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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Lei 13.021/14: Justiça decide a favor da presença de farmacêuticos na saúde pública

2012 07 11 justicaNa última semana, foi publicada decisão favorável ao CRF em recurso interposto pelo Município de Ourinhos visando reformar decisão que havia declarado lícitas as autuações aplicadas pelo Conselho Regional de Farmácia em virtude de suas Unidades Básicas de Saúde (28 no total) não possuírem responsável técnico farmacêutico

O Desembargador Johonson Di Salvo, Relator do Processo, entendeu que com o advento da Lei nº 13.021/2014 as farmácias e drogarias não são meros estabelecimentos comerciais, mas unidades de prestação de assistência farmacêutica à saúde e, portanto, necessitam de farmacêutico durante todo o período de funcionamento do local. “

A partir da nova Lei nº 13.021/2014, farmácias e drogarias deixam de ser meros estabelecimentos comerciais para se transformar em unidades de prestação de assistência farmacêutica e à saúde, além de orientação sanitária individual e coletiva; o mesmo ocorre com locais públicos e privados de dispensação de medicamentos (manipulados e/ou já industrializados). E a impõe a obrigatoriedade da presença permanente (art. 6º, I) do farmacêutico naquilo que ela mesma trata como farmácias de qualquer natureza”, afirmou.

Outro ponto importante relatada pelo Desembargador, foi em relação a obrigatoriedade da presença de farmacêutico em dispensários públicos.

Segundo ele, “após a edição da nova lei das farmácias, todos os estabelecimentos dessa natureza, inclusive os dispensários públicos e os hospitalares públicos e privados, têm o dever legal da manutenção de farmacêutico nos seus quadros, em tempo integral. A única exceção corria à conta da Medida Provisória nº 653/2014, para aos estabelecimentos privados de micro e pequeno porte; todavia, a referida Medida Provisória perdeu sua eficácia (Ato Declaratório do Presidente da Mesa do Congresso Nacional nº 47, de 2014).”

Leia aqui a decisão na íntegra.

Monica Neri Assessoria de Comunicação CRF-SP

CRF-SP

Uso excessivo de anti-inflamatórios pode prejudicar a saúde

Medicamentos são importantes para controlar doenças crônicas, reduzir os riscos de complicações e recuperar a saúde. Mas quando ingeridos em excesso, podem ser muito mais prejudiciais do que benéficos

Aline Czezacki

Um exemplo de medicamento usado mais do que o necessário pela população e que pode causar danos ao nosso organismo é o anti-inflamatório.

Existem diferentes classificações desse medicamento. Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) representam um grupo com ações analgésica (alívio da dor), antipirética (diminui a febre), inibidora da agregação de plaquetas, além, claro, da ação anti-inflamatória. São exemplos: ibuprofeno, diclofenaco, nimesulida, entre outros. Não fazem parte deste grupo os medicamentos com componente esteroide ou costicosteroide, como prednisolona, dexametasona, hidrocortisona, entre outros.

Dados da Pesquisa Nacional sobre Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos no Brasil (PNAUM), mostram que pelo menos 8,5% da população usaram anti-inflamatórios nos 15 dias anteriores à entrevista. Foram entrevistados mais de 40 mil indivíduos nas cinco grandes regiões do país. Os principais motivos de uso destes fármacos foram dor (49,4%) e febre (9,8%).

Mas quais são os perigos da ingestão excessiva desses remédios? Os AINEs precisam de uma atenção especial, por exemplo, porque diminuem a produção de prostaglandinas, que são substâncias naturais em nosso organismo envolvidas no processo da dor, inflamação, febre, proteção do estômago, trabalho de parto, controle de pressão arterial, menstruação, entre outros.

A diminuição de prostaglandinas interfere na ocorrência de gastrites, úlceras, problemas nos rins, fígado e coração, aumento da pressão arterial e oferece dificuldade no nascimento de uma criança. A insuficiência renal é um dos problemas mais graves acarretado pelo uso excessivo, já que com a redução de prostaglandinas, o processo de filtragem do sangue pelos rins fica comprometido e reduz a eliminação do sódio pelo órgão.

