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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Fabricação de vacinas BCG e Imuno BCG é suspensa

Instituto Ataulpho de Paiva não poderá fabricar as vacinas BCG e Imuno BCG enquando não fizer as correções necessárias em sua linha de produção

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da fabricação das vacinas BCG e Imuno BCG da Fundação Ataulpho de Paiva, localizada no Rio de Janeiro. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (21), por meio da Resolução RE 3.403/2016.

A Agência determinou a suspensão baseada no resultado da inspeção sanitária investigativa realizada na fabricação, entre 28 e 30 de novembro deste ano. Durante a inspeção, ficou constatado o descumprimento de requisitos de Boas Práticas de Fabricação (BPF) para a fabricação de produtos injetáveis.

Verificou-se, ainda, que os processos utilizados pela empresa na identificação de desvios de qualidade e suas causas não são eficientes.

Histórico do caso
A inspeção sanitária investigativa realizada na fábrica é resultado do acompanhamento que a Anvisa e a Superintendência da Vigilância Sanitária do estado do Rio de Janeiro, vêm realizando ao longo dos últimos anos na Fundação Ataulpho de Paiva.

A partir das situações identificadas em inspeções anteriores, a Anvisa solicitou ao fabricante da vacina BCG um plano de ação, que foi apresentado no dia 24 de junho deste ano com as adequações necessárias para atender as Boas Práticas de Fabricação necessárias para produtos injetáveis. Este plano será acompanhado pela Anvisa e pela Vigilância Sanitária do RJ.

Usuários da vacina BCG

As vacinas BCG e Imuno BCG da empresa que se encontram no mercado não foram suspensas e podem continuar sendo utilizadas no serviços de saúde. Todos os lotes destas vacinas são submetidos a testes de controle de qualidade pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) antes de serem liberados para o consumo no mercado nacional.

ANVISA

Preços de órteses e próteses podem variar até 3.108%

Dados integram relatório do Grupo de Trabalho coordenado pela ANS e Anvisa que discutiu medidas para aumentar a transparência e o controle sobre esses produtos

O mercado de órteses, próteses e dispositivos médicos implantáveis é complexo e vasto, abrangendo desde marca-passo e stent cardíaco até implante mamário de silicone, hastes e pinos, e está mais próximo do nosso cotidiano do que imaginamos. Envolvem alta tecnologia, têm custo elevado e geram grande impacto na saúde do paciente, portanto, a indicação de uso desses produtos precisa ser muito criteriosa.

Para ajudar o setor a aprofundar o conhecimento sobre o assunto e dar transparência ao tema, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) realizou uma pesquisa inédita que mostra a variação de preços praticados no setor de saúde suplementar. O estudo integra o relatório final do Grupo de Trabalho Externo de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (GTE OPME), coordenado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O material foi divulgado na última quinta-feira, 15 de dezembro e contempla também um conjunto de medidas que resultou das discussões do GT composto por mais de 50 instituições do setor e do governo.

Pesquisa de preços de próteses
A pesquisa avaliou os preços pagos por operadoras de planos de saúde por dois grupos de dispositivos implantáveis - endoprótese vascular e stents farmacológicos - usados para melhorar a circulação sanguínea arterial.

Para as comparações, foram consideradas as diferentes Unidades Federativas (UFs) e a forma de aquisição dos produtos - junto ao hospital ou diretamente do fornecedor.

Dentre os itens para os quais houve detalhamento, o resultado mostra que a maior variação de preços chegou a 3.108,33%. Foram consideradas as aquisições a partir do preço médio praticado nas diferentes UFs. Esse é o caso do valor de um produto - Resolute Integrity – Stent Coronário com Eluição Zotarolimus - adquirido em hospitais de duas regiões distintas. Outro exemplo de alta variação proporcional foi do Sistema de Stent Coronário de Cromo e Platina com Eluição de Everolimus; neste caso, a variação proporcional entre o preço mínimo e máximo de compra chegou a 1.816,67%.


Os resultados da pesquisa detalhados no relatório revelam a imensa variabilidade de custos entre as diferentes Unidades Federativas e as formas de aquisição. Algum grau de variação entre os valores de comercialização é esperado, considerando aspectos como transporte, armazenamento, tributação e poder de negociação, por exemplo. Contudo, o nível de variação de preços observado no mercado de Dispositivos Médicos Implantáveis (DMI) alcança proporções extremamente elevadas, o que pode estar associado a condutas antiéticas, anticoncorrenciais ou ilegais, aponta o relatório.

