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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Urologistas querem democratizar prótese peniana inflável

Urologista. Moraes Júnior explica que versão inflável garante a qualidade de vida
Sociedade Brasileira de Urologia
Urologista. Moraes Júnior explica que versão inflável
garante a qualidade de vida
Disfunção erétil afeta 25 milhões, e 11 milhões são pacientes graves
 
Existem hoje, no Brasil, cerca de 25 milhões de homens que sofrem de Disfunção Erétil (DE). Desses, cerca de 11 milhões – a maioria com mais de 40 anos – têm disfunções de moderadas a graves. Isso significa que eles não respondem mais à medicação via oral – como o Viagra, por exemplo.
 
Para muitos desses homens, a única solução para voltar a ter uma vida sexual ativa e satisfatória é o implante de uma prótese peniana.
 
Foi assim com o aposentado Mário Silva*, 70, vítima de um câncer de próstata 15 anos atrás. “Para mim, não tem outro tratamento. Depois da cirurgia (para a retirada da próstata), só a prótese. Eu fiquei muito deprimido, passei dez anos com depressão”, conta ele, que colocou a prótese há cinco anos. Hoje, ele está mais tranquilo. “Estou separado e tenho 70 anos. Isso não tem a importância que tinha aos 18. Na verdade, sempre tem, mas o melhor é ter saúde”, constata. Atualmente, as redes pública e complementar de saúde cobrem a colocação das próteses conhecidas como semirrígidas.
 
“A grande desvantagem delas é deixar o pênis ereto o tempo todo. Como o homem vai vestir uma sunga? Como vai colocar seus netos no colo para brincar?”, indaga o urologista Antônio de Moraes Júnior, chefe do departamento de andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Uma solução mais moderna já existe: as próteses infláveis. Elas são compostas por dois tubos que são implantados no corpo cavernoso do pênis, por um reservatório de líquido, implantado na barriga, e por um dispositivo de acionamento.
 
Quando o paciente está em uma relação sexual, ele aciona o dispositivo, o líquido sai do reservatório e enche os tubos, deixando o pênis ereto. Ao fim, ele desliga o acionador e o pênis volta a ficar em repouso. Essa diferença é fundamental para o bem-estar do paciente.
 
“A prótese semirrígida pode gerar algum constrangimento, porque o pênis só fica ereto. Os pacientes se sentem muito mais confortáveis para realizar as tarefas do dia a dia com a prótese inflável, porque você tem uma ereção muito parecida com a fisiológica”, explica o médico Augusto Barbosa Reis, professor de urologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
 
Mas a modernidade custa caro. A cirurgia para colocação de uma prótese inflável não sai por menos de R$ 50 mil. Por isso, a SBU está reivindicando a inclusão do produto no rol dos procedimentos de cobertura obrigatória pelos planos de saúde.
 
“Em 95% do tempo, o homem precisa de seu pênis em repouso. Só em 5% – quando está em atividade sexual –, precisa dele ereto. A prótese inflável proporciona isso”, alega Moraes Junior.
 
*Pseudônimo usado para preservar a identidade.
 
Mobilização
A Campanha Nacional Contra a Disfunção Erétil, da SBU, pode ser vista no www.devoltaaocontrole.com.br.
 
O Tempo

Cientistas criam teste que revela uso de drogas a partir de impressões digitais

Thinkstock: Teste pode ser útil em prisões
Análise detecta a presença de substâncias produzidas quando a cocaína é quebrada no corpo
 
Cientistas britânicos aplicaram um método rápido e não-invasivo para revelar o uso de drogas: por meio da coleta das impressões digitais.
 
A análise detecta a presença de duas substâncias químicas produzidas no momento em que a cocaína é quebrada no corpo: a benzoilecgonina e a metilecgonina.
 
O estudo, de pesquisadores da Universidade de Surrey, foi detalhado na publicação científica Analyst, da Real Sociedade de Química britânica.
 
Segundo eles, o teste pode ser útil em prisões, clínicas para o tratamento de viciados e até verificações de rotina no ambiente de trabalho.
 
O método é muito mais difícil de trapacear que os atuais exames de saliva, urina e sangue, já que a identidade da pessoa testada está embutida na amostra.
 
A grande dificuldade, porém, é o tamanho do equipamento necessário (equivalente ao de uma máquina de lavar) e o seu alto custo (quase R$ 1,9 milhão).
 
