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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Doação de leite humano ajuda a salvar quase dois milhões de recém-nascidos

Toda mulher que amamenta é uma possível doadora de leite materno

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As estratégias utilizadas pelo Brasil no estabelecimento e ampliação dos Bancos de Leite Humano, bem como as estratégias de doação do leite materno, são iniciativas pioneiras no mundo. Até o ano passado foi possível ajudar a salvar mais de um milhão e oitocentos mil recém-nascidos. Essa é uma marca a ser comemorada no Dia Mundial de Doação de Leite que foi comemorado no último dia19 de maio.

O leite materno é o melhor alimento para bebês até os dois anos de idade, favorecendo o crescimento e desenvolvimento adequado. Em alguns casos, a criança nasce prematura e a mãe não consegue amamentar, mas mesmo a criança que fica internada precisa desse leite para se recuperar, e essa é a maior importância da doação de leite materno: ajudar a dar a vida para outros bebês.

Assim aconteceu com Gisele Bortolini, que teve complicações na gestação e, por isso, a filha Helena precisou nascer prematura. Durante a internação Gisele não teve leite suficiente para amamentar e precisou da ajuda dos bancos de leite.

“É muito difícil ser mãe de um bebê que fica na UTI, é uma uta diária pela vida e você aprende a viver o presente, o dia de hoje. E depois de um tempo eu não consegui ordenhar tudo que ela precisava, eu continuei ordenhando e o que eu não conseguia ordenhar eu tive apoio do banco de leite. Então as mães que doaram leite ajudaram a recuperar a Helena em uma fase tão crucial da vida dela”, explica Bortolini.

A pequena Helena teve ajuda de pessoas como a professora Suzi Machado, que começou a doar leite humano quando a filha Laura nasceu há dois meses. “Tem muitas crianças que precisam. Eu tive a Laura em uma casa de parto, que é mais natural, e lá pude ver algumas mães que não conseguiram amamentar. Foi aí que vi a importância de doar, então acaba que a gente que tem muito leite precisa ajudar quem não tem”, defende.

Os Bancos de Leites Humano (BLHs) do Brasil, foram desenvolvidos há 32 anos pelo Ministério da Saúde e entre os anos de 2009 e 2016, contou com o apoio de mais de um milhão e trezentas mil mulheres doadoras e, aproximadamente, um milhão e meio de litros de leite coletados.

O Brasil possui a maior e mais complexa rede de banco de leite do mundo. Hoje, existem no país 221 BLH em todos os estados e Distrito Federal, e 186 Postos de Coleta, além da coleta domiciliar. Antes de ser distribuído, todo leite coletado nos bancos passa por um rigoroso controle de qualidade e é fornecido de acordo com as necessidades de cada criança.

“Primeiro a gente precisa conscientizar que o leite que a mãe tira não vai faltar para o seu bebê. Segundo, que qualquer quantidade é suficiente. Às vezes as mães podem pensar que meio pote é pouco e por isso não vale a pena doar. Mas um pote pode alimentar até dez crianças”, esclarece Miriam Santos, integrante da Comissão Nacional do Banco de Leite Humano.

Apesar das mobilizações já realizadas, o número de doações de leite humano ainda é baixo em relação à demanda. Hoje, a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano consegue suprir aproximadamente 60% da demanda para os recém-nascidos prematuros e de baixo peso internados nas UTI Neonatais do Brasil. Isso significa que cerca de 40% dos bebês internados que precisam ainda não podem contar com o leite humano na alimentação.

Por isso, o Ministério da Saúde, em parceria com a Rede de Bancos de Leites Humano, realiza este ano, a Campanha Doe Leite Materno. Desta forma, o ministro Ricardo Barros convocou todas as mães a participarem desse ato de solidariedade. “A redução da mortalidade infantil está diretamente relacionada com doação de leite materno. Então ficam aqui todas as mães convocadas a ajudar o Brasil e as crianças do Brasil nesta ação, que é uma ação de amor e de carinho àquelas que precisam”.

O que é preciso para doar
Toda mulher que amamenta é uma possível doadora de leite materno, basta estar saudável e não estar tomando nenhum medicamento que interfira na amamentação. Quem quiser doar, pode procurar o banco de leite humano mais próximo ou ligar para o Disque Saúde, pelo número de telefone 136.

