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terça-feira, 7 de julho de 2015

Pela primeira vez, planos de saúde registram perdas de usuários

Enquanto a rede de atendimento dos planos de saúde cresce, o número de beneficiários apresenta queda de 10,6 mil nos três primeiros meses do ano. Ou seja, houve um aumento da oferta de rede acima do volume de ingresso de novos vínculos, segundo análise do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).
 
Os planos individuais e coletivos por adesão (contração feita por entidades de classe) foram os responsáveis pelas baixas. É a primeira vez que o setor registra uma variação negativa num primeiro trimestre. Entre janeiro e março, a variação foi de 0,02%, enquanto no trimestre anterior (2014), o crescimento foi de 0,7%.
 
O resultado deste trimestre parece esboçar a tendência de que, com o aumento da taxa de desemprego, diminuição do poder aquisitivo da população e aumento da inflação, haja desistência nas contratações de planos.

 Atualmente o segmento de planos empresariais representa 66% do total do mercado de saúde suplementar, ou seja, o risco do desemprego assombra a estabilidade dos planos. Para se ter ideia, em maio, 115 mil postos de trabalho foram fechados.
 
Aumento de estabelecimentos
O IESS constatou que, no País, o total de estabelecimentos de atendimento ambulatoriais subiu de 166,1 por 100 mil beneficiários de planos de saúde, em 2009, para 222,5 por 100 mil beneficiários em 2014. Um avanço de 34% em cinco anos. Nesse mesmo período o número de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares cresceu 19,4%.
 
Para o superintendente executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro, uma hipótese que pode justificar a expansão da rede de atendimento da saúde suplementar em um patamar superior estaria na competição existente nesse setor. “Uma hipótese é que, para ser mais competitiva, cada operadora busca ofertar uma rede maior e melhor do que sua concorrente. Essa demanda, portanto, seria uma forma de estimular mais investimentos por parte dos prestadores contratados pelas operadoras”, sugere.
 
Nos estabelecimentos de internação, o total usado pela saúde suplementar saltou de 3,8 para 4,6 por 100 mil beneficiários, um crescimento de 21%. Já nos estabelecimentos de emergência, a saúde suplementar contava, em 2009, com a proporção de 3,1 unidades por 100 mil beneficiários. Em 2014, esse número subiu para 4,1 por 100 mil, o que representa um crescimento de 32,2%.
 
No caso de estabelecimentos de diagnose e terapia, em 2009, na saúde suplementar, havia 27,7 estabelecimentos de diagnose e terapia por 100 mil beneficiários. Em 2014, esse número chegou a 35,7 por 100 mil beneficiários, um crescimento de 28,8%.
 
Saúde Business

Anvisa suspende lote de antibiótico com desvio de qualidade

A resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicada nesta segunda-feira (6) no Diário Oficial da União suspende a distribuição, a comercialização e o uso do lote AX4144A2D (validade até setembro de 2016) do medicamento Amoxicilina 500 mg cápsulas, fabricado pela empresa Aurobindo Pharma Indústria Farmacêutica Ltda.
 
De acordo com o texto, o próprio fabricante encaminhou à agência comunicado de recolhimento voluntário do produto em razão de desvio de qualidade por presença de corpo estranho em um blister (embalagem) lacrado do lote.
 
A Aurobindo Pharma Indústria Farmacêutica Ltda. informou que já encaminhou uma carta a todos os clientes e estabelecimentos que receberam o lote, orientando sobre a devolução do medicamento.
 
ANVISA

Intoxicação alimentar por peixe é mais comum que se acredita, diz estudo

Michael Melford/National Geographic Creative
Intoxicações provocadas por uma toxina encontrada na barracuda e outras espécies da pesca esportiva foram gravemente subestimadas na Flórida, Estados Unidos, segundo novo estudo – e o problema é muito mais comum em comunidades pesqueiras ao redor do globo do que se pensava, disse a autora principal da pesquisa

Na Flórida, a intoxicação com a toxina ciguatera é mais elevada entre os latinos, supostamente porque eles gostam mais de comer barracuda, segundo o estudo, publicado há poucos dias em "The American Journal of Tropical Medicine and Hygiene".

A ciguatera é produzida por algas que crescem em águas quentes, e existe o risco de ela se espalhar na direção norte à medida que os oceanos se esquentam, declarou Elizabeth G. Radke, epidemiologista do Instituto de Patógenos Emergentes da Universidade da Flórida e principal autora do estudo.

