a criança a se tornar sedentária. Em 2012, nossa pesquisa apontou que quase 20% das crianças ficavam mais de quatro horas em frente à tela”, detalhou Sueli.
 
Entre as ações que podem reverter esses dados e contribuir para uma melhor nutrição, a nutricionista chama atenção para a nova versão do Guia Alimentar para a População Brasileira, A publicação foi divulgada em novembro de 2014 pelo Ministério da Saúde. “O Guia traz dez passos da alimentação saudável, que abordam desde a refeição familiar ao consumo de alimentos tradicionais, como o feijão com arroz”, destacou. A intenção do Guia, de acordo com o Ministério da Saúde, é promover a saúde e a boa alimentação, combatendo a desnutrição e prevenindo não somente a obesidade, como também o diabetes e outras doenças crônicas, como AVC, infarto e câncer.
 
Sem impacto no bolso
De acordo com Sueli, ter uma alimentação saudável não é sinônimo de maiores gastos na compra de alimentos. “É ilusão achar que o alimento adequado é mais caro. Feijão com arroz, tomate, laranja e banana – tão tradicionais na mesa do brasileiro –, se consumi­dos, saem, no final, mais barato que biscoitos e refrigerantes e proporcionam maior saciedade. Além disso, alimentos muito açucarados provocam a vontade de comer mais e mais. Um biscoito sempre parece pouco e, sem perceber, come-se o pacote todo ou bebe-se mais de dois copos de refrigerantes”.
 
Para a nutricionista, uma boa refeição não precisa necessariamente conter alimentos orgânicos, ou seja, livres de agrotóxicos. “A questão central não é o consumo de orgânicos, mas sim de alimentos minimamente processados que não levem ao excesso de sal, açúcar, gorduras e aditivo”, afirma Sueli. Ainda segundo dados do Jogue Limpo com o seu Coração, os alimentos classificados como “besteiras” (balas, biscoitos e refrigerantes), embora sejam considerados baratos, foram responsáveis por 32,4% do gasto total com a alimentação da criança, enquanto as proteínas (leite, carne, frango e peixe) corresponderam a apenas 20% do gasto.
 
Fiocruz / Blog da Saúde

Pneumonia: conheça principais sintomas e tire dúvidas

 Foto: iStock / Getty Images Ao contrário do que muita gente pensa, ela não é uma ameaça apenas para os idosos e as crianças e ficar atento aos seus sinais ajuda a evitar que o quadro fique grave
 
De acordo com o Datasus, órgão ligado ao Ministério da Saúde, cerca de 2,1 milhões de brasileiros são afetados pelo mal todos os anos e ele é a principal causa de internação hospitalar e a quinta causa de morte no Brasil. No mundo, 1,6 milhões de pessoas falecem por causa das suas complicações anualmente, segundo a Organização Mundial de Saúde. Apesar desses números preocupantes, não há razão para desespero, pois o seu tratamento é simples e eficaz quando iniciado com rapidez.
 
Por isso, procurar um médico diante de qualquer suspeita é importantíssimo, principalmente porque no início a pneumonia se parece muito com uma gripe, o que pode fazer com que muita gente subestime o quadro e acabe desenvolvendo problemas mais graves. No inverno o cuidado deve ser redobrado, pois acabamos passando mais tempo em ambientes fechados, o que favorece a troca de vírus entre as pessoas. Por essa razão, nessa época do ano há um aumento de 30% nos casos. Veja quais são os seus sintomas e a resposta para as dúvidas mais comuns sobre o assunto:
 
Sintomas de pneumonia
 
- Tosse
 
- Falta de ar
 
- Dor no peito
 
- Expectoração de secreção amarelada ou com sangue
 
- Febre acima de 38 graus
 
- Sudorese
 
- Confusão mental
 
- Dor no corpo
 
- Dor de cabeça
 
- Prostração
 
Sinais como febre alta, prostração acentuada e que atrapalhe a rotina, tosse muito intensa ou mal-estar muito grande devem ser os primeiros a indicar que trata-se de uma pneumonia e não uma gripe e são determinantes para que a pessoa procure um médico o mais rápido possível. De qualquer forma, a opinião de um especialista é sempre bem-vinda, pois uma gripe também pode servir de entrada para uma pneumonia, especialmente se ela for forte ou não for bem tratada.
 
