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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Humor: E o que a senhora tem?

Curso sobre Política de Saúde LGBT encerra inscrições nesse fim de semana

saudelgbt1Profissionais de saúde interessados na temática de saúde para pessoas LGBT tem até o próximo dia 18 de dezembro para se inscrever de forma gratuita no Curso sobre a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), ofertado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), integrante da Rede de Instituições Ensino Superior da Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS)

Até agora, a capacitação já ultrapassou mais de 33 mil inscritos e aborda a temática de saúde LGBT a partir dos eixos dessa política, propondo uma reflexão sobre cuidado, acolhimento, direito e acesso à saúde.

Ofertado em plataforma virtual de ensino à distância, o curso foi elaborado para profissionais de saúde, mas se encontra aberto a gestores do SUS, conselheiros de saúde, lideranças sociais e demais interessados na temática.

O objetivo é oferecer conhecimentos para promover um atendimento humanizado e qualificado à população LGBT, contribuindo para que Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais tenham acesso à saúde integral sem discriminação. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por este link.

O curso foi desenvolvido de forma intersetorial e participativa, a partir de uma parceria entre as Secretarias de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP) e de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde (SGETS) do Ministério da Saúde e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), integrante da rede UNA-SUS, e contou também com a colaboração do Comitê Técnico de Saúde LGBT.

Para Jaci dos Santos Nogueira, aluno do curso, a forma como são abordadas as temáticas promoveram uma fácil assimilação do conteúdo. “Os materiais complementares são mais complexos e podemos aprofundar nossos conhecimentos, inclusive com possibilidade de consultá-los novamente ao perceber que não havia assimilado bem algum tópico”, conta.

O curso
Composto de três unidades de aprendizagem no total de 45 horas-aula, o curso foi elaborado na modalidade autoinstrucional, na qual não há a mediação de um tutor, permitindo ao participante flexibilidade para administrar os horários de estudo e execução das tarefas. Além disso, possui tecnologia de ajuste automático do conteúdo aos diversos tamanhos de telas disponíveis no mercado, o que possibilita ao usuário a realização do curso a partir de tablets e smartphones.

Desde a sua primeira oferta, em maio de 2015, a capacitação sobre a Política Nacional de Saúde Integral LGBT foi incluído como módulo obrigatório nos cursos de formação dos profissionais dos Programas ‘Mais Médicos’ e de ‘Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab).

Ao final dos estudos, espera-se que o participante - com competência e conhecimentos científicos, humanísticos e ético-sociais - compreenda a importância do acesso equitativo ao SUS, proporcionando maior qualidade de vida para as pessoas pertencentes aos grupos LGBT e garantindo a efetivação do seu atendimento à saúde sem preconceito e discriminação.

Fonte: Assessoria de Comunicação, Secretaria Executiva da UNA-SUS

Saiba como reconhecer alguns sintomas comuns da pneumonia em crianças

Silenciosa, a doença pode aparecer em decorrência de um agravamento de outro problema respiratório

A pequena Ana, de oito meses, filha da bancária Fernanda SatomiIto estava com uma gripe insistente. “No primeiro momento não tinha nenhum sintoma preocupante. Ela estava com aquela fraqueza que é normal no início de uma gripe, com uma febre baixa, mas como eu tinha uma viagem marcada, pensei que a gripe poderia piorar se não cuidássemos logo”, relembra Fernanda. A bancária então decidiu buscar atendimento médico para a bebê.

Após as consultas, o resultado de um exame de sangue, chamou atenção para o quadro de saúde da pequena. “A suspeita era até que ela tivesse com uma infecção urinária porque não tinha tosse. Quando eu peguei o exame notei que os leucócitos estavam muito altos, acima do normal. Fizemos o Raio X e quando saiu o resultado, já tinha pequena mancha no pulmão dela”, explica.

Assim como a Fernanda, muitos pais não conseguem identificar com clareza os sinais que mostram se a criança pode estar ou não com pneumonia. Para a pneumologista pediátrica do Hospital Federal Cardoso Fontes (HFCF), Ana Cristina, os pais vão precisar mesmo de ajuda profissional para identificar os sintomas da pneumonia.

“Geralmente os pais chegam ao consultório com a criança que tem tosse e febre. Você examina e percebe uma alteração na frequência respiratória também”, explica a pneumologista. A médica lembra que para cada faixa etária, há um corte de frequência respiratória e vai ser difícil os pais saberem se a respiração do filho está ou não dentro dos padrões. “A melhor opção é sempre, em caso de dúvida, procurar um profissional para verificar a situação de saúde da criança”, reforça Ana Cristina.

Esses são os sintomas mais comuns da doença: tosse, febre e alteração da frequência respiratória da criança, mas nem sempre eles apareceram de forma clinicamente clara, como aconteceu no caso da pequena Ana. “Apesar de ser difícil ver uma criança quieta mesmo doente, cada família consegue identificar quando os seus não estão com a energia que geralmente as crianças possuem no dia a dia”, afirma a pneumologista.