“A pesquisa de preços ajuda a ampliar e qualificar o conjunto de dados disponíveis sobre o tema, favorecendo a transparência e, dessa forma, contribuindo para o monitoramento do mercado”, explica a diretora de Desenvolvimento Setorial da ANS, Martha Oliveira. “Os desafios decorrentes da complexidade e relevância desse tema são imensos e a mobilização que propiciou a realização das atividades do GT, sintetizadas no Relatório que estamos apresentando, precisa ter continuidade”, diz. “Isso porque as consequências para o sistema de saúde e para as pessoas envolvidas, em especial para os pacientes, cujos aspectos relacionados à apropriada aquisição, indicação e utilização de DMI impactam diretamente nos corpos e na vida das pessoas”, destaca.

Orientações para Operadoras e Prestadores sobre o Uso de OPME
O relatório traz ainda um guia com orientações para uso de OPME, sintetizando informações úteis para seu uso racional. O objetivo é favorecer a transparência nos procedimentos de indicação e autorização desse tipo de material no setor suplementar de saúde. As orientações foram objeto de consenso entre participantes das reuniões do GT.Também foi estabelecido um formato padrão e sua incorporação por parte das respectivas entidades médicas, possibilitando a continuidade dos trabalhos.

Também foi importante para os resultados do GT, a padronização da nomenclatura de OPME. A Anvisa uniformizou nomes técnicos, o que gerou a revisão dos registros de produtos para saúde. Com isso, a ANS também reviu suas tabelas de nomenclatura de OPME. A medida ajuda a identificar os produtos disponíveis no mercado, permite comparar preços para equiparação mercadológica, facilita a regulação sanitária e econômica e o monitoramento do mercado e o acesso aos produtos.

O relatório traz ainda informações sobre modelos de remuneração, compreendendo que o estudo e a adoção de novos modelos são importantes para favorecer a qualidade e a sustentabilidade do setor, sendo a única ação que pode, de forma perene, alterar a realidade do problema relacionado às OPME. Para isso, o grupo estudou critérios para transposição de tabelas de remuneração, cláusulas de negociação e informações e critérios de revisão de acordos. Como resultado, foi proposto um documento orientador para a transposição de tabelas que envolvam dispositivos médicos implantáveis.

Mercado de Próteses
O mercado nacional de produtos médicos movimentou R$ 19,7 bilhões em 2014, dos quais R$ 4 bilhões (cerca de 20%) com Dispositivos Médicos Implantáveis (DMI). O maior faturamento no setor saúde no Brasil se refere aos equipamentos, mas a categoria DMI foi a que teve a maior taxa de crescimento - 249% entre 2007 e 2014. Pesquisa realizada pela ANS, em 2012, junto às cinco maiores operadoras de planos privados de saúde em cada modalidade, evidenciou que cerca de 10% do total das despesas assistenciais referiam-se a despesas com OPME.

O GT Externo de OPME foi criado em 2015. Além da ANS e Anvisa, que coordenaram as atividades, o grupo contou com a participação de mais de 50 instituições do setor, entre representantes de operadoras de planos de saúde, de serviços e profissionais de saúde, da indústria de OPME e de órgãos de governo.

Ao todo, foram realizadas 15 reuniões ao longo de um ano de trabalho. Os temas discutidos foram divididos em seis subgrupos: 1 – Global Medical Device Nomenclature (GMDN) x Terminologia Unificada em Saúde Suplementar (TUSS); 2 – Terminologia Unificada em Saúde Suplementar (TUSS) x Diretrizes de Utilização (DUT); 3 – Entendimentos divergentes; 4 - Protocolos (orientações de uso); 5 – Transposição de tabelas e modelos de remuneração; e 6 – Sistema de Informação para o monitoramento do mercado de DMI.

ANVISA

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Exercícios físicos podem ser um santo remédio para tratar doenças

Mais do que prevenir, a atividade física também é importante aliada em diversos tratamento

Foto: Edu Oliveira / Arte ZH 
Parece uma receita para qualquer problema de saúde: ajustar a alimentação, dormir bem e fazer exercícios. E não é por acaso que a atividade física tornou-se parte dos cuidados no caminho para prevenção e controle de tantas doenças, recomendada por médicos para casos que vão desde a recuperação de um resfriado até o tratamento do câncer. Talvez poucos saibam, porém, que os benefícios podem ir além do papel de mero coadjuvante: há casos em que se mexer pode ter efeito igual, ou até maior, do que o de remédios.