Fatores que podem provocar a doença
A infecção nos pulmões que caracteriza a pneumonia pode ser desencadeada por múltiplos agentes, mas normalmente tem um vírus ou uma bactéria por trás. Problemas gástricos, como o refluxo, também podem levar ao quadro.

O Tratamento
Os médicos lançam mão de antibióticos e a melhora costuma acontecer entre três e quatro dias. Em alguns casos, quando trata-se de uma criança ou um idoso ou a pessoa já tem algum problema de saúde que pode piorar por causa da pneumonia, a internação pode ser necessária. Existem também vacinas que ajudam a evitar o surgimento da doença.
 
Principais dúvidas
 
- Existe mesmo o chamado princípio de pneumonia?
As pessoas leigas usam esse termo para se referir ao quadro inicial da doença, mas os especialistas consideram que ele é errado, pois ou o paciente tem ou não tem pneumonia.
 
- Há alguma prática que facilite ou evite ter a doença?
Ter hábitos de vida saudáveis é o primeiro passo para evitar a pneumonia, pois eles ajudam a manter o sistema imune funcionando a todo vapor. O tabagismo é especialmente ruim nesse caso, pois deixa o organismo mais suscetível à ação de agentes infecciosos. O ar-condicionado também não é indicado, pois deixa o ar seco, o que favorece a penetração dos micro-organismos causadores da doença, assim como as mudanças bruscas de temperatura.
 
- Existem diferentes tipos de pneumonia?
Hoje em dia elas são dividas entre pneumonia adquirida na comunidade (PAC) e pneumonia associada à assistência de saúde (PAAS).
 
- O que é pneumonia atípica?
É um termo em desuso. Antigamente as pneumonias eram dividas entre típicas e atípicas, que tinham como característica um início mais lento e como agente causador germes atípicos, daí o nome. Atualmente essa teoria não se sustenta, pois o fato é que é impossível determinar o agente causador apenas com exame clínico e radiografia de tórax, devendo-se iniciar o tratamento o mais precocemente possível.
 
- O que é pneumonia aspirativa?
O nome mais adequado é pneumonia por aspiração. Ela ocorre quando o conteúdo gástrico ou da cavidade oral é aspirado para os pulmões. Ela costuma acontecer em pacientes com refluxo gastroesofágico, dentição em más condições ou distúrbios neurológicos importantes, entre outros. O diagnóstico específico é muito importante para que o tratamento seja direcionado da forma mais adequada.
 
- É contagiosa? Se sim, como é o contágio?
Sim. A forma mais comum de transmissão se dá através de gotículas de saliva e a infecção normalmente acontece por meio da aspiração de germes pela boca ou nariz.
 
- A pneumonia em adultos é diferente de crianças e idosos?
A doença é a mesma, mas a gravidade pode ser maior para crianças menores de 4 anos e adultos com mais de 60 anos, já que o sistema imunológico desses dois grupos costuma não ser tão forte.
 
Fontes: André Suzuki, pneumologista do Hospital Bandeirantes em São Paulo, Humberto Bogossian, pneumologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
 
Terra

Os alimentos que mais causam alergia

A alergia alimentar é uma reação inflamatória do organismo
 a alguma proteína presente nos alimentos
Leite de vaca, ovo, trigo, frutos do mar e amendoim são algumas das comidas que mais desencadeiam reações alérgicas
 
A alergia alimentar é uma reação anormal do nosso organismo a alguma proteína presente na comida.
 
O problema ocorre quando o corpo identifica como uma ameaça substâncias que, na verdade, não causam doenças, iniciando uma resposta imune para combatê-las. Segundo uma revisão de estudos publicada em 2008 no periódico Current Opinion in Pediatrics, leite de vaca, soja, amendoim, ovo, castanhas, trigo, peixes e frutos do mar são os alimentos responsáveis por 90% das alergias.
 
Em contato com o agente agressor, o organismo cria um processo inflamatório que produz quantidades excessivas de anticorpos do tipo IgE. As reações mais comuns desencadeadas pelos anticorpos acontecem na pele e se manifestam como coceiras, urticária (manchas vermelhas na pele) e angioedema (inchaço das partes moles). Também podem aparecer sintomas gastrointestinais, como vômito, dor abdominal e diarreia ou sintomas respiratórios, caracterizados por coceira no nariz, espirro, tosse, falta de ar e chiado no peito.
 
