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sábado, 14 de novembro de 2015

Hoje é comemorado o Dia Mundial do Diabetes

Mortalidade por diabetes supera a média das mortes por câncer

Dia Mundial do Diabetes serve para ressaltar importância da prevenção, com hábitos saudáveis 

Doença já detectada nas épocas do Egito e da Grécia antigos, o diabetes mellitus continua a ser um perigo nos tempos atuais. O aumento do sedentarismo e da obesidade foram pontos que, segundo a (Organização Mundial de Saúde), nas últimas décadas, potencializaram a doença, baseada na glicemia (nível de açúcar no sangue) alta.

No Dia Mundial do Diabetes, lembrado neste sábado (14), a data foi criada para alertar sobre a importância da prevenção dessa doença crônica (ainda sem cura). De maneira geral, o diabetes atingiu patamares de mortalidade maiores do que os do câncer, segundo alerta o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Ricardo Cohen. Inclusive, segundo ele, alguns tipos de câncer são consequência do diabetes.

— A mortalidade do diabetes, quando comparada ao câncer, em geral é maior. A comparação é difícil, porque cada câncer é diferente, mas em um número global a mortalidade de diabetes ocorre em função de problema cardiovascular, infarte ou derrame, cujo número de mortes é maior do que o do câncer. 

Em levantamento do Ministério da Saúde, as mortes causadas pelo diabetes no Brasil passaram de 24,1 a cada 100 mil habitantes, em 2006, para 28,7 mortes por 100 mil em 2010, ano em que a doença foi diretamente responsável por 54 mil mortes no País. Entre 200 e 2010 o número de mortes subiu 38%. 

Já em documento do Inca (Instituto Nacional do Câncer José de Alencar Gomes da Silva), ligado ao Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade por câncer teve queda no Brasil, entre 2003 e 2012, de 0,53% entre os homens e 0,37% entre as mulheres. Conforme ressaltou Cohen, diabetes amplia ainda mais sua taxa de mortalidade se for considerado causa indireta de mortes, já que doenças como insuficiência renal (nefropatia diabética), acidente vascular cerebral (AVC), infarto e algumas infecções decorrem de quadros graves de diabéticos. 

Responsáveis por 50% das mortes no diabetes, disfunções cardiovasculares são a maior causa de óbitos da doença, segundo a IDF (International Diabetes Federation). "Tem muito diabético que deixa de comer um doce quando poderia", diz médico Entre 2000 e 2010, o número de diabéticos no mundo aumentou 54%. 

Atualmente, ainda de acordo com a IDF, 250 milhões de pessoas têm diabetes no mundo. 

No Brasil, este número é de 12 milhões, segundo a SBD. Em geral, no mundo, a mortalidade da doença é de 9,5%, com níveis ainda mais altos em países de média e baixa renda. Em 90% dos casos, o diabetes é do tipo 2, que incide, em geral, em pessoas com idade acima dos 40 anos, cujos hábitos de vida criaram condições para o desenvolvimento da doença, como obesidade, colesterol e pressão altos. 

Sintomas 
O presidente da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), Luiz Turatti, ressalta que a grande maioria dos casos diagnosticados não apresentam sintomas por um bom tempo. Trata-se, conforme ele diz, de uma doença silenciosa que só vai começar a causar algum tipo de repercussão quando os níveis de açúcar forem muito elevados. Até 99 mg/dl de açúcar no sangue, o indivíduo não tem a doença. E quando o nível for acima de 125 mg/dl o paciente é diabético. 

 — É importante reforçar a ideia de que anualmente os pacientes devem fazer o check-up para saberem se estão ou não com diabetes. A dosagem da glicemia em jejum já dá um parâmetro bastante importante, em relação ao risco desse paciente vir a desenvolver o diabetes. 

Os sintomas podem demorar a aparecer. Mas costumam chegar na forma de tontura, cansaço, vontade de urinar frequentemente (poliúria), boca seca, fome em excesso, sensação de dormência nas mãos e pés, dores estomacais, difícil cicatrização e visão turva, entre outros. O termo diabetes surgiu do sintoma poliúria. O desejo excessivo de urinar foi comparado a um sifão, peça por onde a água passa, até a torneira. É latino, mas veio de uma palavra grega que significa "passar através". Já o termo mellitus, também no latim, quer dizer "doce igual ao mel". 