Para a coleta, a doadora deve lavar bem as mãos e os braços, até o cotovelo, com bastante água e sabão, cobrir os cabelos com lenço ou touca e usar um pano ou máscara sobre o nariz e a boca. As mamas devem ser lavadas apenas com água e, em seguida, secas com toalha limpa.A coleta deve ser feita em local limpo e tranquilo. O leite extraído para doação pode ficar no freezer ou no congelador da geladeira por até 10 dias. Nesse período, deverá ser transportado ao banco de leite humano mais próximo.

Janary Damacena para o Blog da Saúde

A importância da comunicação para o sucesso da transição no cuidado do paciente

Por Nilsa M. A. Yamanaka*

Um dos maiores desafios humanos é a adequada comunicação interpessoal. Essa questão se torna crítica na área de saúde quando necessitamos assegurar a assistência de maneira efetiva, especialmente nos processos de transição do cuidado profissional oferecido ao paciente

Ao assisti-lo, há a necessidade de identificar a melhor terapia no intuito de oferecer resultados favoráveis dentro das perspectivas possíveis para o tratamento do indivíduo que objetive a melhoria da saúde. Para o planejamento terapêutico, que deve ocorrer desde o primeiro contato até a alta, é fundamental que o mesmo seja realizado observando as práticas baseadas em evidências quer para o tratamento, do cuidado até a reabilitação, tendo em vista que as instituições de saúde são dinâmicas, possuem diferentes unidades de negócio e uma diversidade de clientes, o que gera possibilidades de ocorrência de falhas ou até mesmo evento adverso.

Para garantir qualidade e segurança no atendimento ao paciente, o cuidado centrado no indivíduo deve ser prioridade, fortalecendo o processo de cuidar, assegurado pela boa comunicação interprofissional, e também a adequada a comunicação com o paciente. A prestação de atenção integral dos serviços oferecidos aos pacientes é fundamental para prevenir problemas, possibilitando encontrar melhores soluções às enfermidades já observadas. Estabelecer diálogo com o paciente e seus familiares ou responsáveis contribui para ajustar o planejamento terapêutico as suas necessidades, respeitar as crenças e cultura do paciente e atender as expectativas das partes.

Na coordenação da transferência do cuidado também é necessário o envolvimento dos profissionais, dos pacientes e seus familiares ou responsáveis, sendo fundamental o adequado entendimento entre as partes frente ao processo terapêutico, monitorando constantemente sua efetividade, incentivando a promoção da saúde e o acompanhamento da transição interprofissional do cuidado realizado. O paciente, os familiares ou responsáveis e os profissionais envolvidos na transição do cuidado devem interagir de maneira que a comunicação e a informação sejam seguras a todos.

Desta forma, é possível diminuir as ocorrências mais prevalentes relacionadas com a transferência interprofissional do cuidado: erros de medicação, a prática não segura e a não avaliação na realização da reconciliação. Também, observamos a ausência do planejamento na admissão do paciente fazendo ocorrer aumento nos dias de internação e, consequentemente, onerando ainda mais os custos do cuidado de saúde. Esse é um cenário mundial.

Sistematizar a informação por meio de protocolo contribui com o processo de transferência do cuidado, assim como é fundamental nesta etapa investir em sistemas informatizados robustos para agregar informações, contribuindo com alertas para garantir que todas as fases sejam realizadas, disponibilizando, por exemplo, dados referentes à medicação permitindo seu monitoramento e até a melhoria do planejamento. Segundo a metodologia Joint Commission International (JCI), planejar e projetar processos de gestão de informações para atender as necessidades de informações internas e externas permite gestão segura e eficaz.

O implemento efetivo do processo de transição do cuidado de forma sistematizada contribui para a sua continuidade, evitando omissão, erros ou duplicidade nas informações das recomendações do tratamento.

As diferenças étnicas, culturais, idiomáticas ou religiosas, também podem influenciar na transição do cuidado, tornando o processo vulnerável se não houver a busca do entendimento com a quebra destas barreiras, o que facilitará o processo de acesso e recebimento de cuidados, conforme o manual de padrões da Joint Commission International.