Ariana Yang, diretora da Regional São Paulo da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) explica que quando há manifestação clínica de reação alérgica em dois sistemas simultaneamente, por exemplo, urticária e vômito, isso é considerada uma reação grave ou anafilática e exige uma ida ao hospital ou a aplicação de adrenalina. "Os sintomas respiratórios também são um alerta para uma reação alérgica grave, pois não são comuns em alergias alimentares, e demandam uma ação imediata".
 
"As alergias alimentares da infância tendem a desaparecer conforme a criança cresce. Já aquelas que aparecem na fase adulta tendem a ser mais graves e irreversíveis", afirma o nutrólogo Celso Cukier, presidente do Instituto de Metabolismo e Nutrição.
 
De acordo com Cukier, o único modo de saber se uma pessoa é alérgica a um alimento é observar os sintomas que manifestados quando a comida é ingerida. Exames sanguíneos que apontam alimentos aos quais uma pessoa pode ter sensibilidade são dispensáveis, pois não indicam que, necessariamente, o indivíduo desenvolverá uma alergia. "Nosso corpo tem mecanismos de defesa, principalmente no trato gastrintestinal, que impedem a penetração do agente alérgeno", diz.
 
A melhor forma de tratar uma alergia alimentar é, uma vez constatado o quadro alérgico, não voltar a ingerir o alimento e seus derivados. Em caso de reação simples, como manifestações cutâneas, o alérgico pode tomar um anti-histamínico, popularmente conhecido como antialérgico. Se a reação for grave - anafilática, manifestações clínicas do sistema respiratório, cardiovascular (tontura e desmaio) ou fechamento da glote - o paciente deve ser imediatamente levado ao hospital.
 
Mudança de hábitos
De acordo com José Carlos Perini, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, nos últimos quatro anos houve uma mudança no perfil da prevalência das alergias alimentares no Brasil.
 
Aumentaram os casos de pessoas alérgicas a aditivos alimentares (compostos presentes em alimentos industrializados), amendoim, milho, gergelim e frutas tropicais (banana, mamão, kiwi), que não eram muito comuns no país. "Ainda não existem motivos comprovados que expliquem essa mudanças, mas supõe-se que se deva a mudanças nos hábitos alimentares, dietas repetitivas ou muito restritivas, menor contato com a natureza e maior ingestão de alimentos industrializados".
 
Veja

Pessoas baixas têm maior risco de sofrer doença arterial coronariana, diz estudo

Thinkstock/Veja: Altura pode estar relacionada a menor
longevidade em algumas populações
A cada 6,35 centímetros a menos na altura, o risco de desenvolver essa condição, principal causa de morte prematura no mundo, aumenta 13,5%
 
Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Leicester, na Inglaterra, concluiu que, quanto menor a altura de uma pessoa, maior o risco de ela desenvolver doença arterial coronariana. Os dados foram publicados nesta quarta-feira, na versão online do periódico New England Journal of Medicine.
 
De acordo com os cientistas, a cada 6,35 centímetros a menos na altura, o risco de desenvolver doença cardíaca coronariana aumenta 13,5%. Por exemplo, uma pessoa com 1,52 metro tem 32% mais probabilidade de sofrer a doença, comparada a um indivíduo com 1,67 metro de altura.
 
A doença arterial coronariana é a causa mais comum de morte prematura em todo o mundo. Essa condição é causada pela deposição de placas de gordura nas artérias que levam o sangue ao coração. A obstrução total da artéria pode causar um ataque cardíaco.
 
"Há mais de 60 anos sabemos que há uma relação inversa entre a altura e o risco de doença cardíaca coronária, porém ainda não estava claro se essa relação era devida a fatores secundários, como baixa condição socioeconômica e má nutrição na infância ou se havia uma relação primária entre essas condições", explica Nilesh Samani, líder da pesquisa.
 
Para demonstrar que há de fato uma associação direta entre altura e risco de doença arterial coronariana, os pesquisadores se basearam em uma abordagem genética, que analisou 180 genes (que afetam a altura), de cerca de 200 000 pessoas, com ou sem a enfermidade. Os resultados mostraram que independentemente de outros fatores como nutrição, condição socioeconômica, colesterol, pressão arterial e diabetes, pessoas geneticamente mais baixas têm maior risco de desenvolver a doença.
 
"Sabemos que estilo de vida e hábitos como o tabagismo afetam o risco de desenvolver a doença. No entanto, nossos resultados reforçam que as causas desta condição são complexas e que fatores dos quais pouco sabemos (como a influência genética) têm um impacto significativo", afirma Samani. De acordo com os autores, o estudo pode ajudar a descobrir novas formas de prevenção e tratamento de doenças cardíacas e circulatórias.
 