Prevenção e tratamento
Turatti afirma que, nos últimos anos, os medicamentos, que possibilitam a ação da insulina, e até a introdução de insulina no organismo, muitas vezes de maneira injetável, foram importantes para haver um melhor controle da doença, no caso, da taxa de açúcar no sangue. Mas nem por isso sua gravidade diminuiu. 

 — A questão da gravidade não muda tanto hoje em relação ao passado. O que a gente tem é mais pacientes diabéticos e consequentemente mais pacientes desenvolvendo complicações de diabetes e morrendo por causa disso.

Para Cohen, vários fatores devem ser analisados no tratamento da doença. Inclusive em relação às questões cardíacas.

— Tratar diabetes é fazer tratamento cardíaco preventivo. Tem que tratar diabetes, o colesterol e o peso do individuo, os três. Deve ser um tratamento multidisciplinar, que baixa os três itens, não só glicose, não só pressão, não só os lipídios [gordura]. 

Os pilares para a prevenção da doença são baseados na alimentação saudável, sem excesso de açúcar e carboidratos, e exercícios físicos regulares. 

A atividade física é importante para estimular a produção de insulina e aumentar a capacidade muscular na absorção de glicose. Além disso, é importante o acompanhamento períodico, pelo menos anual, dos níveis de glicose no sangue. 

O nível de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas que transporta a glicose para os tecidos, costuma ser normal nesses casos. O problema é que, devido às condições desfavoráveis, como placas de gordura, o organismo criou "resistência à insulina" e não consegue mais utilizá-la. 

Sem a atuação da insulina, a quantidade de glicose (açúcar) no sangue aumenta, o que provoca sérios danos, já que o atrito do açúcar com as paredes de veias, artérias, por exemplo, promove feridas e corrosão no interior do organismo. Entupimentos também costumam ocorrer, levando a infartes e derrames. 

R7

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

"Parto Leboyer": como é realizado e quem pode fazer?

Postura profissional e princípios filosóficos são focados em não estressar o bebê
 
Dr. Cláudio Basbaum Ginecologia e Obstetrícia - CRM 11665/SP
 
O chamado "Parto Leboyer" foi criado pelo médico francês Frederick Leboyer no início da década de 70, na França. Leboyer foi o primeiro a dar a devida importância ao bebê e ao vínculo entre mãe e recém-nascido no momento do nascimento. Suas ideias partiam de instigantes dúvidas: "nascer é uma experiência agradável?", "por que, quando as crianças vêm ao mundo, gritam ao invés de simplesmente respirar?", "o que há por trás desses gritos do recém-nascido?", "quem se preocupa com este 'sofrimento' do bebê ao nascer?", "poderíamos evitá-lo?".
 
O método foi divulgado ao mundo através do seu livro intitulado "Por um Nascimento Sem Violência", cuja edição brasileira tem o nome "Nascer Sorrindo". Assim, o ritual do nascimento que estava afastado da Natureza - que era excessivamente "medicalizado", dentro de uma fria e impessoal sala cirúrgica muito iluminada, com ruídos e conversas entre os membros da equipe de parto e anestesias, muitas vezes desnecessárias, sem um "clima" condizente com aquele mágico momento de chegada - reencontrava a sua essência.
 
Ademais, o bebê era recebido com excesso de manipulações, muitas vezes também desnecessárias. Naquela época, era comum recebê-lo com a famosa palmada - prática felizmente abandonada -, com a errônea função de estimular a respiração do bebê. Logo em seguida, este era privado do seio materno para logo ser levado para um grande e impessoal berçário.                            
 
Como é realizado o parto Leboyer?
Por que não acolher este "exausto viajante" de uma forma mais afetuosa, num ambiente de penumbra e silêncio, temperatura agradável, tocá-lo e massageá-lo com movimentos suaves, esperando o tempo do cordão parar de pulsar - como a Natureza determinou para melhor fazer a transição respiratória - e entregá-lo ao seio materno, como merecem todos os mamíferos não-humanos?
 
