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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Mais de 90% das cidades brasileiras não possuem leitos de UTI neonatal

O mapa do parto hospitalar - Editoria de Arte
Serviço de parto hospitalar também não está presente em mais da metade dos municípios
 
Rio - Pesquisa sobre o “Perfil dos Estados e dos Municípios Brasileiros - 2014” revelou que 93,4% das cidades brasileiras não possuem leitos ou berços de UTI neonatal em estabelecimentos públicos ou conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Este é um dos indicadores que avalia a atenção especializada na área. Um outro também investigado foi o número de unidades com serviço de nefrologia: somente 8,7% dos municípios possuíam espaço com essa atividade.
 
“Os leitos/berços de UTI neonatal são unidades de atendimento especializado ao recém-nascido de risco. Na perspectiva do atendimento integral, sua distribuição deve guardar alguma relação espacial com a distribuição de estabelecimentos para a realização de partos, de modo a constituir o apoio necessário em situações de risco”, informa o relatório do IBGE.
 
Além da falta leitos na maioria das cidades brasileiras, a concentração destes berços de UTI neonatal acontece na região Sudeste onde 9,3% das cidades possuem esse serviço. A região com o pior indicador foi a Nordeste com somente 3,7% de seus municípios possuindo leitos ou berços de UTI neonatal.

Além disso, a pesquisa também investigou o serviço de parto hospitalar e constatou que dentre os 27 estados somente o Rio Grande do Sul não oferece a atividade em suas unidades. Porém, quando analisados os municípios, o número muda. Somente 49,6% das cidades possuem estabelecimento com parto hospitalar em suas redes de saúde.
 
O Globo

Estudo confirma vínculo entre baixa vitamina D e esclerose múltipla

A esclerose múltipla é uma doença autoimune que afeta os nervos cerebrais e da medula espinhal e cuja causa e cura são desconhecidas
 
Um importante estudo genético divulgado nesta terça-feira (25/08) confirmou o vínculo entre baixos níveis de vitamina D e um alto risco de sofrer de esclerose múltipla, uma descoberta que segundo os especialistas ajudará a melhorar os tratamentos e a prevenção.

Estudos observacionais prévios já haviam encontrado uma associação entre os níveis de vitamina D - obtida através da exposição à da luz solar e da ingestão de alguns alimentos - e a esclerose múltipla (EM), uma doença autoimune que afeta os nervos cerebrais e da medula espinhal e cuja causa e cura são desconhecidas.

Mas o problema com estes estudos é que não podiam provar que a deficiência de vitamina D causaria EM. Tais observações poderiam ser apenas um indício de que as pessoas doentes tendem a permanecer em casa e tomar menos sol.

Mas a última pesquisa, liderada por Brent Richards da Universidade Canadense McGill e publicada nesta semana pela revista especializada PLOS Medicine, ultrapassa este obstáculo e analisa a associação genética entre ambos fatores em uma população de 14.498 pessoas com EM e 24.091 indivíduos sem a doença.

Este estudo revelou que as pessoas que têm geneticamente baixos níveis de vitamina D enfrentam o dobro de riscos de ter esclerose múltipla, uma doença frequentemente diagnosticada entre os 20 e 50 anos.

"Os resultados mostram que se um bebê nasce com genes associados a uma deficiência de vitamina D, tem o dobro de possibilidades que outros bebês de desenvolver EM quando adulto", explicou Benjamin Jacobs, diretor do serviço de crianças do hospital real ortopédico de Londres.

Jacobs, que não esteve envolvido neste estudo, descreveu esta descoberta como "muito importante".

"Isto poderia ocorrer porque a deficiência de vitamina D causa EM ou porque há outras interações genéticas complexas", declarou.

"Ainda não sabemos se indicar vitamina D a crianças e adultos saudáveis diminuirá seu risco de desenvolver esclerose múltipla, mas atualmente estão sendo realizados estudos clínicos para verificar isto", completou.

A esclerose múltipla é uma doença crônica que afeta cerca de 2,3 milhões de pessoas em todo o mundo. Causa problemas de visão, entropece a fala, provoca tremores, fadiga extrema, problemas de memória, paralisia e cegueira.
 
