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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Alprazolam engorda ou emagrece?

O Alprazolam é um remédio tranquilizante utilizado nos casos de transtornos de ansiedade, com ou sem associação a outras manifestações, como a abstinência alcoólica, e para lidar com o transtorno do pânico, com presença ou ausência de agorafobia (condição em que a pessoa tem medo de multidões e de estar em espaços abertos)
 
Ele é encontrado em embalagens de 20, 30 e 500 (especialmente para hospitais) comprimidos de 0,25; 0,5; 1 e 2 mg e trata-se de um medicamento de uso oral e que pode ser administrado somente em pacientes maiores de 18 anos de idade. A substância está categorizada na classe dos benzodiazepínicos, que atuam como depressores do sistema nervoso central e sua comercialização é autorizada exclusivamente mediante apresentação de receita médica.
 
Alprazolam engorda?
Quando o médico indica determinado medicamento para tratar um problema de ordem física ou emocional, é normal que o paciente fique preocupado em relação aos efeitos colaterais que a substância em questão pode trazer. Se essa pessoa for alguém que se importa com a manutenção da forma e não deseja ganhar quilos a mais, o aumento de peso é algo que gera preocupação.
 
Será, por exemplo, que o Alprazolam engorda? A resposta para essa pergunta é sim, ele pode causar a elevação nos quilos. Isso porque um dos efeitos colaterais mencionados em sua bula é o aumento de peso, categorizado como uma reação comum.
 
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Além disso, outro problema trazido por ele é por conta dos efeitos de fadiga, sedação e sonolência, classificados como muito comuns, que podem fazer com que o paciente se sinta menos disposto a praticar atividades físicas, torne-se menos ativo em seu dia a dia e tenha um gasto calórico menor durante o tratamento com o produto, fator que influencia o acúmulo de calorias e o ganho de peso.
 
Alprazolam emagrece?
Bem, se vimos que o Alprazolam engorda, então certamente ele não emagrece, não é mesmo? Errado. Por mais estranho que isso possa parecer, também é possível experimentar a perda de peso ao tomar esse remédio.
 
É que a diminuição de peso é outra das reações possíveis de ocorrer com a utilização do medicamento, classificada como um efeito comum de ser observado. O Alprazolam emagrece quando provoca a redução no apetite, também apresentada como uma reação comum, o que causa um corte no tamanho das porções nas refeições e no número de calorias consumidas e, por consequência, estimula o emagrecimento.
 
É bem difícil prever se o Alprazolam engorda ou emagrece para você, tendo em visto que cada organismo costuma reagir de uma maneira ao entrar em contato com determinada substância. No entanto, a recomendação é que de qualquer modo os usuários de Alprazolam procurem ter uma alimentação saudável e equilibrada, sem exageros, mas que permita oferecer ao corpo os nutrientes e energia que ele necessita para o seu bom funcionamento.
 
Desse modo, ele estará mais bem preparado para lidar tanto com o estímulo ao ganho ou à perda de peso que pode ser trazido pelo medicamento. Também vale a pena conversar com o médico sobre o efeito em relação à alteração de peso e discutir com ele que medidas podem ser tomadas ao perceber que o uso de Alprazolam engorda ou emagrece para você.
 
Outros efeitos colaterais 
Além do aumento ou diminuição do peso, fadiga e aumento de apetite, esses são alguns dos outros possíveis efeitos colaterais de Alprazolam:
 
