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domingo, 11 de junho de 2017

'Farmacêutico deve se mostrar', diz americana sobre profissão no Brasil

Especialista destaca importância de fiscalizar a prescrição de remédios.Erros de medicação evitáveis custam até US$ 29 bilhões por ano nos EUA

A figura do médico como autoridade final para indicar um remédio parece estar no passado para Diane Ginsburg, professora de farmácia clínica na Universidade do Texas, nos Estados Unidos. "É preciso ter diretrizes para o uso dos medicamentos", explica Ginsburg. "Seria negligente prescrever medicamentos sem ter o controle exato dos efeitos."

Ex-diretora da associação de farmacêuticos clínicos dos Estados Unidos (ASHP, na sigla em inglês), a norte-americana acredita que o farmacêutico é um profissional que precisa ser valorizado por saber mais sobre medicamentos do que médicos e enfermeiros. "Nós passamos mais tempo pesquisando sobre remédios, conhecemos melhor os efeitos."

Somente nos Estados Unidos, os farmacêuticos clínicos chegam a 35 mil. No caso do Brasil, Ginsburg acredita que os farmacêuticos precisam conquistar o espaço para poder ter mais voz ativa nas condutas clínicas. "Antigamente, o farmacêutico queria sempre ser invisível. Hoje a necessidade é justamente o contrário, ele precisa ter maior influência para guiar as prescrições que são passadas na rotina de um hospital. O farmacêutico deve se mostrar mais por aqui."

Para a especialista, o ensino no Brasil não é uma barreira para o crescimento da influência de farmacêutico no cotidiano dos hospitais já que as disciplinas ensinadas aqui são parecidas com as aulas ministradas nos Estados Unidos. "Os farmacêuticos daqui recebem a mesma instrução, a mesma educação que nós recebemos no meu país. Eles têm o mesmo 'calibre', são iguais a nós."

Convencimento
Nos Estados Unidos, a situação começou a mudar em favor dos farmacêuticos a partir da iniciativa do Instituto de Medicina, uma organização não governamental que divulgou um relatório em 1999, mostrando que até 98 mil pacientes morriam por ano nos EUA por conta de erros de medicações. "Depois desse trabalho, eu diria que as coisas começaram a mudar por lá e a atuação do farmacêutico começou a ser mais respeitada", afirma.

Para Ginsburg, o motivo é simples: "Quando não há colaboração entre os profissionais de saúde, os erros aparecem". A farmacêutica defende que a informação é a melhor maneira para tentar convencer outros profissionais de saúde sobre a estratégia adequada na hora de prescrever determinada droga. "Não é tão difícil convencer os médicos. Existem evidências científicas para algumas das posturas que defendemos."

Farmacêuticos clínicos precisam saber se um medicamento é o correto, se a dosagem é exagerada ou inferior ao necessário e até mesmo se combinações de drogas podem causar problemas ao paciente. É exatamente pela necessidade de estudos aprofundados que Ginsburg acredita na influência do profissional na equipe de saúde. "Até hoje nós ainda estamos aprendendo alguma coisa sobre o uso da penicilina, que é um antibiótico que existe há décadas."

Exemplos
Na Índia, um estudo no Hospital Apollo mostrou que o uso de farmacêuticos clínicos durante 4 meses foi o suficiente para reduzir em até 70% os erros de medicação.

Segundo dados divulgados em 2006 pelo International Journal of Evidence-based Healthcare - publicação científica da área de saúde nos EUA -, erros de medicação que poderiam ser evitados custam até US$ 29 bilhões por ano nos Estados Unidos. Na Austrália, a cifra é de US$ 350 milhões.

G1

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Atualizada lista de substâncias sujeitas a controle especial

As listas de medicamentos sujeitos a controle especial são atualizadas periodicamente pela Anvisa

Clique aqui e acesse a lista mais atualizada.


