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sábado, 5 de março de 2016

TCE-RJ manda suspender queima de remédios vencidos para tentar troca

Auditores descobriram que contratos preveem troca sem custos. Incineração de 300 toneladas custaria R$ 3 milhões aos cofres públicos

O Tribunal de Contas do Estado suspendeu novas incinerações de medicamentos vencidos no Rio de Janeiro. Auditores do órgão descobriram que parte das toneladas de medicamentos que estragou nos depósitos do estado poderia ser trocada pelos laboratórios farmacêuticos.

Segundo o TCE, os técnicos do órgão examinaram contratos e descobriram que mesmo vencidos, os medicamentos com prazo de validade vencido poderiam ser trocados com os laboratórios sem custos. A norma, segundo o Tribunal, estabelece que se o laboratório entregar o remédio após decorridos 15% do tempo de fabricação, ele é obrigado a trocar quando vencer.

Se o estado compra, por exemplo, um antibiótico fabricado em janeiro de 2013 e que teria 36 meses de validade, se ele tivesse chegado ao estado depois de junho de 2013 seria trocado quando vencesse.

Conforme mostrou o RJTV, só de vacina dupla viral 340 mil doses foram jogadas fora pelo governo do Rio de Janeiro, além de 35 mil de rotavírus e outras cinco mil doses de vacina contra raiva canina. Só essas vacinas representam um desperdício de mais de R$ 1 milhão.

Atualmente, segundo o TCE, existem 300 toneladas de medicamentos vencidos na Central Geral de Abastecimento da Secretaria Estadual de Saúde. Para incinera-los, o governo vai desembolsar R$ 3 milhões. Por isso o órgão determinou que a queima seja suspensa.

“A equipe de auditoria constatou que destas 300 toneladas que estão prestes a serem incineradas existem medicamentos nesta condição [que podem ser trocadas pelos laboratórios] e descobriu que nas 700 toneladas já incineradas, existiam também medicamentos que poderiam ser substituídos, que infelizmente não foram e foram incinerados”, disse o presidente do TCE, Jonas Lopes.

A Secretaria Estadual de Saúde disse que vai cumprir a decisão do TCE de suspender a incineração e que uma sindicância apura a situação de todos os medicamentos no depósito. A Secretaria informou também que está avaliando se é possível trocar os remédios já vencidos.

O TCE determinou que a Logrio - responsável pelo depósito - não apague nenhuma informação do sistema de informática usado para controlar o estoque de medicamentos.

G1

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Turma 82 São Camilo - Taubaté


Encerramento do Módulo de Gestão de Logística Hospitalar na Pós Graduação em Administração Hospitalar, Turma do Hospital Regional do Vale do Paraíba - Taubaté - SP 
Fevereiro 2016

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Mars anuncia recall de barras de chocolate em 55 países

Mars faz recall de barras de chocolate em 55 países (Foto: Fabrizio Bensch/Illustration/Reuters)Elemento plástico foi encontrado em um dos produtos do grupo. Recall também inclui bombons Celebrations

O gigante da fábrica de chocolates Mars ordenou nesta terça-feira (23) a retirada de suas barras Mars, Snickers, Milky Way, bombons celebrations e Mini Mix das lojas em 55 países, segundo a Associated Press. O chamado foi feito após ser encontrado um elemento plástico em um dos produtos do grupo.

Inicialmente, o recall foi anunciado nas lojas da Alemanha, informou a AFP. O recall de todos os produtos tem data de vencimento entre 19 de junho de 2016 e 8 de janeiro de 2017.

O porta-voz da empresa na Holanda, Roel Govers, confirmou à AP nesta terça que a ação de recall afeta 55 países, mas não especificou quais nem forneceu mais detalhes.

Segundo a agência alemã DPA, o problema afeta produtos produzidos na Holanda no começo deste ano. A autoridade de saúde holandesa reportou um comunicado da Mars afirmando que um pedaço de plástico encontrado em um produto poderia levar ao sufocamento.

Foto: Fabrizio Bensch/Illustratiom/Reuters

G1

Picada de escorpião: agilidade no atendimento diminui riscos para crianças e idosos

Parece inofensivo, mas não é. A picada de um escorpião provoca dor intensa e contínua por horas, podendo seguir-se de náuseas, vômitos, transpiração, choque e, em alguns casos, o óbito

Crianças menores de sete anos e adultos maiores de 70 anos merecem atenção redobrada, uma vez que a letalidade aumenta significativamente nesta faixa etária. O responsável pela equipe do Pronto-Socorro Adulto e cirurgião geral do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Dr. Pedro Ivo Monteiro Pacheco, ressalta a importância de um atendimento imediato, principalmente nesses casos. “A agilidade no atendimento eleva a chance de recuperação breve do paciente e diminui as complicações que a picada pode provocar”, afirma.