Diz-se que, se alguém conseguisse reunir os benefícios do exercício em uma pílula, provavelmente ganharia o Prêmio Nobel de Medicina. Não há razão para esperar por um milagre desses. A atividade física é o método mais fácil, disponível e barato de se tratar uma série de questões de saúde. Não exige prescrição médica — ainda que, em alguns casos, isso possa ser útil —, tem efeitos imediatos e também benefícios a longo prazo. Por isso é tão presente nos receituários.

Mesmo assim, é raro que alguém receba, como indicação de tratamento, somente as palavras "exercício físico".

— Em casos como colesterol alto, obesidade e pré-diabetes ou diabetes, além da hipertensão (de maneira mais discreta), exercitar-se adequadamente tem efeito semelhante ao tratamento de alguns medicamentos, se não superior. Sem falar no seu efeito de proteção para o corpo — enumera Charles Stefani, médico internista e cardiologista do Hospital Moinhos de Vento.

O papel da atividade física na prevenção de males é bem conhecido — e muito se fala em como o sedentarismo contribui para a predisposição a variadas doenças, das mais passageiras às que colocam a vida em risco. Mas, além de evitar seu surgimento, já há evidências indicando que o exercício pode ser, mesmo sozinho, aquela "pílula mágica".

— Conheço muitos casos de pessoas com hipertensão, colesterol alto, obesidade que, quando começaram a fazer atividade física direitinho, depois de um tempo chegaram a suprimir remédios, com o aval do médico.

O exercício pode acabar sendo o tratamento — relata Carmen Masson, presidente do Conselho Regional de Educação Física do Rio Grande do Sul (Cref-RS).

Movimentar-se ajuda o corpo a manter um equilíbrio, deixando, entre outros, os sistemas imunológico, cardiovascular e respiratório em dia — em um processo que a profissional de educação física compara ao de uma máquina que, se ficar parada, enferruja.

— Nosso corpo foi feito pra se movimentar. O exercício físico é bom para todo o organismo, para o metabolismo, para os ossos e, quanto mais rotineiro e equilibrado, maior o benefício — declara o cardiologista Gustavo Glotz de Lima, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (Socergs).

Pesquisas ainda são escassas
Entre os problemas que, mais do que evitados, podem ser resolvidos com a atividade física, estão fatores de risco para algumas das doenças que mais matam os brasileiros, como as cardiovasculares. Manter o colesterol e a pressão arterial em controle, por exemplo, contribui para evitar a incidência de infartos — a principal causa de mortes entre homens no país, conforme o Ministério da Saúde. Caminhar, correr ou nadar pode ser, portanto, tão eficaz quando a prescrição de medicamentos para uma vida saudável.

— Esse impacto ocorre de forma gradual, não é tão imediato como tomar um remédio e baixar a pressão. Mas as vantagens são enormes — garante o cardiologista Charles Stefani.

O exercício constante e moderado tem efeitos que vão desde a diminuição das taxas de açúcar do sangue até a redução das partículas de gordura nas artérias. Apesar de já terem sido comprovados em algumas doenças, seus benefícios não são conhecidos na totalidade porque há relativamente poucos estudos apontando os resultados específicos da atividade física no tratamento de doenças.

Em testes, pesquisadores geralmente avaliam o quão bem pacientes reagem a um medicamento quando comparado a outro — ou a nenhum — remédio, restando ao exercício um papel secundário. É escassa a produção de testes que comparem os resultados em termos de mortalidade, melhora na qualidade de vida e se a intervenção, aliada ou não a outro tipo de tratamento, reduz significativamente a chance de alguém morrer de determinada doença.

Mas há esforços nesse sentido, como o da iniciativa Exercise is Medicine (Exercício é Remédio), que começou nos Estados Unidos e se espalhou para outros países defendendo que a atividade física é fundamental na prevenção e no tratamento de doenças e, como tal, deveria ser mais regularmente considerada parte dos cuidados de saúde recomendáveis — inclusive, ganhando prioridade, quando justificável, sobre os medicamentos.

