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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Diagnóstico precoce é essencial em casos de apendicite

apendiciteExistem muitas divergências a respeito da função do apêndice. Há quem diga que não tem função alguma, mas também existem especialistas acreditando que o órgão é rico em tecido linfoide

Esse tipo de tecido possui uma grande quantidade de células de defesa. Mas mesmo que ainda existam divergências em relação à função do apêndice, é certo que a apendicite precisa ser diagnosticada o mais rápido possível.

O apêndice está ligado ao intestino grosso pelo lado direito, e a apendicite ocorre por conta de uma obstrução do canal que liga os dois órgãos. O Coordenador do Pronto Socorro Cirúrgico, do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo, Rafael Izar Domingues da Costa, explica que existem duas causas principais para a inflamação. “Uma é quando um fragmento de fezes entra e começa a aumentar a pressão, e a outra é quando o próprio tecido linfoide hipertrofia e cresce de maneira desordenada e obstrui o apêndice”.

Não há outra opção de tratamento para apendicite além da cirurgia. Os principais sintomas para identificar o quadro são: dor abdominal, principalmente na região do estômago, acompanhado de perda de apetite, mal estar e concentração da dor no lado direito abaixo do abdômen em um intervalo de 12h a 24h do seu surgimento. Em casos mais graves, também pode estar acompanhada de febre e vômito. Nesse caso é aconselhado não esperar, e buscar rapidamente o atendimento médico. “O processo inflamatório não regride. O intestino da gente é cheio de bactéria, e a inflamação vai progredir para uma infecção, e se continuar postergando, o paciente vai entrar em infecção generalizada”, explica o médico, Rafael Izar.

Foi o que aconteceu com o empresário Aroldo Russo Filho, que começou a sentir dores na região da barriga em um domingo a tarde após um jogo de tênis. “Eu não liguei muito e tomei um remédio para dor. Mas na segunda ela persistiu, e na terça piorou muito. Fiquei internado uma semana com diagnóstico de infecção no intestino e depois fui para casa. Como eu sentia muita dor, voltei ao Hospital e viram que o meu apêndice havia estourado”, lembra.

Por conta da infecção generalizada, que atingiu outros órgãos, o empresário ficou 30 dias hospitalizado em recuperação. Entretanto, o Coordenador do Pronto Socorro Cirúrgico, do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo, explica que se a apendicite for identificada no início, a recuperação é mais rápida: “O tempo de recuperação vai variar de acordo com o grau de inflamação, do momento em que a pessoa foi operada e as condições da pessoa. Uma coisa é operar em estágio inicial, e a outra é tratar quando já se tem peritonite generalizada. Então é muito variado. No início do quadro o paciente é operado em um dia, mas no mais tardar dois dias já está em casa”.

Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

Lista de medicamento sem receita está disponível

Lista de medicamentos isentos de prescrição traz grupos terapêuticos que não precisam de receita médica. Lista também prevê exceções

A lista dos medicamentos isentos de prescrição, aqueles que não precisam de receita médica, foi atualizada e já está disponível no site da Anvisa. O trabalho faz parte da revisão da Agência sobre a regulação dos medicamentos isentos de prescrição.

A lista está organizada por grupos terapêuticos, com suas indicações e exceções que não podem ser isentas de receita médica. Esses medicamentos podem ser adquiridos ou utilizados pela população sem a necessidade de receita, seja do médico ou do odontólogo. São produtos de baixo risco que tratam sintomas.


A lista está alinhada à resolução RDC 98/2016 que, recentemente, atualizou as regras para o enquadramento de medicamentos isentos de prescrição e o reenquadramento como medicamentos sob prescrição.

Sete regras para ser isento de receita

A resolução RDC 98/2016 define sete regras para que o medicamento posso ser considerado isento de prescrição:
  1. Tempo de comercialização;
  2. Perfil de segurança;
  3. Indicação para tratamento de doenças não graves;
  4. Indicação de uso por curto período;
  5. Ser manejável pelo paciente;
  6. Baixo potencial de risco em situações de mau uso ou abuso;
  7. Não apresentar potencial de dependência.
Orientação para as empresas
Com a nova regulação, a Anvisa disponibilizou para as empresas do setor uma área em seu portal com informações específicas sobre os procedimentos relacionados ao enquadramento de medicamentos isentos de prescrição.

ANVISA

Hospital São Lucas abre inscrições para curso teórico-prático de medicina intensiva

Já estão abertas as inscrições para o curso teórico-prático em medicina intensiva do Hospital São Lucas (HSL), em Copacabana, que acontecerá em sua Unidade de Terapia Intensiva

O curso é destinado aos alunos do nono ano de medicina que têm o objetivo de colocar em prática o que aprenderam. Nessa experiência, eles terão acesso a conteúdos teóricos e práticos sobre o assunto.

As vagas para o curso, que começará no dia 17 de outubro e terá duração de seis meses, são limitadas. O valor do investimento será de R$ 250 na matrícula mais seis mensalidades de R$ 250.

Informações e inscrição – que deverá ser feita até o dia 13 de outubro – pelo telefone (21) 2545-4021, com a sra. Tarsila ou a sra. Ana. O Hospital São Lucas fica localizado na Rua Frederico Pamplona, 32 – Copacabana.

Serviço:
Curso Teórico e Prático de Medicina Intensiva.
Início: 17 de outubro.
Local: Hospital São Lucas (Travessa Frederico Pamplona, 32 – Copacabana).
Público-alvo: estudantes do nono ano de medicina.
Inscrições: até 13 de outubro pelo telefone (21) 2545-4021, com a Sra. Tarsila ou a Sra. Ana.

