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segunda-feira, 13 de abril de 2015

CFF abre Consulta Pública nº 01/2015 – Guia de Prática Clínica

O Conselho Federal de Farmácia (CFF), por meio de suas assessorias Técnica e da Presidência, em colaboração com o grupo de consultores ad hoc da instituição, elaborou e coloca em consulta pública o Guia de Prática Clínica: Sinais e Sintomas Respiratórios – Espirro /Congestão Nasal
 
Trata-se de orientação aos farmacêuticos relativa aos procedimentos que deverão ser adotados por estes profissionais, no atendimento aos pacientes com esses problemas de saúde autolimitados.
 
O CFF conta com a colaboração de todos os farmacêuticos, sociedades e associações profissionais, outras entidades e instituições de saúde para o seu aprimoramento. Esta consulta pública irá vigorar por 21 dias, a partir desta data. Seguem, anexas, orientações para o envio de contribuições.
 
O Guia de Prática Clínica: Sinais e Sintomas Respiratórios – Espirro/Congestão Nasal é o primeiro de uma série e faz parte de um programa maior do Conselho, o Profar – Programa de Suporte ao Cuidado Farmacêutico na Atenção à Saúde, o qual tem o objetivo de contribuir para a disseminação de conhecimentos e o desenvolvimento de habilidades para a provisão de serviços farmacêuticos.
 
Este primeiro guia, sobre espirro e congestão nasal, contempla método de busca da evidência; acolhimento da demanda; anamnese farmacêutica; alertas de encaminhamento; plano de cuidado; orientações ao paciente; avaliação dos resultados e algoritmo de decisão. “É importante ressaltar que estamos colocando em consulta pública apenas o conteúdo, que, após a compilação de todas as contribuições, receberá a formatação mais adequada ao fim a que se destina, que é ser um material de suporte ao farmacêutico no exercício diário do atendimento ao paciente”, assinala o presidente do CFF, Walter Jorge João. “Esperamos a contribuição de todos”.

Anexo
 
Orientações para o envio de contribuições:
– Para encaminhamento de contribuições, solicita-se o preenchimento do formulário eletrônico disponível no link: Formulário eletrônico de contribuições para Consulta Pública/CFF nº 01/2015
 
Para o preenchimento do formulário observe as seguintes instruções:
– Preencha todos os campos do formulário eletrônico e envie suas contribuições e opiniões até o dia 30/04/2015.

– As contribuições recebidas fora do prazo ou que não forem enviadas neste formulário não serão consideradas.

– A insuficiência ou imprecisão das informações contidas neste formulário poderão dificultar a sua utilização pelo CFF.

– As contribuições poderão ser enviadas individualmente ou em grupo.

– Qualquer dúvida quanto ao preenchimento do formulário eletrônico poderá ser enviada por e-mail aos endereços eletrônicos: joselia@cff.org.br ou daniel@cff.org.br. Disponibiliza-se, ainda, o telefone(61) 3878-8751, da Assessoria Técnica do CFF.

 CFF

Físico americano apresentará técnica revolucionária em ressonância magnética durante evento no Rio de Janeiro

Foto/Reprodução/Facebook: Mark Grisworld
O novo método é capaz de identificar alterações nos tecidos e órgãos específicos do corpo para detectar precocemente diversas doenças
 
Até hoje o diagnóstico oriundo do exame de ressonância magnética (RM) era basicamente feito por meio de imagens anatômicas e morfológicas. Dessa forma, em algumas doenças, essa análise podia ser realizada já em uma fase tardia. A técnica de Impressão Digital por RM (Fingerprinting), desenvolvida pelo físico americano Mark Grisworld, ph.D. em radiologia, possibilita a identificação quantitativa de tecidos e órgãos do corpo e, com isso, é capaz de realizar diagnóstico precoce de várias doenças, como: as degenerativas, como o Alzheimer, e as neoplasias, como o câncer de próstata, entre outras.
 
A nova técnica será apresentada no próximo dia 15, durante o Simpósio Internacional de Inovações em Ressonância Magnética, promovido pala Clínica de Diagnóstico por Imagem (CDPI), em parceria com a Sociedade de Radiologia do Rio de Janeiro (SRad-RJ). Na oportunidade, Grisworld ministrará as palestras Impressão Digital por RM – Uma Nova Técnica para Detecção Precoce de Doenças e O Futuro das Aplicações Clínicas em Imagens por RM.
 
O coordenador do evento, o radiologista Romeu Domingues, esclarece que a RM é um excelente método de diagnóstico por imagem e que já existe há mais de 30 anos. No passado, era utilizada, principalmente, na investigação de doenças neurológicas e musculoesqueléticas, porém, atualmente, com os novos avanços tecnológicos, ela pode ser empregada para examinar mamas, fígado e coração, entre outras aplicações clínicas.
 
“A nova técnica que será apresentada pelo Dr. Grisworld complementa as imagens da RM, pois permite também a avaliação das alterações do tecido celular mesmo antes de qualquer alteração morfológica. Trata-se de um enorme avanço, um salto na medicina diagnóstica que poderá identificar precocemente várias patologias. Essa é uma ótima oportunidade para sermos pioneiros nessa técnica no futuro, aqui no Brasil”, enfatizou Romeu Domingues.
 
