Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quarta-feira, 8 de julho de 2015

Saiba o que pode prejudicar seu fígado


Ciclosporina é essencial para pacientes que fizeram transplante de fígado ou de outros órgãos e tecidos
Ciclosporina é essencial para pacientes que fizeram transplante
 de fígado ou de outros órgãos e tecidos
“O fígado sofre muito com crendices populares”, diz médico; chás como o verde, espinheira santa, cáscara-sagrada, além de álcool, obesidade e automedicação lesionam o órgão
 
Silencioso, o fígado trabalha arduamente para garantir a boa saúde do corpo. No entanto, quando é agredido por qualquer que seja o agente, como vírus, álcool ou alimentação ruim, começa a se desgastar.
 
No início, sofre quietinho. Quando resolve botar a boca no trombone, a situação já fugiu do controle. Vem daí a importância de entender o que faz mal para o fígado para aprender a cuidar desse órgão vital.
 
Aquele chazinho recomendado pela vizinha? Pode ser um veneno que leva até mesmo a um transplante. Automedicação? O risco é alto. Beber demais para esquecer os problemas? Saiba que o fígado guardará mágoas.
 
É essencial entender que sem o fígado não se vive, já que é um dos órgãos mais complexos do organismo. Segundo o hepatologista Raymundo Paraná, da Sociedade Brasileira de Hepatologia e professor da Universidade Federal da Bahia (UFB), o fígado tem uma função imunológica,: ele retira as impurezas de todo o sangue que vem do intestino, permitindo que ele vá limpo para o coração.
 
Além disso, tem células que barram a passagem de bactérias que eventualmente venham por meio do sangue. “Elas são capturadas e destruídas”, explica o médico.
 
Mas não para por aí: o fígado também excreta a bile, que carrega substâncias importantes para a digestão de vitaminas lipossolúveis. Não obstante, é um órgão endocrinológico, pois produz substâncias do tipo hormônios. “Essas substâncias também controlam algumas funções, como a renal.
 
Além disso, produz fatores de crescimento celular. O fígado é uma grande usina do organismo, produz uma série de proteínas fundamentais, incluindo a albumina, que circula no corpo e mantém os líquidos dentro dos vasos”, detalha Paraná.
 
Diante de um órgão tão nobre, muitos não se dão conta que atitudes corriqueiras podem lesioná-lo. O médico hepatologista explica que quando o fígado é agredido de forma severa, seja por uma substância tóxica ou por vírus e bactérias, acontece a hepatite aguda. “Nesse caso, há sofrimento agudo do órgão. A pessoa pode ficar com olhos amarelos, fadiga, cansaço, náuseas e ter vômitos”, diz. É o único caso em que o fígado manifesta sua insatisfação em um curto período de tempo entre a agressão e a lesão.
 
Ao contrário do que muitos pensam, boca amarga, azia, má digestão e manchas na pele não são sinais de problemas no fígado. “Quem reage à má ingestão de alimentos são o esôfago, estômago e duodeno”, explica a hepatologista do Hospital Samaritano de São Paulo, Cátia Rejania de Melo.
 
Crendices populares
A obesidade também é uma vilã para o bem-estar do órgão. “Uma forma de proteger o fígado é não engordar. As causas principais da gordura no fígado (esteatose hepática não alcoólica) são a obesidade e o colesterol alto. É apenas um sinal de que o órgão está sob estresse metabólico. A cada 100 obesos ou pessoas com sobrepeso, 80 terão esteatose”, diz Paraná.
 
No dia a dia, além da obesidade, o consumo de álcool, os vírus da hepatite B e C, chás, remédios fitoterápicos, alopáticos, suplementos alimentares inadequados e as populares e ilegais “bombas” que muitos tomam para crescimento muscular podem arruinar esse órgão.
 