CRF-Paraná

Estudo: compartilhar posts é sinal de apreciação e vontade de ser admirado

Cientistas identificam quais mecanismos do cérebro são ativados quando alguém decide compartilhar um texto nas redes sociais; escolha parte de áreas ligadas ao reforço da própria imagem e à vontade de despertar a admiração alheia


O compartilhamento de textos e imagens é uma das ferramentas mais usadas nas redes sociais, e o fato de alguns conteúdos despertarem mais atenção dos usuários do que outros aguçou a curiosidade de cientistas norte-americanos. A equipe decidiu investigar o papel do cérebro na escolha do que pode viralizar na internet e descobriu que áreas ligadas à autoimagem e à apreciação fazem parte desse processo. O estudo foi divulgado recentemente na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas) e, para os autores, pode ajudar a entender um pouco mais sobre os mecanismos de seleção feitos pelo cérebro humano.

“O compartilhamento de informações é uma maneira importante pela qual nos influenciamos mutuamente. Estamos muito mais propensos a acreditar e a lembrar daquilo que falamos com os nossos amigos do que de algo que recebemos apenas a partir de meios de comunicação de massa”, explica ao Estado de Minas Christin Scholz, pesquisadora da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e uma das autoras do estudo.

No experimento, a investigadora e os colegas utilizaram aparelhos de ressonância magnética para medir, em tempo real, a atividade cerebral de 40 voluntários – estudantes com idade entre 18 e 24 anos – enquanto eles liam manchetes e resumos de 80 artigos sobre saúde publicados no jornal americano The New York Times. Os participantes foram orientados a ler e a avaliar se compartilhariam os artigos, que abordavam temas como nutrição, atividades físicas e vida saudável. Todos tinham a mesma quantidade de palavras.

A equipe concluiu que, ao ser lido, o texto classificado como viral – bastante compartilhado – provocava maior atividade em uma área cerebral ligada à apreciação. “Essa região fica ativa quando coisas boas nos acontecem, quando, por exemplo, estamos comendo chocolate ou recebendo dinheiro. Em nosso estudo, quanto mais essa região era ativada no momento em que os participantes do estudo olhavam para o artigo em questão, mais provável era que ele fosse compartilhado frequentemente”, explica a autora.

Outra região que também mostrou alta atividade durante o experimento foi a área cerebral ligada ao pensamento autorrelacionado, quando um indivíduo se preocupa com o que os outros pensam dele. “Acreditamos que os leitores consideram tanto o fator autorrelacionado - por exemplo, 'essa partilha vai me fazer parecer positivo, inteligente, amigável?' - quanto as consequências sociais - 'esse compartilhamento vai me levar a uma boa conversa? Meu amigo vai gostar ou odiar isso?”, ilustra Christin Scholz.

Valor Social
Apesar de a amostra de participantes ter sido pequena, os pesquisadores acreditam que o resultado pode se repetir em grupos de tamanho mais significativo. “Se podemos usar um pequeno número de cérebros para prever o que um grande número de pessoas que leem um jornal estão fazendo, isso significa que coisas semelhantes podem ocorrer com outras pessoas. O fato de que os artigos atingem o mesmo acorde em cérebros diferentes sugere que motivações similares e normas semelhantes podem estar conduzindo esses comportamentos. Coisas semelhantes têm valor em nossa sociedade mais ampla”, ressalta a autora.

Graziela Furtado Scarpelli Ferreira, coordenadora do curso de psicologia do Centro Universitário Iesb, de Brasília, avalia que o estudo traz constatação científica para fenômenos observados no dia a dia. “Agora, temos a prova de estímulo dessas áreas pela imagem, e é interessante observar como a autoavaliação é algo que pesa nessa escolha. Ela está ligada ao impacto social, não só me preocupo com o que eu posto, mas também com o que os outros também pensam de mim. O que está muito ligado à imagem que a pessoa quer refletir para que ela se encaixe no grupo social que tem preferência”, diz a especialista, que não participou do estudo.

Segundo ela, há pesquisas que tratam de um tema semelhante e há pouco tempo tratado pela ciência, o neurônio espelho. “Ele tem exatamente a função de mimetizar o comportamento do outro. Se eu me identifico com a pessoa, faço com que ela se identifique comigo. É por isso que casais em início de relacionamento acabam se parecendo tanto em comportamento”, complementa.