'Caçada' química
As duas substâncias químicas são produzidas quando a cocaína é quebrada pelo corpo, e podem ser liberadas em pequenas quantidades no suor, escrevem os cientistas.
 
Elas seriam deixadas no papel usado para coletar as digitais.
 
Nos experimentos, cientistas examinaram essas amostras usando um espectrômetro de massa, que detecta substâncias a partir da medição de sua massa atômica e análise de sua estrutura química.
No artigo, a equipe sugere que os resultados são semelhantes aos de um exame de sangue convencional.
 
"Estes resultados oferecem oportunidades animadoras para o uso de digitais como novo meio de amostragem para detecção segura e não invasiva (de uso de drogas)", escreve a equipe.
 
"A técnica da espectometria de massa usada aqui oferece um alto grau de seletividade e usa apenas uma pequena área da impressão digital, permitindo repetição e maior volume de análises a partir de uma única amostra."
 
Prós e contras
A coautora da pesquisa, Melanie Bailey, professora de ciência forense e analítica da Universidade de Surrey, disse à BBC que o método pode ser uma boa alternativa em indústrias onde o teste de exame de drogas é rotineiro – por exemplo, atividades que envolvem direção e operação de maquinário pesado.
 
Apesar do tamanho e do custo do espectrômetro de massa, disse a acadêmica, existem produtos mais baratos no mercado, que "levantam a possibilidade animadora de um dia tornar este teste portável".
 
Para Bailey, o teste pode ser realizado em centros de reabilitação de usuários de drogas e, se houver uma versão mais portável, até em postos de fronteira e operações de policiamento de estradas.
 
R7

Curso de "medicina canábica" formará profissionais no Uruguai

O Uruguai prepara seu primeiro curso de formação em "medicina canábica" para capacitar os profissionais da saúde sobre o uso medicinal da maconha, um dos aspectos da lei que regula essa substância no país
 
"É a primeira vez que um curso de medicina canábica é feito no Uruguai. Terá módulos introdutórios e outros sobre patologias e a prescrição da maconha em tratamentos neurológicos, analgésicos e psiquiátricos, por exemplo", explicou nesta sexta-feira à Agência Efe Julia Galzerano, que coordena a iniciativa do Sindicato de Médicos do Uruguai (SMU).
 
A proposta do SMU conta com o apoio do Centro Internacional para Serviços e Pesquisa em Educação Etno-botânica (ICEERS), que enviará especialistas para a capacitação, entre eles o farmacologista espanhol José Carlos Bouso.
 
Em princípio, a formação receberá 125 médicos e estudantes de medicina em fim de curso e acontecerá entre agosto e outubro deste ano. "Queremos ter alguma disciplina virtual para que o debate seja acessível à América Latina mais adiante, mas começaremos com esta primeira edição presencial", disse Galzerano.
 
A Junta Nacional de Drogas (JND) será a responsável por promover à convocação nacional para o curso como parte das políticas públicas neste tema, segundo um comunicado da presidência uruguaia. "Apesar de estar regulamentado o uso medicinal do cannabis, é importante ter um corpo profissional que esteja preparado para saber quais são seus usos e desenvolver pesquisas", disse o secretário-geral da JND, Milton Romani.
 
A lei que trata da produção e o mercado de compra e venda de cannabis foi aprovada em dezembro de 2013, mas a regulamentação de seu uso para fins científicos e medicinais foi decretada em fevereiro deste ano, dias antes de terminar a gestão do então presidente, José Mujica, impulsor dessa legislação.

EFE / R7

Segurança do Paciente e Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde

No Brasil, a atenção com a infecção associada aos cuidados de saúde não é algo novo. Em 1983, o Ministério da Saúde, através da Portaria 196, já se preocupava com o tema “infecção hospitalar” e instituiu a obrigatoriedade da implantação de Comissões de Controle de Infecção Hospitalar em todos os hospitais do país, independente de sua natureza jurídica
 
Entretanto, foi a partir de 1985, com a ampla divulgação da imprensa sobre o processo trágico que levou o, então, Presidente Tancredo Neves à morte, vítima de complicações cirúrgicas e infecção hospitalar, que as pessoas começaram, verdadeiramente, a prestar atenção sobre a importância do tema como uma realidade concreta, que tornou-se uma preocupação de proporções nacionais.