Além disso, os AINEs ainda podem aumentar o risco de sangramentos/hemorragias quando usados por pessoas tratadas com anticoagulantes, ou pacientes com dengue. Também podem diminuir o efeito dos anti-hipertensivos (medicamentos para pressão alta). Em casos de cirurgias e fraturas, ou extrações de dente, podem prejudicar o processo de cicatrização/restauração e aumenta a chance de hemorragias.

O Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde recomenda que os AINEs sejam usados nas doses mais baixas, pelo mínimo tempo possível e necessário para aliviar inflamações , sempre de acordo com prescrição médica.

A inflamação é um processo natural, benéfico e necessário para a defesa e a reparação do organismo, que deve ser interrompido somente quando necessário. Também cabe ao próprio corpo produzir substâncias anti-inflamatórias capazes de agir nessas situações. Sendo assim, o combate à inflamação só é necessário quando sinais e sintomas, como inchaço e dor, são tão intensos a ponto de se tornarem desconfortáveis e incapacitantes (inflamação no joelho ou inflamação de garganta, por exemplo).

E o que fazer para evitar o uso dos anti-inflamatórios? A Cartilha para a promoção do uso racional de medicamentos estabelece que, para algumas doenças, medidas como dietas, repouso e exercícios podem ser mais eficazes do que remédios. Em situações de inflamação localizada, gelo, repouso e imobilização podem ser suficientes. É importante lembrar que apenas um profissional de saúde habilitado pode indicar o tratamento adequado para determinadas doenças ou inflamações

Atendimento
Os efeitos colaterais pelo uso de AINEs são mais comuns depois de alguns dias de tratamento, mas às vezes podem ocorrer logo após a primeira dose. Em geral, os efeitos no estômago (dor, náuseas, vômito) podem ser diminuídos se o medicamento for ingerido com o paciente em pé ou sentado, com um copo de água (cerca de 250 mL), junto ou logo após uma refeição. Na maioria dos casos, os efeitos colaterais cessam com a interrupção do tratamento. Quando há necessidade de uso prolongado, o médico pode prescrever outro medicamento, para ser tomado pelo mesmo período, e, assim, evitar os efeitos colaterais no estômago.

Orientações para prevenir efeitos colaterais podem ser obtidas com o próprio profissional que prescreveu o medicamento e/ou com um farmacêutico. Em caso de efeito colateral leve, pode ser consultado o farmacêutico ou outro profissional da equipe da saúde da família (ESF) ou de uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Em situações de efeito mais intenso, como sangue nas fezes, inchaço na perna ou em todo o corpo, recomenda-se procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Blog da Saúde

5 coisas que a cor da sua urina diz sobre a sua saúde

Será que a cor da sua urina está lhe enviando “alertas” sobre o seu estilo de vida ou mesmo sobre uma possível doença?

A urina das pessoas varia amplamente de cor. De manhã, ela tende a ser muito mais escura do que no final do dia. Mas há alguns alertas na cor da sua urina que você não deve ignorar, dizem os especialistas.

A professora Clare Collins, da University of Newcastle, disse que a urina deve ter cor de palha. Se a sua urina é tão incolor quanto a água, é porque você provavelmente tomou mais líquido do que precisava.

Uma urina cor de melaço ou muito escura é um alerta de que você deve se consultar com um médico.

Embora possa ser devido à desidratação extrema, também pode ser um sinal de doenças hepáticas, como hepatite e cirrose, onde há um acúmulo de bilirrubina na urina

Urina “marrom”
Se a sua urina está marrom escura, isso pode ser um sinal de desidratação severa ou um aviso sobre uma possível doença no fígado.

A Cleveland Clinic sugere que você beba muita água e continue verificando a cor da urina para ver se ela muda.

Caso ela continue marrom, entre em contato com um médico.

Urina vermelha
Na maioria dos casos, esta coloração alarmante é apenas o efeito colateral da ingestão de alimentos como beterraba - mas pode ser algo bem pior.

É preciso apenas uma pequena quantidade de sangue para deixar a urina rosada, o que pode acontecer por conta de esportes de alto impacto, que podem causar um efeito sobre a bexiga.