Saúde Plena

“Custo” da gripe para as empresas deverá ser 20% mais alto em 2017

A gripe responde pelo maior custo sazonal em saúde para as companhias brasileiras considerando o impacto causado pela doença nos planos de saúde corporativos, apesar de todos os investimentos das empresas em prevenção. Sem contar os prejuízos à produtividade causados em sua consequência, como o absenteísmo

Por Fábio Pimentel-Vital Agência

Levantamento da Advance Medical Group, empresa de origem espanhola e líder global especializada em gestão de saúde populacional corporativa, indica que a epidemia que anualmente atinge trabalhadores e dependentes por meio da propagação do vírus Influenza, em especial entre os meses de maio e setembro, responde por mais de 30% dos motivos que levam estas pessoas ao Pronto Socorro.

Diante deste cenário, o impacto financeiro da gripe em 2016 para as empresas brasileiras que oferecem plano de saúde como benefício foi de aproximadamente R$10,2 bilhões e deve chegar a R$12,3 bilhões em 2017, aumento de 20%. Ainda segundo o levantamento, o acesso a Pronto Socorro responde, em média, por 15% dos custos dos planos de saúde para as empresas.

Para o médico e CEO da Advance no Brasil, o médico Caio Soares, a falta de orientação médica especializada como suporte para utilização racional dos planos de saúde é a única saída para contenção do problema do ponto de vista de gestão de saúde. “Cerca de 80% dos pacientes acometidos por gripes não necessitam de atendimento hospitalar e conseguem superar perfeitamente o problema com orientação médica adequada”, afirma.

A epidemia de gripe em uma população que não recebe este tipo de orientação pode incrementar em 5% no aumento da sinistralidade, conta que será repassada para as empresas tendo em vista que os reajustes dos planos corporativos são negociados diretamente entre as empresas e os players de saúde suplementar. “Em alguns casos esse percentual pode ser ainda maior quando se há propagação de um tipo de vírus muito resistente”, explica.

A visita ao pronto socorro pode custar ainda muito caro, de acordo com Soares. “Com o organismo vulnerável, estes pacientes, em um ambiente extremamente contaminado como são os Prontos Socorros, podem acabar contraindo outras doenças. Sem contar que seus acompanhamentos também podem acabar se expondo a outras doenças ou até mesmo a gripes”, conclui.

Doentes crônicos, idosos e crianças de forma geral podem ser atingidos de forma mais severas pela gripe. “Nestes casos, o atendimento médico presencial é fundamental”. Por essa razão a orientação médica especializada é necessária para fazer esta triagem e indicar o Pronto Socorro quando necessário. É uma ferramenta eficaz e otimiza recursos, quando se comparada ao volume de desperdícios”, pondera.

Saúde Business

São Lucas promove debate sobre o futuro dos hospitais

A próxima edição do evento Visão São Lucas – Palestras de Excelência Médica, que acontecerá no dia 23 de junho, a partir das 7h, durante um café da manhã, abordará o tema O Hospital do Futuro: o Futuro do Hospital

No púlpito, o médico e gestor Francisco, presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), promoverá reflexões sobre o sistema de saúde: as rupturas emergentes e o papel dos hospitais; a tecnologia a nosso favor, entre outros tópicos.

Segundo o coordenador do evento, o médico Marcos Knibel, os debates sobre o atual modelo hospitalar e o uso das tecnologias em saúde estão na ordem do dia. “Devemos usar a tecnologia de ponta no ponto”, enfatiza Knibel.

O encontro acontecerá no Hotel Hilton Rio de Janeiro Copacabana (antigo Hotel Windsor Atlântica) – Av. Atlântica, 1.020,Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro – e é voltado para profissionais da área de saúde.

O Visão São Lucas – Palestras de Excelência Médica é um evento de relacionamento com os médicos da cidade, com o objetivo central de suscitar debates, reflexões e compartilhar conhecimento sobre temas relevantes da área de saúde, tecnologia, bem-estar e qualidade de vida, entre outras questões pertinentes que permeiam a contemporaneidade.

Lívia Zampirole
Assessoria de Imprensa
livia@saudeempauta.com.br