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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Ciclo de Estudos abordará a circulação simultânea dos vírus da dengue, zika e chikungunya

O Ciclo de Estudos, evento promovido pela Secretaria de Vigilância em Saúde, realizará a sessão cujo tema será “A circulação simultânea dos vírus da dengue, zika e chikungunya: implicações para vigilância e os serviços de saúde” no dia 21 de agosto, das 15h00 às 17h00, no auditório Emílio Ribas
 
O evento é aberto à toda comunidade que tenha interesse no tema, em especial profissionais do SUS e estudantes da área da saúde, além de gestores que desejem se atualizar e aprofundar seus conhecimentos referentes ao tema. O Ciclo de Estudos este ano terá uma novidade, a transmissão em tempo real via web para todo o País podendo ser acessado através do link: http://www.interrogacaodigital.com/aids/aids1.html
 
A sessão será conduzida por Giovanini Coelho, Coordenador Geral do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde e contará ainda com a palestra do prof. Carlos de Brito (UFPE) e também de um representante da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde.
 
A audiência da sessão poderá participar do debate com os palestrantes da sessão.
 
Serviço
Evento: Ciclo de Estudos – “A circulação simultânea dos vírus da dengue, zika e chikungunya: implicações para vigilância e os serviços de saúde”

Local: Auditório Emílio Ribas (Térreo do Edifício Sede do Ministério da Saúde)

Data: 21 de agosto de 2015

Horário: 15h às 17h

Transmissão em tempo real pelo link: http://www.interrogacaodigital.com/aids/aids1.html

Maiores informações ligar para: 3213-8387 - Coordenação Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços – CGDEP
 
Blog da Saúde
 

Fiocruz abre inscrições para Curso em Cooperação Internacional em Saúde

A Fiocruz Brasília abriu inscrições para o curso de Atualização em Cooperação Internacional em Saúde
 
Aberto aos profissionais de nível superior com interesse no tema, independentemente da formação, o curso será ministrado entre os dias 31 de agosto e 11 de setembro, com carga horária de 40 horas. Serão disponibilizadas 50 vagas. Interessados podem se matricular até 18 de agosto.
 
O curso abordará a união dos campos da saúde pública, das relações internacionais e da bioética explorada a partir da articulação entre os conceitos-chave de desigualdade, desenvolvimento e cooperação, propiciando uma análise crítica das condições de saúde no mundo comparativamente as políticas e práticas de desenvolvimento e cooperação entre países na Era das Nações Unidas.
 
O objetivo geral do curso é discutir sobre os antecedentes históricos da situação entre o pós-Segunda Guerra Mundial e os dias atuais, caracterizando a responsabilidade dos Estados na regulação dos processos de desenvolvimento associados com as desigualdades em saúde no contexto internacional. Serão apresentadas análises críticas sobre a divergência entre o crescimento das desigualdades sociais e o aumento do desenvolvimento científico-tecnológico; discussão sobre aspectos conceituais e práticos da Cooperação Internacional em Saúde e também questões políticas nacionais e internacionais relacionado às doenças crônicas, considerando problemas e impasses éticos ressaltando a ação estatal.
 
Haverá um processo de seleção, no período de 19 a 21 de agosto, quando serão analisados os currículos e a carta de intenção dos candidatos. A relação dos aprovados será divulgada no dia 24 de agosto no endereço www.sigals.fiocruz.br e as matrículas deverão ser feitas nos dias 24 a 27 de agosto, na Secretaria Acadêmica da Fiocruz Brasília, pessoalmente ou via postal.
 
 

Consultório na Rua: cuidado para todos

A falta de alimentação saudável e constante, a higiene precária e a ausência de abrigo prejudicam a saúde das pessoas em situação de rua, o que requer atenção e cuidados especiais
 
Rosana Ballestro Rodrigues, técnica na equipe do Consultório na Rua do Ministério da Saúde, conhece de perto as dificuldades que as equipes de saúde enfrentam para realizar os diagnósticos e tratamentos dessa população. “O tempo na rua é diferente, é o tempo da sobrevivência. A pessoa acorda para arrumar uma forma de comer naquele dia. Para ela, ter um compromisso de ir a uma unidade de saúde não é algo simples. Prescrever uma medicação após as refeições, por exemplo, para alguém que não sabe nem se comerá naquele dia é complicado. Por isso, o cuidado de saúde para essa população demanda um olhar específico, que leva em conta a situação de vida daquele usuário”, disse ela.
 