“Normalmente, a agressão é bem tolerada e não apresenta sintomas específicos, mas o órgão continua sendo agredido e vai respondendo com cicatrizes dentro dele, as fibroses. No intervalo de duas a quatro décadas, elas aparecem e formam a cirrose hepática”, alerta o médico. A hepatologista Cátia Rejania de Melo complementa: o tratamento para quando o fígado falha é o transplante.
 
“O fígado sofre muito muito também com crendices populares”, diz Paraná. O médico se refere principalmente aos chás que, popularmente são recomendados para curar mil males, mas que na verdade machucam o órgão.
 
“Essa história de que há medicamentos que protegem o fígado, sejam alopáticos ou naturais, não é verdade. Não existe nada comprovado do ponto de vista científico”, enfatiza o hepatologista.
 
“No chá de boldo, por exemplo, só há possibilidade de malefício. O chá verde, em excesso, é tóxico e pode causar hepatite grave. A erva-cavalinha também agride o fígado. A cáscara-sagrada e uma série de outros que passam a ideia de protetores podem causar muito mal”, alerta Paraná.
 
Além disso, ele coloca na lista negra a espinheira-santa, mãe-boa, sacada, aloe vera, fedegoso e picão preto. O médico explica que não há níveis seguros de consumo para que possam ser recomendados.
 
No caso do popular chá verde, a lesão costuma acontecer quando ingerido em grande quantidade por dois a três meses. “Precisa de um tempo para acumular e depende do uso por mais de 30 dias”, diz ele. A catequina presente no chá verde é nociva ao fígado. “Em uma ou duas xícaras, a quantidade de catequina é pequena, mas em quantidades maiores causa mal ao fígado. O chá verde não é antioxidante coisa nenhuma. É só um chá”, alerta o médico.
 
O único alimento que, segundo o médico, comprovadamente faz bem ao fígado é o café. “É recomendado para quem tem doença no fígado e não tem contraindicações para o consumo, como a arritmia cardíaca. O consumo diário de café bloqueia uma proteína que produz as cicatrizes no fígado. Não é tratamento, mas um coadjuvante importante”, detalha.
 
Vitaminas
Paraná se preocupa com a suplementação vitamínica sem precedentes. Segundo ele, o excesso de vitaminas pode causar grandes males ao órgão.
 
“Há tratamentos absurdos com superdosagem de vitaminas. Nenhum organismo precisa de vitamina se a alimentação é saudável”, diz o hepatologista. “Suplementação também não é antioxidante, isso não é uma verdade científica. O que se sustenta cientificamente é que a alta dose pode causar danos ao organismo, inclusive ao fígado”.
 
O médico exemplifica que a vitamina C em excesso aumenta a absorção de ferro e pode causar um dano hepático em longo prazo. A vitamina A estimula a formação de cicatrizes no fígado, conhecida por fibrose ;"Suplemento vitamínico só deve ser tomado quando há carência de vitaminas comprovada por exames”, conclui.
 
iG

Custo da saúde impede que 55% dos brasileiros tratem as próprias doenças

A saúde está enfrentando um novo desafio no Brasil
 
Com o envelhecimento da população e o crescimento da obesidade, doenças crônicas e complexas estão se tornando mais frequentes. Muitas delas requerem tratamentos contínuos e, por vezes, com terapias modernas. O custo disso é inviável para mais da metade da população.
 
Hoje, os gastos com saúde aparecem em terceiro lugar no ranking de gastos da família, segundo dados do IBGE. Mesmo com o suporte crescente do Ministério da Saúde, que aumentou de 10,2% para 13,8% do orçamento os gastos com medicamentos entre 2005 e 2014, ainda falta acesso para muitos tratamentos.
 
De um lado, o paciente brasileiro não tem recursos financeiros para custear o próprio tratamento. De outro, o SUS nem sempre pode oferecer os tratamentos mais modernos. O resultado tem sido o aumento das ações judiciais contra o Ministério da Saúde para obrigar o governo a custear tratamentos.
 