Mas também pode ser um sinal de uma doença mais grave, como pedra nos rins ou até mesmo câncer. Se o problema persistir, consulte um médico.

Urina clara
Na maior parte das vezes, não é necessário se preocupar, mas em casos raros, os fãs de esportes tomam tanta água que seus corpos não conseguem se livrar dela.

Precisamos frisar novamente que isso é muito, muito raro, mas se você estiver preocupado sobre estar tomando água demais, basta passar a tomar apenas quando estiver com sede, em vez de beber água apenas para melhorar o desempenho.

Foto: Reprodução

Yahoo

terça-feira, 26 de julho de 2016

Sangue do Cordão Umbilical pode ser doado em bancos públicos

Você sabia que existem bancos financiados pelo Ministério da Saúde e coordenados pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), que colhem e armazenam o sangue do cordão umbilical e placentário (SCUP), rico em células tronco?

Aline Czezacki

Ministério-da-Saúde---Doação-Salva-Vidas-Victor

Essa amostra fica disponível em um cadastro nacional para atender pacientes que precisem de um transplante de medula óssea. A doação em banco público não custa nada para quem doa, e nem para quem recebe.

Mas por que o SCUP é importante? Porque esse sangue, encontrado no interior do cordão umbilical, é rico em células-tronco hematopoéticas. Essas células são capazes de produzir os elementos do sangue (hemácias, leucócitos e plaquetas) essenciais para o transplante de medula óssea.

Assim como o princípio de qualquer outra doação, a opção de doar o sangue do cordão também deve ser voluntária. Existem as opções de doação para banco público, onde o material pode ser utilizado por qualquer paciente que necessite de um transplante. Também pode ser feita a modalidade de doação familiar direcionada, onde o sangue pode ser utilizado em benefício de um irmão doente que precise do transplante. Nesse caso, é a mãe do bebê que autoriza.


Doar para um Banco público ajuda a aumentar as chances de compatibilidade de pacientes que não possuem doadores com grau de parentesco. Além disso, as células ficam disponíveis imediatamente após o congelamento e registro na rede BrasilCord, sem haver a necessidade de submeter o doador à retirada da medula óssea. Outra vantagem é que não é necessária a compatibilidade total entre o sangue de cordão e o paciente. Apenas a compatibilidade parcial é suficiente para o transplante.

As mães que tiverem interesse em doar o SCUP do recém-nascido devem procurar o banco da BrasilCord mais próximo para entrevista. Existem critérios específicos que devem ser levados em conta, como: ter entre 18 e 36 anos, ter feito no mínimo duas consultas de pré-natal documentadas, estar com idade gestacional acima de 35 semanas no momento da coleta e não possuir, no histórico médico, doenças neoplásicas (câncer) e/ou hematológicas (anemias hereditárias, por exemplo).

Atualmente existem no Brasil 13 bancos públicos de sangue do cordão umbilical da rede BrasilCord que diversificam o material genético disponível para transplantes e facilitam a localização dos doadores em todo o território nacional. São quatro bancos em São Paulo (dois na cidade de São Paulo, um em Campinas e um em Ribeirão Preto), um na cidade do Rio de Janeiro (no INCA), um no Distrito Federal (Brasília), um em Santa Catarina (Florianópolis), um no Rio Grande do Sul (Porto Alegre), um no Ceará (Fortaleza), um no Pará (Belém), um em Pernambuco (Recife), um no Paraná (Curitiba) e um em Minas Gerais (Lagoa Santa).

Saiba mais sobre a Rede BrasilCord e a doação de sangue do cordão umbilical. Acesse o site do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), clicando aqui.

Blog da Saúde

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Plano de saúde cooptava médicos para reaproveitar material cirúrgico, revela investigação

Esquema teria sido arquitetado por dois diretores da Unimed Federação do Estado do Rio de Janeiro. Material irregular foi encontrado e apreendido em 6 hospitais particulares

Foto: Reprodução

Uma investigação revela: um plano de saúde, no Rio de Janeiro, recrutava médicos para que eles reaproveitassem material cirúrgico em procedimentos cardíacos. A técnica é proibida pela Anvisa. Todos os médicos envolvidos no esquema e mais os representantes do plano foram denunciados esta semana à Justiça.

