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terça-feira, 30 de junho de 2015

Alimentos com gordura trans prejudicam memória, diz estudo

 Foto: iStock / Getty Images Testes de memória revelaram que homens que consumiam mais gordura trans se lembravam de menos palavras
 
A gordura trans, muito encontrada em alimentos industrializados para melhorar o sabor, textura e prazo de validade, pode prejudicar a memória de homens até 45 anos. Essa é a conclusão de uma pesquisa da Universidade da Califórnia em San Diego, Estados Unidos, publicada na revista online Public Library of Science ONE.
 
Os cientistas analisaram os hábitos alimentares de 1.018 homens e mulheres e fizeram testes de memória de palavras. Em média, os homens entre 20 e 45 anos foram capazes de lembrar 86 delas. Mas, para cada grama adicional de gordura trans que consumiam a cada dia, o desempenho foi reduzido em 0,76. Assim, podem recordar até menos 12 palavras se a ingestão chegasse aos níveis mais altos observados no estudo.
 
A tendência foi significativa apenas para os homens e a explicação é o número reduzido de mulheres participantes na mesma faixa etária. A associação também não foi vista nos mais idosos, possivelmente porque foi mascarada pelos efeitos da idade na memória. “Consumo de gordura trans mostrou previamente associações adversas no comportamento e humor, os outros pilares da função cerebral. Como eu digo aos pacientes, ao passo que a gordura trans aumenta a vida útil dos alimentos, ela reduz a vida útil de pessoas”, comentou a pesquisadora Beatrice Golomb ao jornal Daily Mail.
 
Vale acrescentar que, na última terça-feira (16), o governo dos Estados Unidos anunciou que o uso de gordura trans não é seguro e que os produtos com ela devem ser retirados do mercado do país em um prazo de três anos.
 
Terra

Doenças periodontais afetam 15% da população mundial

Em sua forma mais grave levam até à perda dos dentes. Transtorno pode desencadear ou agravar enfermidades, como diabetes
 
“Se lavarmos a cabeça e sair sangue, naturalmente ficaremos muito preocupados. Se lavarmos as mãos e também sangrar, ficaremos preocupados. Então, por que o sangramento da gengiva haveria de ser diferente?” O questionamento do Ph.D em periodontia e pesquisador-sênior da Universiade de Gotemburgo (Suécia) Maurício Araújo alerta para a falta de cuidado das pessoas ao perceber o problema bucal. Ao contrário do que muitos pensam, o sangramento da gengiva não é algo normal, é sinônimo de inflamação. É um sintoma de doenças periodontais, que podem desencadear vários transtornos para a saúde, como halitose, falta de segurança para mastigar e até mesmo a perda dos dentes.
 
As doenças periodontais são caracterizadas por inflamação e destruição dos tecidos que protegem e suportam os dentes. Em casos mais graves, podem levar os pacientes à mesa de cirurgia. De acordo com pesquisas realizadas pelo especialista, cerca de 15% da população apresenta a doença em sua forma mais grave, consequência de escovação inadequada, do mau uso do fio dental, da falta de consultas ao dentista e até mesmo de hábitos como o tabagismo. Diferentemente das gengivites, que são inflamação apenas da gengiva, elas aumentam o risco de desenvolvimento de outras doenças.
 
 
Segundo o professor José Eustáquio da Costa, titular e coordenador da Área de Periodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), as doenças periodontais são causadas pelo acúmulo de placa bacteriana ao redor dos dentes. De acordo com ele, vários sinais, além do sangramento, alertam sobre o problema, como gengivas vermelhas e inchadas, que estão recuando ou se afastando dos dentes, fazendo com que pareçam maiores; gengivas soltas ou separadas dos dentes; pus entre elas e os dentes; feridas na boca; mau hálito persistente e dentes mudando de posição. Sobre o que pode desencadear a patologia, o professor esclarece: “Irritações causadas por uma escovação traumática, alguns medicamentos que reduzem a produção de saliva ou ainda fatores relacionados a uma alimentação pobre em nutrientes, principalmente em cálcio e vitaminas, além de alterações hormonais, podem estar relacionados à doença”.
 
O tratamento é a remoção do causador da doença periodontal, a placa bacteriana. O cirurgião-dentista, com auxílio de instrumentos específicos, realiza procedimentos de limpeza local por meio da raspagem e alisamento na raiz dos dentes. Quando há um aumento de volume na gengiva que não regride com tais procedimentos, há necessidade de se fazer uma intervenção cirúrgica, chamada de gengivoplastia. Além disso, o paciente é orientado sobre técnicas de higiene bucal para evitar novo acúmulo de placa bacteriana ao redor dos dentes.

