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terça-feira, 2 de junho de 2015

Três mulheres morrem no Distrito Federal contaminadas por superbactéria

Outros oito pacientes estão internados após contaminação; Secretaria de Saúde descarte surto
 
Brasília - A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou nesta segunda-feira que oito pacientes estão contaminados com superbactéria. Cinco deles, estão internados no Hospital de Taguatinga (HRT) com enterococo e outros três no Hospital Regional do Guará (HRG). No último domingo, três mulheres que morreram no HRT também estavam infectadas, e em uma delas foi detectada a bactéria do tipo KPC. Os contaminados foram isolados em uma enfermaria especial para evitar o alastramento do contágio e o pronto-socorro do hospital, onde eles eram atendidos, foi interditado.
 
Todos os pacientes são idosos. A primeira vítima, de 79 anos deu entrada no hospital por conta de uma fratura no fêmur e as complicações da infecção da KPC contribuíram para o óbito, segundo a Secretaria de Saúde. As outras duas mulheres, de 70 e 80 anos, estavam contaminadas pelo enterococo, e tinham problemas cardiovasculares como hipertensão. Outras vinte pessoas que tiveram contato com a primeira paciente a apresentar a bactéria passaram por exames e foram liberadas depois que o teste deu negativo.
 
Desde a última quinta-feira, quando um exame de sangue acusou a presença de bactéria no sangue de uma das doentes, os atendimentos no pronto-socorro foram suspensos. Quem procurava a emergência do HRT tinha de buscar tratamento em hospitais de cidades próximas, já que as alas de ortopedia, cardiologia e clínica médica também foram isoladas, pois ficavam perto do pronto-socorro. Agora, todo o setor de emergência, que atende a cerca de 400 pessoas por dia, passa por uma limpeza para desinfecção e só deve ser reaberto para a população nesta terça-feira.

A coordenadora de infectologia da Secretaria de Saúde do DF, Maria de Lordes Lopes, afirma que o uso exacerbado de antibióticos favorece que as bactérias da própria flora corporal desenvolvam resistência a esses medicamentos. Os hospitais seriam os principais locais de contaminação, que ocorre por meio do contato físico. A especialista descartou a possibilidade de surto, mas reconheceu que a proliferação é endêmica.
 
— Não estamos vivendo surto. Em todos os hospitais temos uma situação endêmica: há endemia de KPC e casos pontuais de enterococos, que adquiriu resistência aos medicamentos.
ADVERTI
 

Os três pacientes internados no Hospital do Guará também estão em leitos isolados. Apesar de não terem desenvolvido a infecção, os testes mostraram que eles têm um outro tipo de superbactéria, a ahietobacterea. Ainda não há previsão de alta para nenhum dos pacientes isolados nos dois hospitais.
 
No ano passado, no Hospital Materno de Brasília (HMIB), três bebês foram isolados na UTI neonatal pois foi havia sido detectada a presença de KPC.
 
O Globo

ANS e 40 maternidades iniciam projeto pelo parto normal

Desafio é conscientizar gestantes, médicos e mudar o sistema de atendimento em hospitais particulares para que a cesárea seja exceção e não regra
 
Oito em cada 10 crianças que nascem em um hospital particular vêm ao mundo por meio de uma cirurgia. Esta é a realidade que o projeto Parto Adequado pretende mudar. Lançado no ano passado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e Hospital Israelita Albert Einstein – com o apoio do Ministério da Saúde e Institute for Healhcare Improvement (IHI) –, o projeto deve criar mecanismos de organização e sensibilização para reduzir a taxa de partos cesáreos realizados na rede privada de saúde no Brasil, que é de 84,6%. O percentual supera e muito a taxa recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 15%.
 
Segundo a gerente executiva de Aprimoramento do Relacionamento entre Operadoras e Prestadores da ANS, Jacqueline Torres, o projeto vai ajudar os hospitais participantes a se reorganizarem por meio de evidências científicas, buscando modelos assistenciais que se adaptem melhor às realidades e objetivos dos hospitais. O projeto-piloto deve ser concluído em setembro de 2016 e até lá serão realizados vários encontros, com aplicação de modelos, além do monitoramento de resultados preliminares.
 