Curiosidade
Mark Grisworld é professor de radiologia e física na Case Western Reserve University e diretor do Centro de Pesquisa em Imagens por Ressonância Magnética. O físico também foi responsável pelo desenvolvimento da tecnologia de aquisição rápida de imagem cuja sigla é CAIPIRINHA (Controlled Aliasing In ParallelImaging Results IN Higher Acceleration), fundamental no dia a dia de unidades que operam com ressonância magnética.
 
Serviço
Evento: Simpósio Internacional de Inovações em Ressonância Magnética.
 
Data: 15/4, próxima quarta-feira, às 19h30.
 
Local: auditório CID Leblon – Av. Ataulfo de Paiva, 669, Leblon.
 
Inscrições gratuitas e vagas limitadas: pelo e-mail alessandra@cdpi.com.br ou pelos telefones: (21) 2522-2001/2432-9155.
 
Rachel Lopes
Assessoria de Imprensa

domingo, 12 de abril de 2015

Pessoas com problemas de saúde em comum se unem no Facebook em busca de apoio

Uma das maiores características da internet é reunir milhares de pessoas com interesses comuns e grupos estão usando cada vez as redes sociais para trocar informações sobre problemas de saúde: conhecer alguém com um caso semelhante pode ajudar uma pessoa a tomar decisões importantes, como fazer ou não determinado procedimento, ou descobrir novas formas de terapia e tratamento e também para conseguir apoio emocional
 
Há cinco anos, quando descobriu que o marido tinha Atrofia dos Múltiplos Sistemas, uma doença rara, a aposentada Claudeth Ribeiro resolveu abrir uma página no Facebook, “mais procurando informações do que fornecendo”. Ela lembra que na época se sabia pouco sobre a doença no Brasil, mas todos que tinham algum conteúdo compartilhavam no grupo.
 
“Algum tempo depois, quando meu marido foi atendido no Hospital Sarah [Kubitschek, em Brasília], pedi dicas de onde encontrar mais informações e me indicaram a comunidade que eu mesma fiz, sem saberem disso”, conta Claudeth.
 
Hoje, com 480 curtidores, a página recebe muitos membros que tiveram um parente recém- diagnosticado. Claudeth diz que muitas vezes prefere responder as perguntas dos recém chegados por e-mail ou por telefone, já que a doença é grave e leva à morte, e ela acha necessário ter mais cuidado na abordagem.
 
“O vínculo que se cria é assim: eu já passei e você vai passar, eu perdi o meu, você também vai perder. É uma doença que a gente sabe que vai perder para ela, não tem uma expectativa que tal remédio vai melhorar. Não vai. É uma doença que acaba com o sistema autônomo do corpo e a pessoa vai parar de andar, falar e respirar”, explica a aposentada.
 
Claudeth acrescenta que o grupo prepara os membros para os próximos passos da doença, algo necessário, psicológica e logisticamente. Além disso, dois anos depois, quando perdeu o marido, ela se sentiu extremamente apoiada pelos amigos que fez no grupo. Hoje, três anos após a perda, continua participando das discussões do grupo.
 
As comunidades são as mais diversas. Pessoas com epilepsia, alta miopia, que fizeram ou vão fazer cirurgia bariátrica, por exemplo, se encontram virtualmente nesses grupos e se sentem bem por terem encontrado alguém que passou por situações parecidas.
 
"Queria agradecer à página. Antes, eu me sentia sozinho por ser o único com alta miopia, mas agora, com essa página, eu me sinto sozinho com um monte de gente", brincou um dos integrantes da comunidade Alta Miopia, onde os membros indicam tipos de lentes que ficam mais finas e contam experiências cirúrgicas que tiveram.
 
A comunidade Cirurgia Bariátrica - Eu Fiz/Vou Fazer traz fotos de antes e depois, dramas de quem não conseguiu aprovação do plano de saúde para fazer o procedimento, dispositivos legais que podem ser usados para ter o procedimento autorizado e ainda indicações de receitas compatíveis com o pós-cirúrgico.
 
Para a psicóloga Bárbara Conte, doutora em psicologia pela Universidade Autônoma de Madri, grupos como estes funcionam como formas de enfrentar o desconhecido, a doença e, em última instância, a morte.
 
Bárbara alerta que muitas vezes as pessoas se escondem do mundo real nesses grupos: “Ao invés de conviver, falar, se enfrentar com o sofrimento, elas se encapsulam no grupo e ficam mais sozinhas. A chamada vida real é um espaço que nos coloca diante da frustração. O mundo virtual, às vezes, é uma tentativa de não se ver frustrado e, portanto, privado. Pode ser um escape, assim como pode ser uma forma de se fortalecer frente ao difícil momento que é uma doença”.
 