Desde então, autoridades, legisladores, profissionais de saúde, educadores, gestores e líderes têm se mobilizado continuamente para melhorar o panorama da infecção hospitalar, atualmente conceituado como Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (IRAS), devido a sua complexidade e amplitude. Porém, apesar de todos os esforços, nacionais e internacionais, situações preocupantes ainda têm ocorrido nas instituições de saúde em todo o mundo, prejudicando pacientes e famílias.

Uma importante agência de comunicação internacional publicou no início deste ano que cerca de 179 pacientes podem ter sido expostos a uma bactéria resistente a antibióticos (Carbapenen) durante procedimentos de Endoscopia Digestiva em um hospital universitário de referência na Califórnia (EUA), entre outubro de 2014 e janeiro e deste ano. Pelo menos sete pessoas adquiriram infecção pela bactéria resistente, sendo que este fato pode estar relacionado com a morte de dois pacientes. Segundo a agência, infecções por superbactérias são difíceis de serem tratadas, e o Centro de Controle e Prevenção de Doença (CDC) dos Estados Unidos afirma que estudos estatísticos mostram que estes microrganismos podem contribuir para a morte de até 50% dos pacientes infectados.

No Brasil, publicações semelhantes na mídia trazem à tona este grave problema presente também em nossas instituições de saúde. Uma matéria publicada recentemente relata fato ocorrido em Goiás, em 2012, que obrigou o Estado a indenizar a esposa e três filhas de um homem que foi a óbito após adquirir infecção relacionada à assistência à saúde. Através de decisão judicial, teria sido constatado que o paciente morreu após contrair uma bactéria que existe exclusivamente em hospitais, a Klebsiella pneumoniae.

"Outra matéria, publicada em fevereiro deste ano, descreve situação ocorrida envolvendo maternidades de Maceió. Uma destas maternidades estava em reforma há algum tempo, com obras no local, o que aumenta o risco para infecção, principalmente para neonatos, que são muito susceptíveis por não terem ainda seu sistema imunológico plenamente desenvolvido. A matéria cita que membros do Conselho Estadual de Saúde e do Conselho Regional de Medicina (CRM) chamavam a atenção para o perigo das crianças morrerem acometidas por infecção hospitalar. Mesmo assim, a maternidade em reforma recebeu 20 bebês transferidos do hospital universitário local, que apresentava superlotação. Segundo a matéria, um familiar de um bebê prematuro que estava sendo tratado neste hospital em obras – onde foi constatada pane elétrica e infiltração nas paredes, o que levou à interdição da instituição em reforma – relata que ele teve que ser novamente transferido para outra instituição e que  houve demora no processo na decisão pela transferência da criança que estava na UTI, que, já debilitada e muito vulnerável, teve sua situação clínica agravada por esta situação de transferência, com piora do quadro infeccioso, evoluindo a óbito por sepsis em outra maternidade.

Outro caso também descrito pela imprensa recentemente foi o de uma situação ocorrida no estado de Espírito Santo, em um hospital materno infantil, em que pelo menos duas pacientes atendidas nas salas cirúrgicas deste hospital poderiam ter contraído infecção relacionada ao procedimento obstétrico. A matéria cita que os próprios médicos discutiam entre eles questões ligadas a procedimentos de higiene e que a Vigilância Sanitária local foi acionada pela Secretaria de Saúde para averiguação do local.

Estas tristes histórias envolvendo pacientes de todas as idades, evidenciam a importância da adoção de melhores políticas, procedimentos e programas nas instituições de saúde, que apoiem verdadeiramente a prática cotidiana de ações voltadas para a qualidade e segurança nos processos relacionados aos cuidados do paciente.

Neste sentido, o conjunto de padrões recomendados pela Joint Commission Internacional (JCI), representado no Brasil com exclusividade pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), tem se destacado mundialmente como importante ferramenta de gestão, ajudando os líderes, gestores e profissionais na adoção de uma cultura voltada para a qualidade e segurança.

"Em sua 5ª edição, o Manual de Padrões para Acreditação da JCI para Hospitais aborda padrões que contemplam a importância da implantação de programas e planos que podem auxiliar as instituições, seus líderes, gestores e profissionais, a planejar e adotar processos organizados com o objetivo de oferecer instalações seguras e livres de acidentes, assim como, sistemas de monitoramento para reduzir e controlar perigos e riscos inerentes ao ambiente de cuidado do paciente, especialmente aos pacientes mais vulneráveis que necessitam de proteção e atenção redobrada.

