Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



domingo, 2 de julho de 2017

4 detalhes assustadores de como eram as feitas as cirurgias dois séculos atrás

Ir ao hospital no início do século 19 era quase uma sentença de morte

A sala foi construída no topo de uma igreja e tinha acesso direto à ala feminina do hospital St. Thomas, em Londres (Foto: BBC)
A sala foi construída no topo de uma igreja e tinha acesso direto à ala feminina do hospital St. Thomas, em Londres 
(Foto: BBC)

Aqueles que tinham dinheiro eram tratados e operados em suas casas. Por isso, quem tinha a má sorte de acabar na sala de cirurgia de um hospital como o St. Thomas, um dos mais antigos de Londres, tinha uma alta probabilidade de morrer vítima de uma infecção.

Neste hospital fica a Old Operating Theatre ("antiga sala de operações", em inglês), a mais antiga conservada em toda a Europa, que acaba de ser reaberta para visitação após três meses de reformas.

Em 1822, o local era um centro cirúrgico para mulheres. Hoje, ela funciona como museu de uma época em que ainda não se usava anestesia nem antissépticos e quando se acreditava que era o "miasma" - odor fétido dos solos e águas impuras - que causava as doenças.

Semanalmente, um funcionário do museu ocupa a antiga sala e explica aos visitantes, em detalhes, como as cirurgias eram feitas há 200 anos.

1. Operações-relâmpago
Dois a cada três pacientes que passavam pela sala de cirurgia nos anos 1800 morriam, de acordo com Miles.

O mais comum era que morressem por causa de infecções contraídas no pós-operatório, mas, para minimizar as possibilidades de morte por hemorragia, os cirurgiões da época operavam o mais rápido que conseguiam.

Uma cirurgia, do princípio ao fim, durava cerca de 10 a 15 minutos. Serrar um osso durante uma amputação podia tomar dois ou três minutos do tempo dos médicos - que ficavam mais famosos de acordo com a rapidez de seus procedimentos.

Amputações de membros usando torniquete eram algumas das operações mais frequentes, mas também se faziam outros procedimentos, como a extração de pedras na bexiga.

2. Sem anestesia
Em 1822 os pacientes sentiam uma dor inimaginável durante as operações, que eram feitas em uma pequena maca de madeira.

As pacientes eram colocadas em uma maca pequena, que geralmente não apoiava todo o seu corpo (Foto: BBC)
As pacientes eram colocadas em uma maca pequena, que geralmente não apoiava todo o seu corpo (Foto: BBC)

Naquela época, os pacientes mais ricos, atendidos pelos médicos em suas casas, tomavam álcool para diminuir a dor nos procedimentos. No entanto, as mulheres que passavam pela Old Operating Theatre só recebiam um bastão revestido de couro para morder durante a cirurgia. Em alguns casos, os pacientes tinham os olhos vendados, mas, de modo geral, assistiam a tudo.

O éter só começou a ser usado como anestésico nos hospitais do Reino Unido em 1846. No ano seguinte, o clorofórmio também passou a ser usado para deixar os pacientes inconscientes.

3. Público de 200 pessoas
Assim como outras salas de cirurgia e de dissecação anatômica que existiam na época na Europa, esta tinha uma espécie de arquibancada e grades semicirculares para facilitar a visibilidade do público, que era composto principalmente por estudantes de medicina, aprendizes e assistentes dos cirurgiões.

Cerca de 200 pessoas se amontoavam para presenciar cada operação.

O material cirúrgico só era lavado após as operações - assim como as mãos dos cirurgiões e assistentes (Foto: BBC)
O material cirúrgico só era lavado após as operações - assim como as mãos dos cirurgiões e assistentes (Foto: BBC)

De acordo com as descrições de procedimentos cirúrgicos da época, havia muito barulhos e empurrões nas arquibancadas. Do fundo era possível ouvir gritos de "cabeças, cabeças!" para que os mais próximos da mesa de operações abrissem espaço.

Fumaça de tabaco também era comum no ambiente, explica Gareth Miles.

