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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Trombose venosa profunda e embolia pulmonar: o que devemos saber

Trombose venosa é a formação de trombos (coágulos) nas veias. Sua manifestação clínica depende da extensão do trombo e das veias acometidas, podendo ocorrer em qualquer veia do corpo, sendo os membros inferiores o local mais frequente


O diagnóstico precoce e a localização do trombo são muito importantes para o tratamento adequado, assim como para definir os riscos e as complicações mais comuns. Alguns sinais e sintomas que podem levar à suspeita de trombose venosa de membros inferiores são: dor, inchaço, endurecimento da musculatura do membro afetado e dificuldade para andar. Nesses casos, recomenda-se uma consulta imediata com um especialista.

Cirurgião vascular do corpo clínico do Biocor Instituto, Josualdo Euzébio da Silva (CRM 26.128) explica que alguns fatores aumentam o risco de trombose venosa sendo os mais comuns cirurgias de grande duração, fraturas com imobilizações prolongadas, viagens longas, câncer, predisposição genética, idade acima de 40 anos, obesidade e gravidez. “Em muitas dessas situações, temos medidas e medicamentos que podem prevenir uma trombose venosa profunda, sendo aconselhável um exame (check up) vascular”, diz.

“Hoje em dia, aplicamos uma escala de estratificação de risco de trombose em pacientes a serem internados ou submetidos a cirurgia, com o objetivo de rastrear os pacientes de maior risco e iniciar a prevenção nesses casos”, ressalta Josualdo Euzébio. Segundo ele, o especialista fará um exame clínico minucioso e utilizará alguns exames para definir o diagnóstico, podendo ser realizado através de equipamentos com alto índice de precisão – muitas vezes no próprio consultório ou em clínicas especializadas.

De acordo com o médico, a complicação mais temida é a embolia pulmonar, que consiste no deslocamento do trombo da veia acometida até o pulmão. A incidência nos Estados Unidos e Europa do tromboembolismo venoso e embolia pulmonar fica em torno de um a três casos por 1 mil habitantes por ano e uma mortalidade de 50 mil pessoas/ano, sendo a terceira doença cardiovascular mais comum.

“É importante ressaltar a insuficiência venosa crônica, outra grave complicação da trombose venosa, não mortal, que pode causar ulcerações nas pernas, dor crônica, inchaço, pigmentações e cicatrizes que levam à redução da mobilidade dos membros”, diz Josualdo Euzébio, acrescentando que o tratamento, dependendo do caso, poderá ser realizado em domicílio, com uso de medicamentos orais ou injetáveis, ou em casos mais graves exigindo internação hospitalar. “Existem hoje novos anticoagulantes modernos que minimizam os riscos de sangramento, apresentando menor interferência com outros medicamentos e facilitando o controle clínico.”

Josualdo Euzébio, que é membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular e membro da Society for Vascular Surgery, esteve em um congresso na cidade de Leipzig, na Alemanha, no início deste ano. Ele conta que no evento foi muito discutido novas técnicas para remoção do trombo através de cateteres específicos, visando uma recuperação mais rápida e minimizando as sequelas que podem advir de uma trombose, sendo algumas vezes realizado o implante de stent para manter a veia aberta e com seu calibre normal.

“Em casos selecionados, em que não é possível o tratamento com anticoagulantes, quando apresenta alto risco de embolia pulmonar, embolia pulmonar com o tratamento adequado, ou mesmo durante a extração de trombos, pode ser usado um dispositivo metálico (filtro de veia cava). O filtro de veia cava é implantado através de um cateter e posicionado em uma veia de grande calibre para evitar que o trombo se desloque até o pulmão.”

Anvisa adiciona mais 28 itens à lista nacional de substâncias entorpecentes

fotocomprimidopbA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adicionou, na segunda-feira (20), 28 itens nas Listas de Substâncias Entorpecentes, Psicotrópicas, Precursoras e Outras sob Controle Especial

Dentre os itens aprovados há a inclusão de 12 substâncias controladas, 13 adendos quanto à regulação dessas substâncias e três novos sinônimos dos controlados.

As listas completas e atualizadas das substâncias foram publicadas na resolução RDC 143/17 no Diário Oficial da União (DOU) da segunda.

Substâncias controladas
As chamadas substâncias controladas ou sujeitas a controle especial são substâncias com ação no sistema nervoso central e que podem causar dependência física ou psíquica, motivo pelo qual necessitam de um controle mais rígido do que o controle das substâncias comuns.