Exercícios na receita

Colesterol
Na maior parte dos casos, os níveis de colesterol podem ser controlados exclusivamente com exercícios. A atividade física ajuda a reduzir as taxas de LDL (o colesterol "ruim") e aumentar as de HDL (o bom). Contribui, também, especialmente quando somada à boa alimentação, para o equilíbrio no nível de triglicerídeos.

O que fazer para tratar: os melhores resultados surgem com a prática de atividades com maior intensidade — uma longa pedalada, uma corrida "puxada". Mas mesmo caminhadas leves e regulares podem ter impacto positivo.

Por que é bom controlar: níveis altos de colesterol agridem o coração, podendo causar uma série de doenças cardiovasculares, como o ataque cardíaco.

Diabetes
Principalmente em relação ao tipo 2 da doença, movimentar-se contribui para reduzir o açúcar do sangue e favorecer a ação da insulina — trabalho que, dependendo de cada caso, pode ter efeito semelhante ao de medicamentos.

O que fazer para tratar: o melhor é fazer mais exercícios aeróbicos, ou seja: mais de movimentação do que de resistência. Sua eficácia é tida como maior para manter a glicemia sob controle.

Por que é bom controlar: quem já tem a doença pode diminuir seus efeitos nocivos, garantindo melhor qualidade de vida, mas não deve substituir o tratamento pelo exercício.

Obesidade
Talvez o mais óbvio dos benefícios da atividade física seja a redução ou o controle do peso. Quando associada a um estilo de vida sedentário e a alimentação desregrada, é fator de risco para diversos problemas de saúde, inclusive o câncer.

O que fazer para tratar: a principal recomendação é conseguir manter a prática regular de atividade física. Um segundo passo, para obter melhores resultados, seria progredir na intensidade dos exercícios.

Por que é bom controlar: diabetes, câncer, doenças cardiovasculares e ortopédicas estão entre aquelas que podem ser desencadeadas ou agravadas pela obesidade.

Bom e versátil
Há também doenças em que o exercício pode não ter impacto tão direto a ponto de realmente ter o efeito semelhante ao de remédios, mas mesmo assim consegue ajudar no bom avanço do tratamento. Ainda que a tríade "alimentação, repouso e exercício" seja quase onipresente nos consultórios, especialmente para a prevenção, pesquisas apontam que uma vida ativa pode ser vantajosa no controle e até na cura de alguns males específicos.

A variedade é grande: são questões cardiovasculares, respiratórias, oncológicas, ortopédicas e até psiquiátricas. Passam por mente, metabolismo, ossos, órgãos. Contribuem para atenuar os prejuízos até de problemas de saúde em que ficar parado pode parecer a melhor opção, como osteoporose, Parkinson e dor crônica.

— Os benefícios são tantos que o recomendável é que o exercício realmente faça parte do estilo de vida de cada pessoa, e não que seja receitado apenas no tratamento de alguma questão médica em especial — avalia o coordenador do curso de Fisioterapia da Unisinos, Mauro Antônio Félix. Os especialistas concordam que, afora o bem que faz para a saúde física, o exercício traz vantagens também para o bem-estar do cérebro. Para a presidente do Cref-RS, Carmen Masson, a prática ajuda a ter uma vida com mais alegrias — convenientemente aliando um cansaço físico momentâneo a um prolongado descanso da mente.

— O exercício físico é o maior antidepressivo que existe — ressalta a profissional.

Na tentativa de englobar os esparsos estudos sobre o tema e, ao mesmo tempo, provar a eficácia da atividade física como uma forma de tratamento, pesquisadores reuniram evidências mostrando que o exercício pode ser prescrito como terapia para pelo menos 26 doenças crônicas (confira algumas abaixo).

A análise, publicada no final do ano passado, é uma atualização para complementar outro artigo que apontava essa prática como fundamental para a prevenção de 35 problemas crônicos de saúde.

10 DOENÇAS QUE PODEM SER COMBATIDAS COM O EXERCÍCIO

ALZHEIMER
A doença envolve perdas irreparáveis, mas seu avanço pode ser retardado pela adequada atividade do corpo _ e os efeitos talvez sejam menores em alguém que manteve prática regular de exercícios físicos ao longo da vida.

ARTRITE
Músculos mais fortes são importantes para que o paciente sinta menos dor nas articulações, o que pode ser buscado mesmo ao longo do tratamento.