Agência Brasil

Parkinson: identificação de sintomas é um dos principais desafios

Um dos maiores desafios no processo diagnóstico da doença de Parkinson consiste na identificação dos sintomas
 
Apesar de o tremor ser o sinal mais conhecido da enfermidade, o principal indicador é a bradicinesia ou lentidão dos movimentos. O alerta é da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) em razão do Dia Mundial da Doença de Parkinson, lembrado ontem (11).
 
De acordo com o geriatra e membro da entidade José Elias Pinheiro, a população em geral tende a associar a lentidão dos movimentos ao envelhecimento e o sinal de alerta, muitas vezes, não é levantado. “Pode ser o caminhar mais lento, dificuldade para vestir a roupa, maior tempo para tomar banho”, explicou.
 
Pinheiro destacou entretanto que a doença de Parkinson é caracterizada por pelo menos dois sinais motores e que a lentidão dos movimentos, portanto, pode vir acompanhada por tremores, rigidez ou instabilidade postural. Outros sintomas não motores incluem depressão, apatia, face inexpressiva e alterações na pele.
 
“É uma doença progressiva e que não tem um tratamento curativo. Os medicamentos disponíveis hoje tendem a controlar os sintomas e reduzem um pouco o curso da doença. Mas, à medida em que ela evoluiu, após cinco ou dez anos, tendem a haver agravos motores e não motores”, disse.
 
Para que se possa manter a qualidade de vida do paciente, de acordo com o especialista, é preciso optar por uma estratégia terapêutica multifuncional, aliando tratamento medicamentoso a fisioterapia, fonoaudiologia e suporte psicológico.
 
Principais sintomas motores da doença de Parkinson:

- lentidão de movimentos ou bradicinesia

- agitação ou tremor em repouso

- rigidez dos braços, pernas ou tronco.

- problemas com o equilíbrio e quedas, também chamado de instabilidade postural
 
Principais sintomas não motores da doença de Parkinson:

- humor (depressão, ansiedade, irritabilidade)

- alterações cognitivas (atenção, problemas visuo-espacial, problemas de memória, alterações de personalidade, psicose / alucinações)

- prisão de ventre

- hiperidrose (suor excessivo), especialmente das mãos e pés

- perda de olfato

- distúrbios do sono

- insônia
 
Agência Brasil

“Doutor Pão” defende pães de fermentação natural para melhorar a saúde


Segredo dos pães vitaminados é a fermentação natural sem nenhum aditivo químico
Segredo dos pães vitaminados é a fermentação natural
sem nenhum aditivo químico
Para que antinutrientes sejam desativados, tempo mínimo de fermentação deve ser de 12 horas, explica especialista
 
Difundido entre muitas culturas e um dos mais antigos alimentos do homem, o pão é quase unanimidade na mesa dos brasileiros. O branco, no entanto, muitas vezes é condenado por nutricionistas por não agregar valor nutricional ao corpo. O engenheiro de alimentos holandês, Jan Willem Van Der Kamp, também conhecido por “Doutor Pão”, é um pesquisador que dedicou seu tempo para permitir que seja fabricado um pão integral saudável e de fermentação natural em larga escala.
 
Entre 2005 e 2010, Van Der Kamp fez parte do projeto europeu chamado “HealthGrain”, que busca reduzir o risco de doenças relacionadas à síndrome metabólica por meio da ingestão de grãos integrais. O propósito é promover a saúde e cereais seguros e de boa qualidade, já que a dieta de grãos integrais demonstra ser protetora para o coração e preveniria o desenvolvimento do diabetes tipo 2. Kamp, no entanto, foi mais longe.
 
“Minha conexão com o pão é tão científica quanto emocional. No projeto ‘HealthGrain’ nós não tivemos oportunidade de combinar altos níveis de nutrientes, produção natural e boa qualidade, então, para mim e meus colegas, é um desafio combinar saúde, processo natural e propriedades sensoriais excelentes”, diz ele.
 
Produto de qualidade
O segredo dos pães vitaminados é a fermentação natural sem nenhum aditivo químico. “Uma enzima chamada fitase, naturalmente presente na farinha, pode quebrar gradualmente os fitatos (antinutrientes). Esses fitatos comprometem parte do ferro e zinco e impedem o corpo de absorvê-los.
 
Quanto mais longa for a fermentação, mais fitatos serão quebrados”, diz o pesquisador. Kamp apenas adiciona essa enzima, que em seguida é desativada naturalmente depois de o pão assar.
 
Para a produção comercial, segundo Kamp, é necessário que o fornecedor da farinha tenha cuidado com a qualidade do produto, para que os outros antinutrientes, como as micotoxinas (substâncias tóxicas produzidas por fungos), estejam dentro da quantidade máxima permitida.
 
Para que um pão realmente saudável seja retirado do forno, é preciso paciência e planejamento. “O tempo mínimo necessário de fermentação é de 12 horas”, alerta o especialista.
 
Kamp é um entusiasta da fermentação natural. Além da neutralização dos antinutrientes, ele afirma que a fermentação longa também melhora o sabor do pão. “No projeto, nós tomamos cuidado para escolher condições que não causassem efeitos negativos, como uma quebra excessiva de fibras e massa pegajosa”, diz.
 
iG