Também se enquadram na classificação de medicamentos controlados, segundo a Portaria SVS/MS n. 344/1998:
  • substâncias anabolizantes;
  • substâncias abortivas ou que causam má-formação fetal;
  • substâncias que podem originar psicotrópicos;
  • insumos utilizados na fabricação de entorpecentes e psicotrópicos;
  • plantas utilizadas na fabricação de entorpecentes,
  • bem como os entorpecentes;
  • substâncias químicas de uso das forças armadas;
  • substâncias de uso proibido no Brasil.
Fonte: Portal Brasil

Anvisa divulga boletins sobre bancos de sangue

Uma das publicações trata da avaliação sanitária dos serviços de hemoterapia. E há o boletim sobre o perfil do doador

O 8º Boletim Anual da Avaliação Sanitária dos Serviços de Hemoterapia, elaborado pela Anvisa, apresenta e discute os dados referentes às inspeções sanitárias realizadas pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) nos serviços de hemoterapia brasileiros durante o ano de 2015.

A área da Anvisa responsável pela elaboração do 8º Boletim Anual da Avaliação Sanitária dos Serviços de Hemoterapia é a Gerência de Sangue, Tecidos, Células e Órgãos.

Perfil
Conforme o perfil de risco sanitário nacional apresentado, foi constatado que 90% dos Serviços de Hemoterapia (SH) encontram-se em situação considerada satisfatória, ou seja, entre baixo e médio risco potencial.

A comparação entre os perfis de distribuição do risco sanitário potencial no período de 2011 a 2015, comparando ano a ano, confirma a redução do risco revelada ao longo dos anos pela diminuição dos percentuais de estabelecimentos categorizados nas categorias de médio, médio alto e alto risco potencial.

Doadores
A mesma área técnica da Anvisa, Gerência de Sangue, Tecidos, Células e Órgãos, preparou o   4º Boletim de dados de Produção Hemoterápica Brasileira (Hemoprod) de 2014 e 2015, com as informações a respeito do perfil do doador de sangue brasileiro e sobre a produção, a transfusão e o descarte de hemocomponentes nos serviços hemoterápicos brasileiros.

A divulgação dos dados apresentados nestes documentos busca aperfeiçoar a comunicação entre os entes do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), os serviços de hemoterapia e a sociedade em geral, com a disseminação das informações na área de sangue e componentes.

As informações dos dois boletins podem apoiar a formulação de estratégias e de políticas públicas relacionadas à área de sangue, bem como fornecer subsídios à construção de indicadores para o monitoramento da segurança e qualidade do serviço de hemoterapia e dos produtos por ele ofertados.

ANVISA

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Reajuste de preço de medicamentos é o menor dos últimos 10 anos

O valor máximo cobrado está abaixo do índice da inflação prevista para este ano, e o preço dos medicamentos não será maior do que os cobrados fora do Brasil

Os medicamentos vendidos no Brasil terão o menor reajuste de preços dos últimos dez anos. A média do ajuste máximo - definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), é de 2,63%. Na prática, o valor ficou abaixo do índice da inflação registrada entre março de 2016 e fevereiro deste ano, que ficou em 4,76%.

“Esse reajuste baixo desse ano veio por causa dos ganhos de produtividade que o setor teve no ano passado. Houve um impacto, também, na questão do dólar, houve uma queda da taxa de câmbio, houve uma queda também da taxa de energia elétrica e o IPCA caiu bastante”; explica o secretário-executivo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, Leandro Safatle.

A regulação de preços exercida pela CMED tem um importante papel na moderação dos ajustes de preços de medicamentos no país e tem feito com que esses ajustes se mantenham abaixo da inflação acumulada no período regulado.

“A gente estabelece os preços teto. Se tem desconto, ótimo! Quanto maior desconto, melhor pro consumidor. A gente regula o preço teto, acima desse preço não se pode vender. Então é muito importante ter a pesquisa do consumidor na hora de comprar o seu medicamento”, destaca Safatle.

O percentual de ajuste publicado pela CMED não se trata de um índice automático de aumento de preços, pois o número é aplicado ao valor máximo para a venda dos medicamentos. Para fazer valer o direito ao ajuste, as empresas fabricantes devem encaminhar as informações de vendas realizadas no segundo semestre do ano anterior e informar a pretensão de ajuste, o que não pode ultrapassar o máximo autorizado para cada classe de medicamentos.

O primeiro grupo é o dos medicamentos de maior concorrência, aqueles que possuem mais laboratórios produzindo diversas marcas ou genéricos substitutos como, por exemplo, os medicamentos inibidores da bomba de prótons (omeprazol, pantoprazol, etc.). O segundo grupo são os que têm concorrência moderada, como antifúngicos sistêmicos (cetoconazol, fluconazol, etc.). Já o terceiro grupo, é o dos medicamentos com baixa concorrência, como penicilinas injetáveis (ampicilina, amoxicilina, etc.).

A fórmula de cálculo utilizada foi aprovada por consulta pública e tem o objetivo de garantir maior transparência, segurança, previsibilidade e maior racionalidade, por estimar com mais precisão a concorrência de mercado e por também usar fontes que refletem melhor todo o mercado brasileiro de medicamentos.

O secretário-executivo Leandro Safatle ressalta que os preços de medicamentos cobrados no Brasil levam em conta os valores encontrados em outros países. “O preço máximo comercializado no Brasil não pode ser maior do que o menor preço que a gente encontra lá fora. A gente sabe que o medicamento que é vendido no Brasil ele não está mais caro do que os medicamentos que estão sendo encontrados lá fora”.