Veja na reportagem de Mahomed Saigg e Paulo Renato Soares. Veja as notas de esclarecimento dos citados na reportagem:

O advogado Marcio Delambert dos senhores Francisco José de Oliveira e José Carlos Pires de Souza, enviou nota à imprensa:

"Nenhum procedimento do PAC autorizava o uso de material reprocessado, fora dos parâmetros legais. Os médicos renomados e suas respectivas equipes médicas contratadas faziam a aquisição direta dos materiais para a execução dos procedimentos. De todos os hospitais mencionados apenas um tinha vínculo com o PAC. Por fim, na qualidade de gestores sempre observaram critérios éticos definidos pelas Sociedades Médicas de Cardiologia para a boa execução de seu trabalho. Cabe ressaltar que,nos últimos 10 anos de monitoramento rigoroso dos resultados do PAC, não houve um único caso de complicação, o que assegura absoluta tranquilidade aos pacientes assistidos. Consideram a acusação equivocada pois foram curiosamente desconsideradas provas e relevantes documentos apresentados à autoridade policial. Assim que citados vão apresentar imediatamente sua defesa de modo a demonstrar a fragilidade da acusação promovida pelo Ministério Público."

A direção do Hospital de Clínica de Niterói e o responsável pelo setor de Hemodinâmica, Dr. Carlos Henrique Eiras Falcão informam que cumprem rigorosamente a legislação vigente estabelecida pela ANVISA. E, esclarecem que não têm contrato ou qualquer acordo comercial com o “PAC da Unimed Federação”, para realização de procedimentos na área de eletrofisiologia – nem com suas equipes próprias, nem com equipes de médicos assistentes. Ou seja, o hospital não atende pacientes de eletrofisiologia pelo PAC Unimed.

Quanto à Dra. Olga Ferreira, a acusação contém erros técnicos grosseiros e representa irreparável injustiça, na medida em que os cateteres apreendidos podem ser reprocessados, sem quaisquer riscos para a saúde humana, na forma da regulamentação da ANVISA e das boas práticas da medicina adotadas em todo o mundo.

Jacob Atiê
“Desconheço o teor do processo criminal, motivo pelo qual não irei comentá-lo; A literatura médica comprovou que o uso de materiais reprocessados não aumenta o risco para pacientes; O uso de materiais reprocessados é prática adotada por inúmeros países e aceita por diversas entidades de classe e associações científicas – brasileiras e internacionais; A Cardioritmo usa somente materiais cujo reprocessamento é permitido pela ANVISA há décadas e com sucesso, pois nunca teve um único caso de infecção ou complicação pós-operatória decorrente do reprocessamento de materiais; Deploro qualquer tentativa de criminalização de toda uma especialidade médica com base em ilações, suposições e conjecturas sem o menor embasamento científico.”

Luis Gustavo Belo de Moraes
Venho mui respeitosamente me manifestar sobre o processo do Ministério Público Estadual do RJ que me denuncia como integrante de "quadrilha medica", "que reprocessava material de Eletrofisiologia". A denuncia aceita não contemplou a robusta e sólida defesa enviada. Estou confiante que em juízo possamos efetivamente apresenta-la.

O reprocessamento do material se fazia em conformidade com as normas da Anvisa e seguindo um Protocolo registrado na Vigilância Sanitária Estadual.

Além de permitido, cumpria uma finalidade social, possibilitando o acesso ao procedimento por usuários de planos básicos e ecológica, com a reciclagem do material.

Os procedimentos de Eletrofisiologia realizados no SUS, utiliza os mesmos materiais reprocessados. Desde a abertura do inquérito, esses pacientes deixaram de ter suas arritmias curadas.

Atenciosamente, Luis Gustavo Belo de Moraes, medico da CardioRitmo.

"Com relação ao dr. Odilon Carvalho, a acusação é inteiramente injusta, pois todos os cateteres apreendidos PODEM, sem qualquer risco à saúde humana ou aos pacientes, ser reprocessados, de acordo com diretrizes da Anvisa, dos fabricantes dos materiais e das boas práticas internacionais da medicina."