A toxina é ingerida por peixes de corais que comem a vegetação e se concentra nos predadores maiores que os devoram. Os níveis mais elevados são encontrados na barracuda, mas ela também é encontrada na garoupa, olho-de-boi, bodião-de-pluma, luciano, cavala e dourado-do-mar. Congelar ou cozinhar não afeta a toxina.

"Nós recomendamos que não se coma barracuda", disse Radke. No caso das outras espécies, comuns em peixarias, "é uma boa ideia estar ciente de que se está correndo um risco. Se você passar mal, procure um médico, conte que comeu peixe e, caso tenha sobrado peixe, congele para que ele possa ser examinado".

De acordo com a pesquisadora, peixes pescados nas águas mais frias do Hemisfério Norte apresentam menor probabilidade de ter a toxina, mas o risco não é zero porque os peixes migram.

Vômito severo num período de três horas após a ingestão do peixe é o sintoma mais comum, mas algumas pessoas sentem dor e formigamento na boca, mãos, pés e, às vezes, fraqueza nas pernas. A maioria se recupera, mas, em alguns casos, os sintomas neurológicos, como sentir quente uma superfície fria e vice-versa, se prolongam durante meses.

Não existe tratamento específico, embora o manitol, tipo de açúcar com muitas aplicações médicas, pareça ajudar, explicou Radke.

O estudo de Radke foi acrescido da análise de relatos de intoxicação e de uma pesquisa via e-mail com mais de cinco mil pescadores esportivos. A intoxicação por ciguatera deve ser informada às autoridades da Flórida ao ser diagnosticada pelos médicos; a estimativa oficial é de um caso a cada 500 mil moradores por ano.

O estudo de Radke estimou que o problema fosse 28 vezes mais comum. A intoxicação por ciguatera ocorre com mais frequência em pessoas que pescam ao redor de Miami, do arquipélago Flórida Keys e nas Bahamas, mas é rara no norte da Flórida. A intoxicação é três vezes mais comum entre pessoas de origem latina do que as de outros grupos étnicos.

Esse tipo de intoxicação alimentar é bem conhecido em áreas ao redor de águas quentes no Caribe, Pacífico Sul e no Oceano Índico, disse a cientista. Pesquisa realizada por ela em São Tomás, Ilhas Virgens Americanas, constatou que 25 por cento dos moradores já tiveram o problema e, metade deles, apresentaram sintomas que duraram mais de três meses.

UOL

Burocracia atrasa liberação de remédios à base de maconha, dizem cientistas

Deixar de fornecer remédios à base de substâncias derivadas da maconha é uma crueldade contra pacientes que têm doenças crônicas
 
A opinião é do neurocientista Sidarta Ribeiro, um dos mais importantes pesquisadores da área, professor e diretor titular do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Segundo ele, a maconha é utilizada em vários países para alívio da dor e do sofrimento, mas no Brasil, o uso esbarra em falta de regulamentação e de conhecimento de órgãos de classe, que dificultam o tratamento.

"Qual a justificativa para um paciente com câncer terminal, que está morrendo de dor, não ser medicado? [Ao não aceitar o uso de remédios da planta] a medicina brasileira vai ficando para trás", afirmou Ribeiro, na última quinta-feira (2), no Seminário Internacional Maconha: Usos, Políticas e Interfaces com a Saúde e Direitos, organizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Escola da Magistratura do Rio de Janeiro (Emerj). O evento reuniu médicos, especialistas, juristas e associações de apoio à pesquisa e a pacientes que fazem uso da maconha.

Atualmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) só permite a importação de uma única substância da maconha das mais de 80, o canabidiol, com base nos pedidos médicos. Dessa forma, restringe o uso da própria substância por não fazer controle de qualidade e por não regular a produção nacional, que poderia baixar custos. Segundo a organização Apoio à Pesquisa e Pacientes de Canabis Medicinal, as doses importadas chegam a custar entre R$ 1,5 mil e R$ 15 mil.

"O medicamento que estamos importando é vendido fora do Brasil como suplemento alimentar, ou seja, não tem controle farmacológico nacional sobre ele e não sabemos efetivamente o que estamos utilizando, temos que nos basear na boa fé", disse o médico Ricardo Ferreira, especialista em coluna, que tem feito uso do canabidiol com sucesso, em pacientes crônicos. Ele defende que a Anvisa crie regras para controle da produção e também para os clubes de autocultivo.