Maurício Araújo também ressalta que não há uma idade certa para a doença se desenvolver. Pessoas com histórico familiar de perda de dentes devem procurar um dentista para remoção de tártaro a cada três/seis meses. Caso contrário, a visita é recomendada pelo menos uma vez ao ano. De acordo com o professor Eustáquio da Costa, a melhor maneira de prevenir a doença periodontal é cuidar bem dos dentes e gengivas em casa. Isso inclui escovação depois de cada refeição e antes de dormir, uso de fio dental pelo menos uma vez por dia e consulta com seu dentista ou periodontista para exames regulares. “Gastar alguns minutos por dia em medidas preventivas pode poupar tempo e dinheiro no tratamento da doença”, recomenda.

Males relacionados 

As doenças periodontais aumentam o risco de desenvolvimento de outras enfermidades. As placas bacterianas penetradas nos espaços entre o dente e a gengiva podem fazer com que as bactérias entrem em contato com a corrente sanguínea gerando um processo inflamatório que pode afetar todo o organismo. Segundo Eustáquio da Costa, a doença periodontal é considerada uma das principais complicações do diabetes, pois esses pacientes são mais suscetíveis a contrair infecções.

A relação entre as duas condições funciona dos dois lados. Assim como o diabetes pode aumentar as chances de uma pessoa desenvolver uma doença periodontal, uma gengiva sadia associada a uma higiene bucal eficiente também pode afetar positivamente os níveis de açúcar no sangue. O especialista ainda destaca que a ligação entre as doenças periodontal e cardíaca é um tema atual no campo da periodontia e que essas enfermidades também podem estar associadas.

Segundo Maurício Araújo, a doença periodontal pode ter um efeito deletério em pacientes com diabetes assim como em portadores de enfermidades cardiovasculares e pulmonares. Pode também desencadear a ocorrência de partos prematuros com nascimento de crianças com baixo peso corporal. Ele ainda destaca que a associação de doenças periodontais com outros transtornos se dá de forma direta ou indireta. “Direta, quando bactérias da doença periodontal contaminam órgãos distantes, como exemplo o pulmão, levando a pneumonia. Indireta, quando o processo inflamatório promovido pela doença periodontal tem um efeito deletério no processo inflamatório de outra doença ou condição sistêmica, como a diabetes.”

Bruxismo infantil no inverno

O inverno chegou, e o bruxismo, hábito de apertar ou ranger os dentes especialmente durante o sono, tem tido incidência cada vez maior entre as crianças de 2 a 10 anos de idade nesta época do ano. De acordo com a odontopediatra e ortodontista Juliana Reis, o transtorno tem ocorrido devido ao aumento das doenças respiratórias que diminuem a taxa de oxigenação sanguínea, aumentando a liberação na circulação das catecolaminas, grupo de importantes neurotransmissores que estimulam a atividade cerebral e a frequência cardíaca. O tratamento depende das causas do desenvolvimento da doença, como também da idade, da intensidade do bruxismo e da quantidade de desgaste dos dentes. Em todos os casos, o controle periódico é essencial, alerta a especialista.
 
Estado de Minas

Anvisa suspende publicidade de marca de calçados magnéticos que promete benefícios para a saúde

Foto/Reprodução
Produtos da Magnephoton são vendidos para ativar a circulação sanguínea, ajudar no controle da hipertensão, entre outras vantagens
 
Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada nesta segunda-feira (29/06) no Diário Oficial da União suspende a publicidade de todos os produtos da empresa Magnephoton. Os produtos são apresentados como detentores de propriedades medicamentosas e terapêuticas.

De acordo com o texto, foi comprovada divulgação irregular dos seguintes produtos: sandálias magnéticas, chinelos magnéticos, mocassim, sapatos masculinos, purificadores magnéticos, tala de punho munhequeira, faixa abdominal magnética, corretor postural, munhequeira magnética, palmilhas magnéticas, tornozeleira, máscara magnética e infravermelho, encosto/assento Bon Voyage.

Segundo a Anvisa, os produtos não têm registro, notificação ou cadastro na agência e eram divulgados por meio do site da empresa.

No site, são atribuídos a eles benefícios como ativar a circulação sanguínea, ajudar no controle da hipertensão e melhorar a função renal; auxiliar no fortalecimento do coração, colaborar no equilíbrio das taxas de colesterol, açúcar e ácido úrico; ajudar na eliminação de toxinas, melhorar a pressão arterial e regular o sistema hormonal.

A Agência Brasil entrou em contato com a empresa Magnephoton, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria.
 
Agência Brasil

Osteoporose está relacionada a doenças cardíacas, aponta estudo

Pesquisa identificou ossos mais fracos em pessoas com problemas de coração
 
Pesquisadores do Reino Unido descobriram que pessoas com histórico de doenças cardíacas apresentaram ossos mais fracos. Essa conclusão sugere que problemas de coração podem estar relacionados também à osteoporose, condição caracterizada pela redução da resistência dos ossos, tornando-os mais vulneráveis a fraturas. A doença acomete principalmente pessoas idosas.
 