Por enquanto, ainda não há meta geral de redução, mas os hospitais estão estipulando índices viáveis dentro do contexto de cada instituição. A partir da definição desses objetivos será possível traçar um índice nacional a ser atingido.
 
“Estamos muito motivados. Claro que o resultado vai aparecer ao longo do processo e o projeto-piloto vai nos ajudar a entender onde acertamos e onde temos que fazer ajustes, mas acreditamos que no final de todo o processo, quando conseguirmos modificar o sistema poderemos melhorar a atenção ao parto para toda a população”, afirma Jacqueline.
 
Ela explica que o desafio não é somente conscientizar gestantes e médicos, mas modificar o sistema assistencial atual. “Da forma como o sistema está organizado leva médicos a optar pela realização da cesárea: ele tem um número grande de pacientes para atender, recebe por procedimento, enfim. O atendimento pode ser feito, por exemplo, por uma equipe de plantão que terá sempre um médico e uma enfermeira obstetra para realizar o parto”, cita.
 
Estão participando 40 hospitais – entre eles cinco maternidades que atendem pelo Sistema Único de Saúde. Entre as instituições privadas, oito estão entre as 30 maiores em volume de partos do País e 11 entre as 100 maiores, o que demonstra o compromisso social com a melhoria da qualidade da atenção ao parto e nascimento. Esses hospitais possuem taxa de cesarianas de 88,7% – superior à identificada na saúde suplementar (84%) e na rede pública (40%). Já os estabelecimentos do SUS foram escolhidos por apresentarem percentual de cesarianas acima de 60% e por realizarem mais de mil partos por ano.

Papel de enfermeiras obstetrizes foi importante para baixar taxas em Jundiaí
O projeto vai contar com hospitais particulares que já têm experiência na redução das taxas de partos cesáreos. Um deles é o Hospital Paulo Sacramento, de Jundiaí, que se orgulha de ter começado o processo de conscientização da equipe relativa às cesáreas em 1994. De acordo com José Emílio Duran Bueno, diretor médico do hospital, uma das exigências para receber o selo Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC), era a redução da taxa de cesárea, na época em torno de 90%. Ele aponta que um dos destaques foi a contratação de enfermeiras obstetrizes, em 2007, com o objetivo de tornar o atendimento às mães mais humanizado. Hoje, a taxa é de 45%.
 
A estratégia utilizada foi adotar o programa de Aleitamento Materno, associado ao programa de gestação segura, onde o acompanhamento das gestantes é monitorado por equipe especializada. Por este modelo, o casal é informado durante toda gestação sobre o parto em cursos para gestante.
 
Para garantir uma eficácia da ação todos os colaboradores, profissionais médicos e enfermeiros são constantemente treinados e atualizados para a implementação das políticas que envolvem o aleitamento materno e a promoção do parto humanizado. “Realizamos treinamentos, fazemos acompanhamentos dos índices e incentivamos a equipe para que ela se mantenha motivada. Além disso, fazemos orientação prévia da gestante”, disse ele sobre o empenho para manter os índices.
 
Colaborador
O Hospital Albert Einstein é o Colaborador técnico-científico e operacional do projeto. O que significa que a instituição é responsável pela logística de participação dos hospitais e capacitará os participantes, atuando como laboratório de excelência na atenção à saúde. O Hospital também participará como hospital-piloto, testando as mudanças propostas ao longo do processo.

Fonte: Portal Brasil

Parto Adequado: Taxa de cesáreas de 100% cai pela metade com mudança de modelo

O Hospital Santa Isabel, em Jaboticabal, investiu na motivação da equipe e informação para gestantes. O reflexo ocorreu na queda de internações em CTI neonatal
 
O modelo de atendimento proposto pelo Hospital Santa Isabel, em Jaboticabal, não preocupou a assistente administrativa Gisele Delphino, 25 anos. O que mais a assustava era a possibilidade de fazer uma cesárea. “Sempre tive aflição ao pensar no médico cortando oito camadas (acho que é isso) de pele, fora que a recuperação do parto normal é bem rápida, é bom pra mãe e para o bebê”, diz.
 