Muito comuns – em 10% ou mais dos pacientes:
  • Depressão;
  • Dificuldade na coordenação motora;
  • Comprometimento da memória;
  • Fala empastada;
  • Tontura;
  • Dor de cabeça;
  • Constipação – prisão de ventre;
  • Boca seca;
  • Irritabilidade.
Comuns – entre 1 e 10% dos pacientes:
  • Confusão;
  • Desorientação;
  • Diminuição do desejo sexual;
  • Ansiedade;
  • Insônia;
  • Nervosismo;
  • Sensação de cabeça vazia;
  • Perturbação do equilíbrio;
  • Anormalidade na coordenação;
  • Distúrbios de atenção;
  • Letargia;
  • Tremor;
  • Visão turva;
  • Náusea;
  • Dermatite;
  • Disfunção sexual.
Incomuns – entre 0,1 e 1% dos pacientes:
  • Hiperprolactinemia – aumento do hormônio prolactina no sangue, que é responsável pela produção de leite materno; a condição pode ser observada tanto em homens quanto em mulheres;
  • Hipomania – caracterizada pelo humor anormal e elevado, que pode ser expansivo ou irritado;
  • Estado de euforia;
  • Alucinações;
  • Raiva;
  • Agressividade;
  • Hostilidade;
  • Agitação;
  • Alterações da libido;
  • Pensamento anormal;
  • Pensamentos invasivos;
  • Hiperatividade psicomotora;
  • Contração involuntária, lenta e repetitiva dos músculos;
  • Alterações gastrointestinais;
  • Fraqueza muscular;
  • Hepatite;
  • Problemas no fígado;
  • Icterícia – surgimento de amarelado na pele e mucosas;
  • Incontinência ou retenção urinária;
  • Irregularidade no ciclo menstrual das mulheres;
  • Aumento da pressão intraocular (dentro do olho).
Reações com frequência desconhecida: 
  • Desequilíbrio autonômico do sistema nervoso – caracterizado por sintomas como aumento da frequência cardíaca, pressão baixa ao ficar de pé e dilatação da pupila;
  • Angioedema – inchaço das mucosas
  • Edema periférico – inchaço dos membros do corpo;
  • Fotossensibilidade.
Para os pacientes com transtorno do estresse pós-traumático (TEPT), a interrupção do tratamento com o remédio pode causar irritabilidade, agressividade e pensamentos invasivos. A parada repentina na ingestão da substância ainda pode gerar depressão crônica e leve, insônia, cãibras musculares, cólicas abdominais, suor excessivo, temor, convulsão e crise de epilepsia.
 
Contraindicações e cuidados
Não utilize, sob hipótese alguma, o produto sem a orientação médica e ao receber a ordem de utilizar Alprazolam, tome o cuidado de respeitar a dosagem e frequência indicadas pelo médico. Não aumente a dose prescrita por ele, visto que o medicamento pode causar dependência, e nem interrompa o tratamento sem a sua autorização. Ao sentir os efeitos colaterais, informe-o a respeito e obedeça as suas recomendações sobre como lidar com os problemas.
 
Pessoas que possuam histórico de reações alérgicas a algum dos componentes da fórmula do produto ou de algum remédio do grupo dos benzodiazepínicos não devem fazer o seu uso. Quem tem miastenia gravis, uma doença que atinge os músculos e nervos e causa fraqueza muscular, ou glaucoma do ângulo estreito agudo, condição que traz o aumento da pressão dentro dos olhos, também não está autorizado a utilizar o produto.
 
Mulheres grávidas representam outro grupo de pacientes ao qual a substância não é indicada, seu uso não pode ser feito ao mesmo tempo que a ingestão de bebida alcoólica e é necessário redobrar o cuidado ao executar atividades que exigem atenção como dirigir ou operar máquinas enquanto estiver sob o efeito de Alprazolam.

Mundo Boa Forma

El Niño mais forte acende alerta para proliferação de dengue

Custódio Coimbra / Custódio Coimbra/15.10.2011 - O Aedes
aegypti é capaz de intensificar a transmissão do vírus quando
a temperatura ambiente está quente
O fenômeno, que aumenta as temperaturas, deve ser o mais forte dos últimos 20 anos
 
Rio - Não bastasse 2015 registrar o recorde no número de mortes causadas pela dengue no país — 693 apenas nos oito primeiros meses do ano —, há evidências de que o próximo verão será o cenário perfeito para a multiplicação dos criadouros de Aedes aegypti. Isso porque a previsão é de que enfrentemos o El Niño mais forte das últimas duas décadas. O fenômeno, que aquece as águas do Pacífico, promete trazer ao continente uma estação mais quente e chuvosa do que o normal. Cenário ideal para o mosquito, que se prolifera com o calor e a umidade. Por conta disso, especialistas e autoridades sanitárias temem uma elevação dos casos de dengue, se não houver prevenção eficaz.
 