Foto: Reprodução

Rachel Lopes
Assessoria de Imprensa
rachel@saudeempauta.com.br

domingo, 2 de outubro de 2016

Cuidado!!! UNIMED pode falir em todo o Brasil

No Rio Grande do Sul seriam R$ 30 milhões, entre débitos tributários e previdenciários

A dívida das Unimeds com a União ultrapassou R$ 1,247 bilhão e o medo de calote assombra o governo. A informação foi divulgada pelo jornal Valor Econômico. O montante se refere a débitos tributários e previdenciários que estão inscritos na dívida ativa. Segundo o jornal, como o sistema de cooperativas de saúde está pulverizado no país, o mesmo ocorreu com as dívidas e as dificuldades de cobrá-las se espalharam.

Um dos casos que têm recebido atenção especial do governo é o da Unimed de Brasília, cujo pedido de insolvência foi acatado pela Justiça. O débito com a União ultrapassa R$ 426 milhões, praticamente 90% do valor se deve ao não repasse ao governo de imposto retido.

O Valor Econômico lembra que outro caso que ganhou evidência é o da Unimed Paulistana, em São Paulo. A cooperativa da cidade de São Paulo obteve recentemente uma liminar em ação cautelar impedindo a liquidação extrajudicial decretada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A Unimed Paulistana tem uma dívida de cerca de R$ 163 milhões com a União. Esta Unimed também está tentando, por via judicial, chamar para o processo de liquidação a que está submetida, todo o Sistema Unimed, de maneira a que seus prejuízos não recaiam, integralmente, sobre os seus 2 600 sócios cooperados.

Segundo levantamento obtido pelo Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor Econômico, a dívida das Unimeds estaria espalhada por todo o país. No Ceará, a dívida da empresa com a União atingiu R$ 263 milhões e em Pernambuco já está em R$ 85 milhões. No Rio de Janeiro, em mais de R$ 127 milhões. Em Minas Gerais, superam R$ 79 milhões. No Rio Grande do Sul, seriam R$ 30 milhões e no Paraná, R$ 25 milhões. No Pará, é superior a R$ 49 milhões.

Além da dificuldade de cobrança por causa de uso de diferentes CNPJs pelo país – cada Unimed constitui uma empresa independente e tem CNPJ individual para cada cooperativa – a dívida das Unimeds cresceu assustadoramente por causa de procedimentos que seriam reconhecidos como criminosos pela Fazenda. Uma das práticas, seria a cooperativa se apropriar de um dinheiro que não seria dela, mas dos trabalhadores. O governo perdeu a tributação das cooperativas e não consegue cobrar a dívida, que deve se transformar num “esqueleto”, com decisões que blindam o patrimônio das cooperativas frente a penhoras e tentativas de cobrança pela Fazenda.

O temor de calote do governo é real e a expectativa é de que outras empresas de plano de saúde percorram o mesmo caminho da Unimed de Brasília e entrem na Justiça com pedido de insolvência. Uma vez declarada como insolvente, as penhoras que haviam sido determinadas anteriormente para a Unimed Brasília pagar a dívida são suspensas. Com isso, a cooperativa deve, mas não paga os credores públicos.

No caso de Brasília, o juiz da Vara de Falências do Distrito Federal, Edilson Enedino, suspendeu a penhora de dois imóveis que a Unimed foi obrigada a colocar à venda para quitar suas dívidas. Os terrenos no local onde funcionou o Hospital Planalto foram avaliados em R$ 75 milhões e terminaram vendidos, em leilão, por apenas R$ 37 milhões. Em dezembro, a Procuradoria Geral da União (PGFN) entrou com recurso na Vara de Falências para que o dinheiro do leilão seja usado para restituir a União de impostos retidos na fonte que não foram repassados. A legislação garante que os recursos do leilão sejam destinados para restituir o governo. Mas o juiz ainda não tomou uma decisão final. Procurado, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) informou que o juiz não se posiciona sobre casos específicos.

Se conseguir um parecer favorável, o governo poderá receber todo o valor do leilão do imóvel de R$ 37 milhões, o que amenizaria as perdas aos cofres públicos e daria um alívio à equipe econômica nesse cenário de forte recessão e, consequentemente, de perdas de receita. A estratégia poderá ser usada para a cobrança de outros planos de saúde que tiverem sua insolvência decretada.

A maior parte da dívida das Unimeds está travada na Justiça. O Valor chama a atenção para as notícias de patrocínios das Unimeds a eventos internacionais, a times de futebol e uma campanha de publicidade na televisão.

Procurada para se pronunciar sobre as dívidas com a União, a Unimed Brasil informou que acompanha a gestão operacional das 350 cooperativas que integram o Sistema Unimed e oferece apoio na adequação dos planos econômico-financeiros das operadoras, respeitando a autonomia administrativa de cada uma delas.

“Apesar do setor de saúde suplementar possuir reservas técnicas na ordem de 40%, que constituem valores considerados como necessários e suficientes para o pagamento futuro de contingências, a incorporação de novas tecnologias, inflação oficial e judicialização são alguns dos fatores que contribuem diretamente para a instabilidade econômica de operadoras de planos de saúde e de cooperativas médicas”. A Unimed do Brasil também informou que em 2014 as cooperativas do Sistema Unimed registraram faturamento de R$ 43,9 bilhões. “A Unimed tem modelo de negócios e perfil mercadológico diferente de seus concorrentes, uma vez que investe constantemente em recursos próprios como construções e ampliações de hospitais e laboratórios”, diz a nota enviada pela Unimed ao Valor Econômico.

Jornal do País

Turma Racine de Logística Hospitalar


Curso de Pós Graduação em Logística de Produtos de Interesse à Saúde
Encerramento do módulo de Logística Hospitalar.

Parabéns e sucesso à todos!

25 09 2016