Segundo dados da Divisão de Zoonoses do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, mais de 14 mil ataques foram registrados no ano passado, o que significa cerca de 1.700 casos a mais se comparado a 2014.

O especialista orienta que a pessoa picada lave imediatamente o local atingido com água e sabão. Também é indicada a utilização de analgésicos e compressas mornas, para dar algum conforto ao acidentado durante o transporte até um hospital próximo.

Já nos casos mais graves, deve ser usado o soro antiescorpiônico. O médico aconselha, sempre que possível, a levar o escorpião ao serviço de saúde. “Esta atitude é muito importante, pois assim define-se com segurança a espécie que provocou o acidente e o tratamento a ser instituído”, orienta.

Para reduzir os riscos de um ataque deste tipo de aracnídeo, o especialista alerta para o uso de calçados e luvas durante atividades em locais rurais e de jardinagem. Além de examinar cuidadosamente os calçados e roupas pessoais, de cama e banho, antes de usá-las. Não acumular lixo orgânico, entulhos e materiais de construção, vedar as frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros e rodapés e fechar ou tampar ralos de banheiro e pias e lavatórios são ações indispensáveis para evitar a entrada deste animal.

Entre os incidentes mais frequentes no Brasil estão os provocados pelo escorpião amarelo (Tityus serrulatus) e o escorpião marrom (Tityus bahiensis), comuns de serem encontrados em entulhos, pedras, cascas de árvores e dentro de domicílios - principalmente em sapatos e roupas.

Foto: Reprodução

Informações para a imprensa:
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Lucio Agberto – lucio.agberto@tree.inf.br

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Paciente morre após esperar 8 h em ambulância em frente a hospital

Paciente morreu após esperar 8h dentro de ambulância por vaga em UTI (Foto: Reprodução/ TV Morena)Idoso conseguiu vaga em UTI depois que polícia foi chamada, em MS. Ambulância ficou ligada para manter aparelhos funcionando, diz família

Um morador de Costa Rica, cidade a 338 km de Campo Grande, morreu na madrugada desta segunda-feira (22) depois de ficar 8 horas dentro de uma ambulância em frente ao Hospital Universitário (HU) da capital sul-mato-grossense à espera de uma vaga em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele morreu no Hospital Regional, onde conseguiu leito depois que a polícia foi chamada.

O HU disse que informou a Secretaria de Saúde de Costa Rica que não havia vaga de UTI disponível. Falou ainda que a família do paciente tentou forçar a entrada dele no hospital.

Segundo informações da família da vítima, Sebastião Nogueria da Silva, de 62 anos, precisava de internação por conta de uma insuficiência respiratória aguda, mas o hospital de Costa Rica não tinha vaga.

A equipe médica local conseguiu autorização da Central de Regulação de Vagas de Mato Grosso do Sul para transferir o paciente para o HU, conforme documento entregue à família.

"Entubaram para garantir a vida dele na viagem e foi liberada vaga pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), que é a central, às 11h16", disse o filho do paciente, Wesley Campos da Silva.

A ambulância de UTI móvel saiu de Costa Rica com o paciente às 12h (de MS) de domingo (21) e chegou no HU por volta das 16h30. No hospital, a família foi informada por funcionários que não havia vaga. Enquanto a família tentava resolver o problema, o idoso ficou dentro da ambulância, em frente ao hospital, por 8 horas. Durante esse tempo, a UTI Móvel teve que ficar ligada para manter o funcionamento dos aparelhos essenciais ao paciente.

Segundo a filha de Sebastião, Tatiane Maria Campos Silva Rodrigues, uma enfermeira do hospital disse que a vaga do paciente tinha sido errada, porque o HU estava sem leito, e orientou que a família ligasse para a Central de Regulação de Vagas para tentar transferência para outro hospital.

"A gente mostrando o papel, falando que era para lá, e eles falaram que não, que não tinha vaga, que não tinha como atender, porque tinha muito paciente. Questionamos a enfermeira do hospital, ela falou que a vaga tinha sido errada porque não tinha leito para ele lá, que era pra gente ligar pra Central e vir para outro hospital. Para a gente esperar que de quatro a cinco horas ia sair vaga em outro hospital, só que a gente não podia sair de lá porque a nossa vaga era para lá", explicou a filha.

Diante do impasse, a família resolveu chamar a polícia. O idoso conseguiu vaga em outro hospital depois que o delegado Hoffman D'ávila, da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Piratininga, chegou no HU.

"É um absurdo. Eu fiquei pasma de ver a forma que a gente foi tratado lá. Eu já fui em outros lugares e nunca vi um pessoal tão mal educado. Sinceramente, eu fiquei boba de ver como eles tratam as pessoas", desabafou a filha.

Foto: Reprodução/TV Morena

G1