Foi assim que a estudante Andressa Sales percebeu que havia algo errado com a saúde do filho Lucas, de quatro anos. “Eu levei ele no médico porque ele estava cansado, tossindo, com sintomas de crise de asma que a gente já conhecia. Mesmo medicado, depois de cinco dias ele um dia acordou chorando dizendo que o peito estava doendo quando respirava”, conta Andressa.Quando a família voltou ao médico e saiu o resultado do exame de Raio X do Lucas, a pneumonia dele já estava avançada. Andressa questionou a médica do motivo da pneumonia já que há alguns dias esteve no hospital.

A profissional que a atendeu explicou que essa era uma das características da doença: a pneumonia podia aparecer silenciosamente vinda de um outro problema respiratório. “Fiquei meio desesperada, mas aliviada por ele não ter precisado ficar internado. Eu achava que um quadro de pneumonia era só quando a criança já estava meio prostrada, dando febre por alguns dias e ele não apresentava nenhum desses sintomas”, Andressa relembra. A partir de agora, segundo a mãe, se o Lucas reclama, respira fundo e diz que está doendo o peito, ela fica receosa de ser pneumonia mais uma vez.

O exame de Raio X é fundamental para confirmar os outros sinais já identificados no exame clínico feito pelo médico. Algumas crianças podem eventualmente se queixar de dor no peito. “Não é uma queixa comum em crianças menores, mas pode ser em crianças em idade escolar. Quando você tem uma pneumonia, tem um processo inflamatório e a pleura é o revestimento do pulmão. O avanço da infecção até esse revestimento se manifesta com dor. Essa é a forma do corpo mostrar isso”, detalha a médica. A médica reforça que no caso de crianças resfriadas, quando são levadas para atendimento especializado, é comum o profissional orientar o responsável para voltar em 48 horas, melhorando ou não, para uma nova análise da situação de saúde. “Isso é muito importante porque um simples resfriado pode naturalmente melhorar, mas ele também pode evoluir para uma pneumonia”, explica a pneumologista.

A pneumonia ainda é a principal causa de internação no Sistema Único de Saúde. Segundo o Ministério da Saúde, em 2015 foram realizadas 627.663 internações por conta da doença. No ano anterior, 654.772 interações foram registradas.

Tratamento
Não é possível tratar uma pneumonia apenas com medicamentos caseiros, como aquele chá de limão ou outros preparos, como os gargarejos de água com sal – dicas comuns para resfriados. Para combater a doença é necessária medicação específica, com antibióticos, podendo haver necessidade de internação. “É muito importante o acompanhamento. Você pode tratar com medicamentos, em casa, sem a necessidade de internar, mas tem que tratar. A pneumonia, se não tratada, pode levar a criança a uma insuficiência respiratória e óbito”, alerta Ana Cristina.

Prevenção
Desde 2010, o Ministério da Saúde oferece no Programa Nacional de Imunização a vacina Pneumocócica 10 valente. As crianças são vacinadas em 3 doses: aos 2 meses, 4 meses e reforço aos 12 meses. A vacina, além de prevenir contra a pneumonia, também imuniza as crianças contra problemas como otite, meningite e infecções causadas pelo Pneumococo.

Outra vacina disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) é a Pneumocócica 23, também contra a pneumonia, mas direcionada aos idosos. Ela é ofertada gratuitamente a população com mais de 60 anos.

Gabi Kopko, para o Blog da Saúde

Vítimas de antiepilético lançam demanda coletiva contra Sanofi na França

Foto: Reprodução
Uma associação francesa de vítimas de um antiepilético anunciou nesta terça-feira que apresentará uma demanda coletiva contra o laboratório farmacêutico Sanofi, acusado de não ter informado às grávidas de que o remédio podia causar malformações fetais

Cerca de 14.000 grávidas tomara o antiepilético Dépakine na França entre 2007 e 2014. A ingestão desde medicamento durante a gestação provoca um risco alto de malformações congênitas, autismo e retardo psicomotor.

O advogado da associação Apesac, Charles Joseph-Oudin, indicou que enviou uma carta ao grupo francês Sanofi para "pedir que aceitem sua responsabilidade e indenizem as vítimas".

A Apesac, formada por cerca de 2.000 famílias, denuncia que o laboratório não informou às grávidas sobre os riscos que corriam se tomassem este remédio, apesar de que "sabiam dos riscos desde o início de 1980", segundo Joseph-Oudin.

A Sanofi tem um prazo de quatro meses para responder a associação. Após este período, a Apesac poderá recorrer à justiça para que esta "reconheça a responsabilidade do laboratório".

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Você está protegido contra o HPV e outras complicações?

2hpvO HPV (vírus do papiloma humano, do inglês human papiloma virus) é uma infecção sexualmente transmissível, provocado por vírus que atacam, especialmente, as mucosas (oral, genital ou anal), tanto nas mulheres como nos homens

Além da transmissão sexual, a mãe pode infectar o bebe durante a gestação ou parto. Existem mais de 200 variações desse tipo de vírus. A maioria está associada a lesões benignas, como o aparecimento de verrugas, que podem ser clinicamente removidas.