Pelo modelo do hospital, a partir da 36ª semana de gestação, além das consultas de pré-natal com seu obstetra, a futura mãe realiza consultas com os profissionais da equipe que é mantida de plantão. Gisele conta que depois de ser encaminhada por seu médico, a cada consulta de pré-natal conhecia um profissional diferente. “O ginecologista nos encaminha para as consultas finais no hospital, para conhecermos o possível médico que fará o parto”, conta.
 
Quando chegou a hora de Lorenzo nascer o parto foi tranquilo e como ela queria. “Foi uma enfermeira obstetra que fez o meu parto em um banquinho. Ela me passou toda a segurança e apoio. Meu marido participou o tempo todo ao meu lado, inclusive a hora que o bebê nasceu. Estávamos embaixo do chuveiro, a enfermeira Uyara colocou meu filho sobre meu corpo, lavou ele e o pai cortou o cordão umbilical. Foi emocionante e inesquecível”, descreve o parto realizado há um ano.
 
O modelo proposto pelo Santa Isabel confirma que o hospital está no caminho certo. Há dois anos a taxa de cesáreas chegava a quase 100%. “Havia a necessidade de interferir no processo, melhorando a segurança das mães e seus bebês e tornar o parto uma experiência única”, relembra Jeyner Valério Júnior, coordenador administrativo do Hospital e Maternidade Santa Isabel e do Projeto Melhor Parto. Atualmente, a taxa de parto normal chega a 50%.
 
O hospital evita parto com hora marcada e assim bebês prematuros. Ao entrar em trabalho de parto, o médico avalia a melhor forma de nascimento e deixa a cesariana somente quando há riscos para mãe ou para o bebê.O cartão do pré-natal da gestante foi padronizado e grávidas e familiares fazem cursos de gestantes.
 
Segundo o coordenador, chegar a este percentual não foi fácil. Foram necessárias algumas mudanças e houve resistências. “Antes, o médico chegava ao hospital, realizava o procedimento cirúrgico e ia para o seu consultório. No parto normal, não há como acompanhar o trabalho de parto que pode durar 12 ou mais horas, atendendo o consultório. Você muda a rotina do médico, por isso a resistência foi grande”, explica.
 
Para motivá-los, houve melhoria na remuneração dos profissionais ao aderirem ao sistema de plantão, garantindo a presença de obstetra 24 horas. Outra mudança foi a unificação da equipe médica e de enfermagem do Hospital e da Unimed, os profissionais também passaram por capacitação. O hospital também investiu na aquisição de bolas, banquetas e o sonar (espécie de monitor fetal à prova d´água) para permitir o parto dentro da água. Tudo para dar mais acolhimento, segurança e conforto.
 
Como reflexo, o Santa Isabel conseguiu uma redução de custos de 26% e de internações em CTI neonatal de 61%, a infecção hospitalar está quase zero e a morte materna chegou a zero. “O desafio agora tem sido manter a equipe motivada e conseguir enfermeiras obstetrizes, uma profissional ainda escassa no mercado.”
 

Farmácia Popular pode fechar na Bahia

Segundo o Conselho Curador da Bahiafarma, o programa tem dado prejuízos

A decisão, acordada pelo Conselho Curador da Bahiafarma, inclui, por enquanto, 27 unidades administrada pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), das quais oito lojas estão localizadas em Salvador. Na avaliação dos conselheiros, encaminhada ao governador Rui Costa, consta que o programa tem dado prejuízos e por isso se torna inviável, consumindo do erário público recursos da ordem de R$ 7,6 milhões, enquanto as receitas totalizam aproximadamente R$ 1,1 milhão.
 
“O que o governo do estado não está levando em conta é que a saúde da população, principalmente a mais carente, está acima dos interesses financeiros”, afirma um membro do Conselho Estadual da Saúde, Eliane Simões, que pretende acionar o Ministério Público estadual para reverter a situação.
 
Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde disse que a recomendação do Conselho Curador da Bahiafarma, feita por unanimidade, de transferir as atividades da rede baiana de Farmácia Popular do Brasil para a rede de farmácias privadas conveniadas com o Ministério da Saúde “é uma recomendação que será avaliada pelo governador e ainda não há data definida para o início do processo”.
 