Portanto, o fortalecimento da comunicação interpessoal – profissionais, pacientes ou familiares – e o fluxo de informações informatizadas do processo é primordial para uma gestão segura na transferência do cuidado.

*Nilsa M. A. Yamanaka é enfermeira pela Escola de Enfermagem da USP- Ribeirão Preto, licenciada em Enfermagem pela Faculdade de Educação da USP; possui especialização em Administração em Saúde pela FGV-SP e MBA em Gestão e Tecnologia da Qualidade POLI-USP. É educadora para Serviços de Educação para a Melhoria da Qualidade e Segurança Assistencial de Instituições de Saúde do Consórcio Brasileiro de Educação, associado brasileiro da Joint Commission International.

Foto: Reprodução

Nathália Vincentis
Jornalismo
sbcomunicacao.com.br

ANS autoriza reajuste de até 13,55% para os planos de saúde

Regra vale para contratos individuais ou familiares, e já está em vigor


Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou que os planos de saúde reajustem as mensalidades em até 13,55% a partir deste mês de maio, em um período válido até abril de 2018. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última sexta-feira (19).

A regra vale para planos médico-hospitalares individuais e familiares, e atinge cerca de 8,2 milhões de beneficiários, uma fatia de 17,2% dos 47,5 milhões de clientes de operadoras de assistência média privada do país.

De acordo com a ANS, o reajuste pode ser aplicado somente a partir da data de aniversário de cada contrato. Também é permitida a cobrança de retroativo no número de meses meses de defasagem entre a aplicação e a data de aniversário do contrato.

As operadoras deverão informar no boleto de pagamento o índice de reajuste autorizado pela ANS, o número do ofício de autorização da ANS, nome, código e número de registro do plano, bem como o mês previsto para aplicação do próximo reajuste anual.

G1

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Sal causa danos ao organismo muito antes do que se pensava, revela estudo

Pesquisa feita com adolescentes detecta o endurecimento arterial entre os que consomem a substância em quantidades acima do recomendado

O sal é um dos vilões mais conhecidos quando se fala em problemas no coração. Cientistas americanos reforçaram essa fama ao mostrar que os males causados pelo sódio ao organismo podem ocorrer mais cedo do que se imaginava.Os investigadores analisaram um grupo de adolescentes e viram que o consumo excessivo da substância provocou rigidez nas artérias dos jovens, problema que pode desencadear enfermidades mais graves, como ataque cardíaco e derrame. Os autores do estudo, apresentado no Encontro da Sociedade Acadêmica Pediátrica de 2017, nos Estados Unidos, sustentam que os achados corroboram a necessidade da redução do consumo do alimento desde a infância.

Os investigadores foram motivados a realizar a pesquisa após observar um aumento no número de crianças e adolescentes que sofrem com obesidade, diabetes, colesterol alto e hipertensão. Os cientistas resolveram fazer uma análise ampla e observar se o excesso de sal na dieta dos jovens poderia contribuir para o surgimento de problemas cardíacos. Os pesquisadores recrutaram 775 adolescentes em um hospital infantil do estado de Ohio, nos Estados Unidos.

A quantidade de sódio consumida pelos participantes foi medida por meio de registros dos próprios voluntários, durante três dias. Com a ajuda de monitores colocados na pele dos jovens - próximos a artérias localizadas no braço, pescoço e virilha -, duas medidas importantes no sistema cardíaco foram analisadas: a elasticidade da artéria braquial (localizada na parte superior do braço) e a onda de pulso (velocidade com que o sangue percorre entre a artéria carótida, no pescoço, e a artéria femoral, na virilha).

Os resultados mostraram que um maior consumo diário de sódio foi associado a uma menor elasticidade da artéria braquial e maior onda de pulso. “Juntas, essas duas leituras indicaram níveis mais altos de rigidez nas duas artérias periféricas, que ficam nas extremidades do corpo, e também nas artérias centrais”, explicou, em um comunicado, Elaine Urbina, diretora do Departamento de Cardiologia Preventiva no Hospital Infantil de Cincinnati, nos Estados Unidos, e principal autora do estudo.

