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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Motociclistas: o uso do capacete é obrigatório e salva vidas

Um dos grandes problemas da saúde pública no Brasil atualmente são os acidentes com motocicletas: somente no ano passado eles corresponderam a 83,4 mil internações no SUS
 
Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o uso do capacete – principal dispositivo de segurança dos motociclistas, mostram que do total de entrevistados, 80,1% afirmam sempre usar o acessório, seja na garupa ou conduzindo a motocicleta. Um dado preocupante é que este número cai para 59% quando são considerados apenas os moradores de áreas rurais.
 
A pesquisa revelou ainda que 4,4 milhões (3,1%) de brasileiros sofreram acidente de trânsito com lesões corporais nos 12 meses anteriores à pesquisa. O número é maior entre os homens (4,5%) que em mulheres (1,8%). Do total de pessoas que sofreram acidentes, 47,2% deixaram de realizar atividades habituais, 7,7% tiveram que ser internadas e 15,2% tiveram sequelas ou incapacidades.
 
Saymon Oliveira, 26 anos, percebeu a importância do uso do capacete ao sofrer um acidente em Fortaleza (CE). “Bati de frente com outra moto. Por causa do impacto com o chão meu capacete até trincou. Sofri escoriações e tenho algumas sequelas no ombro, mas podia ter sido pior se não estivesse com a proteção”, conta.
 
O acidente fez o músico ficar mais consciente da importância do uso capacete. Motociclista há seis anos, Saymon confessa que nem sempre usava o dispositivo. “Antes, eu até andava de moto sem o capacete. Hoje, isso não acontece mais. O acidente e a maturidade me ajudaram a adquirir a consciência da importância de usá-lo".
 
O capacete é um item de segurança obrigatório para os motociclistas, segundo o Código Brasileiro de Trânsito (CTB). Ele ajuda a evitar consequências mais graves em um acidente de trânsito. Estudos mostram que o uso de capacetes pode prevenir cerca de 69% dos traumatismos crânio-encefálicos e 65% dos traumatismos da face. Quem não usa o capacete, além de estar colocando a própria vida em risco, comete uma infração gravíssima, com multa de R$ 191,54 e suspensão direta do direito de dirigir.
 
No Brasil, 42,2 mil pessoas morreram por conta de acidentes de trânsito em 2013, sendo 12.040 envolvendo motocicletas. No ano passado foram registrados mais de 127 mil internações por conta desses acidentes, o que representa um gasto de R$ 183,1 milhões para o SUS.
 
O Ministério da Saúde propõe diversas ações para a promoção de uma política específica de prevenção aos acidentes de trânsito, principalmente com motociclistas. Entre elas, está a conscientização da importância do uso de equipamentos, a melhor capacitação durante a habilitação e ações na área de fiscalização.
 
Este ano, o Brasil também será o anfitrião da 2º Road Safety - Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito. O evento será realizado em novembro e terá o objetivo de repactuar metas e traçar novas estratégias do governo e da sociedade para garantir a segurança da população, reduzindo mortes e lesões ocorridas no trânsito em todo o mundo.
 

Consumidor-paciente quer experiências com boas sensações

Com um champanhe Dom Pérignon em mãos, você jamais sentiria falta dos tempos da Sidra Cereser, nem seria maluco de desejar a volta da marcha manual de dentro de um carro automático
 
Por Verena Souza
 
“O paladar jamais retrocede”. Este fato tem elevado as expectativas dos consumidores brasileiros e serviu de inspiração para a mensagem deixada por Carlos Ferreirinha durante workshop “O luxo aplicado à gestão” no Saúde Business Forum 2015. Consultor sobre o negócio Luxo e Premium na América Latina e ex-presidente da Louis Vuitton Brasil, Ferreirinha convidou os gestores da saúde a aprenderem os segredos de atração deste nicho de mercado que já não é mais para tão poucos assim.

É inegável que a condição socioeconômica dos brasileiros melhorou nos últimos anos e, com isso, ampliou-se o acesso da população a serviços de excelência. Pesquisa da Kantar Worldpanel sobre as tendências de consumo entre 2003 e 2013 mostram que o salário mínimo cresceu 183%, a taxa de desemprego diminuiu em mais de 50%, o nível de escolaridade no mercado de trabalho aumentou em 15%, assim como houve o fortalecimento do poder de compra de imóveis, automóveis, eletroeletrônicos e bens de consumo em geral.
 
Mais experiente, exigente e conectado é o consumidor de hoje. Para se ter uma ideia, o Brasil é líder em número de usuários de smartphones na América Latina (cerca de 38,8 milhões usam aparelhos celulares inteligentes) e está em sexto lugar no ranking da eMarketer que avaliou o uso desses dispositivos em 25 mercados ao redor do mundo, ficando atrás de China, Estados Unidos, Índia, Japão e Rússia.
 
Novo paciente
Não se pode perder de vista que este ser, exasperado por agilidade, é tanto o paciente de um hospital ou plano médico quanto o consumidor comum de apartamentos, carros, padarias, shoppings, hotéis, roupas, etc.
 
