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terça-feira, 14 de abril de 2015

Dispositivo adicionado a smartphone pode ajudar no diagnóstico do câncer a custo baixo

Teste piloto do sistema usando amostras de biópsia do colo do útero de 25 mulheres que tiveram exames de Papanicolau anormais mostrou um nível de precisão que combinava com o padrão atual da indústria para testes de diagnóstico
 
Um dispositivo novo, que deve ser adicionado a um smartphone, pode ser capaz de diagnosticar com precisão e de forma barata o câncer. A tecnologia pode ser útil em áreas remotas. Conhecido como D3, o dispositivo foi projetado para ser usado por médicos especialistas, e não pelo público em geral, e até agora parece tão preciso quanto os testes mais desenvolvidos e caros de uso corrente, mas a um preço de apenas 1,80 dólar (cerca de R$ 5,6) por paciente. A pesquisa foi divulgada na Proceedings of the National Academy of Sciences, uma revista científica norte-americana.

"Acreditamos que a plataforma que desenvolvemos fornece recursos essenciais a um custo extraordinariamente baixo", afirmou o co-autor Cesar Castro, médico do Massachusetts General Hospital Cancer Center and Center for Systems Biology.

D3 é a sigla para "diagnóstico difração digital", e o sistema "apresenta um módulo de imagem com uma luz de LED alimentada por bateria encaixado num smartphone padrão que grava dados de imagens de alta resolução com sua câmera", disse o estudo.

"Com um maior campo de visão do que a microscopia tradicional, o sistema D3 é capaz de gravar dados em mais do que 100.000 células a partir de uma amostra de sangue ou tecido numa única imagem".

O processo envolve a adição de microesferas de uma amostra de sangue ou tecido. As microesferas se ligam a moléculas relacionadas ao câncer. A amostra é em seguida carregada no módulo de imagem D3.

Esses dados podem ser rapidamente enviados através de um serviço de armazenamento em nuvem seguro e criptografado para um servidor de processamento.

Então, a presença de moléculas específicas, que mostram se o câncer está presente, pode ser detectada através da análise dos padrões de difração gerados pelas microesferas, mostrou o estudo. Os resultados podem ser enviados ao médicos em minutos ou horas, em vez de dias ou semanas.

Um teste piloto do sistema usando amostras de biópsia do colo do útero de 25 mulheres que tiveram exames de Papanicolau anormais mostrou um nível de precisão que combinava com o padrão atual da indústria para testes de diagnóstico, segundo o estudo.

Outro teste usando o D3 para analisar amostras de biópsia de linfonodo por agulha fina "foi capaz de diferenciar com precisão quatro pacientes cujo diagnóstico de linfoma foi confirmado por patologia convencional de outros quatro com linfadenomegalia benigna".

Mais pesquisas são necessárias em um maior número de cânceres para verificar as conclusões preliminares do novo dispositivo.

Mas o pesquisador Ralph Weissleder, diretor do Centro de MGH para Biologia de Sistemas, disse que espera que o dispositivo quebre muitas das barreiras que existem no diagnóstico do câncer, particularmente em áreas remotas ou pobres.

"Aproveitando o aumento da presença da tecnologia de telefonia móvel em todo o mundo, o sistema deve permitir a triagem rápida dos casos suspeitos ou de alto risco, o que poderia ajudar a compensar os atrasos causados pelos serviços limitados de patologia nessas regiões e reduzir a necessidade do retorno dos pacientes os cuidados de acompanhamento, o que é um desafio para eles".
 
AFP / Saúde Plena

Medicamento do ‘sexo’ ainda enfrenta tabu

Ir até a farmácia e adquirir o produto é um constrangimento para os brasileiros

No Brasil, as chamadas “pílulas azuis”, contra a disfunção erétil, completaram mais de 15 anos no mercado. Nesse período, cerca de 2 milhões de caixas do medicamento à base de citrato de sildenafila foram comercializados no País. Ainda assim, ir até a farmácia e adquirir o produto é um tabu para os brasileiros. É o que mostra um estudo comportamental elaborado pela indústria farmacêutica Althaia.
 
A pesquisa ouviu 387 atendentes das principais farmácias do País. O levantamento apontou que 87% dos homens que procuram pelo medicamento tentam manter descrição ao fazer o pedido. Em média, 32% esperam o balcão esvaziar, outros 46% procuram atendentes homem e 22% buscam um lixo mais próximo para descartar os cartuchos e bulas.
 
“Esse comportamento mostra que os consumidores ficam inibidos ou envergonhados no momento de adquirir o medicamento para melhoria do desempenho sexual”, explica o gerente de marketing da Althaia, Ricardo Ferrari.
 
A partir dessas percepções e para romper essa barreira inicial, a empresa decidiu lançar o Blupill, primeira versão do medicamento em embalagens fracionadas flow pack - semelhantes às de camisinha -, com um comprimido e bula. “A ideia da embalagem fracionada muda a forma de comercialização por parte do varejista e também como os consumidores enxergam a compra, já que o pedido fica mais discreto e o cliente pode sair com a embalagem no bolso”, destaca.
 