A CMED é um órgão interministerial formado pelo Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o Ministério da Fazenda, o Ministério da Justiça e a Casa Civil da Presidência da República. Desde 2015 o órgão estabelece critérios para a definição e o ajuste de preços, além de reunir informações econômicas de algumas classes desses produtos favorecendo a concorrência.

A lista com o teto dos preços dos medicamentos está publicada no Diário Oficial da União.

Janary Damacena, para o Blog da Saúde

UNA-SUS/UFPE lança curso sobre Regulação da Assistência Hospitalar

cursohospitalA Universidade Federal de Pernambuco, integrante da Rede Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNA-SUS/UFPE), está com matrículas abertas para o curso Regulação da Assistência Hospitalar

A oferta é uma parceria com o Ministério da Saúde por meio da sua Coordenação Geral de Regulação e Avaliação (CGRA/DRAC/SAS/MS) e integra o Programa de Qualificação para Profissionais de Regulação do Sistema Único de Saúde.

A versão com certificação da capacitação é direcionada aos trabalhadores previamente indicados por gestores estaduais. Demais interessados no tema ainda podem se matricular até 29 de maio e acessar os conteúdos como visitantes, pelo site do Programa.

Com carga horária de 30 horas, o curso busca fortalecer a capacidade de gestão municipal e estadual, trazendo uma reflexão sobre a atuação dos profissionais da central de regulação enquanto agentes da Política Nacional da Regulação, com destaque para a interface com a Política Nacional de Atenção às Urgências e a Atenção Básica na Assistência Hospitalar.

Para tanto, são abordadas questões voltadas aos diversos níveis de atenção à saúde, discutindo de forma clara o papel de todos os atores nas respostas às demandas e necessidades de saúde, do planejamento à execução. Entre os assuntos tratados estão o planejamento e regulação assistencial, os desafios para o acesso com equidade, o papel da Central de Regulação Hospitalar, interface com o controle e a regulação interna, Método KANBAN, regulação dos leitos de UTI e uma proposta de modelo de regulação hospitalar.

O médico responsável pela produção do material didático, Vanderlei Soares Moya, explica a importância da atuação do regulador que, em última análise, representa o gestor na organização da assistência. “É dele a responsabilidade final de garantir o acesso de cada cidadão aos serviços que necessitam, com base em protocolos clínicos e administrativos, inclusive de diagnosticar as falhas para possibilitar as correções necessárias”, conta. “Esse profissional deve conhecer todo o processo para favorecer o acompanhamento dos pacientes nos diversos níveis de atenção, orientado por um sistema de referência e contrarreferêrencia”, esclarece Moya.

Ainda de acordo com o médico, esse tipo de reflexão é de suma importância, uma vez que o regulador atua diretamente nas centrais de marcação de consultas e de serviços de apoio diagnóstico e terapêutico e na ocupação de leitos, o que também inclui internação e liberação. “Isso vai muito além do processo regulatório da assistência às urgências, como, na maioria das vezes, a regulação é vista.O regulador é primordial para identificação de gargalos e desajustes entre os pontos de atenção na rede assistencial”, afirma Vanderlei.

O Coordenador-Geral da CGRA, João Marcelo Barreto corrobora que o profissional de saúde que, no seu âmbito, participa de ações de regulação, não sendo somente o regulador vinculado às centrais de regulação, responde por práticas que incidem diretamente no acesso da população aos serviços de saúde. “Esse conceito de práticas de regulação deve ser cada vez mais disseminado e estruturado também nas unidades de saúde, de forma transversal e integrada em toda a RAS”, diz. João ressalta que a qualificação dos profissionais do SUS deve ser permanente, visando a qualidade da atenção à saúde, compreendendo ser de suma importância estruturar processos de regulação integrados, eficientes e que busquem incansavelmente os princípios e diretrizes do Sistema.

Para Moya,ao trazer a discussão sobre a regulação do sistema, especificamente a regulação da assistência, o curso promove a oportunidade de reflexão sobre as funções do gestor. “Ao buscar garantir o direito de cada cidadão à saúde, fortalecemos o SUS e promovemos a equidade do acesso a todos que necessitam, garantindo a integralidade da assistência e adequando as ofertas disponíveis a demanda, de forma ordenadapriorizando o acesso de forma racional e oportuna”, afirma.

O curso é todo construído na modalidade de educação a distância, o que possibilita ao profissional a organização do tempo de estudo de acordo com sua disponibilidade de horário. A linguagem utilizada é simples e objetiva e procura refletir as práticas operacionais da regulação do acesso, aproximando sua abordagem ao cotidiano dos profissionais-estudantes. Para saber mais sobre o Programa de Qualificação para Profissionais de Regulação do Sistema Único de Saúde, acesse o site.

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Fonte: UNA-SUS