Para atender essa população, foi instituído pela Política Nacional de Atenção Básica, em 2011, o Consultório na Rua. A população em situação de rua é caracterizada, de forma geral, pelo grupo de pessoas que faz da rua seu espaço de vida privada, utilizando locais públicos e áreas degradadas como espaço de moradia e de sustento, de forma temporária ou permanente, assim como abrigos e albergues para pernoite ou moradia provisória.
 
Com equipes em campo, o Consultório na Rua visa ampliar o acesso da população em situação de rua aos serviços de saúde, ofertando, de maneira mais oportuna, atenção integral à saúde para esse grupo que se encontra em condições de vulnerabilidade e com os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados. Segundo Rosana, o objetivo do atendimento é estabelecer um vínculo com o paciente, para que ele confie no profissional e possa fazer um acompanhamento mais completo.
 
No Consultório na Rua, o atendimento é feito por equipes multiprofissionais que contam com enfermeiros, psicólogos, assistentes, técnicos ou auxiliares de enfermagem, técnicos em saúde bucal, cirurgião-dentista, profissionais/professores de educação física ou profissionais com formação em arte e educação.
 
O trabalho das equipes é realizado de forma itinerante e se adequa às demandas das pessoas em situação de rua, podendo ocorrer em período diurno e/ou noturno, em todos os dias da semana. “As equipes fazem atendimento de saúde, desde o pré-natal, acompanhamento do hipertenso, diabético, e também atendimentos de agravos prioritários, como a questão do dependente químico, principalmente do álcool, tuberculose e DST”, disse Rosana.
 
O atendimento prioriza o cuidado no local, que busca atender não só nos problemas de saúde e sociais, bem como ações compartilhadas e integradas às Unidades Básicas de Saúde (UBS). Dependendo da necessidade do usuário, essas equipes também atuam junto aos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), aos serviços de Urgência e Emergência e a outros pontos de atenção da rede de saúde e intersetorial. “Quando é possível o atendimento é feito na rua mesmo, com um primeiro diagnóstico, um curativo, por exemplo. O que precisa de mais privacidade pode ser encaminhado para uma Unidade Básica de Saúde para continuar o atendimento de acordo com a necessidade do usuário”, completa a técnica.
 

Campanha nacional de vacinação contra a pólio começa neste sábado

A ida ao posto de saúde também será a oportunidade para colocar a vacinação das crianças em dia

A atleta Josilene Alves, 46 anos, foi infectada pela poliomielite aos 8 meses de idade. “Eu tive sequelas nos membros inferiores. Mas, mesmo com a doença, tive uma vida que pode ser considerada normal. Hoje, estudo direito, tive dois filhos e sou atleta paraolímpica de levantamento de peso”, conta. Josilene deixa um recado para quem tem filhos na idade da vacinação. “O cuidado nunca é demais. As pessoas não podem se apoiar na ideia que a doença foi erradicada no Brasil. Vai que aparece um caso? É muito melhor prevenir do que remediar”, disse a atleta.
 
Para combater a doença, o Ministério da Saúde convoca mais uma vez as crianças para a vacinação contra a póliomielite. A partir do próximo sábado (15), o dia D de mobilização, até 31 de agosto, o Ministério da Saúde pretende imunizar 12 milhões de crianças entre seis meses e cinco anos incompletos. Isso representa 95% do público-alvo, formado por 12,7 milhões de crianças.
 
A ida ao posto de saúde também será a oportunidade para colocar a vacinação das crianças em dia. Por isso, paralelamente à campanha, as salas de vacinação promoverão uma mobilização para atualizar o esquema vacinal dos menores de cinco anos. Os profissionais de saúde vão avaliar a caderneta infantil, alertando aos pais sobre as vacinas que estão vencendo ou em atraso.As doses atrasadas serão aplicadas e agendadasde acordo com a situação de cada criança. Para isso, pais ou responsáveis devem  levar o cartão de vacinação aos postos de saúde.
 
A vacina é extremamente segura e protege contra os três sorotipos do poliovírus 1, 2 e 3. A eficácia da imunização é em torno de 90% a 95%. Não existe tratamento para a poliomielite e a única forma de prevenção é a vacina. Ela é recomendada, até mesmo, para as crianças que estejam com tosse, gripe, coriza, rinite ou diarreia. Já para crianças com infecções agudas, com febre acima de 38ºC ou com hipersensibilidade a algum componente da vacina, o Ministério da Saúde recomenda aos pais que consultem um médico para avaliar se a imunização é indicada.
 