Tribuna da Bahia / Guia da Pharmacia

Asma: esclareça dúvidas sobre medicamentos que tratam a doença

vários remédios - Foto: Getty ImagesBroncodilatadores não evitam as crises e são apenas uma parte do tratamento
 
Segundo o Ministério da Saúde, a doença mata cerca de 2,5 mil pessoas por ano. De acordo com as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para o Manejo da Asma, estima-se que existam mais de 22 milhões de asmáticos no Brasil. Anualmente, ocorrem cerca de 160 mil internações pela doença no país, sendo a quarta causa de hospitalizações no Brasil. Esse número pode diminuir se a asma for controlada corretamente, não só melhorando o ambiente em que o paciente vive, como ministrando os medicamentos adequados - em sua maioria oferecida gratuitamente pela rede pública de saúde.
 
Para entender como funcionam os remédios para asma, é preciso ter em mente que o pulmão do asmático é diferente de um pulmão saudável. "É como se os brônquios do paciente fossem mais sensíveis, mais inflamados, e reagissem ao menor sinal de irritação", explica o pneumologista Roberto Rodrigues Junior, do Laboratório Exame, em Brasília. Se pensarmos em uma pessoa sem a doença, ela sofrerá uma falta de ar quanto estiver exposta a grandes irritações, como a fumaça de um incêndio.
 
"Diante desse quadro, o organismo da pessoa identifica os agentes irritantes e faz com que a musculatura que existe em volta do brônquio se contraia, fechando o órgão e impedindo que o ar contaminado entre nos pulmões", diz o pneumologista Roberto. O mesmo processo acontece com um paciente que tem asma, só que os gatilhos para causar uma irritação nos brônquios são bem menos graves, como a poeira. Por isso é importante que ele faça um tratamento adequado e medicamentoso, tanto para controlar uma crise quanto para evitar que elas aconteçam.
 
Quer entender melhor? Veja abaixo o que dizem os nossos especialistas.   
 
Os broncodilatadores ajudam a tratar a asma?
Não, os broncodilatadores servem para aliviar uma crise de asma, mas não a previne. Durante uma crise de asma, você tem o fechamento dos brônquios, impedindo a entrada de ar nos pulmões. Os broncodilatadores servem justamente para relaxar essa musculatura dos brônquios, permitindo que o ar entre nos pulmões novamente. "Essas medicações tem início de ação rápido, gerando um alívio imediato do paciente", explica o pneumologista Roberto Rodrigues Junior, do Laboratório Exame, em Brasília.
 
Há broncodilatadores de curta duração (entre quatro a seis horas de ação) e de longa duração (de 12 a 24 horas de ação), mas nenhum desses é um tratamento preventivo. "É necessário um medicamento que diminua a inflamação dos brônquios, fazendo com ele não se irrite tão facilmente", diz Roberto. "São esses medicamentos que evitam as crises, em vez de aliviá-las quando já aconteceram, que ajudam a tratar efetivamente a asma."
 
Como funcionam os medicamentos de uso contínuo para tratar a asma?
As medicações de uso contínuo servem para minimizar a sensibilidade e a inflamação as quais os brônquios da pessoa asmática estão sujeitos, fazendo com que os pulmões reajam com menos intensidade aos agentes irritantes, como poeira e ácaros.
 
"Diferente dos broncodilatadores, que apenas revertem o quadro de contração do brônquio, os medicamentos contínuos funcionam para evitar que essas reações aconteçam."
 
Existe mais de um tipo de medicação?
Sim, existem diferentes remédios para tratar a asma, que podem ser ministrados por diversas vias. Os mais utilizados são os corticoides, que podem ser aplicados por inalação ou via oral. "No entanto, os medicamentos orais são evitados no caso da asma, pois qualquer remédio quando ingerido vai para a nossa corrente sanguínea, chegando a todas as partes do corpo em vez de apenas nos pulmões, aumentando o risco de efeitos colaterais", lembra o pneumologista Roberto. Por via inalatória, os corticoides são absorvidos somente pelos pulmões, tratando o problema de forma localizada. As inalações são feitas com inaladores portáteis, por meio de sprays ou em forma de pó, que é inalado por meio de um instrumento próprio. O tempo de ação pode ser de quatro, doze ou 24 horas, e o espaço entre as inalações varia conforme esse intervalo. De acordo com o especialista, 95% dos casos de asma podem ser controlados com o uso de corticoides.
 