A estreita relação entre a doença e o El Niño foi comprovada por uma pesquisa liderada pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, que compara os períodos de epidemias de dengue no sudeste asiático com a incidência do fenômeno climático. Os cientistas analisaram relatórios mensais de vigilância sanitária feitos durante 18 anos, com um total de 3,5 milhões de casos notificados no sudeste da Ásia. Segundo eles, a conclusão de que o El Niño ajuda a acelerar a transmissão da doença pode ser estendida a outras regiões tropicais e subtropicais do mundo.
 
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— Temperaturas elevadas criam a circunstância ideal para epidemias de dengue em grande escala, espalhadas por uma ampla região. A capacidade de prever e de se preparar para isso deve levar a esforços mais eficazes de vigilância e controle — afirma o professor de Epidemiologia Willem van Panhuis, principal autor da pesquisa, publicada esta semana na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

Mais de 1,4 milhão de casos
De acordo com o estudo, o vírus da dengue provoca no mundo uma média de 390 milhões de infecções a cada ano. No Brasil, foram registrados, somente até agosto, 1.416.179 casos prováveis de dengue. Esse número quase ultrapassou a quantidade de todo o ano de 2013, quando houve o recorde de 1.452.489 ocorrências.

Já em relação a mortes provocadas pela doença, o maior índice anual foi alcançado agora. Foram 693 até agosto, cerca de 40% a mais do que no ano passado, quando houve 407 mortes. Este é o recorde desde que a doença começou a ser monitorada em detalhes, em 1990.
 
Infectologista do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ, Celso Ramos destaca a grande influência do clima sobre a taxa de incidência de qualquer doença transmitida por mosquitos. Esse é o caso não só da dengue, mas da febre Chicungunha e do Zika, cujo vírus também é carregado pelo Aedes aegypti. O médico explica que o mosquito não controla a temperatura do próprio corpo, então esta sempre depende da temperatura do ambiente. E, quanto mais quente o inseto fica, mais o vírus se multiplica dentro dele, tornando-o mais apto a fazer a transmissão.
 
— O clima é um fator importante, embora não seja determinante. É preciso também muita chuva e umidade no ar. Se estiver muito quente, mas a chuva não vier como o esperado, pode ser que os casos de dengue não aumentem. Mas, como há possibilidade de que isso aconteça, devemos nos preparar para esse cenário pior — diz Ramos.
 
Pesquisas indicam que caixas d’água, galões e tonéis são os principais criadouros do Aedes aegypti, mas vasos de plantas, garrafas, pneus e lixo a céu aberto, entre outros também são focos do mosquito — daí a importância da imunização.
 
— A fêmea do Aedes precisa apenas de uma cópula e consegue colocar ovos em vários lugares, que ficam armazenados por até 450 dias. Ou seja, basta uma chuva para a eclosão desses ovos — diz Sheila Homsani, diretora médica da Sanofi-Pasteur.
 
O superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria estadual de Saúde do Rio, Mário Sérgio Ribeiro, afirma que “já trabalha com a perspectiva do El Niño”. Ele, porém, não deu detalhes de quais novas estratégias de prevenção serão adotadas, pois elas serão diferentes em cada cidade. As secretarias municipais de saúde estão elaborando este mês o planejamento da campanha para o próximo verão.
 
— Sabemos que vamos ter temperaturas mais altas, suficientes para alimentar criadouros. Já trabalhamos com essa perspectiva do El Niño. A ideia é lançar uma nova campanha em novembro e contar muito com a participação da população para identificar criadouros — diz ele.
 
Dexreto "Inconstitucional"
Entre janeiro e julho, houve no estado do Rio 48.797 casos de dengue, número seis vezes maior do que em todo 2014, quando ocorreram 7.819. Porém, foi São Paulo o estado que mais sofreu com a doença, com 252.833 pessoas infectadas no mesmo período. Somente a capital paulista registrou 39.841 ocorrências, ocupando o terceiro lugar entre os municípios com mais casos no estado — atrás de Campinas e Sorocaba. Com isso, Secretaria municipal de Saúde de São Paulo também promete intensificar o combate à dengue a partir do mês que vem.
 
“A Secretaria está finalizando os testes para uso de tablets nas ações de campo para coleta de dados, além do uso de testes rápidos”, diz, em nota.
 