Poliomielite
O Brasil está livre da poliomielite desde 1990 e, em 1994, o país recebeu, da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem em seu território. Entretanto, nove países registraram casos em 2014 e 2015. Em três países - Nigéria, Paquistão e Afeganistão - a poliomielite é endêmica. Nos outros seis (Somália, Guiné Equatorial, Iraque, Camarões, Síria e Etiópia) os casos registrados da doença foram decorrentes de importação do poliovírus selvagem. Por isso, a vacinação é fundamental para que casos de paralisia infantil não voltem a ser registrados no Brasil.
 
 A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave. Na maioria dos casos, a criança não vai a óbito quando infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia irreversível, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada pelo poliovírus e a infecção se dá, principalmente, por via oral.
 

Oralift: aparelho promete rejuvenescer até 20 anos


Aparelho feito sob medida por dentista promete rejuvenescer musculatura
Foto: Oralift / Divulgação - Aparelho feito sob medida por
dentista promete rejuvenescer musculatura
O dispositivo usado na boca promove uma verdadeira ginástica com os músculos da face fazendo com que eles recuperem sua forma naturalmente
 
Desenvolvido na Inglaterra, o Oralift é um aparelho que, segundo o fabricante, é capaz de rejuvenescer em até 20 anos o rosto das pessoas. Deve ser usado dentro da boca, como um molde dentário, e promete fazer uma verdadeira ginástica com os músculos da face.
 
O criador da técnica, N.K Mohindra, de Londres, começou a carreira com foco especial para tratamento de ATM e foi aí que começou a se aprofundar com estudos sobre a influência da boca na musculatura facial. Anos depois, ele chegou no Oralift, que acabou ganhou reconhecimento internacional por cirurgiões plásticos ao redor do mundo como uma das técnicas para diminuir e retardar os sinais de envelhecimento facial.
 
A placa, usada diariamente, ajuda as fibras musculares faciais a se readaptar e criar um novo comprimento de repouso entre os dentes superiores e inferiores, chamado de "espaço livre". O objetivo é eliminar os sinais do tempo, como rugas e flacidez da pele, com estímulos da musculatura facial, ativando a irrigação sanguínea e o mecanismo do colágeno, sem a necessidade de qualquer intervenção cirúrgica. A promessa é de um reposicionamento vertical dos músculos do rosto.
 
A proposta agrada principalmente quem está começando a perceber esses sinais da idade, pois ao envelhecer é comum que os músculos se atrofiem e a produção de colágeno comece a ser bloqueada.
 
Para Nelly Sanseverino, dentista especializada em ortodontia e ortopedia facial, a proposta desse dispositivo foge de tudo que já conhecemos. “A odontologia tem maneiras de conseguir o rejuvenescimento da face, com clareamentos, facetas dentárias, implantes e tratamentos ortodônticos e ortopédicos faciais, que ocorrem por meio de uma melhora das condições dentárias e da postura da maxila e mandíbula. Mas essa proposta é algo muito diferente que requer cuidados”, diz a especialista.
 
E os dentes?
O Oralift não trabalha com movimentação dentária e por isso, não têm função ortodôntica. Mas o que preocupa Nelly é a ocorrência de um possível apertamento dental provocado pelo molde que fica nos dentes. Para que esse problema não apareça, os dentes e a musculatura motora da face precisam descansar. “Quando não estamos mastigando, devemos estar com os dentes desencostados para evitar desgaste e fadiga muscular”, diz Nelly.
 
Segundo a especialista, pessoas com histórico de DTM (dores nas articulações que ligam a mandíbula ao cérebro comprometendo seu funcionamento) devem ter cuidado e consultar o dentista antes de usar o aparelho. “Além dos que sofrem com DTM, os pacientes com alterações de mordida, com bruxismo e deslocamento do disco articular – quando há estalos ao abrir e fechar a boca”, diz Nelly.
 
Mas a cirurgiã-dentista especialista em periodontia, implantologia e estética, Tânia Siqueira, licenciada e treinada para aplicação do Oralift, afirma que o aparelho não tem contraindicações e não apresenta riscos para o sistema oclusal. “Sendo uma placa miorelaxante, ela funciona também para pacientes com bruxismo e apertamento, assim como as placas já existentes para o caso”, diz.
 
É valido lembrar que cada caso é um caso, e os resultados são variados em cada pessoa. “É por isso que é importante o acompanhamento contínuo com o dentista, para ter a atenção do profissional e observar os detalhes dos benefícios”, afirma Tânia.
 
Terra