CÂNCER
Ainda é uma incógnita se há relação direta entre a prática de atividades físicas, mesmo após o início do tratamento, e a mortalidade das diferentes formas de câncer. Mas há pesquisas apontando que pacientes oncológicos podem viver mais e melhor mediante exercícios.

CIRROSE
Possivelmente ligada, em sua versão não alcoólica, à obesidade, a cirrose pode ser combatida com a perda de peso, meta em que o exercício tem papel importante.

DOENÇAS RESPIRATÓRIAS
Pode parecer contraditório fazer uma atividade física para combater os malefícios de uma doença respiratória como a asma, por exemplo. Mas exercícios intervalados _ aliando o suor a minutos de descanso _ ajudam a amenizar os problemas causados e, por incrível que pareça, reduzindo a sensação de desgaste.

EPILEPSIA
Talvez por medo do efeito das convulsões ou por superproteção, muitos epilépticos não recebem a orientação de se exercitar. Mas há evidências de que a prática ajuda no controle das crises, contribui para a redução nas convulsões e ainda favorece o lado social.

HIPERTENSÃO
Reconhecida como porta de entrada para diversas doenças, a hipertensão pode ser, além de prevenida, também combatida com o exercício, que ajuda na melhor circulação nos vasos sanguíneos, evitando ainda o surgimento de problemas cardiovasculares.

MALES RENAIS
Questões de saúde que podem ser combatidas com a atividade física, como diabetes e hipertensão, contribuem para o mau funcionamento dos rins. Combatê-las, portanto, ajuda a afugentar os males renais.

OSTEOPOROSE
A prática regular de exercícios estimula o fortalecimento dos músculos e ajuda a retardar a perda óssea.

PARKINSON
O tremor é difícil de combater, mesmo com o fortalecimento de músculos e articulações, mas características como a lentidão dos movimentos e a dificuldade em manter uma postura adequada podem ser combatidas pela prática cuidadosa de atividades físicas.

Cuidados com o sol devem ser intensificados o ano inteiro, não apenas no verão

solDezembro foi instituído como mês chave para as ações nacionais da Campanha de Prevenção ao Câncer de Pele, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)

Conhecido como “Dezembro Laranja”, a data marca a importância de reforçar o cuidado com a exposição excessiva ao sol e realizar a prevenção e o diagnóstico do câncer de pele. O alerta é para o ano todo, não apenas para o verão. “Quando tem claridade, tem sol. Mesmo que ele esteja mais fraco, ele está incidindo sobre a pele. No frio também tem queimadura na pele, e o frio intensifica essa queimadura”, explica a professora do curso de farmácia da Universidade de Brasília (UNB), Camila Areda.

As medidas de prevenção são simples e não exigem muito esforço do indivíduo. Evitar a exposição ao sol entre dez da manhã e quatro da tarde, usar diariamente protetor solar, boné, óculos escuros e roupas compridas também são medidas que podem ser essenciais para evitaro câncer. Pessoas com a pele mais clara, olhos claros, que já foram expostas aos raios ultravioletas em excesso, ou possuem casos na família são pré-dispostas a desenvolver a doença. No entanto, essas recomendações são para todas as pessoas, independente da cor da pele ou da região onde vive.

5550454035302520151050SulCentro-OesteSudesteNordesteNorte19.73013.8208.5607.79038.43058.66011.72012.7502.4101.890
Homem
Mulher

“A gente sempre instrui os pacientes, principalmente aqueles que têm muitos sinais, muitas manchinhas, de procurarem o dermatologista pelo menos uma vez no ano para fazer uma inspeção. Assim o paciente faz o diagnóstico e uma prevenção”, explica a dermatologista Jorgeth da Motta. Ela também reforça que a indicação do protetor solar deve ser feita sempre por um profissional dermatologista ou farmacêutico.

O fator de proteção solar (FPS) representa quanto tempo a mais a pele pode ficar exposta ao sol comparada com a pele sem a proteção. Um FPS 30 significa que a pele pode ficar até 30 minutos a mais exposta ao sol. O FPS também está relacionado com o tipo de pele. Pessoas com a pele mais branca devem usar um FPS maior, entre 50 e 60. Para peles mais escuras, é recomendado entre 15 e 30. Já a reposição do produto deve ser feita a cada duas horas. No caso de crianças, é sempre bom usar fórmulas desenvolvidas especialmente para elas, pois possuem matérias menos alergênicas e menos tóxicas.