Nos últimos três anos, o valor pago na chamada “judicialização da saúde” saltou de R$ 367 milhões em 2012 para R$ 844 milhões em 2014; um aumento de 129%. O acumulado desse período é de R$ 1,76 bilhão.
 
Novo perfil de doenças
Esse cenário complexo da saúde brasileira, em que o acesso a terapias já está bastante comprometido, tende a piorar nos próximos anos. Isso porque a população brasileira está envelhecendo e isso reflete diretamente no perfil de doenças do país.
 
Os idosos já representam 7,4% dos 201 milhões de brasileiros e, com a expectativa de vida de 71 anos para homens e 78 para mulheres, esse percentual continuará aumentando nos próximos anos.
 
A idade é um dos principais fatores de risco para muitas doenças, ligadas ao desgaste natural do organismo. O câncer é uma delas e deve registrar cerca de 600 mil novos casos neste ano, segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer). Também avançam as doenças cardiovasculares, o mal de Parkinson e a doença de Alzheimer, entre outros males.
 
O combate a esse problema crescente requer duas frentes de ações. A primeira focada no desenvolvimento de novas terapias. “Estamos caminhando rapidamente para a individualização dos tratamentos”, observa Antônio Britto, presidente-executivo da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa). A segunda é ligada ao acesso a essas inovações, desafio que tem gerado grandes preocupações no país.
 
“A saúde é como um prédio, em que no térreo estavam as doenças transmissíveis que o SUS conseguiu resolver muitíssimo bem, mas faltam soluções no segundo, terceiro, quarto e quinto andares de inovação, de um edifício que não para de subir com as doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, e com as doenças complexas, como o câncer”, afirma Britto.
 
Saúde Business

Rio: Estabelecimento que proibir amamentação será multado em R$ 2 mil

Lei sancionada ontem pelo prefeito garante o direito dos bebês de serem amamentados em qualquer lugar da cidade
 
Rio - Vanessa Ferreira, de 33 anos, não vai mais se sentir constrangida enquanto estiver amamentando sua filha em local público. Uma lei sancionada ontem pelo prefeito Eduardo Paes garante o direito dos bebês de serem amamentados em qualquer lugar da cidade, seja ele público ou privado. Os estabelecimentos que descumprirem a legislação podem receber multa de até R$ 2 mil.
 
“As pessoas ficam olhando muito e tem lugares que dá para sentir que não somos bem-vindas”, contou a bancária Vanessa, que já passou por constrangimento em um consultório médico. “Um rapaz ficou me encarando e chegou a apontar um celular para mim enquanto eu amamentava”, completou.
 
O documento, de autoria dos vereadores Dr. João Ricardo (SD) e Marcelo Arar (PT), dá direito à amamentação em todos os logradouros públicos, como praças, shopping centers ou qualquer outro estabelecimento comercial. Em casos onde o local ofereça algum tipo de insegurança, insalubridade e risco ao bebê ou a mãe, a proibição deve estar expressa em cartaz e visível ao público.
 
No entanto, o estabelecimento que for flagrado com a proibição, e esta for considerada falsa, a empresa pode receber multa de até R$ 10 mil. Nos órgãos municipais, haverá avisos informando que é permitido amamentar, para incentivar o cumprimento da lei.

Em março, uma lei parecida foi aprovada em São Paulo após uma mãe ser impedida de amamentar em um estabelecimento. No estado vizinho, quem proibir a amamentação recebe multa de R$ 500. Para o presidente da Sociedade de Pediatria do Rio de Janeiro, Edson Liberal, a lei vai reforçar ainda mais a importância do aleitamento materno. “A amamentação é extremamente necessária para o crescimento do bebê e fundamental na interação com a mãe”, apontou Liberal.
 
O Dia

Brasil e Holanda trocam experiências sobre ações de saúde para populações-chave

A cidade de Amsterdam, também conhecida com a capital mundial das bicicletas, é referência em programas de redução de danos à saúde para pessoas que usam drogas, ações de prevenção, testagem e tratamento em IST e HIV voltadas para profissionais do sexo, e novas estratégias para a promoção da saúde sexual entre homens que fazem sexo com homens
 
De 3 a 6 de julho, representantes do movimento social brasileiro estiveram em Amsterdam para conhecer casos de sucesso e novas experiências nessas áreas.
 