Diário de Mogi / Guia da Pharmacia

Pneumonia: a vilã do inverno tem prevenção

É importante orientar as pessoas sobre a adoção de hábitos saudáveis

A chegada das estações mais frias do ano é sempre acompanhada de uma preocupação adicional com a saúde. Principalmente com crianças e idosos, grupos de maior risco para as doenças respiratórias.
 
Essa precaução existe porque muitas doenças se disseminam com mais facilidade no outono e no inverno e porque as estatísticas sobre internações e mortes no País são alarmantes, em especial da pneumonia – a segunda infecção respiratória mais frequente entre os brasileiros.
 
Um levantamento da Pan American Health Organization (PAHO) revela que a pneumonia é a quarta causa de mortalidade entre adultos no Brasil. Outros estudos mostram ainda que, somente no Brasil, Argentina e Chile, há mais de dois milhões de casos da doença por ano.
 
É importante orientar a população sobre a adoção hábitos saudáveis e de higiene, evitar ambientes aglomerados sem ventilação, proteger-se quanto às oscilações de temperatura e estar em dia com as vacinas. Como em crianças a imunização é mais frequente, a grande preocupação tem sido a população adulta, em especial os idosos.

Folha de Londrina / Guia da Pharmacia

Avanços contra a dor crônica

A estimativa é que o problema afete o 15% a 30% dos adultos nos países ocidentais

Pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard identificaram na medula espinhal um importante mecanismo neural que envia sinais de dor errôneos ao cérebro. Há neurônios específicos envolvidos nesse processo.
 
Segundo o coautor do estudo, Martyn Goulding, mesmo feita em ratos, essa descoberta inédita permite aos cientistas começarem a desvendar a “caixa-preta” do problema em humanos.
 
“Identificar os neurônios que compõem esses circuitos é o primeiro passo na compreensão de como a dor crônica decorre de processamento neural disfuncional (…) Pode ser que algo dê errado no funcionamento desse circuito espinhal e faça com que sensações emerjam com a dor”, explica.
 
Entender o processo por completo pode ajudar, por exemplo, no desenvolvimento de medicamentos que neutralizem a ação das células nervosas defeituosas.
 
A Associação Internacional para o Estudo da Dor estima que o problema crônico afete o bem-estar fisiológico e psicológico de 15% a 30% dos adultos nos países ocidentais.

Correio Braziliense / Guia da Pharmacia

Mercado farmacêutico prevê aumento de custos

Enquanto muitos setores da economia já enfrentavam dificuldades expressivas, as farmacêuticas puderam respirar aliviadas com o crescimento de 45% do faturamento, pelo canal farmácia, nos últimos quatro anos. Só em 2014, o aumento foi de 11,4%, chegando a R$ 41,8 bilhões, apesar do PIB praticamente estagnado
 
Mas agora, o desafio está aumentando. Com as mudanças na economia promovidas pelo Governo Federal e suas consequências ao custo de produção, as farmacêuticas buscam cada vez mais eficiência em seus processos. Além disso, o real tem se desvalorizado diante do dólar, o que prejudica a importação de insumos, e não há perspectiva de cenários melhores tão cedo.
 
Por conta do sistema de regulação do mercado, a indústria não pode repassar nem parte dos novos custos ao consumidor. O preço de seus produtos é controlado pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) que, por lei, define o aumento de preço uma vez no ano com base numa fórmula específica. Neste ano, o reajuste médio foi de 6%, enquanto a inflação foi de 7,7%. Nos últimos 10 anos, a defasagem dos reajustes anuais passa de 21%, com relação ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) do período.
 
Para manter o ritmo de crescimento, a indústria busca soluções para alguns entraves crônicos no país. O primeiro deles é o fato de não haver uma resposta organizada e realista para a questão do acesso. Cerca de 74% dos medicamentos brasileiros são comprados e pagos pelo bolso das pessoas, sem apoio do governo. Isso significa que a medicação mais complexa e mais cara acaba não chegando à maioria da população.
 
O segundo ponto é a questão tributária. O Brasil é campeão mundial em imposto sobre medicamentos. Temos uma situação injusta porque mesmo olhando os tributos dentro do país, o medicamento paga mais do que outros produtos, como, por exemplo, biquíni e ursinho de pelúcia; e isso prejudica o acesso da população aos tratamentos que precisa.
 
Divisão do mercado
A divisão do mercado farmacêutico vem sofrendo algumas alterações. Os medicamentos de referência responderam por 39% das vendas em 2014. Já os medicamentos similares ganharam mercado, passando de 42% para 48%, e os genéricos se mantiveram estáveis com 13%.
 
O número de doses comercializadas cresceu. Foram 124,6 bilhões em 2014 ante 114,9 bilhões no ano anterior; aumento de 8,4%. Em 2010, as farmacêuticas vendiam 79,3 bilhões de doses no país, o que configura um incremento de 57,1% nos últimos quatro anos.
 
Portanto, o mercado farmacêutico tem conseguido preservar um ritmo consistente de crescimento e, de fato, ainda existem novos mercados a serem explorados. Não só a indústria, mas toda a sua cadeia produtiva pode resistir ao período difícil que o país enfrenta. É preciso, contudo, que cada passo seja pensado e planejado em conjunto, com participação ativa de todos os envolvidos.
 
Saúde Web