De acordo com os cientistas, a rigidez das artérias, provocada pelo consumo excessivo de sal pelos adolescentes, reforça ainda mais a necessidade de redução da quantidade de sódio ingerida pelos jovens, já que essa alteração pode provocar a aterosclerose, problema que pode desencadear complicações ainda mais graves. “Sabemos que adolescentes e adultos jovens têm ingerido mais que a quantidade recomendada de sal em suas dietas. Nosso estudo sugere que isso pode gerar mudanças no corpo, e provocar riscos maiores de ataque cardíaco e derrame”, ressaltou Urbina.

Roberto Cândia, cardiologista do laboratório Exame, em Brasília, detalha por quê a rigidez das artérias é tão prejudicial ao coração. “O endurecimento dos vasos sanguíneos prejudica a circulação do sangue e também impede que substâncias liberadas pelo corpo, com a função de ajudar a dilatar os vasos sanguíneos, possam agir. Isso faz com que a pressão arterial aumente, dessa forma, a hipertensão e o infarto podem ocorrer. Essa relação já foi vista em pacientes diabéticos, e, agora, com esse estudo, constatamos que os jovens também podem sofrer desse mal. Isso mostra que futuramente eles podem se tornar cardiopatas”, destacou o especialista, que não participou do estudo.

Atenção à alimentação
Maria de Fátima Leite, membro do Departamento Científico de Cardiologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), acredita que a pesquisa americana reforça a necessidade de atenção à alimentação dos jovens, um assunto que vem sendo abordado por especialistas da área. “É um alerta mais que necessário porque o número de jovens que sofre com obesidade vem aumentando consideravelmente. Eles não estão apenas acima do peso. Eles precisam de tratamento, e isso é bastante preocupante. Com essa pesquisa, conseguimos ver como a ingestão de sal em excesso pode provocar o envelhecimento das artérias precocemente, um problema que muitos acreditam surgir apenas na meia-idade”, ressaltou a especialista.

Hábitos
Ela ressalta que os hábitos de alimentação das crianças precisam ser monitorados com cuidado pelos pais. “No caso da cidade onde vivo, no Rio de Janeiro, tenho visto que as crianças brincam menos na rua, não fazem atividades físicas. Isso, somado a uma alimentação ruim, muitas vezes baseada em produtos industrializados, com alta quantidade de sódio, se torna uma bomba-relógio. É importante trocar essas refeições por alimentos de qualidade, diminuir o consumo de junk food e estimular a realização de exercícios que ajudem a prevenir um problema cardíaco precoce”, ressaltou a especialista.

Os autores do estudo darão continuidade à pesquisa. Eles pretendem se aprofundar no tema, e encontrar mais detalhes relacionados à saúde cardíaca de crianças e adolescentes. Cândia aposta que a continuação do estudo, com avaliação de um grupo maior de pessoas, poderá trazer dados ainda mais relevantes. “Seria interessante observar mais jovens e também verificar se essa rigidez ocorre com mais frequência em alguma raça específica, se é algo mais comum em pessoas brancas, por exemplo”, ressaltou a especialista.

Anvisa alerta sobre lotes de hormônio falsificados

Anvisa alerta sobre lotes de hormônio falsificados

A empresa Laboratório Química Farmacêutico Bergano Ltda identificou a presença de dois lotes falsificados no mercado. Anvisa determina o recolhimento do produto. Anvisa determinou, nesta quarta-feira (17/5), a apreensão dos lotes CC40793 e CC60602, que são falsificações do hormônio de crescimento Hormotrop I2 UI pó liofilizado + diluente.

A empresa Laboratório Químico Farmacêutico Bergano Ltda, que possui o registro do medicamento, identificou e denunciou a presença desses lotes falsificados no mercado.

Como medida, a Resolução RE 1.304 de 11 de maio de 2017 determina a proibição da distribuição, comercialização e o uso do medicamento. Além disso, a empresa deve recolher os lotes falsificados disponíveis no mercado.

Serviços de saúde ou pacientes que identificarem esses lotes devem entrar em contato com a Vigilância Sanitária da sua cidade e a Polícia Civil, já que a falsificação de medicamentos é crime hediondo.

ANVISA