Tipos de câncer de pele
O câncer melanoma é provocado pelos melanócitos, células que dão o pigmento a nossa pele. O melanoma é o câncer de pele mais perigoso, pois pode dar metástase e causar a morte. O câncer de pele não-melanoma pode ser o carcinoma basocelular, que é o mais prevalente dos cânceres, ou o carcinoma espinocelular. O carcinoma basocelular normalmente não causa metástase, ou seja, não causa morte, mas vai aumentando no local e pode deixar sequelas pós-tratamento. O carcinoma espinocelular também pode dar metástase e tem uma mortalidade maior.

Quanto antes o paciente detectar se uma lesão é benigna ou maligna, mais fácil o tratamento e a recuperação. Atualmente, a primeira opção é a retirada do tumor através de uma cirurgia. A exceção fica em casos de pacientes que tenham outras doenças ou que não podem ser operados. Nesse caso, o tratamento é feito com radioterapia ou quimioterapia dependendo do tipo de câncer. 

Quer saber como realizar o autoexame e detectar se uma mancha pode ser câncer de pele? Assista aqui!



Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Pacientes de médicas mulheres têm maiores taxas de sobrevivência

Pesquisa foi feita em Harvard e é descrita como a primeira avaliação deste tipo nos Estados Unidos

Pessoas idosas que foram tratadas por médicas do sexo feminino em hospitais têm taxas de sobrevivência significativamente melhores e menos readmissões do que aquelas tratadas por médicos do sexo masculino, segundo um estudo americano publicado na segunda-feira (19/2).

As descobertas, reveladas na revista científica Journal of the American Medical Association (JAMA) Internal Medicine, foram baseadas na análise dos registros médicos de uma amostra de mais de um milhão de pessoas, referentes ao período de 2011 a 2014. Os pacientes com médicas tinham uma probabilidade significativamente menor de morrer em um período de 30 dias a partir da internação, ou de ser readmitidos nos 30 dias após a alta.

Se os homens conseguissem obter a mesma taxa de sucesso que as mulheres neste campo, haveria 32.000 mortes a menos a cada ano apenas entre os pacientes do programa de assistência de saúde Medicare, um grupo que inclui pessoas com mais de 65 anos, calculam os pesquisadores. Este número é aproximadamente o mesmo que o número de mortes por acidentes de carro que ocorrem em todo os Estados Unidos em um determinado ano, disse o estudo.

"A diferença nas taxas de mortalidade nos surpreendeu", disse o autor principal do estudo, Yusuke Tsugawa, do Departamento de Política e Gestão de Saúde da Universidade de Harvard. "O gênero do médico parece ser particularmente significativo para os pacientes mais doentes", acrescentou.O estudo foi descrito como a primeira avaliação nacional deste tipo a comparar os resultados entre os pacientes de médicos do sexo feminino e do sexo masculino.

A pesquisa descobriu que os pacientes tratados por uma médica do sexo feminino tinham um risco relativo 4% menor de morrer prematuramente em comparação com os pacientes tratados por um médico homem. Os pacientes atendidos por médicas também tiveram um risco relativo 5% mais baixo de serem readmitidos em um hospital nos 30 dias após a alta. "Esta associação foi vista em uma ampla variedade de condições clínicas e variações na gravidade da doença", disse o relatório.

O estudo não se aprofundou nas razões para as diferenças observadas. No entanto, pesquisas anteriores mostraram que as médicas do sexo feminino tendem a seguir as diretrizes clínicas mais rigorosamente do que os homens, e que as mulheres oferecem uma comunicação mais centrada no paciente. Uma melhor compreensão das diferentes abordagens é agora mais importante do que nunca, disse o autor sênior Ashish Jha, professor de política de saúde e diretor do Instituto de Saúde Global de Harvard.

"Havia ampla evidência de que os médicos do sexo masculino e feminino praticam a medicina de forma diferente. Nossas descobertas sugerem que essas diferenças são importantes para a saúde do paciente", disse Jha. "Precisamos entender por que as médicas mulheres têm menores taxas de mortalidade para que todos os pacientes possam ter os melhores resultados possíveis, independentemente do sexo de seu médico". As mulheres representam hoje cerca de um terço dos médicos em atividade dos Estados Unidos, e cerca de metade de todos os médicos formados do país. 

Da France Presse

Correio Braziliense