A experiência dele se enriquece a cada dia por meio da diversidade de estabelecimentos que já não são mais os mesmos. Há padarias que faturam milhões com bebidas premium, onde o tradicional pãozinho perdeu o protagonismo há anos; postos de gasolina que surpreendem os clientes com aperitivos.
 
Pequenos começam a incomodar gigantes, como é o caso da Heineken comparada com a Ambev; e St. Marche, aos poucos conquistando clientes da rede Pão de Açúcar na capital paulista. Todos exemplos de como a diferenciação atrai.
 
“Você deve estar se perguntando – o que isso tem a ver com o meu negócio de saúde? Tem a ver que até padarias e postos estão encantando os clientes, e você?”.
 
De olho em estatísticas de consumo globais, Ferreirinha menciona curiosidades como Pernambuco ser uma das regiões que mais bebe whisky Johnnie Walker Red Label do mundo, mesmo no alto dos seus 40 graus. “Se ele está investindo mais no whisky, possivelmente vai mudar a calça que usa, o tênis, entre outros comportamentos”, ressalta ele.
 
Há anos que viajar de avião tanto internamente quanto para o exterior não é mais coisa de granfino. Pelo contrário, o indivíduo de baixa renda, que viajava sempre de ônibus, passou a frequentar aeroportos e aeronaves. “Pensa o que aconteceu com a expectativa dele quando tiver qualquer experiência de saúde?”.
 
“Arrisco a vocês a visitarem cafeterias com visão de gestor, para entender o que está acontecendo com os padrões”, provoca ele. Observar e dialogar muito mais com as pessoas é receita para compreender seus anseios ao invés de repetir aprendizados ultrapassados como o de que um bom produto garante competitividade. “Ninguém é mais impactado pela qualidade certificada. O melhor produto e serviço hoje é o mínimo esperado”.
 
A grande maioria das organizações ainda repete discursos óbvios de venda, com informações básicas do serviço e produto, e não acordou para a importância de despertar sensações nas pessoas e de oferecer uma conexão emocional – aspecto primordial do atendimento da Apple, que não por acaso é a marca mais valiosa do planeta. Segundo a consultoria Brand Finance, a gigante está estimada no valor de US$ 128,303 bilhões, com crescimento de 23% nos últimos 12 meses.
 
Ao desmistificar o negócio de luxo, na mente das pessoas como bolsa Louis Vuitton ou um passeio de Ferrari, o consultor Ferreirinha escancara que nem todas as empresas podem ou devem ser de luxo, mas que todas podem aprender o acolhimento sofisticado do segmento.
 
Uma experiência que encanta e que de fato aproxima o cliente pode ser até a simples melhoria do site da companhia ou o cuidado de rever ortografia e concordância na hora de enviar e-mails ou comunicados.
 
Outro exemplo que ilustrou a aplicabilidade da nova experiência de consumo está na diferença de sensação gerada ao entrar nas Casas Bahia ou na Fast Shop. Apesar da equivalência de produtos, para Ferreirinha a sensação de sofisticação da Fast Shop é inequívoca frente às Casas Bahia.
 
Os padrões de consumo se sofisticaram e vão continuar atingindo e incluindo cada vez mais pessoas, o que leva qualquer organização a se perguntar: o quanto estou acompanhando a convergência tecnológica, o consumo inteligente e a capacidade de ser único e premium? Estão?

Saúde Web

SUS será base para definir remédios de convênios; coberturas podem cair

Agência Brasil
Pela primeira vez, a agência prevê a exclusão de um medicamento
 oncológico com base em uma decisão da Conitec
Entidades médicas, de pacientes e de direito do consumidor criticam a ideia 
 
A lista de tratamentos e medicamentos oferecidos na rede pública passará a ser uma das principais referências consideradas pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) para definir o que os planos de saúde deverão cobrir. Hoje, muitos procedimentos oferecidos na saúde privada não são cobertos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Entidades médicas, de pacientes e de direito do consumidor criticam a ideia de aproximar as duas listas. Para elas, os beneficiários perderão coberturas.
 
Na última sexta-feira (19), a ANS abriu uma consulta pública para avaliar as tecnologias que serão incluídas e excluídas do rol de procedimentos de cobertura obrigatória, atualizado a cada dois anos. Pela primeira vez, a agência prevê a exclusão de um medicamento oncológico com base em uma decisão da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS).
 
Em 2014, o medicamento everolimus, quimioterápico oral indicado para câncer de mama com metástase, passou a compor a lista de cobertura obrigatória. Na revisão que vai a consulta pública a partir desta sexta-feira, a ANS retirou o medicamento da relação, com base em uma decisão da Conitec de não incorporar o remédio na rede pública.
 
Raquel Lisboa, gerente-geral de regulação assistencial da ANS, disse que "a Conitec tem uma avaliação mais criteriosa e verificou que não há ganho real de sobrevida com esse medicamento. Por isso estamos propondo a exclusão".
 
A executiva da agência afirma que as decisões da comissão, criada em 2011, poderão ser consideradas como um dos principais critérios para definir outras inclusões ou exclusões no rol.
 