A presença e o posicionamento dos membros do público era regulamentado e era comum em todas as salas de operações da época - no centro, ficavam o cirurgião e seus ajudantes, que seguravam o paciente para que não se movesse durante a cirurgia.

Ao redor da maca também ficavam outros cirurgiões do hospital e seus aprendizes, assim como quaisquer visitantes que o cirurgião principal permitisse.

Durante o século 19, na Old Operating Theatre, as mulheres só podiam ocupar a maca cirúrgica, como pacientes. Sua presença no público não era permitida, porque se considerava que elas não eram fortes o suficiente para suportar as cenas.

Nas arquibancadas ficavam sentados, além dos estudantes, os aprendizes de outros hospitais, que iam observar novas técnicas e procedimentos, ou apenas o trabalho dos cirurgiões mais famosos.

4. Os instrumentos e as mãos eram lavados após as operações
Na época, médicos e cientistas acreditavam que as doenças contagiosas eram causadas pelo miasma - mau cheiro das ruas e dos rios, que se dissipava pelo ar -, e não por micro-organismos. Por isso, não se usava nenhum método antisséptico na sala de cirurgia.

Caixotes de madeira eram usados para recolher o sangue, e médicos tinham que operar rápido para minimizar hemorragias (Foto: BBC)
Caixotes de madeira eram usados para recolher o sangue, e médicos tinham que operar rápido para minimizar hemorragias (Foto: BBC)

O sangue das operações era recolhido em uma caixa de madeira com serragem ou areia, e os cirurgiões e seus assistentes só lavavam as mãos depois das operações, e não antes.

Da mesma forma, segundo Gareth Miles, os instrumentos cirúrgicos não eram limpos ou esterilizados antes de um procedimento, como são hoje. E as vendas eram reutilizadas nos pacientes.

Os jalecos manchados de sangue eram considerados uma espécie de medalha de honra para os cirurgiões, que, além de tudo, chegavam à sala de cirurgia vestindo as roupas com as quais tinham vindo das ruas. As mesmas ruas por onde, teoricamente, se espalhava o miasma.

G1

sábado, 1 de julho de 2017

Hospital é condenado após médicos operarem pé errado de paciente em SP: 'Sofri muito'

Decisão, contra a Santa Casa de Santos, ainda cabe recurso

Após três anos, Francisco desabafa: 'Não desejo ao meu pior inimigo' (Foto: Reprodução/TV Tribuna)
Após três anos, Francisco desabafa: 'Não desejo ao meu pior inimigo' (Foto: Reprodução/TV Tribuna)

A Santa Casa de Misericórdia de Santos, no litoral de São Paulo, foi condenada pela Justiça a pagar indenização a um paciente que teve o pé errado operado por um médico do hospital. A decisão ainda cabe recurso.

A cirurgia ocorreu em 2013. Francisco Ferreira de Melo Junior, hoje com 53 anos, teve o pé esquerdo operado quando, na verdade, estava com o dedão do outro pé quebrado.

Foi o próprio paciente quem notou o erro médico, após sair do centro cirúrgico e acordar do efeito da anestesia. Ele reclamou com a equipe e ficou com medo de como foi tratado.

"O médico se aproximou com uma seringa para me aplicar uma nova sedação. Eu disse que só voltaria para a cirurgia quando algum familiar meu estivesse no hospital", lembra.

Após o ocorrido, e com os dois pés operados, ele registrou um boletim de ocorrência e resolveu processar o hospital. Em primeira instância, perdeu o pedido de indenização.

"Enquanto isso, entramos com um recurso na Justiça e aceitamos um acordo com o médico, que também estava envolvido no processo", explica o advogado do paciente, Felipe Vieira.

Sem acordo com a Santa Casa, o processo continuou. Na sexta-feira (30), ele foi informado da decisão do desembargador Eduardo Sá Pinto Sandeville, que condenou o hospital.

A indenização quantificada é de R$ 8 mil. Segundo a decisão, o "montante se mostra adequado para as circunstâncias da causa, reparando adequadamente os danos sofridos pelo autor".