Uma medida recém tomada pelo prefeito Fernando Haddad, porém, tem gerado polêmica. Segundo decreto sancionado por ele no último sábado, será permitida a entrada à força de agentes sanitários nas casas de moradores que resistam a colaborar com a fiscalização. No entanto, para o presidente da Comissão de Direito Constitucional da OAB-SP, Marcelo Figueiredo, o decreto é inconstitucional.
 
— Entrar nas casas à força só pode ser feito com autorização judicial. Seria constitucional, isso sim, um decreto que instruísse as pessoas a contribuírem com os agentes, sob ameaça de multa — diz.
 
O Globo

Relação sexual frequente impacta na fertilidade feminina

De acordo com estudo, a probabilidade de uma pessoa relatar um nível alto de felicidade diminui quando ela acredita que faz menos sexo do que as outras pessoas Segundo estudo, fazer sexo com frequência -- mesmo fora do período fértil -- provoca alterações no sistema imune que preparam o corpo da mulher para a gravidez
 
Quanto mais relações sexuais uma mulher tiver, mais frequentemente seu sistema imunológico receberá a mensagem de que é hora de ter um bebê -- o que aumenta as chances de gravidez. É o que sugerem dois estudos publicados recentemente nos periódico cientificos Fertility and Sterility e Physiology and Behavior.
 
Os estudos, liderados por Tierney Lorenz, uma pesquisadora da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, mostram que, mesmo quando uma mulher tem relações sexuais fora do período fértil, são desencadeadas mudanças em seu sistema imunológico que poderiam aumentar a probabilidade de ficar grávida.
 
"O sistema imunológico media tudo: desde a garantia de que o espermatozoide irá encontrar o óvulo sem ser atacado como um invasor até a implantação do óvulo na parede uterina", explicou Tierney, ao site da revista americana Time.
 
Em ambos os estudos, os pesquisadores analisaram dados de 30 mulheres saudáveis e que não estavam tentando engravidar. Metade delas tinha uma vida sexualmente ativa e a outra não. A diferença entre os estudos é que, enquanto um olhou para as células T -- responsáveis por direcionar o sistema imunológico ao alvo certo e por determinar o melhor tipo de resposta -- , o outro focou nos anticorpos -- que classificam os patógenos como invasores e podem "desarmar" alguns deles.
 
As descobertas mostraram que as mulheres sexualmente ativas tinham maiores níveis de células T tipo 2. Essas células ajudam o corpo a aprender que a presença do que poderia ser visto como um invasor, como o esperma, não é de fato uma ameaça. Essas alterações não foram encontradas na metade do grupo que não tinha relações sexuais frequentes. No segundo estudo, os pesquisadores descobriram que durante a fase lútea (espessamento do útero), as participantes sexualmente ativas tinham níveis mais elevados de imunoglobulina G, que lutam contra doenças sem interferir na saúde uterina.
 
"O ato sexual envia um sinal para o sistema imunológico feminino priorizar as respostas imunes que promovem a concepção em detrimento de outras ações", disse Tierney à Time. Apesar de os resultados estarem baseados na frequência sexual, a autora afirma que mesmo uma única relação fora do período fértil já pode ser útil para ajudar a aumentar a fertilidade.
 
Veja

Grã-Bretanha é o melhor lugar para 'morrer bem'

Paciente internado
Stockbyte/ Thinksotck/VEJA
De acordo com o Índice de Qualidade de Morte, o Brasil ficou na 38ª posição. Ranking avaliou os cuidados paliativos para doentes em estado terminal em 80 países
 
O Iraque foi considerado o pior local para morrer, enquanto a Grã-Bretanha, o melhor. Já o Brasil ficou na 38ª posição -- entre 80 países -- do Índice de Qualidade de Morte 2015, divulgado recentemente pela consultoria Economist Intelligence Unit.
 
O índice analisou a qualidade e a disponibilidade de cuidados paliativos para pacientes em estado terminal. Entre os fatores considerados estavam a disponibilidade, o custo e a qualidade destes tratamentos ao redor do mundo, como alívio da dor, apoio espiritual e psicológico, ajuda aos pacientes para permanecerem ativos, apoio emocional para as famílias e cuidados destinados a "não apressar e nem adiar a morte".
 