— A Conitec faz um trabalho técnico nessa questão da incorporação. Vários países já usam essa metodologia, e a ANS tem um assento na Conitec. Se já temos essa expertise no Brasil, não há por que não utilizá-la.
 
Ela destaca que os quimioterápicos orais foram incluídos no rol em 2014 por determinação de uma lei federal que obriga a ANS a incorporar automaticamente todos os medicamentos do tipo, assim que eles obtenham o registro de comercialização. A gerente afirma que, embora a inclusão seja automática, a exclusão pode acontecer quando houver uma recomendação técnica nesse sentido, como é o caso do everolimus.
 
Pacientes e médicos criticam a decisão. Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia, afirma que "os planos de saúde deveriam funcionar, de fato, como saúde suplementar".
 
— Se a agência começar a se basear pela lista da Conitec, ela estará nivelando por baixo. É um absurdo.
 
Diagnosticada com câncer de mama há oito anos, a funcionária pública Jussara Del Moral, de 50 anos, teve metástase nos ossos em 2013, passou por todos os tratamentos possíveis, mas a recidiva voltou no ano seguinte. Ela começou a tomar o medicamento everolimus, coberto pelo plano, em outubro.
 
— É isso que mantém a doença controlada e impede que surjam novas metástases. No meu caso, retirar o remédio da cobertura do plano significa uma condenação.
 
Cada caixa do medicamento, suficiente para um mês de tratamento, custa R$ 13 mil.
 
— Eu não vou ter condições de arcar com isso se o medicamento sair da lista de cobertura.
 
Justiça
Advogada do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), Joana Cruz afirma que a medida pode aumentar os casos de ações judiciais pedindo o medicamento.
 
— O problema é que a gente sabe que o acesso ao Judiciário não é para todos e, por isso, muita gente vai ficar sem o tratamento.
 
A gerente da ANS afirma que essa e outras modificações no rol ainda estão em estudo. "A consulta pública ficará aberta por 30 dias e toda a população poderá participar", disse ela.
 
Para Raquel, a utilização das avaliações da Conitec como um dos critérios na definição do rol de procedimentos não prejudicará os beneficiários de planos. "Na saúde suplementar também é preciso usar os critérios da Conitec, como eficácia, segurança e custo-efetividade.
 
Não podemos deixar de considerar isso, porque, se uma tecnologia causa um impacto econômico muito grande no setor, isso será repassado ao consumidor", diz.

Estadão Conteúdo /  R7

Você conhece as diferenças entre intolerâncias alimentares e alergias?

Resultados imprecisos podem levar a dietas restritivas desnecessárias
 
Presentes em 40% da população, as intolerâncias alimentares são frequentemente confundidas com as alergias alimentares. Os sintomas são, em diversos casos, parecidos, e a falta de confiabilidade nos exames de detecção aumentam as dúvidas dos pacientes em relação a ambas as doenças.
 
Segundo a alergologista do Hospital Albert Einstein, Renata Rodrigues Cocco, “as alergias costumam apresentar sintomas que variam desde erupções cutâneas até problemas mais sérios, como distúrbios gastrointestinais (vômitos e diarreias) e anafilaxias (inchaço de órgãos do sistema respiratório)”. Já no caso das intolerâncias alimentares, os sintomas estão geralmente relacionados ao trato gastrointestinal. “É muito mais comum surgirem transtornos na digestão do alimento, que variam de intensidade de acordo com a quantidade consumida”, explica.
 
Outra diferença entre as alergias e as intolerâncias alimentares está no fator causador. “As alergias são reações ligadas a alguma proteína presente no alimento que foi considerada um elemento estranho pelo organismo. Já a intolerância ocorre quando o corpo não possui enzimas para digerir determinado carboidrato, como no caso da lactose, por exemplo”, diz Renata.
 
As intolerâncias podem surgir já durante a fase adulta e, uma vez adquiridas, persistem pelo resto da vida. “Devido ao fato de ser causada pela falta de uma enzima, a única coisa que podemos fazer é criar uma dieta de restrição. Entretanto, comparada à alergia, a atenção que devemos ter não é tão radical, pois os sintomas são menos agressivos”, verifica a alergologista.

O Estado de São Paulo

Cancelada habilitação de laboratório de análises ambientais e alimentícias

A Anvisa cancelou a habilitação do Laboratório de Análises Ambientais e Produtos Alimentícios LTDA – LAAPA na Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos para Saúde (Reblas)
 
A medida foi adotada porque o laboratório não atendeu aos requisitos necessários para manutenção da habilitação.
 
A Reblas é constituída por laboratórios analíticos, públicos ou privados, habilitados pela Anvisa, para fazer análises de interesse sanitário.
 
O laboratório realizava análises de água para hemodiálise e para a produção de alimentos em estabelecimentos comerciais.
 
A medida foi publicada na última segunda-feira (15/6) no Diário Oficial da União, por meio da Resolução-RE Nº 1.717, de 12 de junho de 2015.
 
ANVISA