Saúde Plena

Expectativa de vida aumenta, mas depressão e violência comprometem saúde

A expectativa de vida no Brasil aumentou desde 1990, mas a expectativa de vida saudável cresceu de forma mais lenta – distúrbios como depressão e ansiedade são as causas mais importantes para a perda de saúde entre as mulheres. A violência responde como causa número 1 na redução da qualidade de vida entre os homens
 
Os resultados fazem parte uma análise de 306 doenças e lesões feita em 188 países e conduzida pelo Institute for Health Metrics and Evaluation da Universidade de Washington. A pesquisa foi divulgada ontem (26) por uma das mais importantes publicações científicas na área médica, a revista britânica The Lancet.
 
De acordo com a revista, a expectativa de vida saudável leva em consideração não apenas a mortalidade, mas também o impacto de condições não fatais, e resume os anos vividos com algum tipo de incapacidade e os anos perdidos em razão de morte prematura.
 
O estudo mostra que a expectativa de vida global, para ambos os sexos, aumentou 6,2 anos (de 65,3 em 1990 para 71,5 em 2013), enquanto a de vida saudável cresceu 5,4 anos (de 56,9 para 62,3).
 
No Brasil, os dados revelam que, no mesmo período, a expectativa de vida aumentou 6,1 anos para homens e 5,4 anos para mulheres. A de vida saudável cresceu 4,9 anos para homens e 4,4 anos para mulheres. Atualmente, a expectativa de vida das mulheres no Brasil supera a dos homens – 78,4 anos ante 71,6 anos.
 
Entre os 188 países pesquisados, o Brasil ficou na 49ª posição, abaixo da maioria dos países desenvolvidos, incluindo Austrália, Espanha e Japão, e abaixo também de alguns países menos ricos, como Líbano e Sérvia.
 
As principais causas de perda de saúde em 2013 no Brasil foram: infarto do miocárdio, dor lombar e no pescoço, agressão e acidente vascular cerebral; lesões de trânsito, depressão, diabetes; ansiedade, doença pulmonar e perda da visão ou audição.
 
O professor Jefferson Fernandes, diretor-geral da Escola Superior de Educação e Ciências da Saúde do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, e um dos autores do estudo, lembrou que o país passou por uma transição no tipo de doenças no período analisado. Em 1990, o grupo mais importante era formado por doenças infecciosas e, atualmente, reúne doenças crônicas e situações de violência física.
 
“Essas informações servem de apoio aos órgãos envolvidos com questões de saúde pública, no sentido de orientar onde alocar recursos e ações, para ter uma melhoria dessas alterações. As doenças do coração, por exemplo, podem ser prevenidas. Há fatores de risco, como a pressão alta, que podem ser controlados”, disse Fernandes.
 
Agência Brasil

Paraíba adota ferramenta de gestão do Ministério da Saúde

Mais 16 hospitais do estado da Paraíba passarão a contar com o sistema APURASUS, uma ferramenta de gestão que auxilia no uso eficiente dos recursos públicos no Sistema Único de Saúde (SUS)
 
O sistema é um instrumento criado pelo Ministério da Saúde para auxiliar na tomada de decisão dos gestores, contribuindo para o uso eficiente dos recursos e otimização dos resultados, além de promover uma cultura de aperfeiçoamento da gestão de custos na saúde pública. Ao todo, 44 unidades de saúde paraibanas vão passar a utilizar o sistema.
 
A ação é fruto de um termo de compromisso, firmado este ano entre o Governo do Estado da Paraíba e o Ministério da Saúde, para implantar o Sistema Apurasus em toda a rede hospitalar estadual. Entre os dias 24 e 28 de agosto, o Ministério da Saúde irá oferecer um treinamento para uso do sistema em João Pessoa.
 
A ideia é mapear todos os custos hospitalares e elaborar diagnósticos que identifiquem desperdícios e apontem correções, além de melhorar os processos de trabalho. Com o diagnóstico, será possível utilizar o recurso público de forma mais eficiente, além de auxiliar na prestação de contas garantindo maior transparência e o controle social.
 