"O valor é mínimo, mas tudo bem, a justiça está sendo feita. Não tem dinheiro no mundo que pague o que eu passei. Fiquei deprimido e sofri muito", desabafa Junior.

Na época, Francisco tinha dois comércios, que fecharam após ele não ter condições de continuar com os negócios. Hoje, ele trabalha como segurança em um estabelecimento.

"O que eu passei, não desejo para o meu pior inimigo. Lembro do médico vindo com a seringa na minha direção. Fui tratado como um lixo e a Santa Casa nunca se preocupou comigo ", afirma.

Por meio de nota, a Santa Casa de Santos informou que ainda não foi comunicada oficialmente da decisão. O hospital limitou-se a dizer que tomará as medidas cabíveis assim que notificado.

G1

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Luta contra o diabetes entra em uma nova era

Estudo apresentado em congresso nos Estados Unidos mostra eficácia de medicamento que reduz risco de eventos cardiovasculares e incidência de crises de hipoglicemia em pacientes graves 

Por Ellen Cristie

San Diego, Califórnia – Medicamentos com maior mecanismo de ação, atendimento personalizado ao paciente e uma visão mais refinada sobre as complicações do diabetes. Reunidos durante cinco dias em San Diego, na Califórnia, mais de 16 mil médicos e pesquisadores de 112 países participaram da 77ª edição das Sessões Científicas da Associação Americana de Diabetes e apontaram um novo momento para o tratamento do diabetes, doença que afeta 415 milhões de pessoas em todo o planeta.

Entre as novidades apresentadas durante o congresso, dois estudos chamaram a atenção da comunidade médica e prometem impulsionar novas descobertas para o tratamento de pacientes com diabetes. Ambos cumprem as normas do órgão regulador de saúde dos Estados Unidos – o Food and Drugs Administration (FDA), que nos últimos anos exige que todo medicamento prescrito para o controle do diabetes seja seguro do ponto de vista cardiovascular, ou seja, não contribua para o aumento de casos de doenças cardiovasculares, principal causa de mortes por diabetes, correspondendo a 60% dos óbitos de pacientes com a doença.

Um dos estudos, o Devote, comparou duas insulinas basais: o uso da degludeca e da glargina, durante dois anos, em 7.637 pacientes adultos com diabetes tipo 2 com alto risco de doenças cardiovasculares. Destes, 303 foram brasileiros captados em 10 centros de pesquisa. Os resultados foram positivamente surpreendentes. “A degludeca reduziu em 40% a taxa de hipoglicemia grave e em 53% a hipoglicemia noturna”, explica o cardiologista José Francisco Kerr Saraiva, professor titular de cardiologia da Faculdade de Medicina da PUC-Campinas e coordenador de Normatizações e Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

A hipoglicemia ocorre quando os níveis de açúcar (glicose) no sangue estão abaixo dos índices considerados normais, ou seja, menores que 70mg/dl. A hipoglicemia é apontada como a principal complicação decorrente do uso da insulina, podendo levar à morte.

Nos casos mais graves, como no período noturno, o paciente com diabetes pode dormir e ser acometido de convulsões, alterações na pressão arterial, arritmias graves que podem anteceder à parada cardíaca, infarto do miocárdio, transtornos neurológicos e óbito, caso não seja socorrido a tempo.

Para José Francisco, assim como o diabetes, a hipoglicemia - dada a sua gravidade - é uma questão social que envolve não só o estilo de vida do paciente. “É também um problema dos médicos que precisam se aprofundar no assunto, do governo que precisa priorizar a saúde, das famílias que não se envolvem com o momento correto da alimentação do diabético, dos pais que comem açúcar na frente dos filhos diabéticos, dos cuidadores, enfim, de todos os envolvidos com os cuidados desse paciente”, comenta.

Marco no Tratamento
Outro estudo apresentado durante o congresso foi o programa Canvas, que demonstrou a eficácia da canagliflozina na prevenção de eventos cardiovasculares. A pesquisa contou com mais de 10 mil pacientes com diabetes tipo 2 de 30 países e o medicamento reduziu em 14% o risco de doenças cardiovasculares e em 33% o risco de hospitalizações em decorrência de insuficiência cardíaca, além de impactar a progressão da doença renal e diminuir os níveis de açúcar no sangue.