O capítulo Prevenção e Controle de Infecções (PCI) contém requisitos para um efetivo programa de controle e prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde. Protocolos de boas práticas baseadas em evidência, uso racional de antimicrobianos, precauções de barreira, planos em caso de surtos, programa de saúde dos profissionais, cuidados com obras, construções e reformas em instituições de saúde são alguns dos pontos importantes abordados pelos padrões da JCI neste capítulo. Destaca-se também a Meta Internacional de Segurança do Paciente que aborda a importância da adoção do procedimento de higiene das mãos, também adotada pela Organização Mundial de Saúde.
O capítulo de Gerenciamento e Segurança das Instalações (FMS) abrange o desenvolvimento de um programa que deve obrigatoriamente incluir o monitoramento, supervisão e manutenção de sistemas de infraestrutura elétricos e hidráulicos, entre outros pontos relevantes. Através de profissionais treinados e capacitados devem ser realizadas simulações periódicas para testar a funcionalidade destes sistemas, a eficácia dos planos de contingência e o desempenho dos profissionais nestas situações de risco, de forma prática e em equipe.

O capítulo Acesso a Cuidados e Continuidade dos Cuidados (ACC) enfoca padrões que abordam situações de cuidados, inclusive quanto aos processos de transferência e transporte de pacientes entre instituições de saúde. Os padrões também atentam para a prevenção de deterioração do quadro clínico do paciente, decorrente de atrasos e demora nos processos.

"Finalmente, dois outros capítulos do Manual tratam, respectivamente, de processos e funções voltadas para a Melhoria da Qualidade e Segurança do Paciente (QPS) e as responsabilidades dos líderes e gestores sobre o programa de qualidade da instituição, através do capítulo Gerenciamento, Liderança e Direção (GLD).
 
Gestores e líderes em mais de 500 instituições de saúde no mundo todo, inclusive no Brasil, têm adotado os padrões de qualidade da JCI. Os resultados não decorrem de mágica, mas de um modelo de gestão baseado em responsabilidade, confiança, transparência e compromisso, sobretudo com os pacientes e suas famílias.
 
* Nancy Yamauchi é Enfermeira graduada e especialista em Terapia Intensiva pela Escola de Enfermagem da USP, com Licenciada Plena pela Faculdade de Educação da USP, co-autora de Capítulos de Livros sobre qualidade, segurança do paciente e prevenção de  infecção. Atualmente é Educadora e Gerente de Projetos do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), em São Paulo.
 
Saúde Web

Cientistas descobrem método para acabar com a dor na hora da injeção

Estudo comprovou a eficácia da tese em 38 voluntários
Pesquisa aponta que método simples de respiração consegue eliminar completamente a dor
 
Se você tem medo de injeção, prepare-se para uma boa notícia. Cientistas espanhóis descobriram que existe um jeito de não sentir dor na hora da picada — basta apenas prender a respiração.
 
De acordo com o estudo, parar de respirar por alguns segundos faz com que o cérebro amorteça o sistema nervoso, deixando a pessoa menos sensível à dor.
 
Quando se está estressado, a pressão sanguínea sobe para ajudar o cérebro e os membros no caso de eles precisarem lutar contra uma ameaça ou escapar dela.

Da mesma maneira, o corpo também tem uma maneira específica de baixar a pressão de volta. Sensores de pressão sobre os vasos sanguíneos nos pulmões enviam sinais para o cérebro, dizendo a ele para reduzir a pressão.
 
Isso explicaria por que pessoas com pressão alta têm maior resistência à dor.
 
Gustavo Reyes del Paso, da Universidade de Jaén, na Espanha, chegou à conclusão sobre o método contra a dor das injeções enquanto buscava descobrir se segurar a respiração — um meio natural de aumentar a pressão sanguínea — faz com que as pessoas sintam menos dor no geral.
 
Ele pressionou as unhas de 38 voluntários por cinco minutos, enquanto eles prendiam o fôlego. Depois, ele repetiu o mesmo teste, só que desta vez com os pacientes respirando lentamente.
 
O médico chegou à conclusão de que ambas as técnicas são capazes de distrair os voluntários da dor que sentem, mas que todos eles disseram sentir dores menos intensas quando param de respirar por alguns segundos.
 
R7