O sistema é de fácil usabilidade e permite que os gestores tenham resultados rápidos e de fácil interpretação, garantindo a otimização do desempenho de serviços, unidades, regiões e redes de atenção em saúde do SUS. A plataforma é disponibilizada pelo Ministério da Saúde gratuitamente a todos os estados e municípios.
 
Carlos Eduardo da Silva Sousa, diretor-substituto do Departamento de Economia da Saúde Investimento e Desenvolvimento do Ministério da Saúde (DESID) conta que a adesão ao sistema facilita no dia a dia das unidades de saúde. “O Apurasus é um sistema de gestão de recursos hospitalares desenvolvido pelo Ministério da Saúde que funciona por adesão. É uma ferramenta poderosa que, não só permite ao gestor local ter um controle melhor do recurso para execução do SUS, como também ajuda a organizar os processos internos das unidades de saúde”, explica.
 
Como aderir ao APURASUS - A adesão dos estados e municípios ao sistema é voluntária e integra o Programa Nacional de Gestão de Custos (PNGC), que engloba um conjunto de ações para promoção da gestão de custos nas unidades de saúde do SUS, estimulando o uso da informação de custos como um indicador para auxiliar na tomada de decisão por parte dos gestores locais quanto ao uso eficiente dos recursos públicos. Em todo o país já são 122 unidades de saúde participantes do programa, em 11 estados da federação.
 
Para participar do Programa Nacional de Gestão de Custos (PNGC), o gestor deve entrar em contato através dos telefones (61) 3315-3417 ou (61) 3315-2374, para que seja dado inicio ao processo de articulação com o Núcleos de Economia da Saúde local que será envolvido na implantação do programa.
 
O Ministério da Saúde oferece o suporte necessário aos técnicos das unidades de saúde na realização de todas as etapas de implantação do programa, desde a apuração de custos, capacitações para uso do sistema, estruturação de centros de custos até a geração de resultados, esclarecendo dúvidas e acompanhando o desenvolvimento das atividades.
 
Fonte: Agência Saúde

Crise já afeta mercado de equipamentos e produtos médicos

Por Duplo Z Inteligência de Comunicação - Fanny Zygband
 
O mercado de equipamentos e produtos médico-hospitalares, que movimentou cerca de US$ 11 bilhões em 2014, encolheu no primeiro semestre deste ano, apesar do aumento na produção do setor, segundo a ABIMED (Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde)
 
O consumo aparente – indicador que mede a produção interna mais importações e exclui exportações- recuou 1,6% de janeiro a junho em relação ao mesmo período de 2014.
 
O resultado contrasta com um crescimento de 11,3% na produção industrial de janeiro a junho e foi causado principalmente pela queda nas importações, que recuaram 7,54% em relação ao primeiro semestre do ano passado, totalizando US$ 2,7 bilhões. “O setor é muito dependente de importações e sofreu forte influência da alta do dólar”, analisou Carlos Goulart, presidente-executivo da ABIMED.
 
A crise econômica também contribuiu para um desempenho pior, uma vez que a capacidade de investimento do setor público diminuiu em decorrência da queda na arrecadação, enquanto o setor privado tem agido com mais cautela”, disse Goulart em comunicado.
 
O mercado de produtos para saúde, que nos últimos anos vinha crescendo ao redor de dois dígitos, se beneficiou no passado das políticas sociais e econômicas que geraram crescimento de renda, aumento do número de empregos e desenvolvimento dos municípios do interior. “Agora entramos em uma fase de queda do emprego e perda de planos de saúde, diminuição da arrecadação e contenção de gastos. Isso se reflete em todos os segmentos da economia e também na saúde”, explicou Goulart.
 
Apesar da retração do consumo aparente, o número de empregos se manteve estável no setor, apresentando crescimento de 1,54% em relação ao primeiro semestre do ano passado. Já as exportações alcançaram US$ 460 milhões no período, um aumento de 13,52% em relação a igual período do ano passado.
 
Saíude Business