O montelucaste e a teofilina são medicamentos ministrados apenas por via oral, e podem ser encontrados em forma de comprimidos, xaropes ou sachês. "O montelucaste irá reduzir o processo inflamatório dos pulmões e raramente é usado de forma isolada, sendo associado ao uso de corticoides", explica o pneumologista Roberto. As doses e intervalos de utilização do montelucaste variam conforme o caso e a associação de medicamentos que está sendo feita. Já a teofilina funciona principalmente como broncodilatador, mas possui efeito anti-inflamatório, sendo também associada aos corticoides. O medicamento deve ser ministrado a cada 12h, e as doses também variam conforme o paciente. "Lembrando que para qualquer medicamento ministrado por via oral, o melhor é que sejam doses pequenas." Há também o omalizumabe, que é um medicamento injetável. De acordo com o pneumologista Roberto, essa droga diminui a resposta das células inflamatórias do pulmão, fazendo com ele fique menos "estressado".

O omalizumabe é aplicado em média a cada 15 ou 20 dias, e pode ser muito eficaz para os casos em que as medicações não estão surtindo efeitos significativos. Ele também pode ser associado aos corticoides inalatórios, mas não é uma regra.
 
A escolha do medicamento varia conforme o grau da doença?
Sim. Os medicamentos orais e o omalizumabe são indicados apenas para casos mais graves da asma, que não foram estabilizados apenas com o uso de broncodilatadores ou corticoides por meio inalatório.
 
"Por isso é importante não ignorar os sintomas se eles persistirem e conversar com seu médico, a fim de encontrar um tratamento mais efetivo", alerta o alergista Clóvis Eduardo Santos Galvão, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia da regional São Paulo. 
 
Existe algum risco em associar essas medicações contínuas com os broncodilatadores?
Nenhum, e inclusive é uma prática que deve ser adotada. Os medicamentos contínuos servem para deixar o quadro mais estabilizado possível, diminuindo ao máximo o número de crises e, por consequência, a necessidade dos broncodilatadores.
 
"No entanto, se mesmo com o uso da medicação a pessoa ainda sofre crises ocasionais, é importante estar com o broncodilatador em mãos", ressalta o alergista Clóvis.
 
Os remédios podem ser usados por pacientes de qualquer idade?
Sim, com exceção do injetável omalizumabe, cuja idade mínima é de seis anos. Segundo os especialistas, para todos os outros casos são ministradas doses ou associações diferentes conforme a idade, inclusive bebês.
 
"A maioria dos novos medicamentos, quando chegam ao mercado são indicados somente para maiores de 18 anos, e após estudos de segurança eles podem ser liberados para pacientes maiores de 12 anos, e então para as faixas etárias menores", afirma o alergista Clóvis. 
 
Como eu sei que estou precisando de um medicamento contínuo?
Se você usa o broncodilatador várias vezes ao dia, é um sinal de que a sua asma está descontrolada e precisa de outras medicações.
 
"O maior risco de uma pessoa que tem várias crises e usa apenas o broncodilatador corre é o de mascarar uma crise mais grave", alerta o pneumologista Roberto. Isso pode fazer com que você subestime a intensidade do quadro, ignorando sua gravidade e vindo a sofrer consequências alarmantes, como uma asfixia, pois o broncodilatador somente pode não dar conta da crise.
 
"Pessoas que usam ou usaram o broncodilatador mais do que três ou quatro vezes em um único dia devem procurar um pronto socorro ou ligar para seu médico, a fim de buscar formas de tratamento da doença como um todo, não apenas da crise."
 
Uma vez que o quadro está controlado, o paciente pode suspender a medicação?
Sim, mas tudo vai depender do paciente e da opinião do médico. Se ele perceber que o asmático está apresentando melhoras, a tendência é diminuir a dose da medicação, até que, em alguns casos, passe a ser necessário apenas o broncodilatador para as crises ocasionais.
 
"No entanto, é de extrema importância que esse acompanhamento seja feito pelo médico, e o paciente nunca deve deixar de tomar a medicação por conta própria", ressalta o pneumologista Roberto.  
 
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