Participaram da delegação brasileira as associações ABORDA (Associação Brasileira de Redução de Danos), ArtGay (Associação Brasileira de Gays), ALGBT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) e a APROS-PB (Associação das Prostitutas da Paraíba), além do Diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita.
 
O grupo viajou a convite do governo holandês, representado por Marcel de Kort, Assessor Sênior da Divisão de Saúde e Aids do Ministério das Relações Exteriores da Holanda, e gestores, técnicos e pesquisadores do Serviço Municipal de Saúde de Amsterdam (GGD).
 
A agenda inclui apresentações temáticas seguidas de debate e visita aos diferentes setores e programas.
 
O chefe da Clínica de IST, Arjan Hogewoning, apresentou a política de prevenção para profissionais do sexo no Red Light District, bairro da cidade conhecido pela prática legal do comércio do sexo. "Não toleramos violência, nem desrespeito às e aos profissionais do sexo. Prezamos a dignidade e a saúde de todos".
 
O pesquisador de novas mídias em saúde, Udi Davidovich, apresentou o caso da abordagem de jovens na internet para promover o uso do preservativo. O projeto vem sendo realizado há três anos, baseado em entrevistas em profundidade, sistematização de padrões de resposta e níveis de informação, além do desenvolvimento de plataformas interativas. "Uma das interações online", explicou ele, "orienta sobre como lidar com as desculpas para não usar camisinha. O ‘não uso porque te amo’ é uma das desculpas mais frequentes".
 
Maria Prins demonstrou como se articula a política de redução de danos e prevenção e tratamento das IST em pessoas que usam drogas, situando como vem sendo compreendida a política de drogas ao longo de décadas. A relação entre política de drogas e saúde mental, por sua vez, foi o tema do encontro com o psiquiatra Wilco Tuinebreijer.
 
Entre as experiências mostradas, destaca-se o tratamento assistido de metadona, que inclui o atendimento em unidade móvel, e o acompanhamento de usuários de heroína, por meio de um esquema de dosagens da própria heroína sob medida e um detalhado acompanhamento individual.
 
Agenda
Na segunda-feira (06/07), aconteceu a apresentação da organização holandesa Aids Fonds sobre o panorama de HIV e aids nos Países Baixos. Na pauta estava ainda a atuação da polícia junto às populações-chave. Também foram discutidos aspectos diversos sobre a cooperação internacional em saúde entre os dois países.
 
Estão previstas uma reunião entre organizações de serviços comunitários e de redução de danos com os representantes do Brasil e três visitas de campo: ao Centro para Profissionais do Sexo, às salas destinadas ao consumo assistido de drogas e ao projeto realizado pela Secretaria de Saúde no Red Light District. A avaliação da missão será realizada com Lambert Grijns, Embaixador Especial para Direitos Sexuais e Reprodutivos e Aids da Holanda.

A expectativa é de que o Brasil receba em breve uma delegação holandesa com o mesmo propósito técnico.
 

Anvisa proíbe fabricação e venda de suplemento vitamínico

Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada ontem (7) no Diário Oficial da União proíbe a fabricação, distribuição e comercialização de todos os lotes do produto Suplemento Vitamínico e Mineral, marca Vitaminerals Plus, que contenham glicinato de molibdênio, cromo glicinato nicotinato e selênio glicinato

De acordo com o texto, as três substâncias não têm segurança comprovada perante a Anvisa para alimentos e ingredientes para consumo humano.

A Agência Brasil não conseguiu contato com a Avert Laboratórios Ltda., fabricante do produto, nem com a Biolab Sanus Farmacêutica Ltda., distribuidora dos lotes do suplemento.

Agência Brasil