A droga também mostrou-se eficaz na redução da pressão arterial e na perda de peso. Segundo Vlado Perkovic, diretor do The George Institute, na Austrália, e co-autor do estudo, os resultados podem ser considerados um marco no tratamento do diabetes tipo 2. “A canagliflozina não somente reduziu o risco de doenças cardíacas como também oferece proteção contra insuficiência renal, problema que afeta milhares de pessoas com diabetes.”

Palavra de especialista
Freddy Goldberg Eliaschewitz, endocrinologista, líder nacional do estudo Devote e diretor do Centro de Pesquisas Clínicas (CPClin)

Resultado relevante “A hipoglicemia não é apenas um incômodo que o paciente com diabetes sente. Ela é um fator de risco da doença e a principal barreira para que o indivíduo consiga alcançar o controle metabólico de seu organismo. É por isso que os resultados do Devote são relevantes. Além de ser um estudo com baixa taxa de abandono, menos de 2% dos pacientes deixaram o tratamento, comprovou-se que a insulina degludeca é eficiente na redução de casos de hipoglicemia e na consequente diminuição de complicações cardiovasculares nos pacientes. Existem entre 10 milhões e 14 milhões de brasileiros com diabetes tipo 2.

Longo Caminho a Percorrer no Brasil
Embora as pesquisas sobre o diabetes tenham evoluído a passos largos nos últimos anos - tendo a tecnologia como aliada - com medidores de glicose cada vez mais modernos, canetas aplicadoras de insulina e bombas de infusão quase indolores - não há como negar que o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer no que se refere ao atendimento adequado ao paciente.

Segundo o endocrinologista Rodrigo Moreira, da diretoria da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e coordenador científico do ADA pela Sociedade Brasileira de Diabetes, é possível encontrar no Brasil praticamente todos os remédios existentes em países desenvolvidos, como os EUA.

“Temos liraglutida, dulaglutida, empagliflozina, canagliflozina e dapagliflozina, ou seja, quase tudo o que os EUA têm, com duas exceções, e com a diferença de que lá o governo oferece essa gama de medicamentos gratuitamente. No Brasil, não”, comenta.

O custo de um paciente diabético que usa remédios e insulina no Brasil pode variar de R$ 150 a R$ 300 por mês, sem contar os equipamentos eletrônicos que facilitam a vida dos pacientes. “Apesar de estarem disponíveis, atendem apenas uma pequena parcela da população.”

Inimigo Desconhecido
Rodrigo Moreira enfatiza que o quadro de diabetes no Brasil torna-se preocupante à medida que as estatísticas crescem. “Existem entre 10 milhões e 14 milhões de brasileiros com diabetes tipo 2. E estima-se que a metade não sabe que tem diabetes e o problema já começa aí.”

Ele explica que ter a glicose alta (veja tabela) não significa necessariamente que o paciente vá ter ou perceber os sintomas. Muitas vezes, a doença é assintomática, mesmo que a pessoa apresente índices de glicemia entre 150 e 250. “Ao ser diagnosticado, o que pode demorar entre 3 e 5 anos até que ele chegue ao consultório, a glicose alta do paciente de diabetes tipo 2 já está atacando os olhos, o rim, o nervo, as artérias.” O endocrinologista ressalta que outro erro é atrelar o diabetes somente ao açúcar. “As pessoas se esquecem do arroz, do macarrão, da farinha etc.”

O que mais impressiona é que um simples exame de sangue é um indicativo para o quadro de diabetes e, mesmo apresentando índice glicêmico elevado, muitas pessoas preferem seguir em frente, sem procurar tratamento. “Há duas formas de tratar o diabetes: o paciente pode simplesmente ter glicose alta, tomar remédio e não fazer nada. Passado um tempo, a dose de medicação aumenta e ele continua sem fazer nada. Vira uma bola de neve. Ou ele pode se cuidar e ter qualidade de vida com alimentação balanceada e atividade física regular”, completa Rodrigo Moreira. * A jornalista viajou a convite da Novo Nordisk.