A Bioxxi esclarece que cumpre todas as normas estipuladas pela Anvisa. Em relação à denúncia sobre a qual ainda não tem conhecimento, declara que colaborará com a Justiça no sentido de prestar todos os esclarecimentos necessários, como sempre fez quando foi solicitada.

A Clínica São Vicente informa que, sobre as acusações da Subsecretaria de Inteligência e do Ministério Público do Estado, de que as instalações do hospital eram usadas como depósito de material cirúrgico proibido de ser reutilizado, tais acusações não procedem. Estes materiais objetos da denúncia pertencem a empresa Cardiorritmo e nunca foram utilizados nos procedimentos cirúrgicos da Clínica São Vicente. Apesar da Cardiorritmo estar localizada no endereço da Clínica São Vicente, suas atividades, administração e gestão são independentes do hospital. A Clínica São Vicente reafirma seu compromisso em ser cumpridora das normas da Anvisa.

A direção do Hospital de Clínica de Niterói e o responsável pelo seu setor de Hemodinâmica, Dr. Carlos Henrique Eiras Falcão informam que cumprem rigorosamente a legislação vigente estabelecida pela ANVISA. E, esclarecem que não têm contrato ou qualquer acordo comercial com o “PAC da Unimed Federação”, para realização de procedimentos na área de eletrofisiologia – nem com suas equipes próprias, nem com equipes de médicos assistentes. Ou seja, o hospital não atende pacientes de eletrofisiologia pelo PAC Unimed.

Os hospitais Copa e Quinta D'Or rejeitam com veemência o teor da matéria e reafirmam seu compromisso inegociável com a qualidade no atendimento médico hospitalar, esclarecendo que possuem certificação internacional e rigorosos processos de auditoria e controle de qualidade permanente. Além disto, adotam rígidos protocolos assistenciais que asseguram a observância de todas as regras e determinações regulatórias de saúde aplicáveis, incluindo aquelas da Anvisa. Temos como principal missão assegurar o correto atendimento médico e a atenção total à saúde e bem-estar de todos os nossos pacientes.

A Casa de Saúde Santa Martha é mais uma vítima de uma quadrilha que parece ter agido em vários hospitais na mesma região metropolitana. Desde logo esclarece que jamais adquiriu ou teve ciência sobre a reutilização irregular de materiais em suas dependências. Não foi ainda chamada para depoimento, mas pretende contribuir com as investigações.

Nota da Unimed Federação Rio:
Ao ser notificada sobre a investigação, a Unimed Federação Rio se colocou integralmente à disposição das autoridades e órgãos competentes para esclarecimentos e iniciou imediatamente a apuração interna das denúncias a fim de tomar as providências previstas na lei. A Unimed Federação Rio informa que segue rigorosamente as legislações nacionais e internacionais para utilização de materiais médico-hospitalares passíveis de reprocessamento, assim como a conduta ética estabelecida pelo Sistema Unimed.

Nota do Hospital Unimed-Rio:
O Hospital Unimed-Rio informa que segue rigorosamente as legislações nacionais e internacionais para a utilização de materiais médico-hospitalares passíveis de reprocessamento, repudia veementemente qualquer conduta contrária às normas vigentes e tomará todas as medidas cabíveis para assegurar o cumprimento das boas práticas.

Resposta do advogado Nélio Machado, dos médicos Nilson Araújo de Oliveria Junior, Hécio Affonso de Carvalho Filho e Cláudio Munhoz da Fontoura Tavares:

“Não há um paciente que tenha se queixado, não existe exposição de risco à saúde de quem quer que seja, e chama-los de participes numa organização criminosa é alguma coisa que ultrapassa os limites inclusive da atuação institucional do ministério público, quando este caso tiver o seu pleno esclarecimento, providências serão tomadas para coibir aquilo que considero, na nossa perspectiva de defesa, verdadeiro abuso de poder.”

Resposta de Glênio Ferreira, presidente da Oxetil:
“A nossa postura é a mesma e sempre vai ser a mesma. nós sempre seguimos as normas e não fugimos das normas. existem normas pra isso e nós sempre seguimos as normas.”

G1