Na medicina, outra mudança recomendada pelos especialistas para facilitar o acesso a tratamentos com medicamentos à base de substâncias da maconha é a flexibilização de norma do Conselho Federal de Medicina (CFM), de 2014, que só permite o uso do canabidiol em crianças e adolescentes com epilepsia e que não respondem ao tratamento convencional.

"Não há comprovação científica suficiente para que o CFM reconheça esse fármaco como eficiente", afirmou o conselheiro da entidade, Salomão Rodrigues. Ele diz ainda que há possibilidade de substâncias presentes na maconha, como o THC, provocarem efeitos psicóticos.

Sidarta Ribeiro discorda do CFM e diz que centenas de estudo atestam a utilização segura de remédios de maconha na Europa, nos Estados Unidos e em Israel. O país do Oriente Médio, por exemplo, prescreve substâncias in natura na forma de óleo, fumada, vaporizada e em alimentos, como biscoito. "As pessoas não estão acompanhando a literatura [científica], estão ignorando uma quantidade enorme de evidências para empurrar decisões", afirmou.

O diretor do Instituto do Cérebro também disse que todas as substâncias têm grupos de risco e perigos relacionados à dosagem acima das prescrições. "Das substâncias que temos, a maconha é uma das mais seguras, a sobredose não mata, como mata a de dipirona", disse.

Para o cientista Elisaldo Carlini, um dos mais respeitados pesquisadores de drogas no Brasil, há 62 anos, o que atrasa o uso da maconha medicinal no país são mitos e preconceitos, incluindo aqueles de fundo racista. "O preconceito racial nesse país chega a tal ponto que hoje preconceito se alimenta de preconceito", afirmou ele, que também participou do seminário. "É preciso mais pressão popular para o Brasil usar algo que o mundo já usa", acrescentou.

Para autorizar o plantio de maconha para pesquisa e para o uso medicinal, a Anvisa pretende montar um grupo de trabalho e elaborar uma regulamentação específica, com a participação de órgãos de governo, como a Polícia Federal, além de pesquisadores. "Pretende-se ainda ampliar a participação após a evolução das atividades, que se encontram na fase inicial, por meio de convites a outros órgãos e instituições", informou em nota enviada à Agência Brasil.

Em relação ao uso de medicamentos com substâncias da cannabis, a agência afirmou que analisa pedido para autorizar o uso de remédios à base de canabidiol e tetra-hidrocanabinol (THC), mas não esclareceu se os remédios serão com a substância in natura ou sintética, que é feita em laboratório.
 
UOL

Aparelho que ajuda a “comer como um porco” sem engordar chega ao mercado ainda este ano

Um novo aparelho que
deixa as pessoas comerem o quanto quiserem sem engordar está próximo de char ao
mercado no Reino Unido. De acordo com informações do site DailyMail, é possível
“comer como um porco” e depois “limpar” o estômago com o aparelho. A comida que
ainda não foi digerida pode ser retirada antes que o organismo consuma aquele
alimentoUm novo aparelho que deixa as pessoas comerem o quanto quiserem sem engordar está próximo de char ao mercado no Reino Unido

De acordo com informações do site DailyMail, é possível“comer como um porco” e depois “limpar” o estômago com o aparelho. A comida que ainda não foi digerida pode ser retirada antes que o organismo consuma aquele alimento.
 
A operação para colocar o dispositivo na barriga dura cerca de 15 minutos. Um tubo é colocado no estômago, com uma saída pela barriga por meio de um “botão”, que se conectará ao aparelho. Esse aparelho joga água dentro do estômago e retira a comida que ainda não foi digerida pelo organismo, fazendo com que a pessoa consiga voltar a comer. O paciente é liberado para ir para casa duas horas após o procedimento.
 
O único cuidado que os desenvolvedores do aparelho recomendam é mastigar bem a comida, para que o paciente não corra o risco de algum pedaço de alimento bloquear a saída na hora da “lavagem”.
 
Anthony Shonde, gastroenterologista que criou o aparelho, afirma que o funcionamento é praticamente o mesmo de uma cirurgia de redução de estômago, mas sem os riscos da operação.
 
Já Tam fry, membro do Forum de Obesidade Nacional do Reino Unido discorda completamente com a novidade.

— Não dá pra aceitar que as pessoas vão poder “apertar um botão” para tirar o excesso de comida que ingeriram.
 
R7