Glicose no Sangue Níveis para o resultado do exame de glicemia em jejum
  • Até 99mg/dl - normal
  • Entre 100 e 126mg/dl - pré-diabetes
  • Acima de 126mg/dl - diabetes
* A jornalista viajou a convite da Novo Nordisk.

Foto: Reprodução

Saúde Plena

Lei que proíbe fumar em locais fechados ajudou a reduzir quase 800 mortes em SP

Penalidade para quem descumprir a lei vai desde multa de R$ 1.253,50 até o fechamento do estabelecimento por 30 dias se houver caso de reincidência

No mês em que é celebrado o oitavo aniversário da Lei Antifumo no Estado de São Paulo, os paulistas terão bons motivos para comemorar: desde que a norma foi implementada, em 2009, o número de doenças provocadas pelo tabagismo diminuíram, e a quantidade de óbitos por essas enfermidades também foi menor.

Uma análise feita em um período de 17 meses constatou que a lei que restringe o público de fumar cigarros e seus derivados em ambientes parcialmente ou totalmente fechados foi responsável por evitar quase 800 óbitos, sendo 571 mortes por infarto e 228 mortes por acidente vascular cerebral. As informações são da tese de doutorado da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, finalizada em outubro do ano passado.

O Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas da FMUSP constatou que a aplicação da lei teve impacto na redução do número de internações por doença cardiovascular e acidente vascular cerebral. Os resultados apontam que, entre agosto de 2005 e julho de 2009, a queda no número de internações por essas enfermidades era de 1% ao ano. Já, de agosto de 2009 a julho de 2010, essa queda foi três vezes mais rápida, atingindo 3% ao ano.

A lei, pioneira no Brasil na época, proíbe o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou qualquer outro produto fumígeno em ambientes total ou parcialmente fechados. Criticada por muitos fumantes nos primeiros meses de implementação, hoje já é vista como algo natural para a população paulista.

Multa
Raros são os ambientes que descumprem essa norma, que prevê multa de R$ 1.253,50 para o estabelecimento que não aderirem a prática, e que dobra o valor em casos de reincidência.A terceira vez que a irregularidade for constatada, o local é interditado por 48 horas e, na quarta, é fechado por 30 dias.

A Secretaria de Estado da Saúde informou que até meados de maio deste ano, mais de 3.700 multas foram aplicadas, em mais de 1,7 milhão de inspeções realizadas. O índice de cumprimento da legislação é de 99,7% nos estabelecimentos, desde que a norma entrou em vigor. As regiões com maior número de infrações foram a capital, com 1.043 multas, seguida pela Baixada Santista, com 339 penalidades e o Grande ABC, com 301 locais irregulares.

Para a professora Laura Franco, 38 anos, e fumante há 15, no início foi difícil se acostumar, mas hoje reconhece os benefícios da lei. “Estávamos acostumados a encontrar os amigos no bar e fumar enquanto comíamos e bebíamos. Com a proibição, até deixei de frequentar certos lugares, que demoraram um pouco para se adaptarem com áreas para fumantes. Mas, depois de um tempo percebi que meu cigarro poderia estar atrapalhando algumas pessoas e dessa forma [com a Lei Antifumo] ficava mais justo para todos”, finalizou

Tabagismo
O Ministério da Saúde afirma que, conforme muitos estudos já comprovaram, o tabagismo é responsável por 25% das mortes por angina e infarto do miocárdio, 90% dos casos de câncer no pulmão, 25% das doenças vasculares e 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer. Segundo o órgão, o fumo passivo também é um problema sério que atinge pessoas que, mesmo não sendo consideradas fumantes, acabam ficando expostas à fumaça dos derivados do tabaco quando convivem com fumantes em ambientes fechados.