Na chamada etapa seguinte do Parto Leboyer, oferecemos ao bebê uma imersão em água morna, proporcionando a ele a sensação de "volta ao útero", onde relaxa e saboreia gostosamente a situação, próximo à mãe.
 
Finalmente, ao nascer, o bebê está começando a viver a sua "Grande Aventura". Temos que saber respeitar e compreender a agressão que o nascimento pode representar e isto é tarefa que deve ser proporcionada pelo obstetra.
 
A falta do aconchego nessa fase tão primordial, com certeza afetará seu desenvolvimento afetivo e emocional. Como diz o Mestre Leboyer, "é poupando a criança do terror, que se torna o seu nascimento um instante encantado". Por que não suavizar o trauma? E mais, por que aumentá-lo inutilmente?
 
Minha experiência com o parto Leboyer
Tive o privilégio de introduzir no Brasil, em 1974, esses princípios divulgados pelo mestre Leboyer, tendo, na ocasião, rompido alguns paradigmas pré-estabelecidos. Naquele momento, ousei incluir a presença do pai na sala de parto e a sua participação no primeiro banho do bebê aconteceu pela primeira vez no mundo, mesmo no parto cesariana. Isso provocou grande reação contrária no meio médico, mas com extensa aprovação dos protagonistas: a mamãe e o papai do bebê.
 
O Parto Leboyer é um exemplo de renovação do ritual do nascimento e apontado por psicanalistas como um meio de reduzir o "trauma" que significa para o bebê a saída do útero materno. Estudos realizados em "Bebês-Leboyer" defendem que esse tipo de parto gera crianças mais seguras, autônomas precocemente e emocionalmente equilibradas.
 
O parto traz o encontro com o desconhecido, tanto para a mãe como para o seu bebê. Nós temos a obrigação, em todo e qualquer parto, de permitir que a parturiente e o seu companheiro comemorem juntos a primeira integração social de uma criatura que chega ao nosso mundo.
 
Assim sendo, este verdadeiro ritual do nascimento pode e deve ser oferecido a todas as mães e bebês, desde que não estejam ocorrendo anormalidades do ponto de vista médico da evolução do parto e do bem estar fetal. Há 40 anos ofereço, no ambiente do parto, aos meus bebês, os princípios adotados por Leboyer, mesmo quando resolvido através de uma operação cesariana.                            
 
É importante saber:
Rigorosamente, não existe um "Parto Leboyer" e muito menos uma sala específica para tal! O trabalho de parto deverá evoluir sempre obedecendo a todos os critérios e cuidados recomendados para a boa assistência obstétrica, seja por qual via ocorrer, vaginal ou cesárea, em qualquer local condizente com um nascimento ou sala de parto convencional, sem adaptações específicas.
 
Mas o momento da chegada do bebê, ou seja, o seu nascimento, pertence a "ele" e não ao médico ou sua equipe. Assim, particularmente, eu prefiro falar em "Nascimento Leboyer", já que não se trata de uma modalidade ou técnica específica de parto, e portanto, realizável nos ambientes compatíveis a qualquer assistência a um parto.
 
É apenas exigível que sigamos os princípios filosóficos e a postura profissional que norteiam o chamado "Nascimento Sem Violência", compreendendo e respeitando o bebê como pessoa que já é. O que importa é o restabelecimento da naturalidade do nascimento, sem as desnecessárias distorções das medicina institucionalizada.

Foto Reprodução
 
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Anticoncepcional Microdiol Engorda ou Emagrece?

O Microdiol é um entre os muitos anticoncepcionais orais disponíveis no mercado
 
Trata-se de um combinado de substâncias ativas de estrogênio etinilestradiol e o progestagênio desogestrel. Em alguns estudos clínicos identificou-se que o Microdiol tem bons resultados na prevenção da gravidez, bom controle do ciclo menstrual, poucos efeitos colaterais e reduzido índice de descontinuidade.
 