Além da Grã-Bretanha, Austrália e Nova Zelândia aparecem no topo do ranking geral. Nas piores posições ficaram, além do Iraque, Bangladesh e Filipinas. "Não é surpresa encontrar países como Grã-Bretanha, Austrália e Nova Zelândia no topo do ranking, considerando a riqueza, infraestrutura e vasto reconhecimento da importância de desenvolver estratégias nacionais de saúde para o fim da vida", disse o estudo.
 
Embora os primeiros colocados tenham sido países ricos e desenvolvidos, houve reconhecimento e elogios para países mais pobres, como a Mongólia, que ficou em 28º lugar no ranking após investimentos em instalações de cuidados paliativos, e Uganda, que ficou na 35ª posição por seus esforços para melhorar o controle da dor.
 
Sheila Payne, diretora do Observatório Internacional para Tratamento no Fim da Vida, disse à rede BBC que a baixa pontuação de nações em desenvolvimento "se deve à falta de financiamento e reconhecimento nestes países sobre políticas públicas de saúde em tratamento paliativo". O relatório também aponta que razões culturais e questões religiosas também influenciam no tratamento dado a pacientes terminais em países como o Japão, a China e a Índia.
 
Até mesmo os países com a melhor classificação no ranking têm problemas em fornecer serviços de cuidado paliativos para todos os cidadãos que precisam. Diante disso, o estudo afirma que são necessárias mudanças culturais para ajudar a melhorar a qualidade de vida de pacientes terminais e suas famílias. Também é preciso uma melhor formação em cuidados paliativos para os profissionais de saúde.
 
Brasil
De acordo com o relatório, os cuidados paliativos no Brasil ainda têm muito que melhorar.
 
Entre os principais obstáculos, estão o ambiente hospitalar para os cuidados e o acesso limitado a profissionais treinados. O país ficou nas últimas posições no quesito disponibilidade de tratamentos e de conhecimento público sobre tratamentos disponíveis no fim da vida.

Veja

Simples exame de sangue pode identificar quem está tendo um ataque cardíaco

Pesquisadores descobriram o nível ideal da proteína troponina no sangue que identifica se a dor no peito é ou não um ataque cardíaco
 
Um simples exame de sangue pode reduzir internações desnecessárias ao identificar as pessoas que procuram ajuda médica por dor no peito causada por algo diferente de um ataque cardíaco.  Pesquisadores dizem ter identificado o nível ideal de uma proteína chamada troponina no sangue abaixo do qual um ataque cardíaco pode ser descartado como causa de dor no peito. Estudo foi divulgado nesta quinta-feira (08/10).

Em um ensaio com cerca de 6.300 pessoas que foram para a sala de emergência com dor torácica em quatro hospitais na Escócia e nos Estados Unidos, o teste identificou corretamente cerca de dois terços dos que não estavam tendo um ataque cardíaco - todos tinham um nível de troponina abaixo de cinco nanogramas (bilionésimos de grama) por decilitro (um décimo de litro).

Isto significa que todos abaixo deste limiar provavelmente poderiam ter sido mandados de volta para casa em vez de serem internados no hospital, afirma a equipe de pesquisadores na revista médica The Lancet. "A aplicação desta abordagem pode reduzir o número de admissões hospitalares desnecessárias e trazer grandes benefícios tanto para pacientes quanto para os serviços de saúde", escreveram os pesquisadores.

Os cientistas ressaltaram, contudo, que a abordagem não deve ser aplicada sem consultar o histórico médico dos pacientes.

A dor torácica é uma das causas mais comuns de hospitalização em todo o mundo, com as orientações internacionais recomendando que as pessoas que se queixam de dor no peito sejam admitidas para testes extensivos. A grande maioria não tem um ataque cardíaco. "Até hoje não havia maneiras rápidas de descartar ataques cardíacos dentro do departamento de emergência", afirmou o autor Anoop Shah, da Universidade de Edimburgo, em um comunicado.

Em um comentário também publicado pela revista The Lancet, os especialistas Louise Cullen e William Parsonage, do Royal Brisbane e Hospital da Mulher na Austrália, e Martin Than do Hospital de Christchurch, na Nova Zelândia, pediram um estudo mais aprofundado antes que uma referência de troponina seja determinada para dispensa antecipada de pessoas com dor no peito.

AFP - Agence France-Presse