Existem 12 subtipos de HPV que estão, segundo a literatura científica, associados aos cânceres do colo do útero, de pênis, de orofaringe e, até mesmo, de câncer reto-anal. No Brasil, há predominância na circulação de quatro subtipos que atingem tanto homens quanto mulheres.

Em curto prazo, a infecção não apresenta qualquer tipo de sintoma. Em longo prazo, o diagnóstico geralmente aparece quando a infecção já provocou o surgimento desses cânceres.

Sintomas do HPV 
O HPV pode ser, durante o curso da infecção, totalmente assintomático. Ou seja, a pessoa está infectada e não apresenta qualquer sinal e ou sintoma da doença. Entretanto, essa infecção pode causar verrugas genitais, uma doença chamada de Condiloma Acuminado. As verrugas podem acontecer tanto na genitália externa quanto interna. Em algumas pessoas aparece também no canal anal e na mucosa da boca ou da orofaringe (parte da garganta logo atrás da boca).

“Essas verrugas têm um tratamento que é praticamente cosmético porque é preciso queimar essas verrugas, seja através de cauterização química – com um líquido que é um ácido – ou através de cauterização elétrica ou a frio. Dizemos que é cosmético porque a infecção pelo HPV fica no organismo da pessoa. Ou seja, mesmo quando você elimina as verrugas genitais, a infecção persiste e pode também ser transmitida para outras pessoas. Então a pessoa não cura da infecção viral pelo HPV”, explica a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken

Como se prevenir
O Governo Federal, por meio do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, oferta a vacina contra o HPV gratuitamente. Meninas entre 9 e 14 anos devem procurar uma das 36 mil salas de vacina espalhadas por todo Brasil para se vacinarem. São duas doses, sendo que a última deve ser tomada seis meses após a primeira. Já os meninos de 12 e 13 anos vão poder ser vacinados a partir do ano que vem.

A faixa etária para a imunização contra o HPV foi escolhida com base em pesquisas sobre o comportamento sexual do brasileiro. O ideal é que a vacina seja administrada antes do início da vida sexual do indivíduo que, no país, em média, começa aos 15 anos de idade. Por isso o público-alvo está abaixo dessa idade, pois, supostamente, ainda não foi exposto ao vírus.


O Brasil é um dos pioneiros na oferta de vacina contra o HPV para os meninos. É o primeiro país da América do Sul e o sétimo do mundo a adotar a estratégia como política de saúde pública. A adoção dessa estratégia só foi possível graças à economia feita pela atual gestão do Ministério da Saúde durante os cem primeiros dias de governo.

“Estamos seguindo na direção do que há de mais moderno no mundo. Assim como fizemos com o tratamento de aids, estamos fazendo com todas as áreas. Nós estamos buscando estar sempre na ponta em relação aos demais países do mundo. E essa vacina do HPV para os meninos é mais um passo nessa direção”, defende o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

População com HIV/aids
Jovens e meninos de 9 a 26 anos vivendo com HIV/aids também vão poder receber a vacina contra o HPV. A expectativa é que cerca de 100 mil pacientes dessa faixa etária sejam beneficiados. No caso dessa população o esquema vacinal é feito com três doses. Sendo que a segunda deve ser tomada dois meses após a primeira. E a última dose deve ser tomada seis meses depois da dose inicial.

A imunização para pessoas soropositivas vai ajudar os pacientes na prevenção contra o câncer de pênis ou de ânus, e no cuidado contra o aparecimento de verrugas genitais. No caso dos pacientes soropositivos é necessária a prescrição médica da vacina contra o HPV.

Segurança da vacina
A vacina é eficiente para os quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18) que provocam câncer. Estudo apresentado no Congresso Eurogin 2016 (Organização Europeia de Pesquisa sobre Infecção Genital e Neoplasia) mostra que há reduções substanciais no número de infecções, verrugas genitais, anormalidades de Papanicolaou e lesões pré-cancerosas do colo do útero com a imunização contra o HPV.

O estudo avaliou 58 pesquisas de nove países (Austrália, Dinamarca, Suécia, Bélgica, Alemanha, França, Estados Unidos, Canadá e Nova Zelândia) e constatou impactos positivos da imunização com avanços a curto, médio e longo prazo.

No primeiro ano da oferta da vacina contra o HPV, a redução de verrugas genitais foi o primeiro impacto observado em todos os nove países, com quedas que ocorrem em curto intervalo de tempo.

Em quatro anos após o início da vacinação, diminuiu significativamente as infecções pelos HPV (6, 11, 16 e 18) em todos os países pesquisados. Esses quatro subtipos compõem a vacina quadrivalente, ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde do Brasil.

Entre três e cinco anos após as meninas vacinadas começaram a entrar na idade para a realização de exames preventivos de rotina, foram observadas reduções de lesões pré-cancerosas do colo do útero na Austrália, Canadá, Dinamarca, Suécia e Estados Unidos.

Luiz Philipe, para o Blog da Saúde.