Veja

Teste dá nova esperança sobre eficácia da imunoterapia contra a aids

Foto: Cleber Gomes / Agencia RBS: Substância conhecida
 pelo código 3BNC117 atua "neutralizando" o HIV
Método que até hoje se desenvolveu principalmente na luta contra o câncer também pode ser um caminho no combate ao HIV
 
Um teste promissor com anticorpos monoclonais, capaz de combater o vírus da aids por várias semanas, mostrou um novo caminho na luta contra o HIV por meio da imunoterapia, segundo a revista científica Nature. A técnica de imunoterapia consiste em estimular o sistema imunológico para tratar um agente infeccioso ou células cancerígenas. O método se desenvolveu até hoje principalmente na luta contra o câncer.
 
No combate a aids, as primeiras gerações de "anticorpos monoclonais" — eles levam esse nome porque são produzidos a partir de uma única linha de células — provaram ser ineficazes e decepcionantes. A via da imunoterapia foi abandonada em favor do desenvolvimento de coquetéis de medicamentos antirretrovirais, capazes de amordaçar a doença de forma muito eficiente, mas até agora incapazes de erradicar completamente o HIV.
 
Isso pode mudar após um teste conduzido em alguns pacientes por uma equipe norte-americana composta principalmente por pesquisadores da Universidade Rockefeller, em Nova York — detalhado nesta quarta-feira em uma carta publicada pela Nature.
 
Este ensaio clínico de "fase I" — que visa principalmente testar a segurança de um produto de saúde — teve foco na administração de uma dose única de um anticorpo "poderoso" e de "nova geração".
 
Esta substância, conhecida pelo código 3BNC117, atua "neutralizando" o HIV, impedindo que o vírus aborde os CD4 — células do sistema imunológico de tipo linfócitos — e se mostrou eficaz sobre uma maioria de cepas de HIV.
 
Doses mais ou menos altas foram administradas por via intravenosa em 12 pessoas saudáveis não infectadas com o HIV e em 17 HIV-positivos, dois dos quais já estavam em tratamento antirretroviral.
 
 
O anticorpo monoclonal, isolado e clonado a partir de um paciente infectado com HIV, foi "bem tolerado" e não apresentou efeitos colaterais sérios. Melhor, já que foi utilizado em doses elevadas, ele se mostrou eficaz em reduzir em várias semanas a concentração de vírus no sangue.
 
"Todos os oito indivíduos que receberam a dose de 3BNC117 mostraram um declínio significativo e rápido da carga viral", ressaltaram os pesquisadores norte-americanos na carta à Nature.
 
A "queda da carga viral" mostrou-se "particularmente significativa" entre o 4º e o 28º dia. Mas após este período, a quantidade de vírus no sangue começou a subir — até que 56 dias depois chegou ao mesmo nível de antes da injeção, em quatro dos oito casos.
 
"A monoterapia com apenas 3BNC117 é insuficiente para controlar a infecção e, provavelmente, uma combinação de substâncias que constituem anticorpos será necessária para controlar completamente a carga viral", antecipam os investigadores.
 
Eles traçam um paralelo com medicamentos antirretrovirais que, usados separadamente, combatem imperfeitamente a doença, mas são muito eficazes quando administrados em um coquetel.
 
A imunoterapia teria, pelo menos inicialmente, um custo muito maior do que os antirretrovirais, mas teria a dupla vantagem de uma eficácia prolongada e de um efeito estimulante para o sistema imunológico — é o que argumentam os pesquisadores, que acreditam que este novo caminho deva ser seriamente considerado.
 
— É significativo porque representa potencialmente uma nova classe de medicamentos contra o HIV — afirmou à AFP Marina Caskey, uma das integrantes da pesquisa.
 
Ela e seus colegas estão agora testando a substância em pacientes que também estão tomando medicamentos antirretrovirais. Eles também poderiam, no longo prazo, avaliar sua eficácia na prevenção da aids.
 
Em fevereiro, outra equipe americana (do Instituto Scripps Research) anunciou o desenvolvimento de uma substância antiaids que pode ser comparada a uma vacina terapêutica, chamada eCD4-Ig, que tem se mostrado eficaz durante vários meses contra o HIV em macacos.
 
*AFP / Zero Hora