“Os fumantes passivos sofrem os efeitos imediatos da poluição tabagista ambiental, tais como: irritação nos olhos, tosse e dor de cabeça. A possibilidade de ocorrer problemas cardíacos se torna maior, como por exemplo, a elevação da pressão arterial. As crianças de baixa idade, em especial, são as mais prejudicadas em sua convivência com fumantes”, esclarece a pasta.

iG

Novas tecnologias no cuidado aos pacientes é tema de congresso internacional do CBA/JCI

Entre os dias 17 e 19 de setembro, acontece, no Rio de Janeiro, o IV Congresso Internacional CBA 2017. Promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) em parceria com a Joint Commission International (JCI), maior agência verificadora da qualidade em saúde do mundo com mais de 960 instituições acreditadas, o evento tem como tema Saúde 2.0: tecnologias emergentes e a qualidade do cuidado

Estarão em debate durante o Congresso as inovações na gestão dos hospitais, o uso de inteligência artificial e sistemas de apoio à decisão clínica e de grandes bancos de dados com enfoque clínico, dispositivos e sistemas de monitoramento remoto de pacientes, telemedicina, diagnósticos, consultoria e educação continuada à distância, entre outros.

O evento vai contar com importantes especialistas da área nos painéis e conferências programados. O professor de Medicina de Harvard e ex-presidente da International Society for Quality in Health Care (ISQua), David Bates (EUA), vai fazer, no dia 18, um panorama geral sobre o tema do Congresso, com comentários do Superintendente do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), Miguel Cendoroglo.

Ainda na segunda-feira, o CEO da United Health Group Brasil e ex-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, Cláudio Lottemberg, ministrará Conferência Magistral sobre tecnologia aplicada ao cuidado da saúde. John Li, epidemiologista e diretor do Research and Analysis Company – Optum (Inglaterra), companhia de inovação e serviços de saúde, fará um painel sobre a análise de dados e modelagem preditiva, sistema de suporte a decisões que utiliza estatísticas e modelos matemáticos para prever resultados futuros, na estratificação do risco em instituições de saúde.

No último dia de evento, a exposição da CEO da JCI, Paula Wilson (EUA), sobre o tema geral do Congresso e suas implicações no processo de acreditação abre a programação e vai contar com comentários do coordenador de desenvolvimento e Tecnologias Emergentes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP), Jefferson Gomes Fernandes, e da coordenadora da Qualidade do Hospital José de Almeida (Grupo Lusíadas – Portugal), Ana Rafaela Prado.

Pré-Congresso
No dia 17 de setembro, acontecem três cursos livres, ministrados por especialistas do CBA, no chamado pré-Congresso. Os cursos vão abordar os temas Introdução aos Padrões do Manual de Cirurgia Segura do CBA e do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC); Introdução aos Padrões do Manual de Acreditação de Operadoras de Planos de Saúde e Introdução à Acreditação Hospitalar (6a Ed. Manual de Padrões de Acreditação da Joint Commission International para Hospitais).

Sessão de Pôsteres
Até o dia 14 de agosto, a organização do IV Congresso Internacional CBA 2017 está selecionando trabalhos científicos, que farão parte de uma publicação científica oficial e indexada do CBA e serão apresentados como pôsteres digitais, em uma sessão específica, durante a programação do evento. Os trabalhos devem ser elaborados dentro do tema geral do Congresso, conforme as categorias: Processos clínicos/assistenciais; Processos administrativos/gerenciais e Processos de educação de pacientes e colaboradores.

Os trabalhos serão selecionados pelo Comitê de Ensino do CBA, segundo os critérios de Inovação/Relevância, Consistência, Impacto e Origem. A divulgação dos selecionados será feita até o dia 1º de setembro.

Como se inscrever?
Para mais informações sobre o pré-Congresso e o IV Congresso Internacional CBA 2017, inclusive sobre as inscrições de trabalhos científicos, acesse o site http://eventos.cbacred.org.br/congresso-internacional-2017/ ou entre em contato pelo e-mail cba@cbacred.org.br ou pelo telefone (21) 3299-8200. O evento acontece no Windsor Barra Hotel, localizado na Avenida Lúcio Costa, 2.630, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

Foto: Reprodução

Nathália Vincentis
Jornalismo
sbcomunicacao.com.br