A embalagem, assim como a maioria, contém 21 drágeas que devem ser ingeridas uma a cada dia até o término. A alteração do peso, tanto aumento quanto perda, é um fator que pode fazer com que muitas mulheres optem por outros métodos contraceptivos ou até mesmo deixem de utilizar a pílula.
 
Trata-se de um fator determinante para a escolha da mulher, por isso, muitas delas recorrem a sugestões de amigas, conhecidas ou até mesmo de informações na internet para sanar essas dúvidas e fazer a melhor escolha, sem interferir no ganho de peso.
 
Pensando nisso, abaixo está um apanhado de informações para você descobrir se o anticoncepcional Microdiol engorda mesmo ou se isso é apenas um mito. Será que vale a pena escolhê-lo ao invés de outras marcas?
 
Modo de usar
O primeiro comprimido a ser ingerido deve ser no primeiro dia da menstruação e seguir por mais 20 dias ininterruptamente até finalizar a cartela. Uma vez finalizada, deverá ocorrer a menstruação e então uma pausa de sete dias deve ser respeitada, iniciando uma nova cartela no oitavo dia. Esse procedimento é orientado para qualquer comprimido, sendo norma padrão de consumo de contraceptivo oral. Lembre-se que o medicamento deve ser mantido em temperatura ambiente, protegido da luz e umidade (entre 15 e 30°C) para manter suas propriedades e respostas efetivas.
 
Efeitos colaterais
Alguns efeitos relatados e possíveis em alguns casos são: sangramento intermenstrual, amenorreia pós-medicação, alterações na secreção cervical, agravamento de endometriose, infecções vaginais, sensibilidade, dor e aumento dos seios, náuseas, vômitos, tromboses, aumento da pressão arterial, erupção na pele, sensibilidade dos olhos, redução da tolerância à glicose, dores de cabeça, alterações de humor e peso.
 
Portanto, a alteração de peso está descrita como um dos efeitos colaterais, mas isso não significa que o anticoncepcional Microdiol engorda sempre, pois isso varia de pessoa para pessoa. Por isso que uma consulta ao ginecologista é tão indicada e importante para a saúde da mulher. Optar pelo uso de um anticoncepcional por indicação de outras pode não ser a melhor alternativa, lembrando que as reações e efeitos variam em cada uma de acordo com seu biotipo, hormônios, etc.
 
Algumas mulheres também podem imaginar que o anticoncepcional Microdiol emagrece, mas não há relatos de alterações do peso para baixo.
 
Retenção de líquidos
Um problema que acomete a maioria das mulheres que ingere anticoncepcional oral é a retenção de líquido. Trata-se de uma reação natural do corpo, dependendo do medicamento e do biotipo da mulher, fazendo com que o corpo reaja aos componentes da fórmula. Essa retenção de líquido pode causar um inchaço indesejado nas mulheres, levando ao ganho de peso na balança.
 
Essa predisposição não indica que o anticoncepcional Microdiol engorda necessariamente, mas sim que a mulher está com excesso de líquido no corpo e isso pode se manifestar em várias regiões do corpo como pernas, bumbum, braços e não somente abdômen.
 
Como solucionar?
Geralmente essa retenção apenas dura o início da cartela, enquanto a mulher ainda está em fase de se adaptar ao medicamento, porém, algumas outras mulheres podem ver esse problema se estender por meses; neste caso, vale a pena agendar uma nova consulta com o ginecologista visando uma possível troca de anticoncepcional.
 
Importante ressaltar que nem sempre a retenção de líquido ou ganho de peso repentino está associado ao medicamento. Portanto, antes de afirmar que o anticoncepcional Microdiol engorda, vale observar se a sua dieta alimentar está equilibrada, se tem praticado atividades físicas e se não há a possibilidade de nenhuma doença hormonal se manifestando, como problemas na tireoide, por exemplo. Realizar uma série de exames pode ser importante para determinar uma casa para isso.
 
Para reduzir as chances de ganho de peso por causa do anticoncepcional procure se alimentar adequadamente inserindo legumes, verduras, frutas, bem como proteínas e carboidratos de baixo índice glicêmico em sua dieta e cortar alimentos açucarados e industrializados.
 
Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite - (no G+)