Para a experiência, pesquisadores da Universidade de Southampton utilizaram uma técnica de escaneamento avançada para observar as múltiplas camadas do osso do pulso de voluntários. Segundo a equipe, a análise pode ser comparada com uma impressora 3D, que é capaz de construir camadas de um objeto.
 
Cerca de 350 homens e mulheres, com idades entre 70 e 85 anos, participaram dos testes. A conclusão mostra que a densidade mineral óssea foi identificada em menor quantidade nas pessoas com histórico de doenças cardíacas coronárias. Essa relação foi mais visível nas mulheres, apontam os especialistas.
 
Os resultados foram publicados nesta terça no Osteoporosis International.
 
Cyrus Cooper, pesquisador da Universidade de Southampton, afirma que esse foi um dos primeiros estudos que usou essa tecnologia para explorar a geometria e densidade óssea em pacientes com problemas de coração. De acordo com o especialista, embora os resultados foram satisfatórios, mais pesquisas são necessárias para fornecer uma melhor compreensão de mecanismos que relacionam as duas condições.
 
De acordo com dados do Ministério da Saúde, em torno de 30% dos idosos sofrem fraturas decorrentes de pequenas quedas. Uma das principais causas desse problema é a osteoporose, condição que atinge cerca de 10 milhões de pessoas no país. De acordo com a Fundação Internacional de Osteoporose, a incidência deve crescer 32% até 2050 em todo o mundo.
 
Além disso, um estudo apresentado no Congresso Mundial de Osteoporose, Osteoartrite e Doenças Musculoesqueléticas, em 2014, na Espanha, afirmou que, quanto mais tempo é dedicado pelos jovens em frente à TV ou ao computador no fim de semana, menor é o desenvolvimento ósseo e maior a predisposição à osteoporose no futuro. Os resultados sugeriram que o sedentarismo pode ter impacto sobre a baixa densidade óssea deles.

Zero Hora

Planos de saúde tentam fazer cliente deixar cigarro

Estratégias após parar de fumarPreocupadas com os custos de tratamentos de doenças graves causadas pelo cigarro, operadoras de saúde têm tentado atrair pacientes para programas antitabagismo. Com investimento relativamente baixo, as empresas vêm ampliando a iniciativa e tentando novas formas de fazer o fumante aderir ao projeto
 
Segunda maior operadora de saúde do País, com 4 milhões de beneficiários, a Amil investe cerca de R$ 300 por paciente em um programa com consultas individuais e em grupo e monitoramento remoto. O valor é inferior à despesa que a operadora teria com o tratamento de um câncer de pulmão, por exemplo, uma das principais doenças associadas ao tabagismo. Um paciente com esse tipo de tumor custa ao plano entre R$ 200 mil e R$ 400 mil.
 
"Esse programa é interessante para todos: para o paciente, que vai evitar uma patologia no futuro; para o médico, que terá um paciente com melhor condição clínica e mais qualidade de vida, e para a operadora, que tem um beneficiário mais saudável e um custo mais adequado", diz José Luiz Cunha Carneiro Junior, diretor técnico da Amil.
 
Desde 2012, quando o programa foi criado, mais de 5 mil clientes da operadora aderiram ao programa, média de 130 adesões mensais. Atualmente, 400 pacientes procuram o serviço por mês.
 
Incentivo
Fumante há 33 anos, a dona de casa Dionisia Santos Souza Pessoa, de 55 anos, foi incentivada a entrar no projeto após sofrer dois enfartes. "Como fiz a cirurgia e o tratamento no hospital da Amil mesmo, via os cartazes sobre esse programa nos corredores e decidi aderir. Meu médico falou que qualquer traguinho seria um veneno para mim. Não era só uma questão de qualidade de vida, era questão de sobrevivência", diz ela, que aderiu ao programa em março e está há três meses sem fumar.

"Já tinha tentado parar por conta própria outras vezes, mas essa estratégia de fazer reuniões em grupo me ajudou muito. Um paciente apoia o outro." De acordo com a Amil, um em cada três beneficiários que aderiram ao plano parou de fumar em um ano.

O câncer de pulmão é o tumor mais prevalente entre os pacientes da operadora. Entre 2012 e 2015, o número de pessoas que passaram por quimioterapia por causa da doença dobrou.

Na Bradesco Saúde, maior operadora do País, com quase 4,1 milhões de clientes, o programa antitabagismo é oferecido às empresas. A companhia interessada em oferecer o serviço aos funcionários paga R$ 3,6 mil por pessoa.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

R7